#BloquinhoDaSaúde: Você sabe como usar a camisinha feminina?

By | 27 de fevereiro de 2019

Tal como a opção masculina, a camisinha feminina também é eficaz na prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis – como o HIV/Aids, sífilis e hepatites virais – e também de uma gravidez não planejada. Ela se assemelha a uma “bolsa”, de 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro, e possui dois anéis flexíveis. Um é móvel e fica na extremidade fechada, servindo de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. O segundo, na outra ponta, é aberto e cobre a vulva, parte externa da vagina. É feita de poliuretano, um material mais fino que o látex da camisinha que envolve o pênis. É, também, mais lubrificada. Vale destacar que, uma vez que ela se acomoda dentro do canal vaginal, não pode ser usada ao mesmo tempo em que a masculina.

Como usar?

O anel móvel deve ser apertado e introduzido na vagina. Com o dedo indicador, ele deve ser empurrado o mais profundamente possível para alcançar o colo do útero, enquanto a argola fixa, externa, deve ficar aproximadamente 2 dedos (ou 3 cm) para fora da vagina. Na penetração, o pênis deve ser guiado para o centro do anel externo.

Reprodução Internet

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Terminada a relação sexual, a camisinha deve ser retirada apertando-se esse anel, e torcendo-o, para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha. Depois, basta puxar o preservativo para fora delicadamente e, a cada nova relação, usar um novo preservativo, obrigatoriamente. Um detalhe interessante acerca da camisinha feminina é que, ao contrário do preservativo masculino, ela pode ser colocada até oito horas antes da relação.

O que eu achei?

Ao longo de toda a minha vida sexual até então – tenho 34 anos, nunca havia usado a camisinha feminina, apenas o preservativo masculino. E por mais esclarecida e consciente que seja, sempre foi normatizado e mais cômodo para mim deixar a responsabilidade, não só por carregar uma consigo, como também de colocá-la, ao parceiro, o homem. Usar uma camisinha feminina, por outro lado, muda completamente essa lógica: ter em mãos, sinalizar a hora de colocá-la e, se for o caso, fazê-lo, nos dá mais autonomia, e amplia nossa percepção de sermos responsáveis por nós mesmas, pelo nosso corpo, prazer e saúde. Vale destacar que o momento de colocar a camisinha pode ter a participação do parceiro e tornar-se, também, um momento de prazer da relação.

Já colocada a camisinha na primeira vez que usei, não me atentei para o fato de que era preciso segurar o anel externo para fora da vulva no momento da penetração. Isso porque o pênis pode acabar empurrando pra dentro da vagina esse anel, comprometendo a proteção. E foi o que aconteceu comigo. Porém, simples de resolver: percebi isso junto com o parceiro com quem estava, puxei o anel, e o segurei para fora dessa vez. Durante a relação, percebemos, ambos, que a camisinha feminina estava sendo mais confortável para os dois. Para ele porque não havia a compressão da camisinha masculina – motivo de reclamação de alguns homens – e para mim, porque o preservativo feminino é bem mais lubrificado que a versão masculina.

E sim, a camisinha feminina se movimenta, uma vez que o anel externo é grande, não fica rente ou “fixo” à vulva. Porém, isso não foi um problema para mim, uma vez que respeitei a orientação presente na embalagem de manter esse anel, e cerca de dois dedos do preservativo, para fora. Dessa forma, a camisinha não se desloca e, uma vez que a penetração já ocorreu, ela não é empurrada para dentro do canal vaginal. Ao final da relação, notei que retirá-la não causa nenhum desconforto ou dor; aliás, é quase imperceptível.

Para mulheres que possam se sentir desconfortáveis ou até mesmo constrangidas em propor ao parceiro o uso de algo ainda não usual como a camisinha feminina, sugiro que esse “gelo” seja quebrado justamente com essa proposta, a de experimental algo “novo” para ambos. Você pode acabar descobrindo uma alternativa mais confortável, segura e autônoma de se proteger.

Reprodução Internet

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