Monthly Archives: junho 2021

28 de Junho: Dia internacional do orgulho LGBT

Autor: Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde

No dia 28 de Junho, comemora-se o dia internacional do orgulho LGBT, data marcada pelo ato de resistência de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais diante da repressão sexual sofrida por esta comunidade.  Este acontecimento foi histórico para a construção da luta em defesa dos direitos dessas pessoas e nos convida a refletir e construir estratégias que ampliem o acesso aos direitos dessas cidadãs e cidadãos, sobretudo ao acesso à saúde integral.

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Cabe destacar que as diferentes formas de preconceito e discriminação vivenciados pela população LGBT se repetem em sua busca pelo cuidado em saúde de diferentes formas, como o não reconhecimento ao nome social de pessoas transexuais e travestis, a ausência de serviços especializados no cuidado ao processo transexualizador, o não reconhecimento das diversas orientações sexuais e identidades de gênero nos protocolos e ações de saúde, na baixa oferta de exames preventivos para as mulheres lésbicas e bissexuais, dentre outros.

No sentido de superar essas barreiras e ampliar e qualificar o acesso integral à saúde por essa população, a Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais conduz o Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT de Minas Gerais, que tem como objetivo trabalhar de forma transversal e articulada, em parceria com a sociedade civil, áreas técnicas da SES e demais secretarias de estado, ações e diretrizes que visem à qualificação e à garantia do acesso integral à saúde pela população LGBT. O Comitê técnico, atua no enfrentamento à homofobia, à lesbofobia, à bifobia e à transfobia institucionais e em prol da construção de diretrizes de saúde que respondam à diversidade de orientações sexuais e de identidades de gênero dos mineiros e mineiras.

O trabalho desse Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT possibilitou a publicação da Política Estadual de Saúde Integral à Saúde da População em Minas Gerais, através da DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 3.202, DE 14 DE AGOSTO DE 2020, disponível em: saude.mg.gov.br.

Nesta data, a Coordenação reforça a importância de adotar ações que visam à melhoria do acesso à saúde da população LGBT, como:

– Respeitar o nome social de pessoas transexuais e travestis nos atendimentos, na sala de espera, nos prontuários e nos demais sistemas de saúde;

– Preencher os campos de orientação sexual e de identidade de gênero nos sistemas de informação respeitando a autodeclaração das usuárias e dos usuários, atuando na eliminação do preconceito e da discriminação da população LGBT nos serviços de saúde;

–  Qualificação das informações em saúde no que tange à coleta, ao processamento e à análise dos dados específicos sobre a saúde da população LGBT, incluindo os recortes étnico-racial e territorial;

– Garantir o acesso ao processo transexualizador na rede do SUS, nos moldes regulamentados;

– Oferecer atenção e cuidado à saúde de adolescentes e de idosos que fazem parte da população LGBT;

–  Garantir os direitos sexuais e reprodutivos da população LGBT no âmbito do SUS;

– Identificar as necessidades de saúde da população LGBT;

– Incluir conteúdos relacionados à saúde da população LGBT, com recortes étnico-racial e territorial, no material didático usado nos processos de educação permanente para trabalhadores de saúde;

– Inserir representações gráficas (imagens, símbolos, bandeiras LGBT, ilustrações) e/ou modelos que representem essa comunidade nas campanhas de Saúde, em todas as temáticas de prevenção e promoção da saúde.

– Ampliação do acesso de lésbicas, de gays, de bissexuais, de travestis e de transexuais aos serviços de saúde do SUS, garantindo o respeito à autodeclaração e às especificidades das pessoas, e o acolhimento com qualidade e a resolução de suas demandas e necessidades;

– Atuar na prevenção, na promoção e na recuperação da saúde mental de LGBTs, por meio de estratégias embasadas nas Resoluções nº 01/1999 e Resolução nº 1, de 29 de janeiro de 2018 do Conselho Federal de Psicologia – CFP, e pautadas na despatologização das identidades de gênero e das orientações sexuais, inclusive adotando estratégias para reduzir o estigma relacionado ao diagnósticos no caso das populações de travestis e transexuais;

– Ampliar e fortalecer as ações de prevenção para a população LGBT, em parceria com a Coordenação de IST/Aids e Hepatites Virais, com garantia de acesso aos Serviços de Atendimento Especializado/Centro de Testagem e Aconselhamento/Unidade Dispensadora de Medicamentos – SAE/CTA/UDM do Estado e articular estratégias de divulgação da prevenção combinada para essas populações;

 

21 de Junho: Dia Nacional de Controle da Asma

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Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Das mais de 339 milhões de pessoas com asma no mundo, cerca de 20 milhões estão no Brasil, ou seja, é uma doença comum no país. A proposta da campanha do Dia Nacional de Controle da Asma, além de informar sobre a doença, tem como um dos seus pilares a conscientização quando a adesão ao tratamento que, apesar de não oferecer cura a doença, permite melhora significativa na qualidade de vida do paciente.


Um dado que confirma essa proposta da campanha mundial é o de que apenas 12,3% dos asmáticos estão com a doença bem controlada. Por isso, tão importante quanto saber sobre o diagnóstico de asma é saber como tratar adequadamente seus sintomas. Por isso, mantenha-se informado sobre a asma e saiba o que pode ser feito.

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ENTENDENDO A RESPIRAÇÃO E A ASMA

O sistema respiratório é o nome dado ao conjunto de órgãos e tecidos que permitem a ocorrência da respiração. Esse processo pode ser dividido em duas partes: ventilação e respiração celular (células do corpo). A ventilação é formada pela via aérea superior (fossas nasais, faringe e laringe) e a via aérea inferior (traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos), partes responsáveis pela condução do oxigênio presente no ar para dentro dos pulmões e dos gases produzidos nos pulmões para o meio externo. Já a respiração celular é o processo em que as células do nosso organismo utilizam o oxigênio captado para produzir energia, e então devolvendo um outro gás (dióxido de carbono – um dos produtos do metabolismo celular) eliminado ao ambiente.

Você sabia? Além da respiração (inspiração e respiração), propriamente dita, o sistema respiratório também possui papel fundamental na fonação (produção da voz), no olfato, na proteção do organismo contra as substâncias nocivas e irritantes presentes no ar, além de muitos outros papéis diretos e indiretos no metabolismo em geral.

Na ventilação, as vias aéreas inferiores formam uma espécie de tubo (figura acima), no qual o oxigênio percorre até chegar aos pulmões. Esse tubo, formado por uma camada muscular fina que pode contrair ou relaxar, diminuindo ou aumentando, respectivamente, o seu calibre de acordo com diversos fatores ambientais ou do próprio organismo. E é exatamente nesse ponto que que devemos focar para o entendimento da doença: pessoas com asma apresentam hiperresponsividade e inflamação nesse tubo (brônquios). Por meio de uma predisposição ambiental, genética e/ou imunológica, pode ocorrer uma resposta desproporcional nesse tubo responsável pelo fluxo respiratório, levando a uma dificuldade na capacidade ventilatória da respiração.

Agora que você já sabe o que acontece com as vias respiratórios inferiores do paciente com asma, principalmente quando em momentos de crise (“crise asmática”), ficou mais fácil de entender o porquê de essas pessoas estarem no grupo de risco para a covid-19, não é mesmo?

Como a insuficiência respiratória é uma das principais complicações da covid-19, o paciente com asma pode evoluir mais rapidamente para um caso grave da doença!


COMO SABER SE TENHO ASMA?

Primeiramente, é importante destacar que a asma não é uma doença restrita às crianças, ela pode também acometer, em menor proporção, indivíduos mais velhos. No entanto, até mesmo em pacientes mais jovens a asma continua sendo uma doença caracteristicamente heterogênea, variando tanto em intensidade como a forma de apresentação e tratamento adequados para controle das manifestações. 

Apesar de ser uma doença amplamente conhecida, estima-se que apenas 12,5% das pessoas que têm asma são diagnosticadas. Os 87,5% restantes apresentam etc etc

A asma é caracterizada principalmente por sintomas variáveis de sibilo (som agudo produzido durante a respiração), falta de ar, aperto no peito, tosse e por limitação do fluxo de ar. Contudo, tais sintomas podem variar muito, tanto em intensidade quanto em relação ao tempo. Uma vez que estão fortemente relacionados a alguns eventos desencadeantes, como exercícios, exposição a alérgenos (poeira, ácaro, mofo, pólen, fezes de barata, pelos de animais) ou irritantes (tabagismo, fumaças), mudanças de tempo (exposição ao frio) ou infecções respiratórias (viroses, como gripes e resfriados, sinusites), a observação e descrição detalhada dos fatores ambientes tornam-se fundamentais para que o diagnóstico seja dado com maior precisão.

Além da observação aos eventos desencadeantes, dê uma atenção especial ao componente genético da doença, ou seja, investigue se na sua família existem pessoas com asma.


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O QUE FAZER SE TIVER ASMA?

Quando o assunto é o tratamento da asma, fica quase impossível não lembrar daquela famosa  “bombinha” (imagem acima) para o controle da doença, não é mesmo? Pois bem, esse tipo de uso da medicação é realmente muito eficaz, mas cuidado: ela não está indicada em todos os casos e a maioria dos pacientes com mau controle do tratamento da doença relatam o uso excessivo e, muitas vezes, desnecessário delas.

Além da ampla combinação da terapia farmacológica (comprimidos, inaladores, corticoides, entre outros) direcionada, de acordo com o estágio da doença de cada pacientes, outro fator fundamental no controle é a observação e o afastamento dos chamados “fatores-gatilho”, como por exemplo os domésticos (poeira, ácaro, mofo, pelos de animais, baratas, etc), irritativos (fumaça de cigarro, poluição, forno a lenha, perfumes, produtos de limpeza, pintura recente), sazonais (pólen), exposição ocupacional, medicamentos, entre outros.

Para se ter uma boa resposta ao tratamento, deve-se ter em mente que o acompanhamento médico deve ser feito com frequência muito bem estabelecida e respeitada, pois existem diversas combinações terapêuticas possíveis. Além disso, lembre-se de que a terapia farmacológica sem o controle dos “fatores-gatilho” não é suficiente para o manejo da doença.

Para ajudar a entender o tratamento, crie uma situação em sua mente em cada paciente encontra-se sobre o degrau de uma escada: 

  1. Cada degrau representa uma combinação terapêutica diferente;
  2. Para subir ou descer cada degrau, o auxílio médico é essencial (terapia adequada);
  3. Cada degrau para cima representa uma piora da asma (médico indica uma terapia mais intensa);
  4. Cada degrau para baixo representa uma melhora da asma (médico indica uma terapia mais branda);

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

Tanto a investigação da doença quanto o acompanhamento do paciente com asma podem ser feitos integralmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Procure por orientações mais detalhadas e mais específicas ao seu caso em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Toda a abordagem terapêutica (medicamentosa  não medicamentosa) e preventiva (para evitar as crises asmáticas), bem como o fornecimento dos medicamentos podem ser feitos pelo SUS. Por isso, à qualquer suspeita, não deixe de procurar orientações médicas e, caso seja diagnosticado com asma, não deixe de manter o acompanhamento em dia, pois mesmo na ausência de uma cura para a doença ela pode ser muito bem controlada, trazendo qualidade de vida ao paciente.

 

Referências

Ministério da Saúde (MS)

Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

O aumento da casos de infecções respiratórias no inverno

Sick young Caucasian woman covered with grey blanket sitting on bed with closed eyes, blowing nose with napkin. Illness, pain concept

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Muito embora as infecções respiratórias possam ser detectadas durante o ano todo, é muito comum ver um aumento significativo dessas doenças durante as épocas frias, tal como durante o inverno. Assim como no ano passado, esse ano também devemos dar uma atenção especial aos cuidados quanto à prevenção dessas doenças, pois além do tão conhecido vírus da gripe (influenza) temos também mais um vírus de preocupação mundial: o coronavírus (SARS-CoV-2).


POR QUE OCORRE ESSE AUMENTO NO NÚMERO DE CASOS NO INVERNO?

O COMPORTAMENTO NO FRIO

Com a chegada do frio, além da preocupação em se manter agasalhado, a proteção contra a sensação de frio também ocorre principalmente pela busca por abrigos longe do incômodo do vento gelado, o que leva a uma maior chance de ocorrer pequenas aglomerações em locais fechados. Assim, facilitando a transmissão de doenças como a COVID-19, gripes, resfriados e tantas outras doenças respiratórias, transmissíveis por gotículas ou aerossóis.

TEMPO MAIS SECO

Além do frio, um outro fator que contribui para o aumento importante das doenças respiratórias é o ar seco, que além de dificultar a respiração também leva ao incômodo da sensação do ressecamento das mucosas nasal e ocular. Esse incômodo e ressecamento, além de gerar microlesões, também favorecem o ato de levar a mão a esses locais devido à sensação de incômodo (“coceiras”).

As microlesões funcionam como uma porta de entrada a diversos vírus e bactérias no organismo.

O ato de “coçar” o olho e nariz deve ser evitado, ou então deve ser feito somente após a higienização das mãos com álcool ou água e sabão.


SÍNDROME GRIPAL (SG) E SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

O termo “síndrome” faz referência a um conjunto de sinais e sintomas atribuídos a uma ou mais doenças. É utilizado, portanto, como um agrupamento de características que comumente estão juntas quando na presença de determinada doença ou até mesmo quando não se sabe a causa exata do conjunto dos sinais e sintomas manifestados pelo paciente. Uma mesma síndrome pode, portanto, compartilhar ou não das mesmas origens e causas.

SÍNDROME GRIPAL (SG)

A síndrome gripal pode apresentar manifestação variada de pessoa a pessoa, tanto em relação a presença quanto a intensidade dos seguintes sintomas: febre, calafrios, dores no corpo, mal-estar, fadiga, dor de cabeça, tosse, nariz entupido, nariz escorrendo, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de garganta, palpitações, lacrimejamento e olhos vermelhos.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

No caso da síndrome respiratória aguda grave, apesar da variabilidade dos sintomas, esta  tende a ser mais restrita por se tratar de uma piora do estado geral decorrente do comprometimento das vias aéreas. Ou seja, independentemente da causa, alguns sinais são comuns a eles, como: falta de ar, desconforto respiratório, sensação de pressão no peito, coloração azulada dos lábios ou rosto, além de outros sinais específicos das complicações de cada uma das doenças respiratórias possíveis.

Blog Coronavírus: você sabe o que causa a síndrome respiratória aguda grave?

Algumas das complicações mais comuns da gripe são: pneumonias (virais e bacterianas), sinusite, otite, desidratação e a descompensação das doenças crônicas do paciente.


CUIDADOS GERAIS

De maneira geral, os cuidados com as doenças respiratórias são muito parecidos e podem ser, de certa forma, reunidos aos mesmos cuidados referentes à prevenção contra o coronavírus (SARS-COV-2).

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VACINAÇÃO

A vacinação anual contra a gripe continua sendo uma eficiente medida de prevenção contra o vírus influenza. Ela ajuda a reduzir a chance de evoluir para um quadro grave de pneumonia ou outras complicações, além de ajudar a manter o controle sobre outras comorbidades que poderiam descompensar durante um quadro gripal.

Assim como a vacina da gripe, a vacina contra a covid-19 também atua reduzindo os riscos de evoluir para um quadro grave que necessita de internação hospitalar.

TRATAMENTO

Boa parte das doenças respiratórias possuem um quadro leve, ou até mesmo assintomático, e comumente são autolimitadas. Ou seja, na maioria dos casos o repouso, ingestão de líquidos e uso de medicamentos sintomáticos (analgésicos e antitérmicos) são suficientes.

Em casos selecionados, o uso de antivirais ou antibióticos estão indicados no tratamento, mas cada caso possui indicação específica, de acordo com gravidade e agente causador da doença.


INVERNO E COVID-19: O QUE EU DEVO SABER?

Muito embora o coronavírus não seja uma doença classicamente sazonal como a gripe, no caso do vírus influenza, devemos ter em mente de que a covid-19 apresenta sintomas muito parecidos àqueles da gripe. Caso uma pessoa venha a apresentar sinais ou sintomas dessas síndromes respiratórias, certamente a primeira medida a ser tomada é procurar atendimento médico para melhor esclarecimento do caso. Na atual pandemia, pode-se dizer que qualquer síndrome respiratória deve levantar suspeita de covid-19 até que se prove o contrário, mesmo em indivíduos já vacinados contra a covid-19. 

Dessa maneira, seguir o calendário vacinal (contra influenza e coronavírus) é fundamental, mas não é suficiente para estar protegido. Manter as medidas de prevenção continua sendo indispensável tanto para a própria saúde quanto para a segurança de todos.

 

15 de junho – Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

O que é
O dia 15 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data reconhecida, em 2011, pela ONU (Organização das Nações Unidas) após mobilização da Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. Neste dia, é manifestado em todo o mundo o repúdio à violência contra esse público, por meio do reconhecimento de suas vulnerabilidades e direitos, bem como a divulgação das formas de protegê-los.

Tipos de violência
Conforme explicado pelo Governo Federal, entre os tipos de violências às quais os idosos estão sujeitos, podem ser citadas violência física, psicológica, institucional, negligência, abuso financeiro, violência patrimonial, violência sexual e Discriminação.
Em entrevista ao Correio Braziliense, a promotora de justiça Maércia Correia de Mello explica que em muitas ocasiões a violência é realizada pelos próprios familiares. Nesses cenários, as famílias sujeitam os idosos a várias hostilidades, tais como agressões verbais e restrição do convívio social. Além disso, algumas famílias os impedem de receber assistência médica ou os exploram financeiramente. Nesses casos, como o autor do crime tem com a vítima uma relação emocional, essa situação aumenta o grau de dependência dos idosos e dificulta a denúncia, explica a promotora.

Cenário da pandemia
O cenário da pandemia pode contribuir para o aumento dessa violência. O isolamento e distanciamento social, embora medidas necessárias de proteção contra o vírus SARS-CoV-2, têm efeito perverso em muitas famílias. Desde o início da pandemia, ampliou-se a violência intrafamiliar contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos. Até outubro de 2020, as denúncias de violência contra idosos cresceram 59% em todo o Brasil. Em 2021, essa situação piorou. De acordo com dados da Central Judicial do Idoso (CJI), só nos cinco primeiros meses de 2021 foram denunciados mais casos de violência do que todo o ano de 2020.

A ONU alerta ainda que a pandemia de Covid pode diminuir drasticamente a renda de pessoas idosas e, consequentemente, suas qualidades de vida. Em todo o mundo, menos de 20% das pessoas em idade suficiente para se aposentarem estão recebendo pensão.

Violência é crime!
A violência contra o idoso é crime! Entre as penalidades, podem ser citadas pena de reclusão que varia de seis meses a um ano e multa. A Lei 10.741 de 2003 dispõe sobre o Estatuto do Idoso e tem como objetivo regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Além de apresentar os direitos dessas pessoas e os deveres da família e do Estado, essa legislação prevê as diversas formas de violência e suas devidas penas.
É importante observar, ainda, que o Estatuto define em seu art. 95 que os crimes reconhecidos por essa lei são de ação penal pública incondicionada, ou seja, não precisam de manifestação da vítima. Familiares, vizinhos e até desconhecidos podem denunciar!
Vale lembrar também que o Código Penal reconhece que a condição da idade é qualificadora de outros crimes, dado que o idoso dispõe de menores condições de defesa. Assim, crimes cometidos contra idosos têm penas maiores.

Importância da conscientização
De acordo com a ONU, entre 2019 e 2013, o número de pessoas maiores de 60 anos crescerá cerca de 38%, alcançando a marca de 1,4 bilhões. Com isso, explica a Organização, a população idosa superará a de jovens. É urgente, portanto, que haja a consciência coletiva dos meios de proteção desse grupo.
Com o avanço da idade, as pessoas se tornam mais vulneráveis, uma vez que a saúde humana se desgasta com o tempo. Dessa maneira, o idoso tem sua saúde mais debilitada e se torna mais frágil. Assim, a ONU alerta que devemos reconhecer que uma maior atenção deve ser dada aos desafios específicos da terceira idade. Logo, é importante cuidar daqueles que vieram antes e tanto colaboraram com a sociedade por meio de suas experiências e construções para a vida coletiva.

Denucie!
Há várias formas de denunciar a violência contra a pessoa idosa. Os principais canais são o Disque 100, o Whatsapp do governo federal (61) 99656-5008, o Aplicativo dos Direitos Humanos do Governo, o Site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, as Delegacias Especializadas na Proteção ao Idoso, Ministério Público, a Polícia Militar (190) e o Socorro urgente – SAMU (192). Vale lembrar ainda que qualquer Delegacia de Polícia recebe denúncias.
Contribua no combate à Violência Contra a Pessoa Idosa! Sua denúncia pode salvar vidas.

12 de Junho: Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita

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Autor*: Vitor Yukio Ninomiya

A cada cem recém-nascidos no Brasil, pelo menos uma delas apresentará cardiopatia congênita. Dentre todas as doenças presentes logo ao nascimento, estamos falando da mais comum e a que mais leva a óbito. Trata-se de uma doença de incidência relativamente alta no país, mas que não apresenta a mesma proporcionalidade no conhecimento da população. Por isso, o dia 12 de junho foi reservado como o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, com a finalidade de conscientizar a sociedade sobre suas manifestações e necessidade de diagnóstico precoce e tratamento.

Já ouviu falar sobre o tema? Mantenha-se atualizado(a) após a leitura do texto abaixo.


O QUE É UMA CARDIOPATIA CONGÊNITA?

A palavra “congênita” é dada à característica que se originou antes (dentro do útero materno) ou no momento de seu nascimento. Dessa maneira, uma cardiopatia congênita deve ser entendida como uma anormalidade na estrutura ou na função do coração já existente no recém-nascido, no momento de seu nascimento.

CIRCULAÇÃO NEONATAL EM TRANSIÇÃO

Durante a gestação, a circulação fetal e materna (via placenta) ocorre de maneira única e integrada para que haja a troca de nutrientes, oxigênio e outros componentes necessários ao desenvolvimento fetal. Para que isso ocorra, algumas adaptações estruturais e funcionais são fundamentais, sendo algumas delas relacionadas ao sistema cardiovascular. No entanto, tendo em vista o seu processo dinâmico e de adaptação específica de estruturas vitais, há uma probabilidade natural de haver algum tipo de malformação que resulte em consequências tanto maternas quanto fetais.

Um detalhe importante é que as malformações congênitas nem sempre resultarão em comprometimento significativo à saúde. A repercussão dessas alterações é altamente variável de acordo com cada paciente, podendo variar desde uma situação totalmente benigna e assintomática ao paciente até casos graves que podem levar a óbito intraútero.


RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO 

COMO É FEITO O RASTREAMENTO*

O rastreio das cardiopatias congênitas pode ser dividido em dois momentos: durante a gestação e após o nascimento.

*Rastreamento: aplicação de exames ou testes em pessoas saudáveis, assintomáticas.

A indicação é feita exclusivamente por dados estatísticos e epidemiológicos, estando indicada somente quando os benefícios superam os riscos e que não forneça morbidade significativa ao paciente.

Ultrassom

Durante os exames periódicos realizados durante a gestação, além do exame físico e da checagem dos batimentos cardíacos fetais em todas as consultas, também estão indicados os exames ultrassonográficos morfológicos realizados rotineiramente no primeiro e no segundo trimestres gestacionais, que já podem indicar uma suspeita de algum tipo de malformação cardíaca fetal. Sendo assim, na suspeita de alguma alteração, naturalmente há indicação de investigação mais detalhada, com um ecocardiograma. No entanto, nenhum desses exames é “infalível” e, em certos casos, o diagnóstico acaba ocorrendo somente após o nascimento.

O segundo momento do rastreio ocorre pelo chamado “teste do coraçãozinho”, nas próprias maternidades em que são realizados os partos. Havendo alguma alteração, há seguimento da investigação com um novo ecocardiograma do recém-nascido para maior detalhamento.

O teste do coraçãozinho faz parte dos exames de triagem neonatal, na qual também fazem parte o “teste do pezinho” (triagem biológica), “teste do olhinho” (triagem ocular), e o “teste da orelhinha” (triagem auditiva).

TESTE DO CORAÇÃOZINHO SEM ALTERAÇÕES, E AGORA?

Apesar do importante papel na triagem de recém-nascidos, é importante destacar que ele não é capaz de detectar todas as cardiopatias congênitas, mas possui boa sensibilidade para os casos mais graves. Da mesma forma, não é sempre que um teste positivo indica necessariamente intervenção imediata, como uma cirurgia ou medicamento. Algumas cardiopatias congênitas possuem resolução espontânea e demandam apenas uma conduta expectante por parte do médico responsável.


FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO

Boa parte das cardiopatias congênitas possuem o fator genético como o principal fator de risco. Sendo assim, a presença dessa condição na família aumenta a chance de o recém-nascido apresentar a mesma doença. Algumas síndromes possuem um risco maior, como a síndrome de Down, síndrome de DiGeorge, síndrome de Marfan, síndrome de Noonan e a síndrome de Turner.

Atenção: os fatores de risco indicam apenas uma maior probabilidade de ter a doença em relação àqueles que não apresentam os fatores de risco. Portanto, ter fator de risco não significa, necessariamente, que há a doença.

CUIDADOS DURANTE A GESTAÇÃO

O acompanhamento pré-natal é fundamental para que haja uma redução significativa dos riscos tanto à saúde materna quanto à fetal. Além dos exames físicos, laboratoriais e ultrassonográficos, também é importante buscar aconselhamento sobre a prevenção. À respeito das cardiopatias congênitas, algumas das recomendações são:

  • Evitar o uso de medicações, como a isotretinoína (tratamento da acne), lítio (tratamento de transtorno bipolar);
  • Evitar o consumo de álcool e drogas;
  • Cessar o tabagismo;
  • Antes de engravidar, iniciar a ingestão diária de ácido fólico em doses recomendadas;

O diabetes, antes da gestação, também é considerado fator de risco para o desenvolvimento de cardiopatias congênitas e de outras comorbidades fetais.


COMO É FEITO O TRATAMENTO?

INTRAÚTERO

Em alguns casos específicos e muito selecionados, pode-se fazer uma cirurgia no feto ainda dentro do útero. No entanto, mesmo com a indicação deste procedimento, é altamente específico e exige profissional especializado, sendo pouco disponível até mesmo em grandes centros.

APÓS O NASCIMENTO

A conduta aqui é ampla e pode variar desde a simples observação clínica do paciente por toda a vida, até mesmo a indicação de uma cirurgia cardíaca. A condução de cada caso é relativa à condição de cada paciente, devendo portanto ser avaliado individualmente.

 

ESP completa 75 anos atuando na educação sanitária em Minas Gerais

AutorJean Alves

Hoje, dia 11 de junho, é celebrado o dia do Educador Sanitário no Brasil. O papel do educador sanitário surge na década de 1920, num contexto de epidemias, pouco acesso a moradia, saneamento e até a alimentação. As educadoras sanitárias, pois eram na maioria mulheres, atuavam na orientação da população sobre as práticas para cuidado à saúde e controle de doenças. Duas décadas depois, em 03 de junho de 1946, é inaugurada a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), com o objetivo de formar profissionais sanitaristas para o cuidado à saúde da população mineira.

A instituição foi a primeira em nível estadual do país e surge num cenário de enfrentamento a surtos de esquistossomose e ancilostomose (amarelão). A primeira turma do curso de Saúde Pública, data de 1947. Nos anos iniciais de atuação, a ESP formou várias turmas do curso de Visitadoras Sanitárias, estas profissionais atuavam na educação em saúde da população, orientando para os mais diversos cuidados. Desde então, a escola tem uma longa tradição na formação de sanitaristas, englobando as diversas áreas que surgiram na saúde ao passar dos anos.

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Visitadora Sanitária da ESP-MG – Arquivo ASCOM/ESP

Nas últimas décadas, a saúde pública tornou-se mais abrangente, novas áreas e formações profissionais foram surgindo, à mesma medida em que as necessidades da população mudavam e a transição epidemiológica transformava o cenário de doenças. Hoje, não existe mais o curso de Educador Sanitário ou de Visitadora Sanitária, mas um grande número de profissionais, além dos sanitaristas (Especialistas em Saúde Pública), desempenha o papel de educador sanitário, orientando e assistindo a população.

Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, programas mais abrangentes como o Saúde da Família (1994), hoje denominado estratégia (ESF), surgiram. O Agente Comunitário de Saúde (ACS), atuante na ESF, visita todo mês a casa de toda a população cadastrada, além dele, o Agente de Combate a Endemias, pela Vigilância em Saúde, também. Estes profissionais informam e orientam a população sobre cuidados e prevenção de doenças. Somam-se a eles um vasto leque de profissionais, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, educadores físicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, dentistas, técnicos em enfermagem, saúde bucal, dentre outros, que atuantes no sistema público, seja em visitas domiciliares ou no acolhimento e assistência nas unidades de saúde, desempenham este papel.

A qualificação destes profissionais é fundamental para a assistência à saúde da população. O SUS é um sistema universal que atende milhões de pessoas diariamente, nas mais diversas áreas e níveis de atenção. Em seus 75 anos de atuação, a ESP-MG concentrou esforços na formação para a Saúde Pública, englobando as mais diversas áreas e atividades para uma educação sanitária abrangente.

A lista de formação da Escola inclui, além da especialização em saúde pública, a qualificação de trabalhadores da saúde da saúde mental, gestão e assistência hospitalar, atenção primária, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, técnicos em saúde bucal, enfermagem, vigilância e hemoterapia, trabalhadores do sistema prisional, conselheiros de saúde, comunicadores, agentes do direito sanitário e outras. Atualmente, em diferentes níveis, todas estas formações possibilitam que estes profissionais atuem como educadores sanitários.

Neste dia, é importante destacar o papel formador da ESP-MG na educação sanitária do estado, como integrante do Sistema Estadual de Saúde (SES, FUNED, FHEMIG e HEMOMINAS). A qualificação de profissionais de saúde possibilita a manutenção das políticas públicas de saúde no estado e no SUS. Para implantar programas e ações, informar e orientar a população em suas mais diversas necessidades de saúde, os trabalhadores devem estar inseridos em processos de educação permanente, que possibilitem a assistência e educação sanitária de qualidade para todos.

Junho Laranja: mês da conscientização sobre anemia e leucemia

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

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A campanha do mês de junho dirige-se à informação e prevenção sobre a saúde do sangue. Além de reservar um dia especialmente à importância da transfusão de sangue, o mês também traz em destaque duas das condições mais frequentes relacionadas ao sistema sanguíneo: a anemia e a leucemia. A anemia, apesar de muito frequente, ainda continua sendo um tema que traz muitas dúvidas à população. Já no caso da leucemia, ainda que menos frequente, também merece destaque por se tratar do principal câncer maligno da infância. 

Clique aqui e saiba como fazer sua doação de sangue. Ajude a salvar vidas!

Veja abaixo um breve texto sobre as informações básicas acerca de cada uma das condições citadas acima.

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Acidentes com queimaduras: o que fazer?

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

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Quando falamos sobre queimaduras, rapidamente nos vem à mente um acidente relacionado ao fogo, superfícies ou líquidos quentes, não é mesmo? É comum haver o relato de tal experiência dolorosa e, muitas vezes, por mais de uma vez na vida nos mais variados acidentes. Sendo assim, pela elevada frequência e importância no cenário nacional, o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras tem como proposta informar sobre esse assunto tão recorrente e prevenível. Por isso, separamos aqui um breve texto para que você fique atualizado sobre esse tema tão importante!

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