Monthly Archives: novembro 2019

Comitê Gestor da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste se reúne na Regional de Juiz de Fora

Por Adriana Mendes

Na última quinta-feira (31/10), a Regional de Saúde de Juiz de Fora sediou uma reunião com os integrantes e convidados do Comitê Gestor da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste. O encontro contou com a presença do representante da Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), gerentes das Regionais de Ubá, Leopoldina e Manhumirim, o coordenador médico e diretor técnico do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (Cisdeste), Fernando Dutra Macedo, secretários municipais de saúde (COSEMS) e representantes dos prestadores (hospitais).

A reunião foi conduzida pelo superintendente Regional de Saúde de Juiz de Fora, Gilson Soares, e pela referência técnica da Rede de Urgência e Emergência da Regional, Darlene Basílio dos Santos. Entre as pautas discutidas, estavam a proposta de rito para condução de casos inconformes que ocorrem na Rede de Urgência e Emergência (RUE); solicitação de Santa Bárbara do Monte Verde acerca de mudança na referência de pacientes; discussão sobre a necessidade de modificação do Plano de Ação Regional da Rede de Urgência e Emergência para viabilizar habilitação de novo prestador para o atendimento ao AVC; bem como a Porta de Entrada da Rede de Urgência e Emergência do Hospital de Cataguases.

Em relação à pauta sobre a ampliação das bases descentralizadas do SAMU, o consultor do Cideste, Cesar Augusto Soares Nitschke, fez uma apresentação com dados estatísticos e epidemiológicos do SAMU. Na ocasião, ele também identificou as principais áreas descobertas pelo serviço e o que pode comprometer a assistência de urgência e emergência aos usuários que necessitarem deste tipo de atendimento.

04.11.19 - Apresentação SAMU

Créditos: Oberdan Rocha

Créditos: Oberdan Rocha

Sobre a ampliação do SAMU, Cesar Augusto frisou que o secretário executivo do consórcio irá levar a proposta para aprovação pelos prefeitos da macrorregião na reunião do consórcio. “A partir dessa aprovação, faremos os encaminhamentos pertinentes por meio da Regional de Saúde de Juiz de Fora para a SES-MG”, disse o consultor do Cideste. Em relação às estatísticas, o que foi apontado é que o Consórcio fará um detalhamento melhor da utilização pelos municípios quando gera um atendimento móvel. A previsão é que esse detalhamento seja feito neste mês, para apresentar na próxima reunião do Comitê Gestor.

Para a referência técnica da Rede de Urgência e Emergência da Regional de Juiz de Fora, Darlene Basílio dos Santos, o encontro foi bastante proveitoso. “Foi possível esclarecer pontos relacionados à necessidade de ampliação do serviço ofertado pelo SAMU, compreender suas dificuldades, além de verificarmos os benefícios futuros de um serviço melhor estruturado para a Rede, em que o beneficiado será sempre o usuário”, apontou.

Segundo o superintendente da Regional de Saúde de Juiz de Fora, Gilson Soares, na reunião foi possível discutir, em mais um momento, a necessidade de se fortalecer todos os componentes da Rede de Urgência e Emergência. “Trata-se de uma rede integrada e hierarquizada, com fluxos definidos, a fim de propiciar agilidade e resolutividade ao atendimento do usuário”, avaliou o superintendente.

Abaixo, confira as apresentações do evento:

Regional de Diamantina realiza 2ª Oficina de Vigilância das Coberturas Vacinais e Qualidade dos Dados

Por Ricardo Maciel

A Regional de Saúde de Diamantina, por meio do setor de Vigilância em Saúde (VISA), realizou, nos dias 29 e 30 de outubro e 1º de novembro, a 2ª Oficina Regional de Vigilância das Coberturas Vacinais e Qualidade dos Dados. A capacitação foi realizada no Campus II da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e contou a participação de representantes dos 33 municípios que integram a Regional. Cerca de 70 profissionais da saúde estiveram presentes, entre coordenadores e técnicos de imunização municipais, servidores da Vigilância em Saúde e epidemiologia, representantes do Departamento de Enfermagem da UFVJM e Núcleo de Atenção Primária da Regional de Saúde de Diamantina.

Na capacitação, foram abordadas questões ligadas aos indicadores da cobertura vacinal regional, no cenário atual, e a importância do lançamento de dados com qualidade nos sistemas de informações oficiais, ferramentas essenciais para a realização de avaliações, diagnósticos e intervenções oportunas.

“O que estamos verificando é que ainda existem muitas falhas na inserção de dados nos sistemas e, em alguns casos, a ausência total de informações relativas ao trabalho realizado nas salas de vacinas. Portanto, a oficina teve o objetivo de atualizar e conscientizar as referências técnicas dos municípios para a importância do lançamento dos dados de forma correta e sistêmica, para que possamos ter um retrato cada vez mais fiel da aplicação de vacinas nos municípios”, pontuou Carolina Di Pietro Carvalho, referência técnica de imunização da Regional de Saúde de Diamantina.

Créditos: Ricardo Maciel

Créditos: Ricardo Maciel

Outra questão importante apresentada na oficina foi sobre a migração da digitação das doses de vacinas aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o sistema e-SUS, conforme portaria do Ministério da Saúde n. º 2.449, de 23 de setembro de 2019. A publicação estabeleceu o e-SUS como entrada de dados exclusiva para registro da aplicação de vacinas e outros imunobiológicos nas UBS. “A Portaria 2.449 começou a vigorar na última sexta-feira, 1º de novembro. Sendo assim, os dados de atendimentos realizados nas salas de vacinas dos municípios deverão ser lançados, exclusivamente, via e-SUS e com transferência regulares para o Ministério da Saúde”, alertou Kesley Duarte de Jesus, referência técnica de Doenças Transmissíveis da Regional de Diamantina.

Elida Leite Araújo, referência técnica e-SUS da Regional de Diamantina, salientou que o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) permanecerá sendo utilizado pela atenção primária apenas para a gestão e movimentação de imunobiológicos. “Vale destacar que o SI-PNI continua sendo o sistema oficial para lançamento de informações sobre registro de dados de aplicação de vacinas e outros imunobiológicos dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), policlínicas, hospitais, maternidades e na rede privada de saúde ”, complementou.

Cartão SUS: saiba como obter o seu

Divulgação Ministério da Saúde

Divulgação Ministério da Saúde

Por Ana Rita Fernandes

O Cartão SUS (Sistema Único de Saúde), que é o documento de identificação do usuário do SUS, garante, ao cidadão, atendimento nas Unidades de Saúde e Hospitais do Brasil que integram a rede do SUS, facilitando a marcação de consultas e exames, assegurando o acesso a medicamentos gratuitos e a assistência integral à Saúde, desde o início na Atenção Primária, sendo encaminhado para outros níveis de assistência, se for o caso, como especialidades e alta complexidade.

Para fazer o seu Cartão SUS que é gratuito, basta se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência, popularmente chamado de Posto de Saúde, ou até a Secretaria Municipal de Saúde de seu Município, portando os seguintes documentos pessoais: Carteira de Identidade (RG), CPF, Certidão de nascimento ou casamento e número de PIS/PASEP (se tiver). Em alguns municípios, é solicitada a apresentação de comprovação de residência – conta de água, luz, telefone, etc.

Por meio da Portaria 940 de abril de 2011, O Ministério da Saúde regulamentou o Cartão SUS, com o objetivo de unificar a base de dados por meio de um registro único que contém as informações dos pacientes da rede pública de saúde, o que possibilita a criação do histórico de atendimento de cada cidadão.

Com o uso do Cartão SUS, são gravadas informações do paciente, do tratamento realizado e prescrito e do profissional de saúde que o atendeu. Por meio do acesso a essa base de dados, o usuário do SUS poderá ter seu histórico de saúde acessado de qualquer lugar do Brasil em que ele esteja, atualizando assim o seu relato de ocorrências.

Pela internet, é possível fazer um pré-cadastro no Portal de Saúde do Cidadão, informando os dados solicitados e, no final, é gerado um protocolo do cadastro. Com esse protocolo, a pessoa deve procurar o local de cadastramento do Cartão Nacional de Saúde em seu município com os seus documentos e assim o seu pré-cadastro será validado. Após isso, será gerado o número do Cartão Nacional de Saúde que será impresso na hora.

No caso de perda do Cartão SUS, o usuário deve proceder como descrito para a primeira vez.