#Curiosidade: Você sabe qual é a importância da cultura de paz e não-violência na saúde pública?

By | 19 de dezembro de 2018

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Entender que a SAÚDE é um conjunto de vários fatores que envolvem o bem-estar físico, mental e social – e não meramente a ausência de doença, nos permite perceber o quanto é relevante nos apropriamos de uma linguagem mais acolhedora, diversa, plural e inclusiva para melhorar o acesso das pessoas aos serviços de saúde, sobretudo no que diz respeito a informação como ferramenta de transformação social.

Em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu a Cultura de PAZ como um conjunto de valores e atitudes baseados no respeito pleno à vida e na promoção dos direitos humanos para a transformação da realidade por meio da cidadania e da inclusão social. No Brasil, o direito ao acesso à saúde está garantido na nossa Constituição Federal, na Lei 8080/1990, por meio dos princípios da universalidade, equidade e integralidade.

Nesse sentido, de acordo com o Ministério da Saúde, a Política Nacional de Promoção da Saúde está intrinsecamente ligada à Cultura de Paz, na medida em que visa à promoção da equidade e da melhoria das condições e dos modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A #CulturaDePaz acredita que Linguagem + Informação = Transformação Social 😊💖 Click To Tweet

Outro exemplo de promoção da Cultura de Paz na saúde pública é a Política Nacional de Humanização (PNH), cujo objetivo é concretizar os princípios do SUS no cotidiano da atenção (primária, secundária e terciária) e na gestão na saúde pública no Brasil, incentivando a educação permanente em saúde, por meio de trocas solidárias entre gestores (as), trabalhadores (as) e usuários(as) do sistema de saúde pública.  Clique aqui para entender mais sobre esse como a cultura de paz tem a ver com a saúde pública.

Dentro desse contexto, a cultura de paz e não-violência busca alternativas e soluções para estas questões que afligem a humanidade como um todo, não se foca na questão da violência, muito menos na linguagem bélica, mas na paz como um estado social de dignidade onde tudo possa ser preservado e respeitado. Por entender que as palavras podem interferir no modo como o leitor é apresentado a um determinado assunto, recomenda-se o seguinte:

  • Palavras utilizadas na Cultura de Paz (origem mobilizadora): Enfrentar, eliminar, descartar, alertar, agir, realizar, promover, interagir, encontrar, conversar, debater, acolher, respeitar, tolerar, participar, propor, informar, diversidade, pluralidade, igualdade, socialização/socializar, mobilizar, reunir, amigo, amizade, solidariedade, união, coletivo, roda de conversa, encontro, público, público-prioritário, grupo, grupo social, pessoas com câncer, pessoas com diabetes, pessoas com hanseníase, pessoas com HIV, etc.
  • Palavras não utilizadas na Cultura de Paz (origem bélica): Guerra, arma, agressão/agredir, portador/portadores, adversário, inimigo, combate/combater, batalha, golpe, luta, matar, assassinar, massacrar, violentar, brigar, exterminar, atacar, alvo, público-alvo, alvo atingido, inimigo, inimigo público, etc.

De acordo com a UNESCO, a cultura de paz tem como base oito pilares:

1. Educação para uma cultura de paz
2. Tolerância e solidariedade
3. Participação democrática
4. Fluxo de informações
5. Desarmamento
6. Direitos humanos
7. Desenvolvimento sustentável
8. Igualdade de gêneros

  •  Clique aqui e confira um livro digital sobre a cultura de Paz produzido pelo Ministério da Saúde.
Fontes: Min. da Saúde / UNESCORede Escola / Info Jovem.

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