Monthly Archives: março 2019

#SaúdeDaMulher: Qual a importância da vacina dTpa para a mãe e o bebê?

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Uma única vacina é capaz de proteger mãe e bebê contra três doenças graves. Esta é a dTpa, ou tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, que imuniza contra difteria, tétano e coqueluche.

A dTpa é uma das vacinas previstas no Calendário de Vacinação das Gestantes e deve ser aplicada nas futuras mães a partir da 20ª semana de gestação, com uma dose somente. A vacina acelular é segura para a grávida e o bebê.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, o objetivo da vacina dTpa em gestantes é diminuir a incidência da coqueluche, principalmente nas crianças de 0 a 2 meses de idade. “Você vacina a mãe para evitar que ela fique doente e transmita a doença para o filho, quando nascer. Assim, não se tem a transmissão vertical, como chamamos. Ela também passa a imunidade passiva, de mãe para o feto. Quando a criança nascer terá anticorpos protetores até que ela possa receber a vacina dTp na Pentavalente, aos dois meses de vida”, elucida.

Para receber a dTpa, a grávida não precisa de prescrição médica. Basta procurar uma das 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo Brasil, apresentar a Caderneta da Gestante  e se vacinar gratuitamente. “A partir da 20ª semana, quanto mais precoce a gestante tomar a vacina, mais ela tem chance de criar uma maior quantidade de anticorpos”, explica Carla Domingues.

Proteção necessária
Foi o que aconteceu com Karlinda Roriz, de 31 anos, mãe da pequena Alice e grávida do segundo filho, Lucas. Ela conta que as vacinas previstas para gestantes estão em dia. “E a dTpa também já tomei. Se não me engano foi na vigésima segunda semana de gestação. Meu médico me deixou bem ciente da importância dela, principalmente para o bebê”, conta a assessora jurídica.

No caso de grávidas que, por algum motivo, não tomaram a dTpa durante o pré-natal, a recomendação do PNI é receber a vacina ainda no período do puerpério – de 0 a 45 dias após o nascimento do bebê. No entanto, nestes casos, a vacina terá a função de proteger somente a mãe e evitar que ela passe a doença para o recém-nascido. Mas, o bebê não terá como produzir anticorpos até a vacinação com dois meses. “O ideal é sempre vacinar durante a gestação”, alerta a coordenadora do PNI.

Coqueluche
O objetivo principal da vacina é a proteção contra a coqueluche. Essa doença, por exemplo, já esteve em números muito baixos – abaixo de 10 casos por ano. Mas nos últimos anos houve aumento da doença, especialmente em crianças abaixo de seis meses de idade. Por este motivo, desde 2016, o Ministério da Saúde começou a recomendar a vacinação de gestantes. A meta é voltar a reduzir os índices. A coqueluche pode deixar sequelas e levar à morte.

Os casos de difteria também apresentaram redução por conta da cobertura vacinal. Mesmo sucesso alcançado contra o tétano neonatal. Em setembro de 2017 a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) declarou eliminado o tétano materno e neonatal nas Américas.

Vacinação para gestantes
O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações, oferta quatro vacinas para gestantes: dTpa (difteria, tétano e coqueluche); dT (difteria e tétano); hepatite B; e gripe, esta ofertada durante campanhas anuais.

Além de zelar pela própria saúde, a gestante transfere os anticorpos obtidos com a vacinação — primeiramente por meio da placenta e, depois, pelo leite materno. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida da criança, já que o sistema imunológico ainda está se desenvolvendo e fortalecendo.

Com informações do Blog da Saúde

#SaúdeNaCozinha: Quais os benefícios do abacate?

A demanda mundial por abacate é crescente por suas qualidades nutricionais e benefícios à saúde. Com o objetivo de levar estas informações aos produtores e consumidores, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) publica os resultados da pesquisa “Abacate: tecnologias de produção e benefícios à saúde”, na “Revista Informe Agropecuário”.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais causadoras de mortalidade no Brasil. A prevenção precoce dessas doenças depende de bons hábitos de vida, como a prática de atividade física e a adoção de dieta equilibrada e saudável com alimentos com alto valor nutritivo, contendo substâncias bioativas, que são abundantes em alimentos de origem vegetal, como o abacate.

A pesquisa sobre os benefícios do fruto, desenvolvida sob a coordenação dos pesquisadores da Epamig, Adelson Francisco de Oliveira e Angelo Albérico Alvarenga, traz informações sobre a cultura do abacate, descreve a extração do azeite do fruto por centrifugação e mostra suas características físicas e químicas para a saúde humana.

O consumo do abacate foi negligenciado ao longo de décadas por ser conhecido apenas como um alimento calórico. Hoje, o Brasil encontra-se entre os seis maiores produtores de abacate, com uma tendência para o aumento de plantios, principalmente para atender o mercado consumidor interno. O México lidera a produção deste fruto, seguido da Indonésia, República Dominicana e Estados Unidos.

Em Minas Gerais, o Governo do Estado realiza o estudo sobre a extração do azeite de abacate no Campo Experimental da Epamig, em Maria da Fé, no Sul de Minas. Demais trabalhos de investigação, como propagação para obtenção de mudas para formação de novos plantios, formação de pomares consorciados com a cultura do café, para complementação de rendas para o produtor, e avaliação qualitativa e nutricional são desenvolvidos no Campo Experimental da Epamig, em Lavras, também no Sul de Minas, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla).

O azeite obtido do abacate pode ser classificado como extravirgem (isento de defeitos orgânicos qualitativos), oferecendo benefícios à saúde humana. As qualidades nutricionais do fruto e do azeite, aliadas à oferta durante quase o ano todo e a versatilidade de consumo em pratos variados, colocam o abacate em evidência.


Clique aqui e acesse a matéria completa: Epamig faz pesquisa sobre os benefícios do abacate

Com informações da Agência Minas 

#SaúdeDoSono: Por que dormir bem influencia na qualidade de vida?

Nesta sexta-feira (15/03) é comemorado o Dia Mundial do Sono. A data serve de alerta para conscientizar a população sobre os benefícios do sono para a saúde. Muita gente não sabe, mas o hábito de dormir serve, entre outras coisas, como importante momento do organismo para repor as energias, revigorar o corpo e a mente, além de ajudar a regular o nosso metabolismo.

Os especialistas recomendam de seis a oito horas por dia de sono, sem interrupções. É durante este intervalo que o corpo fortalece o sistema imunológico, libera a produção de hormônios e consolida a memória, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do nosso corpo.

Mas, se você tem dificuldades para dormir, é preciso procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber as orientações necessárias e, consequentemente, começar um tratamento. Geralmente, a insônia e a apnéia obstrutiva do sono são alguns problemas que precisam de acompanhamento de uma equipe de saúde. Com isso, é importante ressaltar que falta de sono pode causar – além do conhecido cansaço no dia seguinte, irritabilidade, lapsos de memória, sonolência diurna exagerada, alterações do humor e dificuldades de raciocínio durante o dia.

Outro problema bastante conhecido é o ronco. Trata-se de um sinal de que o indivíduo não está dormindo bem. Quem ronca está esforçando sua musculatura respiratória para além de seus limites, e está sobrecarregando o coração. Ao longo do tempo, o indivíduo que ronca pode ficar hipertenso ou, até mesmo, apresentar infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Por isso, para conseguir um sono de qualidade, pequenos atos ajudam muito. Confira algumas dicas:

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Com informações do Ministério da Saúde.

#MobilizaçãoSocial: Parceiros da SES-MG multiplicam ações durante Carnaval

por Ana Rita Fernandes

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Na semana do Carnaval, o Núcleo de Mobilização Social do Nível Central estabeleceu parceria com inúmeras empresas que aderiram à campanha de sexo seguro “Então, previna-se!”, da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) que incentivou a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) pelo uso de preservativos.

Foi o caso, por exemplo, do Shopping Cidade, da Clínica Ativa Ocupacional, da Fiemg, entre outras, que, além de divulgarem a campanha da SES-MG em suas redes sociais, promoveram a distribuição de preservativos junto às suas equipes, com o propósito de conscientizar seu público-alvo da necessidade de praticar, sempre, o sexo seguro.

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#DeuNaMídia: Coordenadora da Organização de procura de Órgãos Metropolitana do MG Transplantes fala sobre a importância da doação de órgãos

A Coordenadora da Organização de procura de Órgãos Metropolitana do MG Transplantes, Rafaela Cabral Gonçalves Fabiano, concedeu entrevista ao Bom Dia Minas, da Tv Globo Minas, nessa quarta-feira, 13/03. A pauta foi a doação de órgãos no estado de Minas Gerais. Rafaela reforçou a importância das pessoas expressarem sua vontade de serem doadores, bem como de familiares autorizarem esta doação.

Segundo o MG Transplantes, em Minas Gerais acontecem  doações os seguintes órgãos: coração, fígado, rins, pâncreas, pulmões e córneas. Quando o paciente está em quadro de morte encefálica, mas com o coração ainda batendo, podem ser retirados todos os órgãos passíveis de doação. Com o coração parado é possível doar apenas as córneas, que podem ser retiradas num prazo de até seis horas.

Para saber mais sobre doação de órgãos, clique aqui.

Assista a matéria completa:

#EducaçãoPermanente: UNA-SUS/UFMG lança segunda oferta do curso Para Elas

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Segundo estudo divulgado pela UNODC (Escritório das Nações Unidas para Crime e Drogas) em novembro de 2018, a taxa de homicídios femininos global foi de 2,3 mortes para cada 100 mil mulheres em 2017.

No Brasil, dados relativos a 2018 indicam que são mortas 4 mulheres para cada grupo de 100 mil, uma taxa 74% superior à média mundial. Isso leva o país a se manter em 5º lugar no ranking mundial desse tipo de crime.

Diante desse triste cenário e em consonância com as políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento dessa realidade, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – uma instituição integrante da Rede Universidade Aberta do SUS – lança a segunda oferta do curso Para elas: Atenção Integral à Saúde da Mulher em Situação de Violência.

As matrículas podem ser realizadas até 20 de novembro. O curso é livre, gratuito, autoinstrucional e tem início imediato.

Com carga horária de 60h, a qualificação tem como objetivo preparar os profissionais da atenção básica para o cuidado da mulher em situação de vulnerabilidade. Para isso, o conteúdo aborda desde as principais bases teórico-metodológicas necessárias para a abordagem da violência em geral e, em especial, da violência contra a mulher; como também o histórico dos movimentos sociais no Brasil e os reflexos destes na sociedade; e, por fim, a legislação pertinente em casos de agressão contra pessoas do sexo feminino.

A oferta conta ainda com o uso de recursos educacionais que envolvem modelagem 3D e animação gráfica para auxiliar na assimilação de alguns conceitos.

Ligue 180
Só de janeiro a julho de 2018, o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher registrou 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídios e 118 tentativas de homicídios. No mesmo período, os relatos de violência chegaram a 79.661, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527).

Entre os relatos de violência, 63.116 foram classificados como violência doméstica. Os dados abrangem cárcere privado, homicídio, tráfico de pessoas, tráfico internacional de pessoas, tráfico interno de pessoas e as violências física, moral, obstétrica, patrimonial, psicológica e sexual.

Inscreva-se aqui.

Com informações do Blog da Saúde

#Ciência: Mulheres são protagonistas na produção científica em Minas

Estudo sobre a participação dos gêneros na pesquisa científica, publicado pela Elsevier, uma das maiores editoras do setor no mundo, aponta que o número de mulheres pesquisadoras tem aumentado no país. Conforme a publicação, a proporção de mulheres que publicam artigos científicos – principal forma de avaliação na carreira acadêmica – cresce a cada ano e o número de pesquisadoras já corresponde a 49% do total, o maior percentual entre todos os países pesquisados, junto com Portugal. Clique aqui para acessar o estudo na íntegra (em inglês).

Em Minas Gerais, o cenário não é diferente. Nos diversos órgãos ligados ao Governo do Estado também é notória a presença de mulheres que coordenam e produzem pesquisas científicas de qualidade e relevância por vezes internacional. A busca pelo novo impulsiona estas mulheres que, todos os dias, confrontam hipóteses para desenvolver soluções nas mais diversas áreas, a exemplo da biotecnologia, farmacologia, entomologia e agroecologia.

Divulgação | Funed

Divulgação | Funed

A bióloga Myrian Morato Duarte tem toda sua carreira ligada à Fundação Ezequiel Dias (Funed). Ela começou sua trajetória profissional na fundação como estagiária em 1993 e, hoje, após os bacharelados em Zoologia e Parasitologia e o doutorado em Microbiologia pela UFMG, se diz muito feliz com a relevância do seu trabalho no Serviço de Virologia e Riquetsioses da Funed. “Pedi para ficar na Virologia, onde estou realizada e muito feliz. Trabalhar fazendo aquilo em que acreditamos é fundamental”, frisa.

“Aqui temos uma quantidade de dados epidemiológicos e de material de estudo que nos permite realizar pesquisas importantes na área de Saúde, inclusive em parcerias com outras instituições, já que pesquisa sempre inclui o compartilhamento do conhecimento. Tivemos no ano passado resultados importantes a respeito da epidemia de febre amarela, que foram publicados em revistas de renome internacional”, enfatiza a bióloga.

A afinidade com a ciência é antiga na vida de Myrian, que sempre gostou de bichos e da natureza em geral. “Eu já sabia que atuaria na área de Ciências da Natureza”, conta. Toda sua formação foi em escola pública e não faltaram estímulos para que ela buscasse seus objetivos. Seu pai era um leitor voraz, tinha muitos livros em casa e sempre estimulou Myrian e seus irmãos à leitura. A bióloga também foi uma espectadora apaixonada pela série de TV Cosmos, de Carl Sagan (1978-1979).

Paralelamente a tudo que fez na UFMG e na Funed, Myrian ainda desenvolveu outra habilidade: a de ilustradora científica. Ela conta que, quando estava na Zoologia, conheceu pessoas que faziam ilustrações de peixes e se ofereceu para fazer um desenho melhor. Até que o conhecido médico, entomólogo e escritor Ângelo Barbosa Monteiro Machado, especialista em libélulas, pediu que Myrian fizesse algumas ilustrações para ele. A parceria deu tão certo que Myrian foi até homenageada pelo professor, tendo uma libélula batizada com seu nome, a Telebasis myrianae.

Leia a matéria, na íntegra, no site da Agência Minas.

#CiênciaESaúde: Novo programa da Funed explica pesquisas para o público não especializado

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) trabalha pela popularização do conhecimento, e o Descomplicada Ciência é fruto desse desejo de levar conteúdo científico de forma simples e atraente para a população não especializada.

Nesse episódio, as pesquisadoras Luciana Maria Silva e Milene Pereira Moreira, do Laboratório de Biologia Celular, apresentam uma importante pesquisa realizada na Funed, que estuda o gene STAT3 como um promissor biomarcador de quimiorresistência. A pesquisa pode, no futuro, trazer possibilidades terapêuticas para as pacientes de um câncer de difícil tratamento: o câncer de mama triplo negativo.

Assista:

Para se aprofundar ainda mais no tema, você pode também ouvir o podcast do programa, com a íntegra da entrevista concedida pelas pesquisadoras para o Descomplicada Ciência.

#8M: Revista Radis de março destaca mulheres na ciência

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Como amamentar e desenvolver pesquisa com o prazo batendo a sua porta, fazer valer sua voz onde seu corpo e biotipo são vistos como raros, circular no universo tradicionalmente masculino, provar excelência enquanto se esquiva de assédio e discriminação. Relatos como os das pesquisadoras Thais, Edenia, Nísia e Denise, ajudam a mostrar o que é ser mulher no ambiente acadêmico e em quais condições elas desenvolvem seu trabalho, essencial para o avanço do conhecimento.

As cientistas vêm ganhando espaço na pesquisa, e no Brasil, já assinam 49% dos artigos publicados em toda a academia. No topo da carreira e em áreas tecnológicas e exatas, no entanto, elas ainda estão em desvantagem numérica. Única mulher a ganhar dois prêmios Nobel em áreas distintas — Química e Física —, Marie Curie é até hoje referência em todo o mundo. De um total de 904 pessoas agraciadas com a premiação desde 1901, apenas 51 são mulheres. Para aumentar as referências femininas e incentivar as gerações mais jovens, é preciso reduzir as inequidades da sociedade que atrasam a carreira ou mesmo impedem o ingresso de novos talentos. Por meio de suas próprias trajetórias, os perfis mostrados a seguir contam porque é importante que mais mulheres estejam presentes em todos os espaços de produção de ciência.

Continue a leitura no site da revista Radis.

Confira também outras reportagens da edição de março da publicação.

#DiaInternacionalDaMulher: Conheça a história da major do Corpo de Bombeiros, Karla Lessa

Por Ricarda Caiafa

Créditos: Marcus Ferreira

Créditos: Marcus Ferreira

Vinte e cinco de janeiro de 2019, 12h37. A major do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Karla Lessa Alvarenga Leal, iniciava mais um protocolo de atendimento no Batalhão de Operações Aéreas da Corporação. Quando alçou voo junto com a equipe de atendimento, em um helicóptero modelo SU45, adquirido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), partiu rumo a Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

Naquele momento, o Corpo de Bombeiros havia recebido um chamado informando o rompimento de uma barragem em Brumadinho. Às 12h55, a bombeiro e piloto Karla Lessa já sobrevoava a região junto com os outros integrantes da equipe, sendo os primeiros a chegarem no local.

Karla Lessa, que entrou na Corporação com 18 anos de idade, iniciou sua trajetória profissional como cadete, tendo feito quatro anos de curso de Formação de Oficiais. Ela conta que depois desse curso exerceu diversas atividades, até chegar à aviação e se tornar a primeira mulher comandante de helicóptero de bombeiros militar do Brasil. “Atuei em atendimentos diretos de ocorrências, serviços operacionais, atividades administrativas na secretaria, na companhia escola, no setor de prevenção contra incêndio e pânico e, em 2013, fui transferida para o batalhão de operações aéreas”, detalha a major.

Desde o início deste ano, a major atua também na SES-MG, disponibilizada pelo CBMMG. Na secretaria, ela representa o elo entre as duas instituições para tratar de questões relacionadas ao Suporte Aéreo Avançado de Vidas (SAAV), mas também de outras ações que são comuns, tanto aos Bombeiros, quanto à saúde.

Para ela, a mulher pode ocupar qualquer espaço e exercer qualquer profissão e se tem algum sonho ou meta deve sim trabalhar para alcançá-los. “As mulheres precisam confiar nelas mesmas e, antes de falar que não é possível, é importante tentar fazer. Muitas vezes temos algumas limitações criadas pelo ambiente social e assim acabamos por acreditar que há um limite, mas com dedicação, muito estudo e treinamentos, iremos alcançá-los”, salienta Lessa.

Acesse a matéria completa no site da SES-MG: Parceria entre SES-MG e Corpo de Bombeiros que salva vidas

#FalaRegional: Serviço de Atenção Especializada é inaugurado na Microrregião de Saúde de Caratinga

Por Flávio Samuel 

Créditos: Flávio Samuel

Inaugurado em 28/02, o SAE está localizado na praça Coronel Rafael da Silva Araújo, n° 40, bairro Salatiel, em Caratinga. A inauguração contou com a presença do prefeito de Caratinga, Welington Moreira de Oliveira, de secretários municipais, de representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e do promotor de Justiça da Comarca de Caratinga, Oziel Bastos de Amorim.

A referência técnica em IST/AIDS da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Michelle Cristina Batista e Silva, ressaltou que o SAE terá como porta de entrada a UPA de Caratinga e como referência para parto de alto risco, o hospital Nossa Senhora Auxiliadora, e irá realizar tratamentos das infecções sexualmente transmitidas, hepatite B, C e demais acompanhamentos como educação permanente e auxilio à população vulnerável.

“A inauguração do SAE foi um grande desafio e tem o objetivo de facilitar o acesso da população a esses serviços. Antes, os pacientes precisavam se deslocar para microrregião de saúde de Ipatinga. Era oneroso para o município e o paciente muitas vezes saía de casa às 8h, retornando apenas à noite. Hoje temos acesso dentro de Caratinga, atendendo os 13 municípios que fazem parte da microrregião. Isso representa um ganho em qualidade de vida, acesso ao tratamento e aos medicamentos.”, pontuou Michelle Cristina Batista e Silva.

De acordo com o Superintendente Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Ernany de Oliveira Duque Junior, tudo foi possível devido à Resolução SES/MG Nº 6.531, de 5 de dezembro de 2018, que estabeleceu os critérios de distribuição do incentivo financeiro do custeio para os municípios de Ubá, Itaúna, Caratinga, Mantena e Patrocínio, todos em fase de implantação do serviço.

“O incentivo financeiro para ações de vigilância, prevenção e controle das IST/Aids e Hepatites Virais é composto da seguinte forma: R$ 2.703.421 a serem repassados do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Estadual de Saúde e R$ 13.300.000 a serem repassados do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde”, destacou o Ernany de Oliveira.

Com esta inauguração, agora Minas Gerais conta com 73 unidades do Serviço de Atenção Especializada (SAE). Maria de Fátima, referência técnica em Sífilis da Coordenação Estadual de IST/AIDS, Sífilis e Hepatites Virais, afirmou que a intenção é ampliar as regiões de atendimento.

“Buscamos através de estudos que realizamos, onde tem a demanda por estes serviços, identificamos esses locais e tentamos colocar em parceria com o município para abertura do serviço. O usuário é acolhido, atendido e se for preciso tem a distribuição de medicamentos à sua disposição”, finalizou.

O SAE

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde de Caratinga, Jacqueline Marli, o serviço é de extrema relevância para a região de Caratinga, pois atenderá aos 13 (treze) municípios que fazem parte da microrregião.

“O SAE trata de doenças infectocontagiosas, além de fazer um trabalho preventivo. Anteriormente era um serviço de tratamento fora do domicílio, porque nós não tínhamos essa referência para o serviço aqui e hoje temos a oportunidade de atender em média 203 mil habitantes com esse trabalho. É importante ressaltar que teremos também um trabalho de acolhimento e proteção às vítimas de violência sexual, seja da pessoa na idade adulta, quanto para criança e adolescente. Por exemplo, casos como de uma criança que sofresse violência sexual, não tínhamos uma referência imediata, utilizávamos unidade de saúde como porta de entrada e posteriormente direcionávamos para o serviço, porque a vítima precisa fazer um trabalho de prevenção mesmo, tomar os medicamentos que chamamos de bloqueio para evitar contrair uma possível infecção” ressaltou.

O Serviço de Atenção Especializada (SAE) é integrado ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e à Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM), com equipe multiprofissional mínima. A UDM conta com farmacêutico em tempo integral durante o horário de funcionamento da unidade. “O serviço tem uma equipe multidisciplinar, médico clínico com manejo, ou seja, fez um treinamento; assistente social, enfermeiro, técnico em enfermagem, psicólogo, nutricionista e farmacêutico. O CTA conta com o teste rápido que será realizado no SAE também”, informou a Secretária.

Saiba mais sobre HIV/Aids, Hepatites Virais, Sífilis, além de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) em www.saude.mg.gov.br/sexoseguro