Câncer de boca: saiba o que é e como se prevenir!

By | 15 de outubro de 2020

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Muito provavelmente você já deve ter conhecimento sobre os alguns tipos de cânceres, como o câncer de mama, de próstata, de pele, entre outros. Mas você já ouviu falar no câncer de boca? O câncer de boca (ou câncer da cavidade oral) é responsável por cerca de 3 a 5% de todos os tumores malignos, sendo mais comum em homens com idade acima de 40 anos, sendo o quarto tumor mais frequente na região Sudeste. Quer saber mais sobre esse assunto? Acompanhe o nosso post!

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O QUE É CÂNCER DE BOCA?

O câncer de boca é tecnicamente definido como um tumor maligno que pode acometer principalmente as regiões dos lábios, gengivas, língua, céu da boca e até mesmo a região da garganta.

Existem vários tipos de câncer de boca, sendo divididos por tipos celulares acometidas pelo tumor. O tipo mais comum é o carcinoma de células escamosas; tumor que compromete as células escamosas da nossa pele, sendo responsável por até 90% dos casos de câncer de boca. Outros exemplos são os teratomas (tumor de células embrionárias), adenocarcinomas (tumor de tecidos glandulares), melanoma (tumor de células produtoras de melanina) e sarcomas (tumor de partes moles, como músculos, gordura, cartilagens tendões e nervos).

 

SINAIS DO CÂNCER DE BOCA

O câncer de boca é frequentemente antecedido pelas lesões denominadas pré-malignas, sendo as leucoplasias (manchas ou lesões espessas brancas) e as eritroplasias (manchas ou lesões espessas avermelhadas) as mais comuns. Tanto a leucoplasia quanto a eritroplasia são lesões consideradas benignas (crescimento anormal, sem chance de invadir outros tipos de tecidos e órgãos). Estudos indicam uma chance de 5% das leucoplasias evoluírem para a condição maligna. Por outro lado, a eritroplasia apresenta uma chance de 51% de apresentar alterações malignas.

A maioria dos pacientes são homens com idade superior a 50 anos e com história de tabagismo e etilismo (consumo de álcool), que relatam uma ferida oral (caroço, inchaço, áreas de dormência, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, úlceras) com surgimento há algumas semanas, mas que não se cicatrizam, ocasionalmente podem sangrar e frequentemente possuem mau hálito. Podem também apresentar dificuldade para falar ou engolir, caso a lesão seja na garganta.

Os principais fatores de risco são:

  • tabagismo;
  • etilismo;
  • má higiene oral;
  • sexo masculino;
  • infecção prévia ou atual pelo HPV;
  • baixo consumo de caroteno;
  • história familiar de câncer;
  • traumatismo local crônico.

 

COMO PREVENIR O CÂNCER DE BOCA?

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O tabagismo, associado ao etilismo, possui um efeito potencializador do câncer de boca, estando essa associação presente em 80% dos casos de câncer de cavidade oral. Assim, a principal forma de prevenção desse tipo de câncer é a interrupção do tabagismo, além da redução do consumo de álcool.

Outras medidas também contribuem na prevenção do câncer de boca e estão relacionados aos hábitos saudáveis de vida, tais como: evitar exposição ao sol sem proteção (protetor labial), higiene bucal, acompanhamento odontológico semestral e realização do auto-exame.

 

COMO SABER SE ESTOU COM CÂNCER DE BOCA?

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O auto-exame é de fundamental importância nesse processo, portanto sempre que possível verifique sua saúde bucal, à procura de lesões ou manchas na cavidade oral, pois muitas vezes as lesões pré-malignas podem ser assintomáticas. Contudo, sempre que possível procure um profissional da saúde (dentista ou médico) para melhor avaliação e, assim, fazer o diagnóstico precoce do câncer de boca.

Nesse processo, caso o profissional responsável identifique uma lesão suspeita, é indicada a realização da biópsia (retirada de fragmento da lesão para avaliação microscópica) e até mesmo exames de imagem (radiografia simples, tomografia computadorizada e ressonância magnética).

 

O CÂNCER DE BOCA TEM CURA?

Após o diagnóstico do câncer de boca, a cirurgia está indicada na grande maioria dos casos e consiste na retirada da lesão tumoral. Contudo, dependendo do tempo de evolução e das regiões acometidas, também podem ser necessários procedimentos adicionais como radioterapia e quimioterapia.

Assim, como o tratamento varia de acordo com a evolução do quadro, vale lembrar que o quanto antes a lesão for diagnosticada, melhores serão os resultados e menos procedimentos, provavelmente, deverão ser feitos.

Referências:

Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), São Paulo (SP, Brasil).

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