Monthly Archives: novembro 2019

Ciência em Movimento em São João del Rei

Créditos: Acervo ACS/Funed

Créditos: Acervo ACS/Funed

Os são-joanenses já podem visitar as exposições do Programa Ciência em Movimento, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), que acontecem nesta semana no CRAS Matosinhos. A cidade, localizada na região do Campo das Vertentes, receberá as ações do PCM até o dia 28 de novembro. Só em 2018, o Programa, que foi criado em 2012, visitou mais de 21 cidades mineiras, de todas as regiões do estado.

Com o objetivo de difundir o conhecimento científico e tecnológico por meio de linguagem lúdica e popular, o Programa conta a história da Funed e aborda temas relacionados a serpentes, aracnídeos e abelhas, além de utilizar jogos diversos inerentes aos temas expostos.

Localizado a 183km de Belo Horizonte, o município de São João del Rei é uma das maiores cidades setecentistas mineiras e também é conhecida como a Cidade dos Sinos, além de ser famosa por sua arquitetura e pela quantidade de repúblicas estudantis, devido à presença de inúmeras construções universitárias como a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ).

O Programa Ciência em Movimento é pioneiro em Minas Gerais e o único que promove a troca de informações fundamentais para o controle dos acidentes por animais peçonhentos, agravo identificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença negligenciada. Dessa forma, a Funed se aproxima do cidadão e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.

Serviço:
Programa Ciência em Movimento em São João del Rei

Programação:

25/11 – Palestras e treinamentos: 13h30 às 17h
26/11 e 28/11 – Exposição: 8h às 12h – 13h às 17h

Local: Quadra Esportiva – Sede do CRAS Matosinhos | Rua Elói Reis, nº 04 – Matosinhos / São João del Rei

Temas: Serpentes, Aranhas, Escorpiões, Abelhas, Dengue, Videoteca e brincadeiras.

Mês da Consciência Negra

Por Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde

O mês de novembro é também conhecido como o mês da Consciência Negra, sendo no dia 20 de novembro, celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, data escolhida por marcar a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores símbolos de resistência e luta contra a escravidão. O Dia da Consciência Negra representa um marco de reflexão sobre a contribuições e importância do povo e cultura africana no Brasil, mas também é uma oportunidade para se reconhecer as desigualdades vivenciadas por essa população em todas as instâncias sociais, políticas e culturais, bem como para propor medidas concretas que promovam sua inclusão e combatam todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância religiosa.

De acordo com o censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra constitui mais da metade da população brasileira (50,7%). Dados mais recentes de 2015, apontam que 53,9% se declaram de cor ou raça preta ou parda. Mesmo com este aumento expressivo, a população negra ainda continua sendo uma das mais desfavorecidas, apresentando níveis mais altos de desemprego, renda, analfabetismo, saneamento e menor acesso aos serviços de saúde.

Foto: iStock / Reprodução.

Foto: iStock / Reprodução.

De acordo com dado da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013, a população negra ainda tem menos acesso à saúde se comparada à população branca e vivencia diferentes expressões de racismo no seu caminho pelas redes de saúde, que se evidenciam em piores indicadores de saúde quando comparados a população branca, como se mostra a seguir:

– A proporção de pessoas que consultaram um médico nos últimos 12 meses é maior entre as pessoas brancas (74,8%) do que entre as pretas (69,5%) e pardas (67,8%). As mulheres negras são vitimas recorrentes de racismo e sexismo na sociedade.

– Em relação, as consultas pré-natal, a proporção de mulheres que realizaram o mínimo de seis consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde o foi de 71, 8% de pessoas pardas e 71,2% de pessoas negras, já na população branca esta porcentagem é de 85,8% .

– Algumas doenças são mais prevalentes na população negra em decorrência do condicionamento de fatores genéticos com fatores sociais e ambientais, como por exemplo, a anemia falciforme, a Diabetes Mellitus (tipo II) que atinge 9% a mais de homens negros quando comparados a homens brancos e quase 50% a mais de mulheres negras quando comparadas às mulheres brancas e a hipertensão arterial.

– A população negra também é mais afetada pelas violências. O Atlas da Violência de 2019 trouxe o dado de que 75% das vítimas de homicídios no ano de 2017 são negros. Entre os anos de 2007 e 2017, a taxa de homicídio de negros cresceu 33,1% e a de não negros cresceu 3,3%.

Tendo em vista a realidade descrita acima, é necessário superar as barreiras estruturais e cotidianas que incidem negativamente nos indicadores de saúde dessa população, principalmente na precocidade dos óbitos, nas altas taxas de mortalidade, maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas e altos índices de violências.

O Ministério da Saúde reconhecendo estas disparidades, com vista a promoção da equidade em saúde e orientados pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS, institui, em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio da Portaria GM/MS nº992, de 13 de maio de 2009. Esta Política reafirma as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS, do governo federal, estadual e municipal, na efetivação das ações e na articulação com outros setores e sociedade civil, para garantir o acesso da população negra e quilombola nas ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria as condições de saúde desta população e a redução do racismo institucional.

Em Minas Gerais, a Superintendência de Atenção Primária à Saúde, através da Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde, trabalha, desde 2016, com a implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, desenvolvendo ações construídas de forma dialogada com a sociedade civil no âmbito do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, que visam a redução das barreiras institucionais ocasionadas pelo racismo no acesso à saúde da população negra, que fomentem o preenchimento do quesito raça/cor nos sistemas de informação e que garantam o acesso à saúde das comunidades e povos tradicionais, como as populações quilombolas e de religião de matrizes africanas, presente em grande proporção no nosso estado.

Exposição Vendendo Saúde, da Funed, termina dia 16/12

Por Ascom Funed

Quem ainda não visitou a Exposição “Vendendo saúde no início do século XX” na Universidade Fumec tem até o dia 16/12 para conferir imagens históricas da propaganda na área de saúde, que estará em exposição na Biblioteca da universidade.

O material exposto faz parte do acervo da Biblioteca História da Funed. O Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural selecionou periódicos da área médica do início do século XX com o objetivo de resgatar as propagandas veiculadas nas revistas da época e uma série de curiosidades sobre a promoção de produtos de saúde, como explica a historiadora da Biblioteca da Funed, Fabiana Melo Neves, e também curadora da exposição, “o exagero e a excentricidade eram estratégias de divulgação dos produtos voltados à saúde”.

De acordo com Vitor Essa, a propaganda é uma das principais ferramentas de marketing nas empresas de qualquer segmento. No mercado farmacêutico não é diferente – é a ferramenta de gestão responsável por comunicar a eficácia e a segurança do produto. “Como, então, é vista a propaganda no mercado farmacêutico de ontem e de hoje? Foi pensando nesta questão que a Biblioteca da Fundação Ezequiel Dias planejou a exposição Vendendo saúde no inicio do século XX”, diz Fabiana.

Créditos: Ascom Funed

Créditos: Ascom Funed

As publicações médicas traziam em seu conteúdo além dos artigos científicos a promoção e popularização das drogas medicinais. Muitas propagandas prometiam a cura instantânea, um mesmo produto podia curar dores, feridas na pele, hemorroidas, bronquite, enfim, curavam tudo. Outras propagandas utilizavam uma linguagem extremamente técnica com resultados e objetivos práticos, mas sem perder a criatividade na construção dos enredos.

Ainda segundo a historiadora, inicialmente os anúncios eram veiculados somente em textos que falavam das características quase sempre milagrosas dos produtos, indicando endereços onde se pudessem adquirir os produtos farmacêuticos. “Só depois, vieram os anúncios um pouco mais elaborados, com imagens às vezes pintadas à mão por artistas famosos à época – apresentando, então, ao consumidor a identidade visual daquele produto ou da empresa que o fabricava. Sendo assim, as propagandas representam o testemunho de uma época”, finaliza a historiadora.

Serviço:
“Vendendo saúde no inicio do século XX”
Data: entre os dias 16/10 e 16/12

Local: Biblioteca Central – Fumec ( Rua Cobre, 200 – Bairro Cruzeiro – Prédio da FCH – acesso pela entrada principal – siga pelo corredor do lado esquerdo)

CES-MG leva informação sobre o SUS e participação social em escolas públicas de Minas Gerais

por Sílvia Amâncio (ASCOM/CES-MG)

Projeto propõe roda de conversa com estudantes sobre o controle social no SUS

Na tarde desta quinta-feira (21), duas turmas de alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Olegário Maciel, no Centro de Belo Horizonte/MG, participaram de roda de conversa sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a participação na construção das políticas públicas de saúde.

A atividade que foi conduzida pelo vice-presidente do Conselho, Ederson Alves da Silva, pela conselheira Glaúcia Batista (CRESS-MG) e pelo conselheiro Antônio Pádua Aguiar (CUT-MG), faz parte do projeto “Em Defesa do SUS e da saúde como um direito humano”, fruto da Resolução CES-MG nº 050 de 15/10/2018, com o objetivo de dialogar com estudantes secundaristas de escolas públicas mineiras sobre o controle social no SUS.

Na dinâmica, os alunos são convidados a falarem o que eles entendem por saúde, darem exemplos de experiências no SUS, positivas e negativas, além de questionarem como funciona a construção e melhorias do sistema.

Créditos: ASCOM/CES-MG

Créditos: ASCOM/CES-MG

A conselheira Glaúcia Batista, membra da Câmara Técnica de Educação Permanente, explica que o projeto teve início nas universidades públicas de Minas Gerais e agora alcança os estudantes do ensino médio.  “É extremamente importante a disputa de narrativa sobre o SUS, pois ele impacta positivamente na vida de milhões de pessoas como mostram vários estudos. O SUS sofre ataques desde o seu nascedouro e agora, mais do que nunca com o congelamento de gastos por 20 anos e a nova proposta de (des)financiamento da Atenção Primária em Saúde”, diz.

A conselheira destaca ainda que a Câmara Técnica de Educação Permanente  do CES-MG tem como prioridade multiplicar essas ações, entendo que as gerações mais jovens precisam entender o legado de conquistas populares  que as gerações anteriores construíram seja garantido e aperfeiçoado. “Vida longa para o SUS”, finaliza a conselheira.

Já fala do conselheiro Antônio Pádua para os estudantes faz uma importante crítica aos meios de comunicação por não explicarem o que é o SUS e como os planos de saúde privados atuam para o desmonte do sistema e, consequentemente, geram a insatisfação de parte da população com a saúde pública.

Em tempo

Dentro de sala de aula, os estudantes têm acesso ao histórico do SUS com a realização da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986), as campanhas e programas 100% SUS, a urgência do financiamento adequado para o sistema e o retrocesso que é a PEC 95, que congela os gastos em saúde, educação, entre outras áreas por duas décadas.

Créditos: ASCOM/CES-MG

Créditos: ASCOM/CES-MG

Centro de Telessaúde da UFMG promove webaula gratuita sobre Atividade Física e o Programa Academia da Saúde

Nesta sexta-feira (22/11), às 15h, o Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Coordenadoria de Promoção da Alimentação Saudável e Adequada e Atividade Física da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), realiza uma webaula gratuita sobre Atividade Física e o Programa Academia da Saúde.

Direcionada a profissionais de Saúde do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e aos trabalhadores do Programa Academia da Saúde, a web aula tem como palestrante convidado Humberto Oliveira de Assis. Humberto é pós-graduando em Saúde Pública pela Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), técnico superior de saúde e profissional de Educação Física da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

Não é necessário inscrição prévia.  A transmissão ao vivo ocorrerá neste link. Após a transmissão, a web aula será gravada e posteriormente disponibilizada no canal do Youtube do Centro de Telessaúde.

 

Vírus do sarampo abre portas para outras doenças, aponta estudo internacional

Por Ministério da Saúde

Pela primeira vez um estudo comprovou a relação do vírus do sarampo com a perda de anticorpos. Vacinar é o único jeito de se prevenir. Nova fase da campanha inicia no dia 18/11

A segunda fase da Campanha de Vacinação contra o Sarampo começará nesta segunda-feira (18/11) e será direcionada para jovens adultos com idade entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação. A faixa etária é a que acumula o maior número de casos confirmados de sarampo, de acordo com o último boletim epidemiológico, por isso a importância desta etapa para interromper a cadeia de transmissão do vírus no país.

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiram mostrar que o vírus do sarampo pode apagar, em média, 20% da memória imunológica do nosso organismo. Isso significa que pessoas que contraíram o vírus do sarampo têm risco aumentado de terem outras doenças infecciosas, inclusive doenças que o organismo já havia criado defesas. É como se o vírus do sarampo fosse a chave para liberar a entrada para novas doenças.

O estudo, publicado na revista Science Immunology, chega no momento em que 19 estados do Brasil passam por surtos de sarampo. Nos últimos 90 dias, 5.660 casos da doença foram confirmados e 14 óbitos. Mais de 90% dos casos estão concentrados em 192 municípios do estado de São Paulo. A única forma de interromper essa cadeia de transmissão e de prevenir contra o sarampo é por meio da vacinação.

Créditos: Divulgação Ministério da Saúde

Créditos: Divulgação Ministério da Saúde

Para que a vacina faça efeito no organismo da pessoa, é necessário tomar todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação: duas doses a partir de 12 meses a 29 anos e uma dose para a população de 30 a 49 anos. Atualmente, em virtude dos surtos de sarampo, há ainda a recomendação do Ministério da Saúde de aplicar uma dose extra, a chamada ‘dose zero’ em crianças de seis meses a menores de um ano. Esse público está mais suscetível a casos graves e óbitos. Das 14 mortes pela doença no Brasil, sete foram em menores de cinco anos de idade.

COMBATE ÀS FAKE NEWS CONTRA A VACINA

O movimento antivacina gera impacto negativo no esforço do país em combater a doença. As Fake News são responsáveis por transmitirem informações erradas, colocando em dúvida a eficácia e efetividade das vacinas. Para combater a disseminação de informações falsas, o Ministério da Saúde disponibiliza um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Qualquer cidadão pode enviar gratuitamente mensagens que tenha recebido para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640

Para ampliar e fortalecer a vacinação contra o vírus, o Ministério da Saúde realiza desde o dia 7 de outubro a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo em todo o país. A primeira fase da ação terminou no dia 25 de outubro e teve como público-alvo crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade. A meta de vacinar 95% do público foi atingida em crianças de 1 ano em quatorze estados do país.

A segunda fase da campanha começará nesta segunda-feira (18/11) e será direcionada para jovens adultos com idade entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação. A meta é vacinar 9,4 milhões de adultos jovens, estimativa feita pela pasta com base em estudo realizado pela OPAS e pelo Ministério da Saúde.

Para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

#INOVE: O tema da próxima edição é “Startup e Spin off – da Pesquisa ao Negócio”

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) irá realizar mais uma edição do INOVE – com o tema “Startup e Spin off – da Pesquisa ao Negócio”, no dia 18 de novembro, das 14h às 17h, no Auditório Central da Funed. O objetivo do evento é discutir a interação entre a Universidade, o ICT público e o mercado. Para participar, é necessário realizar a inscrição no site do Sympla.

Segundo o pesquisador do Núcleo de Inovação Tecnológica da Funed (Nipac) Bruno de Castro, o empreendedorismo acadêmico, bem como o empreendedorismo no setor público está em constante crescimento com o surgimento de startups e spin off que possuem em seus quadros pesquisadores da universidade ou dos institutos de ciência e tecnologia (ICT) públicos.

Inove_Site

Desta maneira, “o tema é de grande importância para que a inovação aconteça com a interação da universidade, do ICT público e o mercado. Neste sentido, o Núcleo de Inovação e Proteção ao Conhecimento (NIPAC), da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), irá realizar mais uma edição do INOVE – com o tema start up e spin off – da pesquisa ao negócio” afirma o pesquisador Bruno.

O evento é aberto ao público e acontece no dia 18/11/2019 na Funed.

Programação:

14h | Formas de aproximação da pesquisa em beneficio à sociedade: inovação, empreendedorismo e startups.

Juliana Saliba – Responsável pela conexão e relacionamento do Programa Lemonade com o ecossistema empreendedor. Atualmente, atua na prospecção de tecnologias e startups no BiotechTown, hub de inovação em Biotecnologia e Ciências da Vida.

14h50 | Case spin-off acadêmica – Laboratório da Cerveja.

Luciana Brandão – Sócia do Laboratório da Cerveja

15h10 | Case Oncotag, primeira startup da Funed

Letícia Braga – Sócia da Oncotag

15h30 | Spin-off Acadêmicas e Públicas – O papel das instituições no empreendedorismo

Bruno de Castro – Responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Funed (Nipac)
16h | Como desenvolver startups no meio acadêmico – da pesquisa para o negócio.

Leonel Del Rey de Melo Filho – Fundador e coordenador do Grupo de Empreendedorismo Tecnológico e Inovação (GETI) da PUC/MG. Sócio, fundador e diretor da startup Felicitous! e da Aceleradora d.E.
17h | Encerrramento
Inscreva-se aqui.

Câncer Bucal: A prevenção está no cuidado

Por Ana Rita Fernandes

De 4 a 8 de novembro, a SES-MG está promovendo a Semana Nacional de Prevenção do Câncer de Boca, para lembrar o quanto é importante manter a saúde bucal e alertar sobre os sintomas da doença, medidas preventivas e tratamentos, além de orientar sobre os serviços de saúde bucal, disponíveis para a população no Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais comum em homens acima de 40 anos, esse tipo de câncer é um tumor maligno que acomete os lábios, língua, assoalho da boca (embaixo da língua), palato (céu da boca), gengiva, amígdala e glândulas salivares.

É resultante de um distúrbio no processo de renovação do tecido epitelial que pode gerar um tumor e se disseminar pelo corpo. Esse distúrbio pode ocorrer em função da influência de fatores de risco como tabagismo, consumo regular de bebidas alcoólicas, exposição ao sol sem proteção, infecção pelo vírus HPV quando transmitido por sexo oral, etc.

Sintomas

Os principais sinais que devem ser observados são:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam há mais de 15 dias.
  • Manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa da bochecha.
  • Nódulos (caroços) no pescoço.
  • Rouquidão persistente.

Nos casos mais avançados observam-se os seguintes sintomas:

  • Dificuldade de mastigação e de engolir.
  • Dificuldade na fala.
  • Sensação de que há algo preso na garganta.

Ao identificar um ou mais desses sinais, a pessoa deve buscar o serviço de saúde bucal do SUS, realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência, (ou seu dentista particular) para a investigação por um profissional de saúde.

Quando o câncer é diagnosticado em sua fase inicial existe muita chance de cura, mas com a progressão da doença a possibilidade de cura se reduz. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.

Portanto, quanto mais cedo o diagnóstico, maior é a chance de cura. Por isso, o atendimento odontológico prestado pelos profissionais das UBSs englobam ações de prevenção, promoção à saúde, cuidado e acompanhamento do usuário durante o tratamento. Além disso, no acolhimento e nas consultas realizadas, os especialistas também atentam para os principais sinais e sintomas do Câncer Bucal, buscando identificar, precocemente, as alterações existentes para que diagnóstico e tratamento possam ser feitos de forma ágil e adequada.

Prevenção

A prevenção é feita mantendo hábitos saudáveis e evitando os comportamentos de risco.

– Higiene bucal realizada com frequência.

– Não fumar e nem mascar tabaco.

– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

– Usar chapéu e protetor labial em caso de exposição constante ao sol.

– Fazer uso de preservativos durante a prática de sexo oral.

– Vacinar contra o HPV nas faixas etárias indicadas.

– Consultar frequentemente com um dentista.

Créditos: Divulgação BVS

Créditos: Divulgação BVS

 

#FalaRegional: Regional de Saúde de Coronel Fabriciano promove capacitação para municípios do Vale do Aço sobre registro de doses de vacinas no sistema e-SUS

por Flávio Samuel 

Créditos: Flávio Samuel

Créditos: Flávio Samuel

O Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realizou na segunda-feira (4/11), uma capacitação sobre migração dos dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) para o sistema e-SUS. A capacitação contou com a participação de referências técnicas do programa e-SUS e profissionais responsáveis pela imunização 35 municípios que compões da região de saúde do Vale do Aço.

Segundo a referência técnica do sistema e-SUS da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Reinaldo Romeu dos Santos Junior, a migração é uma das estratégias do Ministério da Saúde para desenvolver, reestruturar e garantir a integração dos sistemas de informação em saúde, permitindo um registro da situação de saúde individualizado da população por meio do Cartão Nacional de Saúde.

“Neste encontro foi trabalhado a integração do e-SUS AB (SISAB) com o SIPNI. O e-SUS AB incorpora os módulos de registro nominal individualizado e registro individualizado de doses aplicadas. De acordo com Portaria nº 2.499/GM/MS, de 23 de setembro de 2019 e o Ofício Conjunto Circular Nº 2/2019/SVS/MS (27/09/2019), a partir do dia 23/11/2019, o registro de dados de aplicação de vacinas e de outros imunobiológicos nas Unidades de Atenção Primária à Saúde deverão ser realizados exclusivamente no e-SUS AB (PEC ou CDS)”, ressaltou.

Ainda segundo Reinaldo Romeu dos Santos Junior, durante a capacitação, o intuito é reduzir o retrabalho por parte dos profissionais de saúde, definindo um modelo integrado de registro das informações, possibilitando uma única entrada de dados para os serviços da Atenção Primária, ou seja, buscando evitar que o profissional de saúde tenha que usar vários sistemas, ao mesmo tempo, para alimentar as mesmas informações.

De acordo com a referência técnica da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Anelize Alvez Tuler, o Ministério da Saúde prevê a integração dos sistemas de informação em saúde, de modo a permitir um registro da situação de saúde individualizado da população por meio do Cartão Nacional de Saúde (CNS) e ou CPF. “Reforçamos que o SIPNI continuará sendo o sistema oficial utilizado para a inclusão de dados do vacinado nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), policlínicas, hospitais, maternidades e rede privada de saúde. Destacamos ainda que em todos os serviços de vacinação o SIPNI continuará sendo utilizado para a movimentação de imunobiológicos, notificação de Eventos Adversos Pós-Vacinação – EAPV e relatórios diversos (cobertura, taxa de abandono, doses aplicadas etc.)”, finalizou.

Sistema E-SUS

O objetivo brasileiro de ter um Sistema Único de Saúde (SUS) que efetivamente cuida da população, demanda organização e capacidade de gestão do cuidado à saúde cada vez mais efetivas. Para atingir esse desafio, no contexto do maior sistema público de saúde do mundo, é essencial ter Sistemas de Informação em Saúde (SIS) que contribuam com a integração entre os diversos pontos da rede de atenção e permitam interoperabilidade entre os diferentes sistemas.

O nome, e-SUS, faz referência a um SUS eletrônico, cujo objetivo é sobretudo facilitar e contribuir com a organização do trabalho dos profissionais de saúde, elemento decisivo para a qualidade da atenção à saúde prestada à população.

O e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB) é uma estratégia para reestruturar as informações da saúde na Atenção Básica em nível nacional. A qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população. A estratégia e-SUS faz referência ao processo de informatização qualificada do SUS em busca de um SUS eletrônico.

O sistema de software público e-SUS AB é um sistema de apoio à gestão do processo de trabalho. O sistema e-SUS AB foi desenvolvido para atender às necessidades de cuidado na Atenção Básica. Logo, o sistema poderá ser utilizado por profissionais das equipes de AB, pelas equipes dos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), do Consultório na Rua (CnR) e da Atenção Domiciliar (AD), oferecendo, ainda, dados para acompanhamento de programas como Saúde na Escola (PSE) e Academia da Saúde. A primeira versão do sistema apoia a gestão do processo de trabalho das equipes por meio da geração de relatórios, sendo que, a segunda versão contemplará várias ferramentas de apoio à gestão.

Rotulagem Nutricional: Anvisa disponibiliza consulta pública. Participe!

Por Ana Rita Fernandes

Para saber a opinião dos consumidores a respeito dos rótulos nutricionais em alimentos embalados, obrigatórios no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – resolve submeter à consulta pública, para comentários e sugestões do público em geral, a proposta de ato normativo sobre rotulagem nutricional dos alimentos embalados.

Publicada no Diário Oficial da União, em 16 de setembro de 2019, esta consulta pública se encerra em 09/12/2019 porque teve o prazo prorrogado conforme Despacho nº 142, de 5/11/ 2019.

Muitas vezes, o consumidor procura informações nutricionais específicas que possam lhe garantir segurança na ingestão alimentar e não as encontra nos rótulos dos produtos ou necessita alguma forma de interpretação para entender corretamente o conteúdo.

O objetivo principal da consulta é facilitar a compreensão das informações nutricionais pelos consumidores brasileiros, para ajudá-los a fazer suas escolhas de forma mais consciente e consumir alimentos mais saudáveis.

Portanto, o cidadão que quiser contribuir com suas considerações a esse respeito, prepare bem sua contribuição com argumentos bem formulados, informe evidências concretas e referências bibliográficas.

A proposta do ato normativo estará disponível, na íntegra, no portal da Anvisa na internet e as sugestões deverão ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de formulário específico, disponível também no portal.

As contribuições enviadas sobre o assunto serão consideradas públicas, avaliadas tecnicamente pela Anvisa e o resultado será publicado no portal da Agência.

Ainda dá tempo de contribuir!

Crédito: Anvisa

Crédito: Anvisa

#FalaRegional: Servidora realiza trabalho de revitalização em jardim da Regional de Ponte Nova

Orquídeas, icsórias, sagus, jardineiras, hortênsias, azaleias, beijos, amarilis, mini-ipê amarelo, árvore da felicidade, minerva branca, coqueiro, comigo ninguém pode, entre outras espécies de flores, árvores e folhagens – plantadas em pneus que, antes, eram objetos de descarte – enfeitam a entrada da Regional de Ponte Nova. A intervenção é obra da servidora Jaqueline Moreira Alves de Assis Rodrigues, técnica de Gestão da Saúde há 33 anos na função. Ela é conhecida por suas habilidades manuais, sobretudo relacionadas à pintura e ao paisagismo.

Em seu tempo livre, dedica um carinho especial ao local que, segundo ela, tem o poder de trazer boas energias e alegria ao ambiente. O reaproveitamento de pneus é, também, uma ação de saúde: “Se descartados inadequadamente, os mesmos podem armazenar água e ser foco de dengue. No nosso caso, acondicionamos terra em seu interior, o que impede a proliferação do mosquito”, explica.

A revitalização começou graças ao olhar sensível da servidora, que viu a possibilidade de transformar o espaço em algo mais harmonioso. Pouco a pouco, máquina de poda, apetrechos de jardinagem, pinceis, terra e mudas diversas foram imprimindo um caráter único à entrada do prédio. Hoje, visitantes não adentram a edificação sem, antes, se deter por alguns minutos para apreciar o cenário, que também conta com casinha de passarinho e enfeites com motivos de natureza.

“Antigamente, esse era um prédio como tantos outros, mas ela conseguiu vislumbrar o que a natureza poderia proporcionar a ele”, destaca a superintendente Kátia Jardim de Carvalho Irias.

Jaqueline acredita que não são necessários grandes recursos para se realizar algo, bastando ter boa vontade para fazê-lo. Ela também empresta seu talento para campanhas abraçadas pela Regional, com a confecção de cartazes e decoração de ambientes dentro das temáticas de saúde trabalhadas.