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28 de Maio: Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

28 de Maio: Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher

No Dia Internacional da Luta Pela Saúde da Mulher, chama-se a atenção para a conscientização da sociedade sobre os principais problemas de saúde que devem ser lembrados rotineiramente como forma de prevenção à saúde da mulher. Além de reforçar a prevenção das amplas campanhas já conhecidas, como no caso do câncer de mama e câncer de colo de útero, também devemos lembrar da endometriose, infecção urinária, depressão, fibromialgia, obesidade, também muito frequentes nessa população. Sabendo disso, confira no texto abaixo algumas informações sobre cada uma delas.


CÂNCER DE MAMA E CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

As estratégias de detecção precoce, incluindo tanto o diagnóstico precoce quanto o rastreamento da doença são classicamente eficazes na prevenção dos principais cânceres na mulher. A mamografia, no caso do câncer de mama, e o exame “papanicolau”, no câncer de colo de útero, têm sido muito bem aplicadas e, portanto, contam com o fator essencial ao sucesso dessas campanhas: a informação e o acesso aos sistemas de saúde.

O método de rastreio do câncer de colo de útero no Brasil é o exame citopatológico (exame de “Papanicolau”), que deve ser oferecido às mulheres ou qualquer pessoa com colo do útero, com idade entre 25 e 64 anos e que já tiveram alguma relação sexual, mesmo que com parceiro único. Isso pode incluir homens trans e pessoas não binárias designadas mulher ao nascer.

Já o método de rastreio do câncer de mama é a mamografia, que é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos, a depender do histórico familiar e condição individualizada.


ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma doença que não é uma condição diagnosticada em primeira consulta. Geralmente, esta doença é diagnosticada após meses ou anos em que se investiga a causa de infertilidade ou que tenha relação com a alteração nos ciclos menstruais, muitas vezes associadas a dores

Costuma ser diagnosticada entre 25 e 40 anos, com a queixa de ciclos menstruais irregulares e alteração no fluxo e frequência de tais episódios, mas outros sinais e sintomas que levantam a suspeita para esta condição também podem ser observadas, como: cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação, dor durante a relação sexual, constipação ou outra alteração do trânsito intestinal, presença de sangue nas fezes, alteração da função urinária (presença de sangue e dor).

Em muitos casos, o tratamento ocorre com o bloqueio da menstruação, evitando-se assim os episódios de dor ou disfunção, pois tendem a ocorrer somente nos períodos menstruais. Em alguns casos, principalmente quando há desejo de engravidar, pode haver necessidade de uma abordagem cirúrgica, mas toda a conduta deve ser individualizada.


INFECÇÃO URINÁRIA

A infecção urinária é um problema que, apesar de muito comum, pode ser evitado em grande parte dos casos e com medidas simples. Você provavelmente já conheceu alguém ou até mesmo já teve infecção urinária uma ou mais vezes na vida. Alguns dos sinais de infecção urinária são: 

  • Dor ou queimação ao urinar;
  • Vontade frequente para urinar;
  • Sensação de urgência para urinar;
  • Acordar durante a noite para urinar;
  • Urina com coloração escura (concentrada ou com sangue) e com cheiro forte;
  • Pouca quantidade de urina;
  • Desconforto na região logo abaixo da barriga (bexiga);
  • Febre.

A prevenção é simples e consiste em medidas como a ingestão de líquidos em grande quantidade, não segurar a vontade de urinar por muito tempo, urinar antes e após as relações sexuais, terapia hormonal para mulheres na menopausa e controlar o diabetes.


DEPRESSÃO

A depressão é um transtorno do humor que deve ser encarado como uma doença que muitas trazem consequências graves e que frequentemente é incapacitante. Um sentimento de tristeza, apatia, dificuldades para dormir, falta de apetite, fadiga, redução da produtividade diária, quando se estende por semanas a meses deve sempre levantar uma suspeita ao diagnóstico.

O risco de depressão em mulheres chega a ser duas vezes maior, havendo uma relação com as mudanças hormonais, fato observado na maior incidência deste transtorno em pontos de alterações hormonais consideráveis, como na puberdade, gravidez (durante e pós-parto), aborto, menopausa e após cirurgias de retirada do útero (histerectomia).

Além da busca por psicoterapias, psiquiatras e outros serviços ofertados são fundamentais na recuperação da qualidade de vida daqueles que vivem com transtorno depressivo. Vale destacar que, apesar de a medicação ser fortemente indicada na maioria desses casos, outras atividades são essenciais para se obter a cura desta condição, como atividade física e a busca por outras atividades que tragam prazer à vida.


FIBROMIALGIA

No Brasil, a fibromialgia é a segunda doença reumatológica mais comum depois da osteoartrite. Ela pode ser definida como o conjunto de sinais e sintomas característicos, no qual frequentemente estão presentes a dor crônica, fadiga, transtorno de humor e distúrbio do sono. Contudo, a sintomatologia é bastante variada e outros sintomas subjetivos podem ser referidos, como: sensação de formigamento, inchaços, palpitações, distúrbios funcionais gastrointestinais, dor de cabeça e distúrbios psicossomáticos diversos. Além disso, a fibromialgia ocorre mais frequentemente em mulheres (chega a ser dez vezes mais comum em mulheres), costuma ser diagnosticado entre 25 e 65 anos e possui agregação familiar frequente.

Não existe uma cura para a fibromialgia, mas muito pode ser feito  em relação ao tratamento dos seus diversos sintomas possíveis. Em especial, o caráter multidisciplinar da condução desta doença tem como um de seus pilares a importância das medidas não farmacológicas, que consistem em atividades físicas, higiene do sono e psicoterapia. E, quanto às medicações há um vasto campo de ação, devendo esta ser individualizada cuidadosamente e evitando o uso de anti-inflamatórios.


OBESIDADE

Diferentemente das condições acima, muitas vezes a obesidade é vista apenas como um fator estético pela maioria das pessoas, o que acaba por trazer uma falsa impressão sobre o verdadeiro problema em relação a esta condição. Pessoas com sobrepeso ou obesidade, em comparação àquelas com peso normal, apresentam risco aumentado de diversas doenças e problemas de saúde, como por exemplo:

  • Todas as causas de morte (aumento da mortalidade);
  • Hipertensão (pressão alta);
  • Colesterol LDL alto, colesterol HDL baixo ou níveis elevados de triglicérides (dislipidemia);
  • Diabetes tipo 2;
  • Doença coronariana;
  • “Derrame” (acidente vascular cerebral);
  • Osteoartrite (cartilagens e ossos mais frágeis e com maior risco de ocorrer fraturas);
  • Problemas de sono (ex.: apneia)
  • Problemas respiratórios;
  • Desenvolver diversos tipos de câncer
  • Pior qualidade de vida;
  • Transtornos neuropsiquiátricos: depressão, ansiedade, entre outros;
  • Dores no corpo;

Por isso, a insistente orientação sobre a mudança no estilo de vida, incluindo a mudança nos hábitos alimentares e a atividade física, continua sendo a melhor recomendação para a prevenção das condições acima e de muitas outras. 

Um plano de alimentação saudável inclui frutas, vegetais, grãos inteiros, leite desnatado e outros laticínios, carnes magras e alimentos no geral que tenham baixo teor de sal, gorduras saturadas, gorduras trans e açúcares refinados.

Em especial às mulheres, a reposição de ácido fólico todos os dias ajuda na renovação das células saudáveis que o corpo produz diariamente, bem como ajuda a prevenir os principais defeitos de malformação do bebê durante a gestação.

A recomendação para uma boa saúde e bem-estar, a Organização Mundial da Saúde recomenda um tempo mínimo de 150 a 300 minutos de atividade física de moderada intensidade por semana a todos os adultos. 

 

23 de Maio: Dia Internacional da Tireoide

Autor: Vitor Yukio Ninomiya
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Muito provavelmente você já deve ter se preocupado, em algum momento da vida, com a saúde do seu coração, fígado, rins, cérebro, não é mesmo? Mas alguma vez você já se perguntou sobre o funcionamento da sua tireoide? Ou até mesmo, já ouviu falar dela? Sabe onde ela se localiza no nosso corpo e qual a sua função no organismo? Pois bem, a tireoide não é assunto tão comum do cotidiano e em boa parte dos casos ela só é lembrada no consultório médico, quando em investigação de seu funcionamento adequado.

Tendo em vista a importância e o pouco conhecimento, por parte da população em geral sobre o tema, a Federação Internacional de Tireoide, em 2008, reservou o dia 25 de maio como o Dia Internacional da Tireoide, com o objetivo de chamar a atenção sobre a importância da tão pouco conhecida glândula tireóide. Por isso, leia o texto abaixo e mantenha-se informado sobre esse órgão tão importante do nosso corpo.

Glândula: órgão que tem como função produzir e liberar substâncias (ex.: hormônio) em um local-alvo (ex.: corrente sanguínea)

A TIREOIDE

A tireoide é uma glândula localizada na parte inferior do pescoço, logo abaixo do conhecido “pomo de adão” (região mais elevada da parte da frente do pescoço). Ela envolve a traqueia (“tubo” que conduz o ar que respiramos até os pulmões) e possui um formato semelhante a uma borboleta. Apesar de seu tamanho reduzido (de 3 a 5 cm cada lado e cerca de 20 a 25 gramas), a tireoide é uma das maiores glândulas do corpo humano e possui papel fundamental na regulação do metabolismo.

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A tireoide, por atuar diretamente no metabolismo, é responsável por todas as funções vitais no organismo, como: batimentos cardíacos, temperatura corporal, funcionamento intestinal, peso, memória, cognição, humor, fertilidade, entre muitos outros. 

A tireoide tem influência em todos os sistemas do corpo humano.

Na ocorrência de um mal funcionamento da tireóide, há alteração na quantidade de hormônios produzidos por ela e, consequentemente, ocorre o comprometimento da atividade das células do nosso corpo. Ou seja, dependendo do tipo e da intensidade da doença que acomete a glândula, pode haver desde quadros assintomáticos da doença até comprometimento geral do indivíduo, podendo até mesmo levar a óbito pelo número de complicações relacionadas.


SINAIS E SINTOMAS

Antes de citar alguns dos sinais e sintomas que podem indicar um funcionamento inadequado da tireoide, vale lembrar que os hormônios produzidos por essa glândula possuem ação direta e indireta sobre todo o organismo. Sendo assim, os achados abaixo não são, necessariamente, exclusivos de um problema relacionado à tireoide e, por isso, sempre procure auxílio médico para que haja melhor esclarecimento do caso e para que a investigação seja feita de maneira adequada.

No hipotireoidismo, a glândula tireóide está produzindo menos hormônios que o normal e, consequentemente, o metabolismo fica mais lento. Já no hipertireoidismo, ocorre o contrário: há uma produção excessiva dos hormônios da tireóide, resultando em um metabolismo acelerado.

No hipotireoidismo, a glândula tireóide está produzindo menos hormônios que o normal e, consequentemente, levando a uma lentificação do metabolismo. Nessa situação, alguns dos principais sinais e sintomas são: fadiga, ganho de peso, lentificação da fala e de movimentos corporais, intolerância ao frio, constipação (devido à lentificação do trato gastrointestinal), pele fria e ressecada, anemia, falta de ar, depressão, cãibras, fraqueza, dor nas articulações, entre outros.

No hipertireoidismo, a excessiva liberação de hormônios leva a um metabolismo acelerado. Sendo assim, os principais sintomas são: emagrecimento, aumento de apetite, intolerância ao calor, pele quente e úmida, queda de cabelos, palpitações, falta de ar, náuseas, anemia, aumento da frequência em urinar e defecar, fadiga, tremor, nervosismo, inquietação, insônia, entre outros.


COMO É FEITO O EXAME DA TIREÓIDE?

Dada a ampla função da tireoide, bem como a sua relação com as demais partes do organismo, muito frequentemente a investigação de um problema relacionado à tireoide exigirá mais de um exame para se chegar a um diagnóstico. Não existe um padrão que indique qual o primeiro exame que deve ser feito, pois cada paciente pode relatar um comprometimento diferente na saúde, bem como a localização, intensidade, frequência, entre outros fatores. 

Muito embora o autoexame não seja um método confiável para se indicar ou não uma investigação de problemas relacionados à tireoide, a palpação desta glândula é frequentemente realizada em primeira análise, mas que na maioria das vezes não apresenta alteração. No entanto, vale a pena chamar a atenção à importância do autoexame como incentivo ao conhecimento sobre  o próprio corpo, que muitas vezes acaba por incentivar a busca pelo atendimento.

O autoexame é uma ferramenta que se aperfeiçoa com o tempo e que pode ajudar no diagnóstico de muitas doenças. Quanto maior o seu conhecimento sobre cada detalhe do seu próprio corpo, maiores são as chances de perceber uma possível alteração e procurar ajuda.

Frequentemente, os exames de sangue podem indicar alterações diretas (exemplo: hormônios tireoidianos), indiretas (exemplo: função renal) e até mesmo indicar uma outra doença (exemplo: anemia).

Exames de imagem também são comuns nos casos em que há uma forte suspeita após verificar alterações nos exames de sangue. Inicialmente, com uma ultrassonografia e, se necessário, uma cintilografia da tireoide.

As biópsias (retirada de um fragmento da tireoide para análise laboratorial) são mais raras e estão indicadas somente se houver suspeita de câncer da glândula.

Frequentemente, os nódulos na tireoide trazem muita preocupação aos pacientes. Contudo, vale destacar que não são, necessariamente, um achado que confirma o câncer. O diagnóstico ocorre apenas após a confirmação do resultado da biópsia da lesão.


PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Ao contrário de muitas outras doenças, não existe nenhum tipo de prevenção ou cuidado especial que ajude a evitar o surgimento das doenças da tireoide. Quase que a totalidade dos casos de distúrbios da tireoide possuem relação com tumores benignos e, bem menos frequentemente, malignos. Casos de comprometimento da tireoide relacionados ao uso de medicamentos são muito específicos e não entram como cuidado de prevenção geral, mas na orientação dos pacientes que utilizam os medicamentos possíveis de gerar esse efeito tóxico à tireoide.

Ainda que o baixo consumo de iodo possa ser uma causa de doença da tireoide, ela é muito restrita a regiões muito específicas em que não há iodo na alimentação. Apesar de, talvez, você nunca ter se preocupado com o consumo de iodo, muito raramente você deverá se preocupar com isso, pois este elemento é adicionado ao sal de cozinha e em muitos outros alimentos.

Por outro lado, o tratamento das diversas doenças da tireoide vão desde a reposição medicamentosa de iodo até procedimentos invasivos, como a cirurgia. Contudo, cada caso apresenta a sua indicação precisa e deve ser sempre acompanhada por um especialista (endocrinologista).

18 de Maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil

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Autores: Letícia Massensini Oliveira e Vitor Yukio Ninomiya

O mês de maio é marcado por diversas mobilizações acerca do abuso infantil, momento em que ocorre o chamado “Maio Laranja”, um movimento promovido pela Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. O dia 18 do mesmo mês é considerado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. Essa é uma data organizada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e representa uma luta de extrema importância no Brasil.


A ESCOLHA DA DATA

Essa data foi escolhida como um marco simbólico pois, em 18 de maio de 1973, em Vitória-ES, foi cometido um crime bárbaro contra Araceli Crespo que, na época dos fatos, tinha apenas 8 anos de idade. No ocorrido, que ficou conhecido como “Caso Araceli”, a menina foi brutalmente violentada, abusada e assassinada. Os autores deste crime hediondo permanecem impunes. Por este motivo a data foi escolhida como um momento de conscientização sobre o tema.

O abuso sexual é uma violência que acontece quando alguém pratica ato libidinoso contra a criança. Não é necessário que o ato se concretize carnalmente para que o abuso seja considerado, atos cibernéticos (cometidos via internet) também se enquadram nessa categoria.

A exploração sexual ocorre quando a criança é oferecida para alguém que pagará pelos atos criminosos. Há, também, relação com o tráfico humano. 


ALGUNS DADOS SOBRE O TEMA

Dados obtidos através de registros do Disque 100 (número para denúncias de violações aos direitos humanos), foram divulgados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e foi demonstrado que, em 2019, das 159 mil denúncias realizadas, 86,8 mil foram sobre violação de direitos da criança e do adolescente. Cerca de 11% das denúncias tinham relação com violência sexual. 

De acordo com dados divulgados pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, 73% dos casos de violência sexual ocorrem na casa da vítima ou do suspeito e em 40% dessas denúncias houve envolvimento do pai ou padrasto da vítima. Esse número pode aumentar considerando-se o número de casos não solucionados ou que não são de conhecimento de ninguém, pois a vítima pode ser ameaçada caso faça a denúncia. E, em alguns casos, a vítima é tão que nem mesmo sabe relatar sobre o ocorrido.

Em uma análise de 40 países com relação ao índice de abuso sexual infantil, o Brasil ficou na 11ª posição (quanto mais alta a posição, melhor é o combate a esse tipo de crime). No entanto, estima-se que apenas 10% dos casos de abuso no país são realmente notificados.


ALGUMAS DAS CONSEQUÊNCIAS

É importante lembrar que as violências citadas trazem inúmeras consequências na vida da criança. Os abusos sexuais com prática física podem causar lesões e doenças que causarão impactos não apenas no momento, mas também na qualidade de vida futura dessa criança. Dependendo do caso, a situação pode levar a quadros ainda mais graves.

Transtornos psicológicos também podem ser consequências do abuso e da exploração infantil. Podendo acarretar, também, em dificuldade de estabelecer vínculos afetivos, aparecimento de quadros ansiosos e/ou depressivos, dificuldade em possuir uma vida sexual saudável e dependência de substâncias. É importante lembrar que a violência pode causar traumas e levar a este adoecimento mental, porém vale ressaltar que cada pessoa poderá apresentar comportamentos diferentes após sofrer uma violência e é fundamental que um profissional seja procurado para oferecer ajuda especializada à vítima. 


CENÁRIO DE PANDEMIA

Sabe-se que durante a pandemia muitas famílias estão realizando o distanciamento social e, com o fechamento de escolas, muitas crianças estão passando mais tempo em casa. Esse é um momento crucial para que a informação circule pois, como citado anteriormente, grande parte dos registros de abuso possuem envolvimento de algum familiar ou conhecido.

No começo de 2020, quando as medidas de quarentena foram adotadas, houve uma diminuição no número de denúncias. Porém, especialistas alertam que isso pode ser consequência de uma subnotificação. Afinal, antes da pandemia, o maior número de denúncias era realizado por professores de escolas que as crianças frequentavam. Com o fechamento desses locais, o número de adultos que podem perceber algum comportamento diferente nas crianças diminuiu. Logo, o número de denúncias também caiu.


PREVENÇÃO

Com as informações passadas até aqui, fica evidente a necessidade de circulação desse tema para que crianças e adolescentes recebam a devida proteção contra os abusos. Mas como fazer isso?

É crucial conversar com crianças e jovens sobre o corpo, sobre o que é e não é permitido. É necessário ouvir, tirar dúvidas e ficar atento caso a criança mude de comportamento e passe a demonstrar atitudes diferentes das habituais. Existem materiais educativos que podem auxiliar nesse processo e, caso seja necessário, profissionais como psicólogos também podem auxiliar.

Também é importante estar atento a eventuais marcas pelo corpo, machucados e prestar atenção não apenas no que a criança diz mas também no que ela demonstra. Vale ressaltar que cerca de 7% das vítimas possuem algum tipo de deficiência e em alguns casos a comunicação pode ser prejudicada, por isso esteja sempre atento!


DENUNCIE !

Caso você perceba alguma situação de abuso ou necessidade de maior investigação sobre algum comportamento suspeito, denuncie! Você poderá utilizar canais como: Disque 100, aplicativo Direitos Humanos e o site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Todos esses serviços são gratuitos e possuem funcionamento de 24 horas por dia, todos os dias. Também é possível acionar o Conselho Tutelar para que algumas situações sejam averiguadas. Para entrar em contato com a Polícia Militar disque 190.

Lembre-se: as denúncias podem ser realizadas de forma anônima e sua ação pode salvar vidas.

Referências:

 

Dia Mundial da Hipertensão Arterial: complicações, diagnóstico e tratamento da pressão alta

Autor: Ricardo Tadeu de Carvalho

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A pressão alta é uma das doenças crônicas que mais causam adoecimento e óbitos precoces no Brasil e no mundo. Felizmente, é uma doença evitável com a prevenção adequada. 

Suas complicações também podem ser reduzidas caso o paciente faça o tratamento adequado. Os resultados são ainda melhores se a hipertensão arterial for identificada precocemente!

Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe este post!


O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO DA PRESSÃO ALTA

Os limites da pressão arterial normal variam conforme a idade. O nível ideal da pressão arterial é abaixo de 120/80 mmHg, o famoso “abaixo 12 por 8” que todo paciente quer ouvir. Mas nem todos os resultados acima desse valor significam hipertensão. 

A última Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia definiu a hipertensão, como:

  • PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg; e/ou
  • PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg.

Esses são os valores que estão diretamente relacionados a um aumento significativo do risco das complicações que explicaremos a seguir. Eles devem estar alterados em duas medidas realizadas em dias diferentes.

A PRÉ-HIPERTENSÃO

No entanto, se sua pressão estiver entre 120/80 e 140/90, você pode ser considerado pré-hipertenso. Mesmo nesse intervalo, já existe um risco moderadamente aumentado de complicações.

Então, apesar de geralmente não indicar uma medicação na pré-hipertensão, seu médico vai levantar o alerta para a mudança dos seus hábitos de vida para controlar a pressão. Se você tiver outros fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, o tratamento medicamentoso pode começar ainda na fase de pré-hipertensão. 


O TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO

Se a hipertensão arterial tiver sido diagnosticada, o uso de medicamentos é fundamental e o paciente deve utilizá-los diariamente conforme a indicação do médico. Em todos os casos, a medicação não substitui bons hábitos de vida. Portanto, você deve manter uma rotina saudável para controlar o avanço da doença.


AS COMPLICAÇÕES DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

Sem o tratamento, a doença persiste e essa adaptação do corpo começa a falhar. Por não darem conta de uma pressão tão alta por muito tempo, algumas complicações aparecem: 

INFARTOS

O excesso de pressão que o sangue faz nas artérias causa uma agressão no revestimento e nas paredes desses vasos. Isso faz com que as plaquetas (um tipo de célula do sangue) formem pequenas aglomerações (coágulos), se fixem e se acumulem na parede dos vasos (arterosclerose). Com o tempo, elas podem causar uma obstrução do fluxo de sangue para um órgão, como o próprio coração, causando o infarto. 

ISQUEMIAS E DERRAMES CEREBRAIS

Um coágulo que se desprende das artérias pode se desprender, ser carregado pela corrente sanguínea e obstruir os vasos do cérebro, causando uma isquemia cerebral.

Além disso, a hipertensão arterial sistêmica também faz com que as paredes das artérias do cérebro fiquem mais frágeis, aumentando o risco de que elas se rompam e causem um sangramento dentro do sistema nervoso.

REDUÇÃO E PERDA DA FUNÇÃO RENAL

A cada dia sem tratamento da hipertensão, seus rins perdem um pouco de sua capacidade de filtragem do sangue. Com o tempo, o dano pode fazer com que ele não funcione corretamente e substâncias tóxicas se acumulem no seu organismo, provocando outras complicações. Em casos graves, é necessário que o paciente faça hemodiálise;

Uma vez que você é diagnosticado com hipertensão arterial, a pressão alta, o tratamento deve persistir por toda a vida. Essa doença não tem cura! Mesmo que você recupere níveis normais de pressão por muito tempo, a doença vai se descontrolar se você não seguir a terapia indicada pelo médico. 

Você já conferiu nosso post sobre o que é e como surge a hipertensão arterial, a pressão alta? Então, não deixe de ler clicando aqui neste link!

O Dia Mundial da Hipertensão Arterial

Autor: Ricardo Tadeu de Carvalho

Doctor checking patient arterial blood pressure Free Photo

A hipertensão arterial sistêmica, a famosa pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns na população. Ela causa um grande impacto negativo na saúde dos indivíduos, aumentando o risco de adoecimento e de morte por doenças:

  • do coração, como o infarto agudo do miocárdio
  • dos vasos sanguíneos, como o acidente vascular cerebral (derrame cerebral);
  • dos rins, como a insuficiência renal, que pode levar à necessidade de hemodiálise.

O que pouca gente sabe é que essa doença é silenciosa na maior parte do tempo. Em outras palavras, você não sente a pressão subir. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não há nenhum sintoma de hipertensão arterial na maioria das vezes. Quer saber mais sobre essa doença e como preveni-la? Não deixe de ler o post até o final!


O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, OU PRESSÃO ALTA?

A pressão arterial é a força que o sangue faz contra as paredes da artéria. Isso depende de dois fatores, principalmente:

  • à força da corrente de sangue bombeado pelo coração a cada batimento;
  • à resistência que esse fluxo de sangue encontra nos vasos sanguíneos.

Imagine uma mangueira ligada a uma torneira. A pressão da água vem da torneira, não é mesmo? Mas quando a pressão da torneira não está suficiente, a gente coloca nosso dedo para que a força da água aumente.

É como se o coração fosse a torneira e as artérias a mangueira. Quando nosso organismo acha que a pressão não está suficiente para que o sangue chegue nos órgãos, ele tem mecanismos para abrir a “torneira” do coração e para “colocar o dedo” nas artérias para corrigir o problema.


COMO SURGE A PRESSÃO ALTA?

Aumentar a pressão arterial é muito importante para a nossa sobrevivência. Por exemplo, quando a gente corre ou faz uma atividade física, a pressão aumenta porque nosso corpo precisa de mais ar para funcionar. 

Contudo, a hipertensão é uma condição em que o corpo “exagera” nesses mecanismos e mantém níveis altos de pressão arterial constantemente. A pessoa não sente nada, pois esse aumento da pressão é gradual e nossos órgãos se adaptam a isso por um bom tempo.

Esse desequilíbrio da pressão acontece devido a uma predisposição do indivíduo, associada a maus hábitos de vida, como:

  • sedentarismo — a pessoa pratica menos de 150 minutos de atividades físicas durante a semana;
  • alimentação ruim — consumo de alimentos gordurosos, cheios de açúcar ou com excesso de sal (sódio);
  • obesidade e sobrepeso — o acúmulo de gordura na região da barriga aumenta o risco de desenvolvimento de hipertensão arterial, além de predispor ainda mais a pessoa ao surgimento das complicações da doença.

Para você ser diagnosticado com pressão alta, não é necessário que você tenha sentido dor de cabeça, pressão no peito, nem qualquer outra manifestação. Por isso, a única forma de diagnosticar a doença é pelo acompanhamento da sua saúde com um médico ou equipe de saúde, medindo a pressão periodicamente. Se eles identificarem que os valores estão alterados em diversas medidas, o diagnóstico pode ser feito. Então, para verificar se você tem hipertensão arterial sistêmica, não deixe de avaliar sua saúde com visitas regulares a um serviço de saúde. Isso pode salvar a sua vida!

Quer saber mais sobre o diagnóstico de pressão alta e seu tratamento? Confira nosso post sobre as complicações da pressão alta!

10/5: Dia Mundial do Lúpus

O dia 10 de maio é conhecido como o Dia Mundial do Lúpus – doença autoimune que, por motivos que não se sabe ao certo, leva o sistema imunológico a atacar partes do próprio organismo, causando a inflamação de alguns órgãos e até sua disfunção.

O objetivo da data é chamar a atenção para o impacto que o Lúpus Eritematoso Sistêmico, como a doença também é conhecida, tem sobre as pessoas, enfocando a necessidade de melhorar os serviços de saúde; aumentar a pesquisa sobre suas causas e sua cura; diagnosticar e tratar precocemente a doença; melhorar os dados epidemiológicos em nível global e obter mais recursos para reduzir o sofrimento causado pela doença.

O médico reumatologista Boris Cruz explica que, no caso do lúpus, os órgãos mais acometidos são a pele, com manchas caracteristicamente vermelhas e em locais expostos à luz (face, colo, braços), as articulações, com dores e inchaço, e órgãos internos como rins, sistema respiratório, coração ou sistema nervoso. “A doença é muito variável em sua apresentação clínica, desde casos leves, com poucas lesões, até casos mais graves, com insuficiência renal ou coma”, explica o especialista.

Diagnóstico

Como o lúpus é uma doença que afeta várias partes do corpo, o diagnóstico também se apresenta como um desafio. O reumatologista explica que existem manifestações mais típicas como lesões de pele ou dos rins, mas podem existir sinais e sintomas inespecíficos como febre sem causa aparente ou sintomas neurológicos. “Não existem exames que sejam por si só absolutos. Então, o diagnóstico se dá pela avaliação clínica de diferentes sinais e sintomas e sua combinação com vários achados em exames de laboratório, imagem e, por vezes, biópsia. O desafio se dá na suspeita clínica em casos de apresentação muito heterogênea e diferentes exames, solicitados de acordo com as especificidades de cada caso”, detalha Bóris Cruz.

De acordo com o médico, houve muitos avanços nos últimos anos tanto em relação ao diagnóstico quanto ao tratamento da doença. As melhorias estão relacionadas ao melhor entendimento dos mecanismos da doença e ao aperfeiçoamento na interpretação dos exames. Foram aprimoradas estratégias para o diagnóstico precoce e houve ajustes nas diretrizes do tratamento para controle mais rápido da doença e prevenção de lesões irreversíveis ou efeitos colaterais. “Com diagnóstico precoce e melhores diretrizes para o tratamento, buscamos hoje o que chamamos ‘remissão’, o que seria o controle da inflamação da doença, com melhora dos sintomas e prevenção de progressão das lesões outrora irreversíveis, como a insuficiência renal” afirma o médico.

Tratamento

O tratamento do lúpus depende do tipo de manifestação apresentada por cada paciente devendo, por isso, ser individualizado. O objetivo é permitir o controle da atividade da doença, minimizar os efeitos adversos dos medicamentos e proporcionar uma boa qualidade de vida aos pacientes.

A Portaria n°100, de 7 de fevereiro de 2013, do Ministério da Saúde, indica a talidomida como alternativa em alguns casos de lúpus discoide – uma forma mais intensa de inflamação da pele, que pode não responder a outros tratamentos. A farmacêutica Paula Lana de Miranda Drummond, da Divisão de Desenvolvimento de Medicamentos da Fundação Ezequiel Dias (Funed), explica que a talidomida é um medicamento imunomodulador (que age no sistema imunológico), com atividade anti-inflamatória e antiangiogênica (que reduz a formação de novos vasos sanguíneos), mas seu mecanismo de ação não é completamente entendido ainda. “Sendo o lúpus uma doença autoimune, caracterizada pela inflamação de diversos órgãos e tecidos, alguns estudos demonstram benefícios no uso de talidomida, em pacientes com manifestações dermatológicas que não apresentem resposta a tratamentos convencionais”, explica Paula.

A farmacêutica frisa a importância de se seguir todos os cuidados exigidos na RDC 11/2011 (atualmente em consulta pública – CP 1.030/2021), principalmente com relação a se evitar a teratogenicidade, ou seja, causar algum dano ao embrião ou feto durante a gravidez de paciente que por ventura possa usar o medicamento. “As mulheres em idade fértil devem ter a gravidez descartada mensalmente para receberem a prescrição de talidomida, por meio de exame de beta-HCG e utilizar dois métodos contraceptivos. Os homens devem usar preservativo durante todo o tratamento e por mais 30 dias após sua interrupção”, acrescenta Paula.

Alguns estudos mostram os benefícios do uso de talidomida em pacientes, que não respondem aos tratamentos convencionais, com relação à remissão da doença e melhora do quadro clínico. “Apesar da ocorrência de efeitos adversos associados ao uso de talidomida, com manejo da dose e após a suspensão do tratamento, a maioria dos sintomas desses pacientes desaparece. Mas vale ressaltar que são escassos os estudos que avaliem a qualidade de vida de pacientes com lúpus em uso de talidomida”, esclarece a farmacêutica.

Paula lembra, ainda, que todos os pacientes devem ser orientados pelo médico e farmacêutico quanto aos riscos do tratamento, assim como a possibilidade de ocorrência de eventos adversos importantes, como neuropatia periférica (dormência, formigamento, fraqueza e/ou dor causada por danos nos nervos, normalmente nas mãos e nos pés) e trombose. O paciente também deve estar ciente de que o medicamento é de uso pessoal e que existe a necessidade de devolução dos comprimidos, caso o tratamento seja suspenso.

Contribuição da Funed

Atualmente, a Funed é a única produtora da Talidomida no país, sendo este um medicamento estratégico importante no contexto da saúde pública, usado para atender aos programas de hanseníase, lúpus e HIV/Aids, do Ministério da Saúde. O medicamento é produzido na Fundação desde 1970 e é distribuído exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para as Unidades Públicas Dispensadoras devidamente credenciadas.

8 de Maio: Dia Mundial do Câncer de Ovário

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

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Com uma estimativa de 6.650 novos casos para o ano de 2021 (Instituto Nacional do Câncer – INCA) e com um registro de 4.123 mortes em 2019 (Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM), o câncer de ovário é o terceiro câncer ginecológico mais comum na mulher, atrás somente do câncer de mama e do câncer do colo do útero. Apesar de ser o terceiro câncer ginecológico mais comum, é também o mais letal dentre todos eles, por ser um câncer silencioso e que costuma ser diagnosticado tardiamente em mais de 75% dos casos. Por isso, reconhecer seus fatores de risco e sintomas é fundamental para que haja uma investigação em momento adequado. Por isso, leia aqui tudo o que você deve saber para se prevenir.


ENTENDENDO O CÂNCER

Câncer é o nome dado a um grupo com mais de 100 diferentes tipos de doenças que apresentam em comum a desorganização no crescimento e na multiplicação das células do organismo. Suas variantes, portanto, variam de acordo com o local em que ocorrem e do comportamento de cada uma dessas desordens. A complexidade nos seus diversos fatores aos quais estão relacionados (predisposição genética, exposição ambiental, controle e tratamento) é que faz com que o câncer seja um dos principais desafios da ciência até a atualidade.

Mesmo frente à impossibilidade em controlar e prevenir as chamadas desordens celulares responsáveis pelo desenvolvimento do câncer, ainda assim é possível intervir nos chamados fatores ambientais da oncogênese (formação do câncer). De maneira geral, processos que interfiram no “estresse” celular ou que alterem o ambiente em que o crescimento celular ocorre são fatores que contribuem para o câncer.

A oncogênese é o resultado de fatores genéticos e ambientais, mas variam significativamente de pessoa a pessoa. Contudo, o diagnóstico precoce e o rastreamento são essenciais a todos.


COMO SABER SE TENHO CÂNCER DE OVÁRIO?

Primeiramente, deve-se ter em mente que o câncer é uma doença progressiva e que, portanto, apresenta “fases” distintas no decorrer da doença. Na fase inicial, o câncer de ovário é silencioso e é completamente assintomático quase que em sua totalidade e, com a evolução do quadro podem apresentar sintomas muito inespecíficos. Ou seja, é muito pouco provável que algum desses sintomas leve você a pensar sobre um provável câncer de ovário.

Alguns dos sintomas inespecíficos possíveis são:

 mal-estar, desconforto abdominal (exemplos.: indigestão, cólicas, gases, inchaço), incontinência urinária, náuseas, fadiga, perda de apetite, perda ou ganho de peso, sangramento vaginal anormal, alterações na menstruação, dor durante o ato sexual.

Visto que os sinais e sintomas são muito inespecíficos ou até mesmo ausentes em boa parte dos casos, é importante que você dê atenção especial aos fatores de risco abaixo:

  • Idade: acima de 50 anos;
  • Fatores reprodutivos: infertilidade, primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 52 anos;
  • Fatores ginecológicos: endometriose, síndrome dos ovários policísticos, utilização de DIU (dispositivo intrauterino) terapia de reposição hormonal
  • História familiar: presença de cânceres específicos na família, como o câncer de ovário, uterino, colorretal e o de mama;
  • Fatores genéticos: mutações específicas (BRCA 1, BRCA 2, Síndrome de Lynch);
  • Excesso de peso corporal;
  • Tabagismo.

Atenção: os fatores de risco indicam apenas que você tem uma maior probabilidade de ter a doença em relação àqueles que não apresenta os fatores de risco. Ter fator de risco não significa, necessariamente, que você possui a doença.

Existem também alguns fatores de proteção em desenvolver o câncer de ovário:

  • Gravidez anterior;
  • História de amamentação;
  • Uso de contraceptivos orais;
  • Ligadura tubária.
  • Remoção de um ou ambos os ovários

Os fatores de proteção indicam uma menor probabilidade de ter câncer de ovário, mas não exclui essa possibilidade.

Atualmente, não existe um método eficaz no diagnóstico precoce do câncer de ovário. A união desses fatores (sintomas, fatores de risco e fatores de proteção) é que levantará a hipótese oncológica sobre o ovário. Para melhor investigação, o médico poderá solicitar alguns exames laboratoriais e de imagem, mas apenas a biópsia é que confirma o diagnóstico.


O CÂNCER DE OVÁRIO TEM CURA?

Apesar do difícil diagnóstico em estágios mais precoces, o câncer de ovário é uma doença que pode ter um tratamento satisfatório à paciente. No entanto, a chance de cura é altamente dependente do estágio da doença em que se iniciou o tratamento. O resultado da biópsia, associada à investigação por imagem ou até mesmo por cirurgia sobre os possíveis acometimentos de outras regiões do corpo (metástase) é quem vai dizer o tipo e a complexidade do tratamento.

De maneira geral, o câncer de ovário é tratado com quimioterapia associado ou não à cirurgia, com remoção dos ovários e de locais comprometidos pelo câncer para evitar sua recorrência.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

Dada a complexidade relativa ao manejo da paciente com câncer de ovário, bem como seu longo percurso até o diagnóstico definitivo, apesar de a suspeita clínica poder ser iniciada na atenção primária ou secundária, ela tende a ser referenciada a um centro de tratamento especializado para o tratamento definitivo (quimioterápico e/ou cirúrgico). Contudo, vale destacar que todo o seu acompanhamento, das medidas preventivas até o tratamento definitivo, é oferecido gratuitamente pelo SUS. O percurso, porém, pela demanda por procedimentos mais complexos, consequentemente resultará em referenciamentos aos grandes centros.


Referências

5 de Maio: Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

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O grande número de farmácias e drogarias, apesar de facilitar a procura e o consumo de seus produtos tão importantes à saúde, também deve sinalizar para um uso racional de medicamentos. Aquele antigo hábito de tomar determinado medicamento que um certo vizinho, amigo ou conhecido indicou para tratar algum sintoma, apesar de parecer prático em primeiro momento, pode ser potencialmente perigoso à saúde. A automedicação ainda continua sendo uma importante causa de intoxicação e acidentes domésticos.

O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos traz a ideia, portanto, de destacar a importância em saber os riscos do manejo inadequado das medicações, bem como destacar os cuidados necessários para se evitar que um medicamento seja transformado em doença.


AUTOMEDICAÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que o uso racional de medicamentos é observado quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. No entanto, a realidade brasileira nos mostra que estamos bem distantes desse objetivo quanto ao uso dos medicamentos. Muito provavelmente você deve conhecer alguém próximo (ou então você mesmo) carregue consigo aquela bolsa de remédios, ou tem aquela “farmacinha” em uma gaveta ou armário de casa, aguardando aquele uso imediato do medicamento para alívio dos sintomas, não é mesmo?

Automedicação: uso de medicamento sem a prescrição, orientação e ou o acompanhamento do médico ou dentista (Port. nº 3916/98 – Política Nacional de Medicamentos)


AUTOMEDICAÇÃO RESPONSÁVEL

Apesar dos riscos relacionados à automedicação, ela não é proibida em território nacional, fato este que permite, por exemplo, farmácias e drogarias comercializarem legalmente diversos medicamentos sem a necessidade de prescrição médica, principalmente os famosos analgésicos e antiinflamatórios, mas seu uso indiscriminado pode ser altamente prejudicial à saúde. Por isso, adotar medidas de automedicação responsável são fundamentais para evitar que o medicamento não seja mais um fator prejudicial à saúde, além da doença ou sintoma que motivou tal uso.

Leia abaixo quais são os requisitos para automedicação responsável:

  • Os medicamentos a serem utilizados devem apresentar segurança, qualidade e eficácia cientificamente comprovadas;
  • Os medicamentos devem ser aqueles utilizados em algumas doenças crônicas ou recorrentes, desde que seguido de diagnóstico médico inicial;
  • Tais medicamentos, em todos os casos, devem ser especificamente destinados ao uso proposto, requerendo doses apropriadas;
  • Todos os medicamentos devem conter as seguintes informações:
    • Modo de usar;
    • Efeitos e possíveis efeitos colaterais;
    • Como os efeitos do medicamento podem ser monitorados;
    • Possíveis interações medicamentosas;
    • Precauções e advertências;
    • Duração do tratamento e quando o profissional de saúde deverá ser procurado.

OUTROS CUIDADOS ALÉM DA AUTOMEDICAÇÃO

Muito embora a automedicação seja, em primeiro momento, um dos principais pontos a serem abordados ao se fazer referência ao uso racional de medicamentos, vale a pena destacar que outros pontos também devem ser lembrados.

Fitoterápicos e homeopáticos também são medicamentos!

Os fitoterápicos são obtidos exclusivamente de plantas medicinais.

Os homeopáticos são derivados de plantas, animais, minerais, de substâncias biológicas ou sintéticas.


CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO

  • Ao adquirir o medicamento, solicite ao farmacêutico orientações sobre como guardá-lo;
  • Leia as instruções na bula e na embalagem com atenção;
  • Mantenha os medicamentos protegidos da luz, da umidade e do calor;
  • Alguns medicamentos devem ser guardados em sistema refrigerado (ex.: geladeira). Nesse caso, coloque o medicamento dentro de uma caixa plástica fechada na parte interna da geladeira. Nunca deixe nenhum medicamento na porta da geladeira, pois evita variações de temperatura que podem danificar o medicamento;
  • Mantenha os medicamentos fora do alcance de crianças e de animais;
  • Mantenha os medicamentos protegidos de insetos e roedores, longe de alimentos, de produtos químicos e de produtos de limpeza;
  • Medicamentos homeopáticos devem ser armazenados longe de fontes de radiação (eletromagnética, raios-x, celulares) e de odores fortes;
  • Mantenha os medicamentos em sua própria embalagem e bula.

DESCARTE DE MEDICAMENTOS

  • Não descarte os medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário;
  • Para descartar adequadamente um medicamento, você deverá encaminhá-lo a um posto de coleta (farmácias, drogarias, centros de saúde).

O descarte em lixos comuns e na rede de esgoto podem, além de contaminar o solo e a água, causar intoxicações com potencial de ocasionar a morte de pessoas que trabalham em lixões.