SES-MG E UFMG promovem websimpósio sobre câncer de lábio e cavidade oral

By | 22 de abril de 2019

Tipo de câncer é o 5º mais frequente em homens e o 12º em mulheres e pode ser prevenido 

 

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Na próxima quarta-feira, dia 24 de abril, e no dia 15 de maio, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), promove um Websimpósio sobre câncer de lábio e cavidade oral. A ação tem como público prioritário os profissionais de saúde bucal e das equipes da atenção primária à saúde, bem como profissionais de saúde bucal da atenção especializada. Para participar, basta acessar aqui e fazer um breve cadastro para registro.

A participação da SES-MG ocorre nesta quarta-feira, das 09 às 11h, com as referências técnicas da atenção especializada em Saúde Bucal da SES-MG, Wanda Taulois Braga e Jacqueline Silva Santos que abordarão, respectivamente, a Rede de Atenção no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais e a produção do cuidado nos pontos de atenção. A professora do Departamento de Clínica, Patologia e Cirurgia da Faculdade de Odontologia da UFMG, Maria Cássia Ferreira de Aguiar, falará sobre os aspectos clínicos de câncer de lábio e cavidade oral.

A doença

O câncer de lábio e cavidade oral tem como localização primária os lábios, a cavidade oral e as glândulas salivares e não se considera como uma doença contagiosa, mas sim como consequência de um distúrbio no processo de renovação do tecido epitelial que pode ocorrer pela influência de fatores de risco, como o hábito de fumar, mascar tabaco e consumo de álcool. De acordo com a coordenadora de Saúde Bucal da SES-MG, Fernanda Vilarino, “o número de casos de ocorrência dessa modalidade de câncer em fumantes chega a ser de duas a três vezes maior que entre os não fumantes. Além disso, a exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta também é um fator de risco”, explica.

Os cânceres de orofaringe também são fortemente associados ao álcool e ao tabaco. No entanto, também há associação da doença em relação ao HPV. Por esse motivo, a vacinação é fundamental.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), Minas gerais registrou, em 2018, 973 óbitos relacionados ao câncer de lábio e cavidade oral. Em 2019, ainda segundo o Instituto, são esperados 1.440 novos casos, 1.110 em homens e 330 em mulheres.

Sintomas

Inicialmente, são lesões indolores que ocorrem na língua, boca e lábios. Quando o câncer é diagnosticado nesta fase, o prognóstico é positivo, no entanto, quanto maior for a demora para se diagnosticar, menor é a possibilidade de cura.

Os principais sinais e sintomas são caracterizados por feridas, manchas, caroços e placas na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam e persistem por mais de 15 dias. Nódulos no pescoço, rouquidão persistente, dificuldade para mastigar ou engolir, dificuldade na fala, sensação de que há algo preso na garganta e dificuldade para movimentar a língua também podem ocorrer. Nesses casos, assim que notar algum dos sintomas acima, é fundamental que a pessoa procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação.

Prevenção e tratamento

A melhor forma de prevenir a doença consiste no controle dos comportamentos de risco, como não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, utilizar protetor labial em caso de exposição excessiva ao sol, utilizar preservativos nas relações sexuais e, nas faixas etárias indicadas, se vacinar contra o HPV.  “É de extrema importância também um alto índice de suspeição por parte de dentistas e médicos no exame clínico da cavidade oral. Consultas regulares ao dentista para exames de rotina, em especial em usuários com maior risco, são fundamentais para se detectar precocemente esse tipo de câncer”, afirma Fernanda.

O diagnóstico definitivo do câncer de lábio e cavidade oral é determinado pela biópsia, que será pedida pelos profissionais das unidades básicas de saúde, caso necessário. Tal exame é realizado, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO).

O tratamento dos indivíduos é feito nos hospitais da rede de oncologia de cabeça e pescoço e é definido de acordo com a especificidade de cada tumor e pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

 

 

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