Monthly Archives: janeiro 2020

#EaD: Promoção do ganho de peso adequado na gestação é tema de novo curso

com informações da UNA-SUS/UFSC

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As matrículas podem ser realizadas até 30 de novembro. O curso é mais uma ação da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição

Com o objetivo de capacitar os profissionais de saúde para o acompanhamento e orientações quanto à nutrição adequada da gestante, visando à prevenção e ao controle do sobrepeso e da obesidade, o curso aborda a importância da manutenção do ganho de peso gestacional adequado na saúde da mulher. Com carga horária de 30 horas, o curso é voltado para profissionais de saúde. A qualificação é organizada pela Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) da Secretária de Atenção Primária (Saps/MS) e ofertada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UNA-SUS/UFSC).

Serão abordadas estratégias importantes na avaliação nutricional e orientação de uma alimentação adequada e saudável na garantia de uma gestação saudável, além da prevenção de sobrepeso e obesidade. O curso é organizado em três unidades. A primeira aborda o papel do estado nutricional pré-gestacional e gestacional na prevenção do sobrepeso e da obesidade, tanto em curto quando em longo prazo, além de trazer a importância de uma alimentação adequada e saudável ao longo da gestação. Na segunda unidade, examinam-se os instrumentos de avaliação nutricional, as formas de monitoramento e acompanhamento do ganho de peso gestacional, assim como as principais recomendações alimentares voltadas para as gestantes. Por fim, apresentam-se propostas de ações coletivas de educação nutricional na gestação para prevenção do sobrepeso e da obesidade com enfoque na Atenção Primária à Saúde, espaço preferencial para o desenvolvimento desse tipo de ações.

Inscrições aqui

#Estaçãochuvosa: Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes tendem a aumentar neste período

Crédito: iStock / Reprodução.

Crédito: iStock / Reprodução.

Pancadas de chuvas e altas temperaturas: esse é o período propício para aumento dos casos de Dengue, Zika e Chikungunya. Isso porque, com a chegada da época do calor e do período chuvoso, aumenta a quantidade de água parada, facilitando a proliferação do transmissor dessas doenças.

No caso da Dengue, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia depois da picada do mosquito. Entre os sintomas mais comuns da doença estão a febre alta, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas articulações e atrás dos olhos; além de manchas vermelhas pelo corpo (exantema) e coceira.

Já em relação à Chikungunya, os sintomas são clinicamente semelhantes aos da dengue, sendo eles: febre alta, dor muscular intensa, dor de cabeça, enjoo, fadiga e manchas avermelhadas pelo corpo. O que difere as duas doenças, porém, são as fortes dores nas articulações (poliartrite).

Além dessas, a Zika, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações), manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Caso perceba algum dos sintomas citados, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e não use medicamentos sem orientação de um profissional de saúde.

A melhor forma de prevenção é a mobilização social para eliminação dos focos do mosquito.

A responsabilidade de eliminar os focos do mosquito é de cada um. Depósitos de água, pratinhos de plantas, bandejas de geladeira, de umidificador, de ar condicionado e filtros d’água; além de garrafas retornáveis e lixo, são alguns dos mais frequentes focos do mosquito Aedes aegypti encontrados pelos agentes de endemias em residências

Por isso, veja algumas medidas de prevenção:

– Mantenha a casa limpa e sem água parada, como: pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água;
– Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, na rua ou em lotes vagos. Ao descartar latas, caixas de leite e similares, é recomendável retirar o fundo;
– Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água;
– Mantenha os bebedouros de animais domésticos limpos e escovados, e troque a água diariamente;
– Mantenha piscinas devidamente tratadas;
– Caixas de água devem estar bem tampadas e vedadas. Se optar em armazenar água das chuvas, tampe bem os recipientes;
– A água sanitária também pode ser utilizada para eliminar larvas do mosquito Aedes aegypti. No entanto, ela não pode ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais. O tratamento deve ser repetido semanalmente, de preferência em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva.

Saiba mais sobre o assunto: http://www.saude.mg.gov.br/aedes.

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#EducaçãoPermanente: Fiocruz promove web conferência para profissionais de atenção primária

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Nesta quarta-feira, 22/01, as pesquisadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marly Cruz e Santuzza Vitorino promovem uma atividade de educação permanente, por meio de web-conferência, com o tema Gestão e Organização das práticas de VAN para uma informação de qualidade.

A atividade conta com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e é voltada para coordenadores da APS e Profissionais de Saúde da ESF e NASF.

Essa atividade faz parte de uma série de 3 web-conferências (no formato interativo de videoaula) que irão abordar diferentes questões teórico-práticas sobre VAN na gestão e organização das práticas da APS.

Nossa segunda videoaula, intitulada “Gestão e Organização das práticas de VAN para uma informação de qualidade.” será oferecida na quarta-feira 22 de janeiro entre as 14 e as 16 h, sendo um momento de formação em serviço.

Para conseguir assistir, 15 minutos antes do começo da atividade, devem ingressar no seguinte link: http://conferenciaweb.rnp.br/webconf/ensp-fiocruz e seguir os passos para entrar na plataforma.

Importante: essa plataforma não funciona do celular, devem conectar-se através do computador e, preferivelmente, que ele esteja conectado à internet por cabo (não wi-fi).
Aqueles que participarem poderão solicitar o certificado de jornada de atualização (de 2 horas) logo após responder um breve questionário on-line sobre a aula e a avaliação da atividade.

Para mais informações ou dúvidas, entre em contato com Santuzza Vitorino e colaboradoras pelo e-mail: disseminavanpmafiocruz@gmail.com

#EAD Icict lança curso de aperfeiçoamento em Doenças Negligenciadas

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Com 100 vagas, curso integra o processo seletivo de tutores para a Região Sudeste. Inscrições até 19/02

Estão abertas as inscrições para o curso de aperfeiçoamento em Atenção Integral à Saúde – Doenças Negligenciadas 2020/2021 – para tutores da região Sudeste. Com o objetivo de promover a discussão da integração entre Atenção Primária e Vigilância em Saúde no âmbito do Curso de Aperfeiçoamento em Atenção Integral à Saúde – Doenças Negligenciadas, com vistas a participar do processo formativo de médicos, enfermeiros e gestores do Sistema Único de Saúde, o curso de aperfeiçoamento oferece 100 vagas.

O curso é oferecido para profissionais que possuam diploma de graduação na área da Saúde e pós-graduação lato e/ou stricto sensu ou residência na área de Saúde Coletiva/Pública, de instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação e que atuem na Atenção Primária e/ou Vigilância em Saúde.

Para se inscrever, os interessados deverão realizar as suas inscrições no site https://integradn.fiocruz.br/ até o dia 19 de fevereiro de 2020. O curso terá carga horária total de 40 horas, sendo dois encontros sequenciais (e presenciais) de oito horas (16 horas), na cidade do Rio de Janeiro, em local a ser divulgado na plataforma online Formação Integral em Saúde – Doenças Negligenciadas. Além disso, haverá também 24 horas de aulas em EaD. O período de formação será de 23 a 30 de março de 2020.

#Estaçãochuvosa: a febre tifoide é mais uma entre as doenças que têm o número de casos ampliados nesse período

Por Ana Rita Fernandes

Causada pela bactéria Salmonella enterica sorotipo Typhi, a Febre Tifoide é uma doença infectocontagiosa e está diretamente relacionada com condições precárias de higiene pessoal, saneamento básico e ambiental.

Uma das formas de transmissão da enfermidade é o contato direto com as mãos do doente ou portador da Febre Tifoide.

Outra maneira é pelo consumo de água e alimentos contaminados pela presença da bactéria eliminada nas fezes e urina humanas dos portadores da doença ativa ou dos portadores assintomáticos. O indivíduo infectado elimina a bactéria nas fezes e na urina, independentemente de apresentar os sintomas da doença.

Por isso, lama e água, provenientes de enxurradas, alagamentos e enchentes, podem estar contaminadas, uma vez que são condutoras de diversos tipos de agentes infecciosos, entre eles, a Salmonella Typhi.

A contaminação de alimentos geralmente acontece pela manipulação por portadores que, muitas vezes, por apresentarem sintomas discretos, não são afastados das atividades de preparo dos alimentos. Legumes irrigados com água contaminada, frutos do mar (crustáceos e moluscos) retirados de água poluída e consumidos mal cozidos ou crus, leite e derivados não pasteurizados, produtos congelados e enlatados também podem veicular salmonelas.

Sintomas

Os sintomas variam de discretos a graves e, geralmente, iniciam entre 6 a 30 dias após exposição à bactéria.

Os principais são:

  • febre alta;
  • dores de cabeça;
  • mal-estar geral;
  • falta de apetite;
  • retardamento do ritmo cardíaco;
  • aumento do volume do baço;
  • manchas rosadas no tronco;
  • prisão de ventre ou diarreia;
  • tosse seca.

É fundamental procurar assistência médica, assim que surgir qualquer indício da doença, para diagnóstico e início do tratamento. A Febre Tifoide pode matar.

Quando agravada, a principal complicação da Febre Tifoide é a hemorragia intestinal que pode levar, inclusive, à perfuração intestinal e todos os órgãos correm o risco de serem prejudicados, sujeitos à bacteremia.

Prevenção

A Salmonella pode ser prevenida com a adoção de medidas de controle em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção agrícola até o processamento, fabricação e preparação de alimentos, tanto em estabelecimentos comerciais quanto nas residências.

O contato entre bebês ou crianças pequenas com animais de estimação que podem estar transportando Salmonella (como gatos, cães e tartarugas) precisa de supervisão cuidadosa.

Algumas condutas simples podem evitar a contaminação, que incluem:

Lavar as mãos, antes, durante e depois de manipular ou consumir alimentos e, principalmente, após usar o banheiro;

Lavar bem os alimentos antes de consumir, especialmente frutas e verduras;

Não consumir alimentos crus, mal cozidos, ou conservados à temperatura ambiente nem os oferecidos por ambulantes em locais considerados de risco para a febre tifoide;

Evitar consumir alimentos em lanchonetes e restaurantes que apresentem condições precárias de higiene e conservação;

Beber somente água fervida ou engarrafada com gás e exigir que as garrafas sejam abertas na sua presença, quando suspeitar que as condições sanitárias e de higiene são precárias;

Informar-se sobre medidas de proteção que devem ser tomadas antes de viajar para lugares considerados de risco para a infecção pela Salmonella, inclusive sobre a necessidade de vacinar-se.

Mantenha-se atualizado sobre as doenças mais comuns da estação chuvosa lendo outros textos no blog da Saúde Estadual pelo endereço:

http://blog.saude.mg.gov.br/

Desinfecção por Infusão em solução com hipoclorito de sódio Crédito: Divulgação researchgate

Desinfecção por Infusão em solução com hipoclorito de sódio
Crédito: Divulgação researchgate

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#Estaçãochuvosa: casos de micose aumentam em condições de umidade

Por Ana Rita Fernandes

O alerta que a SES-MG tem feito no período das chuvas é para o cuidado e a prevenção de diversas doenças, devido às chances ampliadas de contágio com agentes infecciosos, em consequência do volume dilatado de lama e águas de enchentes e enxurradas, veículos condutores desses agentes contaminantes.

Uma dessas doenças que tem o número de casos aumentado nessa época é a micose, infecção da pele causada pelo crescimento excessivo de fungos que normalmente se proliferam em ambientes com muita umidade e calor.

Quando se usa um sapato com meia durante a chuva, por exemplo, e eles ficam molhados por um tempo prolongado, há uma grande possibilidade que o fungo consiga se desenvolver.

Os fungos existem na natureza e são encontrados em todos os ambientes. Não nos causam reação patológica porque, apesar de permanentemente estarem em contato com a nossa pele, vivem na camada formada por células mortas e nosso organismo entra em equilíbrio com eles.

Porém, fatores como o sistema imunológico enfraquecido, hábitos de higiene inadequados, consumo excessivo de açúcar ou alergias podem ser um gatilho para a instalação de uma micose, aliados à umidade que deixa a pele mais fina e mais frágil, facilitando a penetração do fungo e formando as condições ideais para seu desenvolvimento.

A infecção fúngica pode não ficar restrita aos dedos dos pés, unhas, virilhas e couro cabeludo, mas espalhar-se pelo corpo todo, por auto inoculação que é quando a pessoa coça o local onde está instalada a micose e leva o fungo para outras áreas do corpo.

Tipos:

Candidíase: transmitida pelo fungo Cândida albicans. A candidíase pode ocorrer na região oral, vaginal, peniana e intestinal.

Impinge: Pode se desenvolver em qualquer região do corpo, sendo identificada por causar feridas avermelhadas e com uma leve descamação na borda da lesão. Também conhecida como tinea corporis, tinha corporis e dermatofitose, a impinge é comumente confundida com alergias e outras patologias, como psoríase e seborreia.

Tinha: caracterizada por manchas vermelhas, de superfície escamosa, borda bem nítida e que coçam. As tinhas aparecem em qualquer lugar do corpo, sendo mais comum as dos pés, como “pé-de-atleta” ou “frieira”. Nas crianças, é comum que apareçam no couro cabeludo, formando uma placa com crostas, com coceira intensa, parecendo que o cabelo foi cortado naquela região. A tinha do couro cabeludo pode passar de uma criança para outra.

Pitiríase versicolor: também conhecida como pano branco, é caracterizada por manchas pequenas como confete. Podem estar agrupadas ou isoladas, e normalmente aparecem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Sua superfície tem uma descamação fina, com a tonalidade variando entre o branco, rosado ou castanho, e pode coçar. A pitiríase versicolor é mais comum em adolescentes e jovens, sendo que pessoas de pele oleosa estão mais suscetíveis a apresentar este tipo de micose.

Onicomicose: micose que se instala nas unhas, tanto dos pés quanto das mãos. Com a doença, a unha fica mais grossa e descolada da pele, além de poder apresentar mudanças na forma e coloração.

Como prevenir

Os hábitos adequados de higiene são fundamentais para a prevenção das micoses.

  • Usar somente o próprio material ao ir à manicure, incluindo alicate, palito e cortador de unha;
  • Evitar o contato prolongado com água e sabão, para que a pele não resseque e venha trincar, facilitando a penetração de fungos. Após o banho, secar muito bem as axilas, virilhas e entre os dedos dos pés;
  • Não andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas e lava-pés de piscinas;
  • Evitar ficar com roupas molhadas por muito tempo;
  • Não compartilhar toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés;
  • Evitar o uso de calçados fechados por longos períodos. Deixar expostos à luz solar para arejar. Dar preferência aos mais largos e ventilados.
  • Evitar roupas muito quentes e justas e aquelas feitas de tecidos sintéticos, pois não absorvem o suor, prejudicando a transpiração da pele.

Diagnóstico

Somente um médico poderá diagnosticar e prescrever o tratamento adequado para cada tipo de micose, geralmente determinado pela sua aparência e histórico clínico. Em casos específicos, são raspadas partes da unha ou pele para uma análise microscópica.

Para a cura completa da doença, é fundamental que o paciente siga as orientações médicas e realize completamente a terapia com medicamentos, observando o período indicado e não interrompendo a ingestão dos remédios para evitar a reinfecção com fungos mais resistentes.

 

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#Estaçãochuvosa: Hepatite A também pode ser transmitida por águas de enchentes

Por Ana Rita Fernandes

Conhecida também como “hepatite infecciosa”, a Hepatite A é uma doença contagiosa hepática, com transmissão por contato de uma pessoa infectada para outra saudável, bem como através de alimentos ou da água contaminada.

Causada pelo vírus denominado HAV, a enfermidade é facilmente disseminada, uma vez que o agente infeccioso pode sobreviver por até quatro horas na pele das mãos e dos dedos. No período chuvoso, aumenta ainda mais a possibilidade de propagação através das águas de enchentes e enxurradas que podem ser condutoras do vírus, extremamente resistente à degradação provocada por mudanças ambientais, e pode, inclusive, resistir durante anos a temperaturas de até 20ºC negativos.

Sintomas

Geralmente assintomática, quando a doença apresenta sintomas, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.  Por vezes tão leves que podem parecer uma virose qualquer, sem que o paciente perceba que teve hepatite A.

Os mais frequentes são:

  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Cansaço;
  • Dor muscular;
  • Náusea e vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Febre;
  • Tontura;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Urina escura;
  • Fezes claras.

Prevenção

A disseminação da moléstia está relacionada com a infraestrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene.

A melhor forma de evitar a doença é a adesão ao calendário vacinal do SUS que, desde 2014, passou a oferecer a vacina contra a Hepatite A para crianças na faixa etária de um até dois anos incompletos, além da melhoria das condições sanitárias e de higiene, como, por exemplo:

  • Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de local onde haja esgoto a céu aberto;
  • Lavar as mãos após ir ao banheiro ou trocar fraldas, e antes de comer ou preparar alimentos;
  • Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
  • Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que serão consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos – ostras e mariscos, especialmente os moluscos que filtram grande volume de água, retém os vírus, caso essa água esteja contaminada;
  • Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
  • Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimenta o poço. Observar, por medida de segurança, uma distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca, e de 45 metros para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros;
  • Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
  • No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.

Para tratar e tornar a água potável para o consumo, ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio por litro de água, deixando o recipiente tampado por, pelo menos, 30 minutos antes de consumir. Pode ser usada a água sanitária a 2,5% (sem alvejante), na mesma proporção.

Diagnóstico

O adoecimento é diagnosticado por observação dos sintomas e detecção de anticorpos contra o vírus HAV no sangue. A doença é totalmente curável quando o paciente segue corretamente o tratamento médico que inclui descanso e hidratação. É considerada uma enfermidade de curso benigno, mas potencialmente grave, pois, apesar de raras, em menos de 1% dos casos, podem surgir complicações como a hepatite fulminante nas primeiras seis a oito semanas da infecção. São poucos os casos de pacientes com mais de 50 anos que sobrevivem a essa forma da doença.

Crédito: Divulgação Saúde RJ

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#Estaçãochuvosa: Aumenta o risco de Leptospirose

Por Ana Rita Fernandes

Doença infecciosa humana, a Leptospirose é causada pela exposição do indivíduo, direta ou indireta, à urina de animais infectados pela bactéria de nome Leptospira, por meio do contato com água, solo ou alimentos contaminados. É considerada aguda e grave porque a Leptospira afeta todos os órgãos e sistemas do corpo humano e inflama todos os vasos sanguíneos do doente.

Na ocasião das chuvas, o risco de contaminação é mais elevado com a ocorrência de enchentes e enxurradas. Qualquer pessoa pode ser infectada; não só por meio de arranhões ou ferimentos, mas também através da pele íntegra, quando imersa por períodos mais longos em água ou lama contaminada. O contato com esgotos, lagoas, rios e terrenos baldios também pode ocasionar a infecção.

Sintomas

A doença pode ser assintomática.

Quando se instalam, os principais sintomas são:

  • Febre alta repentina;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça, cansaço, mal-estar e apatia;
  • Dor muscular pelo corpo, principalmente nas panturrilhas e tórax;
  • Vômitos, diarreia e tosse também podem ocorrer.

Geralmente, a leptospirose costuma regredir em três ou quatro dias com medicação e outros cuidados médicos.

Contudo, pode ser uma melhora momentânea, necessitando atenção redobrada pela possibilidade de agravar-se e evoluir para um quadro de desidratação, icterícia (pigmentação amarela ou verde da pele e da parte branca do olho) – considerada um sinal característico, aparecendo entre o 3º e o 7º dia da doença – hemorragias, complicações renais, coma, exantemas (manchas vermelhas no corpo), miocardite, pancreatite, meningite e até mesmo óbito.

Prevenção

Algumas medidas podem evitar o acometimento pela Leptospirose.

  • Lavar as mãos com regularidade e ensinar às crianças a fazerem o mesmo;
  • Impedir as crianças de nadar ou brincar em enxurradas ou lama de enchentes;
  • Lavar muito bem as frutas e verduras, principalmente, as que forem consumidas cruas;
  • Lavar com detergente as embalagens com alimentos, principalmente latas, vidros e garrafas pets, antes de usar ou armazenar em geladeira ou dispensa. Embalagens de alimentos requerem muito cuidado;
  • Pessoas que fazem limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha;
  • Em caso de ser surpreendido por chuvas e atingido por enxurradas ou enchentes, retirar as roupas e sapatos contaminados e se lavar o mais rápido possível.
  • Controle de roedores:
  • Armazenamento apropriado de alimentos;
  • Acondicionamento e destino adequado do lixo;
  • Desinfecção e vedação de caixas d´água;
  • Vedação de frestas e aberturas em portas e paredes;

A população residente em locais com déficit de infraestrutura e saneamento básico é considerada de maior risco à contaminação pela bactéria. Portanto, deve ficar atenta às orientações e buscar segui-las, utilizando métodos simples de desinfecção para prevenção da doença.

A água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) mata as Leptospiras. Para desinfetar reservatórios de água deve ser usada uma mistura na proporção de um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório.

Para limpeza e desinfecção de locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada, a orientação é diluir 2 xícaras de chá (400ml) de água sanitária para um balde de 20 litros de água, deixando agir por, no mínimo, 15 minutos.

Crédito: Freepik

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#SíndromedoViajante: é a trombose que pode ser evitada com pequenos cuidados

Por Ana Rita Fernandes

A trombose venosa é a formação de um coágulo sanguíneo, em uma ou mais veias localizadas na parte inferior do corpo, com maior ocorrência nas pernas.

É preciso salientar que a condição do viajante, mantendo-se sentado com as pernas paralisadas por muitas horas, em um avião, trem, carro ou ônibus, aumenta muito o risco de ser acometido pela doença, também conhecida como Síndrome do Viajante.

Apesar de muitas vezes ocorrer de forma assintomática, inchaço, dor, sensação de peso, calor, tonalidade azulada da pele ou vermelhidão, especialmente se forem em apenas uma das pernas, além da rigidez da musculatura na região em que se formou o coágulo, podem ser sinais de trombose venosa.

Pequenos cuidados tomados antes e durante a viagem podem evitar a Síndrome do Viajante que deve ser abordada com cautela, pois há risco de agravar o acometimento. Uma das complicações mais temidas é a embolia pulmonar e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), podendo levar à morte.

Entre eles:

Adotar uma alimentação balanceada e saudável

Praticar exercícios físicos regularmente

Evitar o aumento do peso corporal

Evitar o consumo de álcool e tabagismo

Usar meias elásticas, principalmente se tiver predisposição à trombose, observando a orientação médica

Manter a hidratação e atender de imediato a necessidade de urinar

Mexer os pés enquanto estiver sentado

Usar roupas mais largas e sapatos confortáveis durante a viagem para não causar compressão

Sempre que possível, parar a viagem e se movimentar

Thrombophlebitis in human leg. Painful inflamation of the leg veins. Medical issue

Crédito: Divulgação site Drauzio Varella

 

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#Reciis: Comunicação intercultural é tema do último número do ano da revista

(Texto: Roberto Abib – Reciis/Icict/Fiocruz)

Original

Pensar a diferença foi uma questão analisada nas edições da Reciis de 2019 a partir dos dossiês e trabalhos que trataram das pessoas LGBTs e da condição feminina. Neste último número do ano de 2019, a revista traz análises sobretudo dos povos indígenas e da negritude com o dossiê Saúde, etnicidades e diversidade cultural: comunicação, territórios e resistências, fortalecendo as palavras-chave: representação, reivindicação política, (in)visibilidade, identidade e diferença.  

A interculturalidade crítica foi o pressuposto considerado na construção desta edição, a qual procura questionar as desigualdades e assimetrias construídas historicamente entre os diferentes grupos sociais além do reconhecimento e valorização da diversidade étnico-cultural.

A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) é editada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Acesse a íntegra da Reciis (v.13, n.4) 20019, aqui.