#SaúdeELiteratura: Livro da UNA-SUS traz balanço dos trabalhos publicados pelo Nescon

By | 18 de dezembro de 2018

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Hipertensão e diabetes são os problemas mais recorrentes nas unidades de saúde onde atuam os profissionais que cursaram o Curso de Especialização em Saúde da Família, ofertado pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon), da Faculdade de Medicina da UFMG. A análise, feita a partir dos trabalhos de conclusão de curso, foi publicada em capítulo do livro “Práticas Inovadoras da Rede UNA-SUS: tecnologias e estratégias pedagógicas para a promoção da Educação Permanente”, lançado neste ano, com a participação de pesquisadores do Núcleo.

O capítulo “Perfil dos Trabalhos de Conclusão de Curso em Especialização em Saúde da Família, UFMG, Faculdade de Medicina, Núcleo de Educação em Saúde Coletiva, 2013/2017”, foi redigido à quatro mãos, pelas integrantes da coordenação do curso Maria Rizoneide Araújo e Matilde Cadete, e os estagiários Guilherme Medeiros e Rafael Ribeiro.

De acordo com Maria Rizoneide, o capítulo traz a análise da temática dos trabalhos produzidos de 2013 a 2017 e o perfil dos profissionais que os produziram. Os trabalhos buscam propor soluções para os problemas encontrados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) onde os alunos atuam e foram publicados na plataforma Phila, que é um sistema de gestão acadêmica dos cursos do Nescon.

A publicação do livro da Rede UNA-SUS é resultado de reuniões realizadas, todos os anos, com as universidades. O objetivo é discutir a educação a distância e problemas estruturais, como o custo dos programas de qualificação. Ao final das reuniões é feita uma carta de compromisso e para a solicitação de recursos para a secretaria executiva da UNA-SUS. Neste ano, a 24ª reunião foi realizada no final de novembro, na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Para os autores, a temática dos trabalhos mostra que os profissionais estão mais preocupados em resolverem problemas do dia a dia, o que dificulta ações de promoção da saúde. “São poucos os que fazem um trabalho de promoção da saúde, de treinamento das pessoas, de capacitação e mudança de concepção no processo de adoecer”, aponta Maria Rizoneide. Ela completa que esses profissionais precisariam ter tempo para conversar com os pacientes e conhecer suas demandas. “Da mesma forma que fazemos com um amigo da gente, conhecendo seus jeitos. É preciso fazer assim na saúde também, para saber como abordar a família”, avalia.

 

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG.

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