#Opióides: Quais são os riscos do uso indiscriminado?

By | 31 de outubro de 2019
Créditos: Banco de Imagem PixaBay

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Por Ricarda Caiafa

Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser extraídas de uma planta chamada Papaver somniferum, conhecida popularmente com o nome de “Papoula do Oriente”. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (a palavra ópio em grego quer dizer “suco”). Os opióides podem se dividir em três categorias:

• Naturais: encontrados em plantas;
• Endógenos: produzidos pelo próprio corpo humano e distribuídos em todo Sistema Nervoso Central e
• Sintéticos e Semissintéticos: utilizados em práticas clinicas, agindo como analgésicos.

O Brasil é um dos maiores consumidores de opióides, sendo que os mais utilizados são a codeína e a heroína. A codeína, derivada da morfina, é um supressor da tosse (xarope) ou contra dores moderadas, que se associada a anti-histamínicos, aumenta a toxicidade da mistura, causando confusão mental e fortes crises de convulsões, esta associação é muito utilizada pelos jovens devido ao efeito de euforia.

Já a Heroína, droga de abuso causadora de dependência química e psíquica, age como depressora sobre sistemas nervoso central e digestório. Causa efeitos de torpor e tontura, sensação de leveza e euforia.

“Purple Drank”

Aparentemente inocente, o purple drank é uma mistura à base de xarope de codeína e bebidas alcoólicas e refrigerante.

Essa mistura, utilizada em festas pelos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos, quando consumida traz efeito euforia e adrenalina, deixa um gosto doce na boca por mais tempo, e se consumida em excesso causa alucinações, desequilíbrio, convulsões podendo inclusive levar a óbito.

Por isso, Samira Lyra, coordenadora de Farmácia, Terapêutica e Cuidado da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) ressalta a importância de pais estarem sempre atentos ao comportamento dos jovens, e se apresentarem sintomas como os citado acima, é essencial procurar atendimento médico.”Observem o comportamento de seus filhos, busquem informações quanto a festas, ambientes que frequentam, procurem conhecer o ciclo de amizades, acompanhem postagem em redes sociais e postura nas escolas”, frisou a coordenadora.

“Além disso, os profissionais farmacêuticos devem estar sempre alerta para a venda de determinados medicamentos para os adolescentes”, lembrou.

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