Monthly Archives: novembro 2019

#INOVE: O tema da próxima edição é “Startup e Spin off – da Pesquisa ao Negócio”

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) irá realizar mais uma edição do INOVE – com o tema “Startup e Spin off – da Pesquisa ao Negócio”, no dia 18 de novembro, das 14h às 17h, no Auditório Central da Funed. O objetivo do evento é discutir a interação entre a Universidade, o ICT público e o mercado. Para participar, é necessário realizar a inscrição no site do Sympla.

Segundo o pesquisador do Núcleo de Inovação Tecnológica da Funed (Nipac) Bruno de Castro, o empreendedorismo acadêmico, bem como o empreendedorismo no setor público está em constante crescimento com o surgimento de startups e spin off que possuem em seus quadros pesquisadores da universidade ou dos institutos de ciência e tecnologia (ICT) públicos.

Inove_Site

Desta maneira, “o tema é de grande importância para que a inovação aconteça com a interação da universidade, do ICT público e o mercado. Neste sentido, o Núcleo de Inovação e Proteção ao Conhecimento (NIPAC), da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), irá realizar mais uma edição do INOVE – com o tema start up e spin off – da pesquisa ao negócio” afirma o pesquisador Bruno.

O evento é aberto ao público e acontece no dia 18/11/2019 na Funed.

Programação:

14h | Formas de aproximação da pesquisa em beneficio à sociedade: inovação, empreendedorismo e startups.

Juliana Saliba – Responsável pela conexão e relacionamento do Programa Lemonade com o ecossistema empreendedor. Atualmente, atua na prospecção de tecnologias e startups no BiotechTown, hub de inovação em Biotecnologia e Ciências da Vida.

14h50 | Case spin-off acadêmica – Laboratório da Cerveja.

Luciana Brandão – Sócia do Laboratório da Cerveja

15h10 | Case Oncotag, primeira startup da Funed

Letícia Braga – Sócia da Oncotag

15h30 | Spin-off Acadêmicas e Públicas – O papel das instituições no empreendedorismo

Bruno de Castro – Responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Funed (Nipac)
16h | Como desenvolver startups no meio acadêmico – da pesquisa para o negócio.

Leonel Del Rey de Melo Filho – Fundador e coordenador do Grupo de Empreendedorismo Tecnológico e Inovação (GETI) da PUC/MG. Sócio, fundador e diretor da startup Felicitous! e da Aceleradora d.E.
17h | Encerrramento
Inscreva-se aqui.

Câncer Bucal: A prevenção está no cuidado

Por Ana Rita Fernandes

De 4 a 8 de novembro, a SES-MG está promovendo a Semana Nacional de Prevenção do Câncer de Boca, para lembrar o quanto é importante manter a saúde bucal e alertar sobre os sintomas da doença, medidas preventivas e tratamentos, além de orientar sobre os serviços de saúde bucal, disponíveis para a população no Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais comum em homens acima de 40 anos, esse tipo de câncer é um tumor maligno que acomete os lábios, língua, assoalho da boca (embaixo da língua), palato (céu da boca), gengiva, amígdala e glândulas salivares.

É resultante de um distúrbio no processo de renovação do tecido epitelial que pode gerar um tumor e se disseminar pelo corpo. Esse distúrbio pode ocorrer em função da influência de fatores de risco como tabagismo, consumo regular de bebidas alcoólicas, exposição ao sol sem proteção, infecção pelo vírus HPV quando transmitido por sexo oral, etc.

Sintomas

Os principais sinais que devem ser observados são:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam há mais de 15 dias.
  • Manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa da bochecha.
  • Nódulos (caroços) no pescoço.
  • Rouquidão persistente.

Nos casos mais avançados observam-se os seguintes sintomas:

  • Dificuldade de mastigação e de engolir.
  • Dificuldade na fala.
  • Sensação de que há algo preso na garganta.

Ao identificar um ou mais desses sinais, a pessoa deve buscar o serviço de saúde bucal do SUS, realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência, (ou seu dentista particular) para a investigação por um profissional de saúde.

Quando o câncer é diagnosticado em sua fase inicial existe muita chance de cura, mas com a progressão da doença a possibilidade de cura se reduz. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.

Portanto, quanto mais cedo o diagnóstico, maior é a chance de cura. Por isso, o atendimento odontológico prestado pelos profissionais das UBSs englobam ações de prevenção, promoção à saúde, cuidado e acompanhamento do usuário durante o tratamento. Além disso, no acolhimento e nas consultas realizadas, os especialistas também atentam para os principais sinais e sintomas do Câncer Bucal, buscando identificar, precocemente, as alterações existentes para que diagnóstico e tratamento possam ser feitos de forma ágil e adequada.

Prevenção

A prevenção é feita mantendo hábitos saudáveis e evitando os comportamentos de risco.

– Higiene bucal realizada com frequência.

– Não fumar e nem mascar tabaco.

– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

– Usar chapéu e protetor labial em caso de exposição constante ao sol.

– Fazer uso de preservativos durante a prática de sexo oral.

– Vacinar contra o HPV nas faixas etárias indicadas.

– Consultar frequentemente com um dentista.

Créditos: Divulgação BVS

Créditos: Divulgação BVS

 

#FalaRegional: Regional de Saúde de Coronel Fabriciano promove capacitação para municípios do Vale do Aço sobre registro de doses de vacinas no sistema e-SUS

por Flávio Samuel 

Créditos: Flávio Samuel

Créditos: Flávio Samuel

O Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realizou na segunda-feira (4/11), uma capacitação sobre migração dos dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) para o sistema e-SUS. A capacitação contou com a participação de referências técnicas do programa e-SUS e profissionais responsáveis pela imunização 35 municípios que compões da região de saúde do Vale do Aço.

Segundo a referência técnica do sistema e-SUS da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Reinaldo Romeu dos Santos Junior, a migração é uma das estratégias do Ministério da Saúde para desenvolver, reestruturar e garantir a integração dos sistemas de informação em saúde, permitindo um registro da situação de saúde individualizado da população por meio do Cartão Nacional de Saúde.

“Neste encontro foi trabalhado a integração do e-SUS AB (SISAB) com o SIPNI. O e-SUS AB incorpora os módulos de registro nominal individualizado e registro individualizado de doses aplicadas. De acordo com Portaria nº 2.499/GM/MS, de 23 de setembro de 2019 e o Ofício Conjunto Circular Nº 2/2019/SVS/MS (27/09/2019), a partir do dia 23/11/2019, o registro de dados de aplicação de vacinas e de outros imunobiológicos nas Unidades de Atenção Primária à Saúde deverão ser realizados exclusivamente no e-SUS AB (PEC ou CDS)”, ressaltou.

Ainda segundo Reinaldo Romeu dos Santos Junior, durante a capacitação, o intuito é reduzir o retrabalho por parte dos profissionais de saúde, definindo um modelo integrado de registro das informações, possibilitando uma única entrada de dados para os serviços da Atenção Primária, ou seja, buscando evitar que o profissional de saúde tenha que usar vários sistemas, ao mesmo tempo, para alimentar as mesmas informações.

De acordo com a referência técnica da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Anelize Alvez Tuler, o Ministério da Saúde prevê a integração dos sistemas de informação em saúde, de modo a permitir um registro da situação de saúde individualizado da população por meio do Cartão Nacional de Saúde (CNS) e ou CPF. “Reforçamos que o SIPNI continuará sendo o sistema oficial utilizado para a inclusão de dados do vacinado nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), policlínicas, hospitais, maternidades e rede privada de saúde. Destacamos ainda que em todos os serviços de vacinação o SIPNI continuará sendo utilizado para a movimentação de imunobiológicos, notificação de Eventos Adversos Pós-Vacinação – EAPV e relatórios diversos (cobertura, taxa de abandono, doses aplicadas etc.)”, finalizou.

Sistema E-SUS

O objetivo brasileiro de ter um Sistema Único de Saúde (SUS) que efetivamente cuida da população, demanda organização e capacidade de gestão do cuidado à saúde cada vez mais efetivas. Para atingir esse desafio, no contexto do maior sistema público de saúde do mundo, é essencial ter Sistemas de Informação em Saúde (SIS) que contribuam com a integração entre os diversos pontos da rede de atenção e permitam interoperabilidade entre os diferentes sistemas.

O nome, e-SUS, faz referência a um SUS eletrônico, cujo objetivo é sobretudo facilitar e contribuir com a organização do trabalho dos profissionais de saúde, elemento decisivo para a qualidade da atenção à saúde prestada à população.

O e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB) é uma estratégia para reestruturar as informações da saúde na Atenção Básica em nível nacional. A qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população. A estratégia e-SUS faz referência ao processo de informatização qualificada do SUS em busca de um SUS eletrônico.

O sistema de software público e-SUS AB é um sistema de apoio à gestão do processo de trabalho. O sistema e-SUS AB foi desenvolvido para atender às necessidades de cuidado na Atenção Básica. Logo, o sistema poderá ser utilizado por profissionais das equipes de AB, pelas equipes dos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), do Consultório na Rua (CnR) e da Atenção Domiciliar (AD), oferecendo, ainda, dados para acompanhamento de programas como Saúde na Escola (PSE) e Academia da Saúde. A primeira versão do sistema apoia a gestão do processo de trabalho das equipes por meio da geração de relatórios, sendo que, a segunda versão contemplará várias ferramentas de apoio à gestão.

Rotulagem Nutricional: Anvisa disponibiliza consulta pública. Participe!

Por Ana Rita Fernandes

Para saber a opinião dos consumidores a respeito dos rótulos nutricionais em alimentos embalados, obrigatórios no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – resolve submeter à consulta pública, para comentários e sugestões do público em geral, a proposta de ato normativo sobre rotulagem nutricional dos alimentos embalados.

Publicada no Diário Oficial da União, em 16 de setembro de 2019, esta consulta pública se encerra em 09/12/2019 porque teve o prazo prorrogado conforme Despacho nº 142, de 5/11/ 2019.

Muitas vezes, o consumidor procura informações nutricionais específicas que possam lhe garantir segurança na ingestão alimentar e não as encontra nos rótulos dos produtos ou necessita alguma forma de interpretação para entender corretamente o conteúdo.

O objetivo principal da consulta é facilitar a compreensão das informações nutricionais pelos consumidores brasileiros, para ajudá-los a fazer suas escolhas de forma mais consciente e consumir alimentos mais saudáveis.

Portanto, o cidadão que quiser contribuir com suas considerações a esse respeito, prepare bem sua contribuição com argumentos bem formulados, informe evidências concretas e referências bibliográficas.

A proposta do ato normativo estará disponível, na íntegra, no portal da Anvisa na internet e as sugestões deverão ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de formulário específico, disponível também no portal.

As contribuições enviadas sobre o assunto serão consideradas públicas, avaliadas tecnicamente pela Anvisa e o resultado será publicado no portal da Agência.

Ainda dá tempo de contribuir!

Crédito: Anvisa

Crédito: Anvisa

#FalaRegional: Servidora realiza trabalho de revitalização em jardim da Regional de Ponte Nova

Orquídeas, icsórias, sagus, jardineiras, hortênsias, azaleias, beijos, amarilis, mini-ipê amarelo, árvore da felicidade, minerva branca, coqueiro, comigo ninguém pode, entre outras espécies de flores, árvores e folhagens – plantadas em pneus que, antes, eram objetos de descarte – enfeitam a entrada da Regional de Ponte Nova. A intervenção é obra da servidora Jaqueline Moreira Alves de Assis Rodrigues, técnica de Gestão da Saúde há 33 anos na função. Ela é conhecida por suas habilidades manuais, sobretudo relacionadas à pintura e ao paisagismo.

Em seu tempo livre, dedica um carinho especial ao local que, segundo ela, tem o poder de trazer boas energias e alegria ao ambiente. O reaproveitamento de pneus é, também, uma ação de saúde: “Se descartados inadequadamente, os mesmos podem armazenar água e ser foco de dengue. No nosso caso, acondicionamos terra em seu interior, o que impede a proliferação do mosquito”, explica.

A revitalização começou graças ao olhar sensível da servidora, que viu a possibilidade de transformar o espaço em algo mais harmonioso. Pouco a pouco, máquina de poda, apetrechos de jardinagem, pinceis, terra e mudas diversas foram imprimindo um caráter único à entrada do prédio. Hoje, visitantes não adentram a edificação sem, antes, se deter por alguns minutos para apreciar o cenário, que também conta com casinha de passarinho e enfeites com motivos de natureza.

“Antigamente, esse era um prédio como tantos outros, mas ela conseguiu vislumbrar o que a natureza poderia proporcionar a ele”, destaca a superintendente Kátia Jardim de Carvalho Irias.

Jaqueline acredita que não são necessários grandes recursos para se realizar algo, bastando ter boa vontade para fazê-lo. Ela também empresta seu talento para campanhas abraçadas pela Regional, com a confecção de cartazes e decoração de ambientes dentro das temáticas de saúde trabalhadas.

Comitê Gestor da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste se reúne na Regional de Juiz de Fora

Por Adriana Mendes

Na última quinta-feira (31/10), a Regional de Saúde de Juiz de Fora sediou uma reunião com os integrantes e convidados do Comitê Gestor da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste. O encontro contou com a presença do representante da Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), gerentes das Regionais de Ubá, Leopoldina e Manhumirim, o coordenador médico e diretor técnico do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (Cisdeste), Fernando Dutra Macedo, secretários municipais de saúde (COSEMS) e representantes dos prestadores (hospitais).

A reunião foi conduzida pelo superintendente Regional de Saúde de Juiz de Fora, Gilson Soares, e pela referência técnica da Rede de Urgência e Emergência da Regional, Darlene Basílio dos Santos. Entre as pautas discutidas, estavam a proposta de rito para condução de casos inconformes que ocorrem na Rede de Urgência e Emergência (RUE); solicitação de Santa Bárbara do Monte Verde acerca de mudança na referência de pacientes; discussão sobre a necessidade de modificação do Plano de Ação Regional da Rede de Urgência e Emergência para viabilizar habilitação de novo prestador para o atendimento ao AVC; bem como a Porta de Entrada da Rede de Urgência e Emergência do Hospital de Cataguases.

Em relação à pauta sobre a ampliação das bases descentralizadas do SAMU, o consultor do Cideste, Cesar Augusto Soares Nitschke, fez uma apresentação com dados estatísticos e epidemiológicos do SAMU. Na ocasião, ele também identificou as principais áreas descobertas pelo serviço e o que pode comprometer a assistência de urgência e emergência aos usuários que necessitarem deste tipo de atendimento.

04.11.19 - Apresentação SAMU

Créditos: Oberdan Rocha

Créditos: Oberdan Rocha

Sobre a ampliação do SAMU, Cesar Augusto frisou que o secretário executivo do consórcio irá levar a proposta para aprovação pelos prefeitos da macrorregião na reunião do consórcio. “A partir dessa aprovação, faremos os encaminhamentos pertinentes por meio da Regional de Saúde de Juiz de Fora para a SES-MG”, disse o consultor do Cideste. Em relação às estatísticas, o que foi apontado é que o Consórcio fará um detalhamento melhor da utilização pelos municípios quando gera um atendimento móvel. A previsão é que esse detalhamento seja feito neste mês, para apresentar na próxima reunião do Comitê Gestor.

Para a referência técnica da Rede de Urgência e Emergência da Regional de Juiz de Fora, Darlene Basílio dos Santos, o encontro foi bastante proveitoso. “Foi possível esclarecer pontos relacionados à necessidade de ampliação do serviço ofertado pelo SAMU, compreender suas dificuldades, além de verificarmos os benefícios futuros de um serviço melhor estruturado para a Rede, em que o beneficiado será sempre o usuário”, apontou.

Segundo o superintendente da Regional de Saúde de Juiz de Fora, Gilson Soares, na reunião foi possível discutir, em mais um momento, a necessidade de se fortalecer todos os componentes da Rede de Urgência e Emergência. “Trata-se de uma rede integrada e hierarquizada, com fluxos definidos, a fim de propiciar agilidade e resolutividade ao atendimento do usuário”, avaliou o superintendente.

Abaixo, confira as apresentações do evento:

Regional de Diamantina realiza 2ª Oficina de Vigilância das Coberturas Vacinais e Qualidade dos Dados

Por Ricardo Maciel

A Regional de Saúde de Diamantina, por meio do setor de Vigilância em Saúde (VISA), realizou, nos dias 29 e 30 de outubro e 1º de novembro, a 2ª Oficina Regional de Vigilância das Coberturas Vacinais e Qualidade dos Dados. A capacitação foi realizada no Campus II da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e contou a participação de representantes dos 33 municípios que integram a Regional. Cerca de 70 profissionais da saúde estiveram presentes, entre coordenadores e técnicos de imunização municipais, servidores da Vigilância em Saúde e epidemiologia, representantes do Departamento de Enfermagem da UFVJM e Núcleo de Atenção Primária da Regional de Saúde de Diamantina.

Na capacitação, foram abordadas questões ligadas aos indicadores da cobertura vacinal regional, no cenário atual, e a importância do lançamento de dados com qualidade nos sistemas de informações oficiais, ferramentas essenciais para a realização de avaliações, diagnósticos e intervenções oportunas.

“O que estamos verificando é que ainda existem muitas falhas na inserção de dados nos sistemas e, em alguns casos, a ausência total de informações relativas ao trabalho realizado nas salas de vacinas. Portanto, a oficina teve o objetivo de atualizar e conscientizar as referências técnicas dos municípios para a importância do lançamento dos dados de forma correta e sistêmica, para que possamos ter um retrato cada vez mais fiel da aplicação de vacinas nos municípios”, pontuou Carolina Di Pietro Carvalho, referência técnica de imunização da Regional de Saúde de Diamantina.

Créditos: Ricardo Maciel

Créditos: Ricardo Maciel

Outra questão importante apresentada na oficina foi sobre a migração da digitação das doses de vacinas aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o sistema e-SUS, conforme portaria do Ministério da Saúde n. º 2.449, de 23 de setembro de 2019. A publicação estabeleceu o e-SUS como entrada de dados exclusiva para registro da aplicação de vacinas e outros imunobiológicos nas UBS. “A Portaria 2.449 começou a vigorar na última sexta-feira, 1º de novembro. Sendo assim, os dados de atendimentos realizados nas salas de vacinas dos municípios deverão ser lançados, exclusivamente, via e-SUS e com transferência regulares para o Ministério da Saúde”, alertou Kesley Duarte de Jesus, referência técnica de Doenças Transmissíveis da Regional de Diamantina.

Elida Leite Araújo, referência técnica e-SUS da Regional de Diamantina, salientou que o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) permanecerá sendo utilizado pela atenção primária apenas para a gestão e movimentação de imunobiológicos. “Vale destacar que o SI-PNI continua sendo o sistema oficial para lançamento de informações sobre registro de dados de aplicação de vacinas e outros imunobiológicos dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), policlínicas, hospitais, maternidades e na rede privada de saúde ”, complementou.

Cartão SUS: saiba como obter o seu

Divulgação Ministério da Saúde

Divulgação Ministério da Saúde

Por Ana Rita Fernandes

O Cartão SUS (Sistema Único de Saúde), que é o documento de identificação do usuário do SUS, garante, ao cidadão, atendimento nas Unidades de Saúde e Hospitais do Brasil que integram a rede do SUS, facilitando a marcação de consultas e exames, assegurando o acesso a medicamentos gratuitos e a assistência integral à Saúde, desde o início na Atenção Primária, sendo encaminhado para outros níveis de assistência, se for o caso, como especialidades e alta complexidade.

Para fazer o seu Cartão SUS que é gratuito, basta se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência, popularmente chamado de Posto de Saúde, ou até a Secretaria Municipal de Saúde de seu Município, portando os seguintes documentos pessoais: Carteira de Identidade (RG), CPF, Certidão de nascimento ou casamento e número de PIS/PASEP (se tiver). Em alguns municípios, é solicitada a apresentação de comprovação de residência – conta de água, luz, telefone, etc.

Por meio da Portaria 940 de abril de 2011, O Ministério da Saúde regulamentou o Cartão SUS, com o objetivo de unificar a base de dados por meio de um registro único que contém as informações dos pacientes da rede pública de saúde, o que possibilita a criação do histórico de atendimento de cada cidadão.

Com o uso do Cartão SUS, são gravadas informações do paciente, do tratamento realizado e prescrito e do profissional de saúde que o atendeu. Por meio do acesso a essa base de dados, o usuário do SUS poderá ter seu histórico de saúde acessado de qualquer lugar do Brasil em que ele esteja, atualizando assim o seu relato de ocorrências.

Pela internet, é possível fazer um pré-cadastro no Portal de Saúde do Cidadão, informando os dados solicitados e, no final, é gerado um protocolo do cadastro. Com esse protocolo, a pessoa deve procurar o local de cadastramento do Cartão Nacional de Saúde em seu município com os seus documentos e assim o seu pré-cadastro será validado. Após isso, será gerado o número do Cartão Nacional de Saúde que será impresso na hora.

No caso de perda do Cartão SUS, o usuário deve proceder como descrito para a primeira vez.