Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física

By | 11 de outubro de 2020

4482360

Segundo dados do IGBE, no Brasil, são 12,5 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 6,7% da população. Por isso, neste 11 de outubro, Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, reforça a importância de políticas públicas eficientes, que garantam os direitos, a inclusão e a valorização dessas pessoas em todas as esferas da sociedade.

Na SES-MG, a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) é responsável por garantir a integralidade do cuidado e o acesso regulado aos serviços de saúde. Criada em 2012, por meio da por meio da Deliberação CIB-SUS/MG n° 1.272, a área ampliou e articulou pontos de atenção à saúde para pessoas com deficiência no âmbito SUS-MG. Os serviços de reabilitação são executados em unidades especializadas de abrangência regional, qualificadas para atender às pessoas com deficiência. As equipes são formadas por profissionais como médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e enfermeiros, que fazem o trabalho de avaliação individual dos pacientes e também acompanham todo o processo de reabilitação.

A RCPD possui quatro oficinas ortopédicas fixas, habilitadas pelo Ministério da Saúde. Localizadas nos municípios de Belo Horizonte, Diamantina, Nova Lima e Uberlândia, os serviços fazem a confecção, dispensação, adaptação e de manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPM). Há também o serviço da oficina ortopédica itinerante terrestre, vinculada ao CER IV de Diamantina. Composta por um caminhão adaptado especialmente para esse fim, a unidade se desloca juntamente com uma equipe composta por um fisioterapeuta, técnicos de órtese prótese e sapateiro, para locais sem acesso à oficina ortopédica fixa, objetivando melhorar o acesso e qualificar a assistência à saúde dos usuários com deficiência física.

Outra importante assistência são os Serviços de Atenção à Pessoa Ostomizada (SASPO), que desenvolvem ações de reabilitação que incluem as orientações para o autocuidado, a prevenção, o tratamento de complicações no estoma, a capacitação de profissionais e o fornecimento de equipamentos coletores e de proteção e segurança (bolsas coletoras, barreiras protetoras de pele sintética, coletor urinário). Atualmente existem 52 serviços localizados em 51 municípios no Estado.

A coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Com Deficiência- CASPD, Renata Cardoso Vaz ressalta que todos esses avanços foram importantes, mas o trabalho tem que continuar. “Ainda que tenhamos avançado, faz-se necessário diminuir as barreiras, tanto físicas quanto sociais, de forma a garantir a plena inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. O envolvimento da família, a educação em saúde, a garantia de acesso e a diminuição dos preconceitos são elementos importantes para o avanço da inclusão”, reforçou.

A porta de entrada dos usuários são as unidades básicas de saúde (UBS), onde é realizada a avaliação inicial, vinculação à equipe de saúde da família (ESF) e encaminhamento aos demais serviços de atenção especializada, quando necessário. Mais informações estão disponíveis no link www.saude.mg.gov.br/deficientefisico.

Exemplo de superação

Os desafios para superar as dificuldades, diferenças e o preconceito sempre fizeram parte da vida de pessoas com deficiência. Para o atleta mineiro e paraolímpico de tênis de mesa, Carlo de Franco Michel, mais conhecido como Carluxo, a batalha é desde que nasceu. Com 50 anos de idade, ele é portador da artrogripose múltipla, doença congênita que limita os movimentos das articulações. Sua primeira cirurgia foi aos 15 dias de nascido e, a partir daí, foi submetido a mais 52 procedimentos no decorrer da vida. O atleta buscou, através da superação, se tornar um campeão nas quadras e na luta contra suas limitações físicas. “Quando eu era adolescente sofri muito preconceito. A sociedade já te olha diferente, mas o esporte me deu muita autoestima, me ensinou a entender quem eu sou, a não me vitimizar e nunca esperar dos outros o que eu tenho que fazer por mim”, afirmou.

Acervo Pessoal

Acervo Pessoal

O atleta paraolímpico chegou a ser um dos cinco melhores do mundo em sua modalidade e garante que, para vencer foi preciso apenas uma coisa. “A vida é isso, sair do seu lugar e ir atrás dos seus sonhos. A sociedade acha que a pessoa com deficiência não tem condições, mas cabe a nós mostrar que isso não é verdade. Somos capazes e temos condições de alcançar nossos objetivos”.

Deixe uma resposta