Monthly Archives: julho 2021

1 de Agosto: Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo

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Autor*: Vitor Yukio Ninomiya

O vitiligo é uma condição autoimune caracterizada pela perda da coloração da pele em certas áreas do corpo. Presente em cerca de 1 a 2% da população mundial e 0,5% dos brasileiros (dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD), as pessoas com vitiligo ainda enfrentam, atualmente, um grande desafio devido ao preconceito por trás da doença. Por isso, leia o texto abaixo e mantenha-se informado sobre o que realmente significam essas manchas na pele.

Você sabia? 

A data foi escolhida em função do aniversário de morte de Michael Jackson, que tinha vitiligo.


O QUE É VITILIGO?

Antes de entender essa doença, é preciso entender como e onde ela ocorre. Para isso, alguns conceitos são fundamentais para sua compreensão adequada:

O vitiligo é uma doença genética, crônica e de origem autoimune.

Por ser uma doença genética, somente aquelas pessoas que 

possuem uma predisposição genética é que podem desenvolver essa doença.

Uma doença autoimune consiste no mau funcionamento do sistema imunológico, no qual ocorre um ataque às próprias células do organismo. No caso do vitiligo, as células do sistema imune atacam os melanócitos (células responsáveis por produzir a melanina, pigmento que dá cor à pele).

Classicamente, ela é uma doença crônica e, por isso, tende a manifestar-se após alguma espécie de “agressão” local, responsável por desencadear essa resposta imune.


QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DO VITILIGO?

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele, que ocorre principalmente em regiões mais expostas a traumas, como joelhos, cotovelos, mãos, face e região genital. Essa tendência quanto a localidade decorre da correlação com a sua maior interação com o ambiente, o que muitas vezes desencadeia uma resposta imune local que pode resultar nas manchas características da doença.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO VITILIGO?

Na grande maioria dos casos, não há qualquer sintoma relacionado ao surgimento ou progressão das manchas na pele, ou seja, tende a ser completamente assintomático. Contudo, alguns poucos casos tendem a ser acompanhados de coceira ou outros sintomas dermatológicos locais, mas estes tendem a se relacionar muito mais ao fator desencadeante do que ao vitiligo propriamente dito.

QUAIS SÃO OS FATORES DESENCANTES?

Além dos traumas mecânicos nos locais citados, existem outros fatores que podem estar relacionados ao desencadeamento do vitiligo, sendo eles:

    • Traumas psicológicos;
    • Hidroquinona: composição de produtos dermatológicos para clareamento e outros;
  • Exposição solar;
  • Queimaduras.

 


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O VITILIGO É CONTAGIOSO?

Apesar de, popularmente, muitos associarem manchas na pele como algo sempre contagioso, é preciso destacar que o vitiligo não é contagioso e não há qualquer comprovação científica de um possível agente infeccioso capaz de conferir essa característica a estas manchas. Como dito anteriormente, o vitiligo se manifesta apenas nas pessoas que possuem uma predisposição genética para sua ocorrência.

Pessoas com vitiligo não oferecem nenhum risco de contágio às pessoas ao seu redor, podendo frequentar piscinas e praias, até mesmo se houver contato direto com as manchas. Sendo assim, é de extrema importância que os indivíduos com essa condição dermatológica sejam inseridos normalmente às atividades cotidianas, evitando assim futuros prejuízos à sua saúde mental.


CUIDADOS GERAIS

PREVENÇÃO

Muito embora ainda não se saiba o mecanismo exato do surgimento das lesões características do vitiligo, pode-se dizer que sua origem autoimune e genética sinaliza para algumas medidas a serem adotadas como forma de prevenção e/ou como forma de evitar a progressão das lesões, sendo elas:

  • Evitar traumas mecânicos;
  • Controlar o estresse (evitar traumas psicológicos);
  • Utilizar produtos dermatológicos e outros medicamentos somente com recomendação médica;
  • Utilizar filtro solar e evitar exposição excessiva ao sol.

TRATAMENTO

Quando o assunto é vitiligo não podemos falar em cura da doença, mas apenas no controle da doença. Sendo assim, o tratamento visa cessar o aumento das lesões, buscando então a estabilização do quadro. Atualmente, são indicadas as terapias de repigmentação das regiões afetadas, com fototerapias, vitamina D e medicamentos como tacrolimus e corticosteróides. 

Vale lembrar que existem classificações específicas às manifestações do vitiligo e que, portanto, devem ser conduzidas individualmente. Por isso, sua condução deve, necessariamente, ser feita por um especialista (dermatologista).

 

Referências:

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica

27 de Julho: Dia de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço

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Autor: Pedro Otávio Oliveira Santos

O câncer de cabeça e pescoço é na verdade um conjunto de tumores que podem acometer estruturas contidas nesta região, englobando, por exemplo, os cânceres de tireóide (o mais comum nas mulheres), o câncer de boca (o mais comum nos homens), o câncer de laringe e o de faringe, entre outros!

A campanha do Julho Verde, especialmente o dia 27 de Julho, foi estabelecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço com o intuito de conscientizar a população sobre a importância de se prevenir contra esse câncer tão prevalente, que gera cerca de 10 mil mortes por ano no Brasil.

Quer saber um pouco mais sobre quais são os sinais e os sintomas, e as formas de prevenção destes cânceres? Acompanhe o nosso post abaixo!


ENTENDENDO O CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

O câncer de cabeça e pescoço é uma denominação de um grupo grande de cânceres que acometem a região descrita. Esses tumores são mais comuns no sexo masculino, sendo mais prevalentes em idades superiores à 55 anos. Alguns dos exemplos que compõem este grupo são: câncer de língua, de amígdalas, de laringe (região que contêm as nossas pregas vocais), palato duro e mole (conhecido popularmente como o céu da boca), de tireóide e o de glândulas salivares.  

Em alguns pontos do nosso grande país, já existem dados que mostram que o câncer de boca e de laringe já é o segundo mais prevalente entre os homens, perdendo apenas para o câncer de próstata. E nas mulheres, que têm o câncer de tireóide sendo o representante mais comum, ele ocupa a quinta posição, atrás de tumores como o de mama e o de colo uterino!

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FATORES DE RISCOS PARA O CÂNCER

Atualmente, os principais causadores deste tipo de câncer em nossa sociedade são o hábito de fumar e o de beber. Mais de 80% dos cânceres de cabeça e pescoço diagnosticados têm como origem os efeitos tóxicos e agressivos do tabaco e do álcool em nosso organismo! Contudo, não são apenas esses fatores que podem causar esses tumores; atualmente, sabemos da importância crescente da infecção pelo vírus HPV no surgimento desses cânceres!

Você sabia? O uso isolado do cigarro ou do álcool já consegue por si só aumentar o risco para o câncer de cabeça e pescoço. Mas juntos, eles multiplicam os seus efeitos, aumentando em até 30 vezes o risco deste câncer surgir!

O HPV, conhecido como papiloma vírus humano, é um vírus sexualmente transmissível, que tem grande importância no sexo feminino ao gerar o câncer de colo de útero. Mas, por meio de práticas como sexo oral, esse vírus tem cada vez mais se adaptado aos tecidos da nossa região oral, e promovido uma proliferação acelerada de células e de inflamação no local, criando um foco formador de câncer!

Você sabia? Diferentemente dos cânceres gerados pelo consumo de álcool e de cigarro, que tendem a aparecer em pessoas com mais de 55 anos de idade, os cânceres gerados pelo HPV aparecem mais precocemente na vida adulta!

SINAIS E SINTOMAS

Um dos maiores desafios neste tema dos cânceres de cabeça e pescoço, é que infelizmente o seu diagnóstico tende a ser muito tardio, em uma fase em que o tumor já se desenvolveu e tem uma chance de cura um tanto quanto menor. Esse cenário se deve em sua maioria aos sintomas inespecíficos e não alarmantes destes cânceres, fazendo com que o paciente demore a procurar um auxílio médico. Os principais sintomas são:

  1. Aftas e ulcerações que demoram mais que duas semanas para cicatrizar;
  2. Dores na região da boca e da garganta que são persistentes;
  3. Rouquidão que perdura por mais do que duas semanas;
  4. Nódulos (caroços e ínguas) no pescoço;
  5. Perda de peso inexplicada e perda do apetite;
  6. Dificuldade de engolir alimentos sólidos ou líquidos.

Na presença de qualquer um destes sinais e sintomas, não hesite em procurar um auxílio médico mais próximo de você. O diagnóstico precoce e o seu devido tratamento permite ao paciente uma melhor qualidade de vida e uma maior chance do procedimento ser curativo!


COMO DIAGNOSTICAR ESTES CÂNCERES?

A partir da suspeita clínica, ou seja, por meio dos sinais e dos sintomas que o paciente possa ter, o médico irá solicitar uma investigação mais aprofundada para encontrar o local em que o câncer está. A simples e bem feita avaliação da cavidade oral do paciente em um consultório, já é capaz de evidenciar muitos cânceres de cabeça e pescoço, como, por exemplo, os cânceres de língua e de palato. 

Ao encontrar o local em que o câncer está, uma biópsia será feita para de fato avaliar o tipo de tumor que o paciente pode ter. A biópsia nada mais é do que retirar um pequeno fragmento da lesão tumoral para que ela seja analisada em um laboratório e, se for o caso, confirmar o diagnóstico de um câncer. Se ele de fato for confirmado, o profissional da saúde irá solicitar tomografias do corpo do paciente, para ver se o tumor descoberto não gerou nenhuma metástase (tumor que se espalhou) à distância!

Você sabia? Ao ser diagnosticado, o tumor pode ser classificado como localizado (contido apenas no órgão afetado), localmente avançado (ainda não deu metástases, mas invade estruturas vizinhas) ou avançado (que é de fato o tumor que deu metástases).. 

TRATAMENTO

O tratamento de um tumor de cabeça e pescoço vai variar de acordo com seu estágio ao ser diagnosticado, ou seja, se ele é localizado, localmente avançado ou metastático. De forma geral, o tratamento de escolha para estes pacientes é a cirurgia, que é muito mais efetiva se o câncer for diagnosticado precocemente, visto que o paciente pode ter a lesão retirada e ficar curado!

Contudo, naqueles pacientes que já se apresentam ao diagnóstico com lesões localmente avançadas, por exemplo, uma lesão na língua que invade a laringe (a área das nossas pregas vocais), esse paciente vai precisar além do tratamento cirúrgico, de uma combinação de radioterapia e quimioterapia, à depender do tipo de câncer. 


COMO PREVENIR O SURGIMENTO DESTES TUMORES?

Esta, sem dúvidas, é a parte mais importante de todo este assunto, visto que muitas mortes podem ser evitadas pela simples ação de controlar os fatores de risco causadores do câncer de cabeça e pescoço. Como já sabemos até aqui, o tabagismo e o etilismo têm um papel central na formação desses tumores, então o primeiro passo é evitar esse hábito em nossas vidas, eliminando o risco do surgimento deste e de vários outros cânceres, como o de pulmão, por exemplo!

Outro ponto de grande importância na prevenção é atuar sobre o outro fator de risco que percebemos que tem se tornado cada vez mais importante, o HPV! Neste caso, é essencial evitar a infecção por esse vírus, mas como faremos isso? De uma forma bem simples:

  • O Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI), inclui no calendário vacinal obrigatório a vacinação contra o HPV, sendo as vacinas aplicadas em meninas de 9 a 14 anos e em meninos de 11 a 14 anos. 

E para reforçar outro aspecto essencial na conscientização desta doença, se você ou alguma pessoa próxima do seu convívio tiver algum dos sinais e sintomas que discutimos acima no texto, não deixe de procurar uma ajuda médica. É fundamental encontrar o quanto antes este câncer, para que o paciente tenha mais chances de ser curado!

Referência:

A Importância da Vacina contra Influenza

Vacina Influenza

Autor: Pedro Otávio Oliveira Santos

Em plena segunda guerra mundial, um jovem estudante de medicina conhecido como Jonas Salk e sua equipe de pesquisadores, conseguiram criar o que hoje é algo tão comum em nosso dia a dia, a vacina da gripe! No Brasil, foi no ano de 1999 que, por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI), a população começou a ser vacinada em larga escala contra esse vírus!

Como atualmente vivemos um contexto delicado por estarmos promovendo duas campanhas simultâneas de vacinação, a da gripe e a da covid-19, é de extrema importância que relembremos  sobre a importância de nos proteger contra o vírus da Influenza, o causador da gripe. É sim possível receber as duas vacinas, e mais do que isso, é essencial!

Quer entender mais sobre a importância da vacinação contra a gripe e seu impacto na pandemia da covid-19? Acompanhe o post abaixo!


ANTES DE TUDO, O QUE É A GRIPE?

A gripe é uma infecção viral causada pelo vírus Influenza. Muito diferente do que alguns pensam, a gripe não é o mesmo que um resfriado. Ambos podem trazer sintomas até certo ponto semelhantes, mas, além do vírus causador do resfriado ser outro, o quadro gerado por ele é bem mais leve, não deixando a pessoa incapacitada, como ocorre na gripe causada pelo Influenza!

Você sabia? O vírus da Influenza não é um só! Existem vários, sendo que dois são de maior importância, o Influenza A e o B!

Os vírus Influenza A e B são os responsáveis pela maioria das epidemias de gripe que vemos todos os anos surgirem e irem embora. Algumas breves diferenças entre eles é que o tipo A consegue infectar outros mamíferos além dos seres humanos, como os porcos, por exemplo. Já o tipo B é exclusivo dos humanos! Uma outra peculiaridade importante, é que o Influenza A é muito mais esperto para se disseminar, conseguindo causar pandemias (contaminação de vários países).

Você sabia? Esses vírus podem ser chamados por outros nomes como, por exemplo, H1N1. Essa nomenclatura se refere a pequenas partículas presentes no vírus, as hemaglutininas (H) e as neuraminidades (N).

COMO SABER SE ESTOU COM GRIPE OU RESFRIADO?

Tanto o paciente com um leve resfriado, quanto aquele que possui um quadro de gripe, podem ter sintomas parecidos, como coriza (nariz congesto e secretivo), espirros, dor de garganta, tosse e dor de cabeça. Mas o paciente infectado pelo vírus Influenza, possui um quadro muito mais intenso, com os seguintes sintomas: 

  1. Febre alta (acima de 38ºC);
  2. Dor muscular;
  3. Cansaço e fraqueza;
  4. Perda do apetite; 
  5. Vômitos e sintomas intestinais (principalmente as crianças pequenas).

Então, por mais que exista uma grande confusão no reconhecimento pela população entre resfriado e gripe, esta última é uma infecção viral muito mais séria e intensa, que pode levar a complicações muito graves para o paciente, tais como desidratação, dificuldade respiratória abrupta, pneumonia e em casos avançados e de diagnóstico tardio, até o óbito. 

Você sabia? Tomar a vacina contra a gripe não protege apenas você, mas também aqueles ao seu redor, já que não tendo infecção você não irá transmiti-la!


QUEM PODE SER VACINADO CONTRA A GRIPE?

Todos que possuem mais do que 6 meses de idade podem e devem tomar a vacina da gripe! O que acontece todos os anos durante as campanhas, é que para tornar o acesso mais organizado e manter uma equidade no processo vacinal, o Ministério da Saúde por meio das Unidades Básicas de Saúde, estabelece uma ordem prioritária dos grupos a serem vacinados em cada fase, sendo eles:

  1. Crianças de 6 meses até 6 anos de idade;
  2. Gestantes;
  3. Puérperas (pacientes após o parto);
  4. População indígena;
  5. Trabalhadores da área da saúde;
  6. Idosos com mais de 60 anos;
  7. Professores;
  8. Pessoas com deficiências permanentes.

Existem outros vários grupos prioritários que são contemplados nas fases iniciais das campanhas de vacinação, estes são apenas alguns grupos para que possamos entender melhor! Após estas etapas prioritárias, as vacinas excedentes são distribuídas para as populações de menor risco, entrando aqui a regra de que todos aqueles pacientes com mais de seis meses de idade podem ser vacinados!

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

Ao se vacinar, o paciente diminui muito a chance de ser contaminado pelo vírus Influenza, porque a vacina ensina ao nosso organismo como reconhecer o vírus e a montar uma resposta de defesa forte contra ele! Além disso, aquelas pessoas que se vacinaram e ainda assim se contaminaram com o vírus, têm uma chance muito menor de sofrer complicações da infecção, de serem internadas por isso, e de evoluírem para óbito! 

Como se não bastasse todas essas vantagens, ainda temos que lembrar que ao se vacinar contra a Influenza, nós ajudamos muito nossos familiares, protegendo indiretamente eles, e também o sistema de saúde! O fato de não ficarmos gripados, evita que exista uma lotação ainda maior dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), liberando esses serviços para atuarem contra a atual pandemia da covid-19. 

Você sabia? A vacina contra a gripe não é feita de vírus vivo enfraquecido, mas sim de suas pequenas partículas H e N. Isso impede que tenhamos sintomas gripais expressivos após a vacinação! 

Mas a grande pergunta do momento é: eu posso me vacinar contra a gripe e contra a covid-19? E a resposta para isso é sim! Todos que estão sendo contemplados pela vacinação da covid-19 podem e devem tomar a vacina contra a influenza, bastando apenas esperar um intervalo de 14 dias entre as vacinas. Respeitando essas recomendações, uma vacina não irá interferir na outra, e assim estaremos protegidos de duas infecções virais de grande importância na humanidade!


AMPLIAÇÃO DA CAMPANHA VACINAL

Desde o dia 03 de Julho, o Ministério da Saúde ampliou a campanha vacinal para todos os pacientes com idade acima de 6 meses. A cobertura realizada nos grupos de risco prioritário alcançou níveis satisfatórios, mas aqueles que ainda não tomaram durante a sua fase, são encorajados a tomar o quanto antes! 

Para se vacinar, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência e se apresentar lá com o cartão de vacina e com um documento de identificação com foto, para que os profissionais na UBS possam de encontrar ou te cadastrar no sistema. Caso não tenha um cartão de vacina, isso não te impede de ser vacinado, lá você ganhará um para registrar suas doses! 

IMPORTANTE:  Lembrando que cada cidade tem tido independência para escolher a forma que vai seguir esta fase ampliada de vacinação, sendo assim, se informe com seu centro de saúde para saber como está em sua área! Ah e não se esqueça, seguir as normas de segurança contra a covid-19 é muito importante, vá de máscara e higienize bem as mãos sempre que puder!

Referências:

10 de Julho: Dia da Saúde Ocular

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Autor: Vitor Yukio Ninomiya

De acordo com o último Relatório Mundial sobre a Visão, publicado em 2021 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), “pelo menos 2,2 bilhões de pessoas têm uma deficiência visual e, dessas, pelo menos 1 bilhão de pessoas têm uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não recebeu qualquer assistência”. Com quase 7,9 bilhões de pessoas no mundo hoje, é como afirmar que pouco mais de uma em cada quatro pessoas no mundo tem algum tipo de deficiência visual! Fica evidente, portanto, que o cuidado com a visão é um tema de extrema importância e que merece nossa atenção. Sabendo disso, para celebrar o Dia da Saúde Ocular, separamos um breve texto com as informações fundamentais para que você possa cuidar da sua visão adequadamente.


DOENÇAS OCULARES 

DOENÇAS OCULARES COMUNS QUE NORMALMENTE NÃO CAUSAM DEFICIÊNCIAS VISUAIS

  • Blefarite: inflamação das pálpebras perto da base dos cílios;
  • Calázio e Hordéolo (“Terçol”): glândula lacrimal bloqueada ou infecção localizada;
  • Conjuntivite: inflamação da conjuntiva (camada que reveste a parte branca dos olhos);
  • Olho seco: produção inadequada de lágrimas, podendo gerar irritação e visão turva;
  • Pterígio: crescimento anormal da conjuntiva, muito relacionado à exposição solar;
  • Hemorragia subconjuntival: vasos sanguíneos danificados abaixo da conjuntiva.

DOENÇAS OCULARES COMUNS QUE PODEM CAUSAR DEFICIÊNCIAS VISUAIS, INCLUINDO CEGUEIRA

 

  • Degeneração macular relacionada à idade: manchas, sombras ou distorção da visão;
  • Catarata: nebulosidade na lente do olho, levando a visão cada vez mais desfocada;
  • Retinopatia diabética: danos aos vasos sanguíneos da retina, levando à cegueira;
  • Glaucoma: dano progressivo do nervo óptico, geralmente das bordas ao centro da visão;
  • Erros refrativos: miopia (dificuldade de ver de longe), presbiopia (dificuldade de perto);
  • Tracoma: após muitos anos de infecções oculares, os cílios podem se curvar para dentro.

 

 

FATORES DE RISCO

Atenção: os fatores de risco indicam apenas que você tem uma maior probabilidade de ter a doença em relação àqueles que não apresentam os fatores de risco. Ter fator de risco não significa, necessariamente, que você possui a doença.

Existem diversos fatores de risco relacionados às doenças oculares, incluindo o envelhecimento, genética, exposição a alguma substância, comportamentos relacionados ao estilo de vida, infecções e diversas condições de saúde. Dentre eles, o envelhecimento é o principal fator de risco para muitas doenças oculares (ex.: presbiopia, catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade). Abaixo, alguns dos fatores de risco:

  • Envelhecimento (principal fator de risco);
  • Fatores genéticos (maior probabilidade, se algum membro da família tiver a doença);
  • Etnia (algumas doenças são mais comuns em determinadas etnias);
  • Tabagismo (principal fator de risco evitável);
  • Nutricional (ex.: deficiência de vitamina A, C, E, B6, B9, B12);
  • Ocupacional (risco de lesão ocular e exposição à substâncias);
  • Infecções (exemplo: conjuntivite, toxoplasmose, sarampo, etc);
  • Condições de saúde (diabetes, hipertensão, artrite reumatoide, esclerose múltipla, etc);
  • Medicamentos (exemplo: uso prolongado de esteroides aumenta o risco de catarata e glaucoma);

O envelhecimento é o principal fator de risco para muitas doenças oculares


DICAS PARA UMA MELHOR SAÚDE OCULAR

Ainda que as doenças oculares responsáveis por causar cegueira sejam o foco das estratégias de prevenção e intervenção, sobretudo quanto às estratégias de saúde pública do Sistema Único de Saúde (SUS), as doenças que normalmente não causam deficiência visual não devem ser subestimadas. Assim como a maioria das doenças, a prevenção também é o principal esforço no combate às doenças oculares. Frequentemente, boa parte da população desconhece os sinais e sintomas de um acometimento ocular e tendem a resumir as queixas em “olho seco”, “olho vermelho”, “líquidos saindo dos olhos” e “problemas para enxergar” (problemas de acuidade visual), mas o cuidado com a visão vai muito além de apenas detectar esses sintomas.

MUDANÇA NOS COSTUMES

  • Evite coçar a região dos olhos;
  • Cuidados com a exposição solar: utilize óculos de sol para proteção contra raios ultravioletas;
  • Óculos e lentes de contato somente com prescrição médica;
  • Higienização adequada das lentes de contato;
  • Em situações de risco, utilize proteção ocular;
  • “Regra dos 20”: a cada 20 minutos em telas (computador, celular, etc), descanse 20 segundos olhando para outro local;
  • Evite o uso de telas com brilho muito intenso, bem como a exposição excessiva diária (se possível, ajuste a tela de seu dispositivo com um filtro de luz azul);
  • Cuidados com a maquiagem: muitos produtos podem causar alergia ou irritação no olhos;
  • Cuidados nutricionais: evite o excesso de gorduras e carboidratos e insira elementos como ômega 3 e vitamina A na sua dieta.
  • Evite fumar;
  • Faça exercícios físicos regularmente;
  • Faça um “check-up” anual para prevenção, inclusive das doenças oculares;
  • Procure um oftalmologista (recomendações abaixo).

Em caso de acidentes, enxaguar a região dos olhos com soro fisiológico ou água em grande quantidade e repetidamente. Nunca utilize colírio ou outro produto para esta finalidade.

COM QUE FREQUÊNCIA EU DEVO IR AO OFTALMOLOGISTA?

Em geral, não há dúvidas quanto à procura pelo médico oftalmologista quando há algo de errado nos olhos, mas vale destacar que muitas das doenças são assintomáticas quando ainda estão em sua fase inicial. Por isso, não espere, necessariamente, o surgimento de sinais e sintomas oculares para agendar uma consulta oftalmológica. Siga as recomendações abaixo:

 

  • Pré-natal: antes mesmo do nascimento, é possível diagnosticar doenças maternas que oferecem risco à saúde ocular, como a rubéola, toxoplasmose e sífilis;
  • Bebês e crianças: no mínimo, a cada 3 anos;
  • A partir dos 40 anos: anualmente;
  • Necessidades específicas: de acordo com a queixa e ou recomendação médica.

 

 


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

O atendimento clínico-oftalmológico na Atenção Básica à Saúde tem como objetivo a resolução de queixas oculares de baixa complexidade, porém frequentemente o encaminhamento a níveis secundários e terciários da atenção oftalmológica são solicitados devido a sua alta especificidade. Com mais de 50 milhões de consultas anuais no Brasil, a oftalmologia é uma especialidade que encontra ampla atuação em nível público e atende desde queixas simples como “olhos secos” e “vermelhidão”, mas também realiza procedimentos mais complexos como a cirurgia de catarata (procedimento com maior demanda no SUS).

 

Referências

8 de Julho: Dia Mundial da Alergia

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Autores: Pedro Otávio Oliveira Santos e Vitor Yukio Ninomiya

Com o intuito de trazer a público um melhor entendimento sobre uma das mais prevalentes doenças da humanidade, reservou-se o dia 8 de julho para melhor explicar o que seria as tão conhecidas e pouco compreendidas alergias. No Brasil, por exemplo, estima-se que cerca de 30% da população tenha algum tipo de manifestação de alergia. 

Em resumo e para melhor compreensão, a alergia pode ser entendida como uma resposta imunológica (do sistema imune) exagerada após à exposição a alguma substância (em geral, qualquer substância “estranha” que entre em contato com o organismo pode ser potencialmente desencadeador dessa reação). Vale destacar que praticamente toda substância pode ser a causa de uma alergia, pois cada organismo pode apresentar reações imunológicas particulares. Por isso, estar atento ao fatores ambientais* é fundamental para uma melhor investigação de cada caso.

Principais fatores ambientais relacionados à alergia: poeira, pólens, ácaros, alimentos, cosméticos e medicamentos.

Quer entender mais sobre como funcionam as alergias? Acompanhe o post abaixo!


OS TIPOS DE ALERGIA

ENTENDENDO A RESPOSTA ALÉRGICA

Como visto anteriormente, os sinais e sintomas podem variar muito de acordo com a localidade, quantidade e tipo de substância a que o organismo for exposto. Por isso, acompanhe um breve resumo do que acontece no nosso organismo na alergia:

  1. Uma substância alérgena entra em contato com o nosso organismo;
  2. Essa substância gera uma resposta inflamatória exagerada (hipersensibilidade);
  3. A resposta inflamatória gera uma série de reações locais e/ou sistêmicas;
  4. A depender da intensidade dessa resposta inflamatória, observam-se os sinais e sintomas;

RESPOSTA ALÉRGICA GRAVE: ANAFILAXIA

Muitas vezes, acabamos por interpretar como sendo resultado de uma alergia a tudo aquilo que leve à irritação do nosso nariz e frequentemente levando aquele incômodo de nariz “entupido”. Ainda que essa ideia não seja errada, ela é apenas uma pequena parte das possíveis reações que a alergia pode ser percebida. Sendo assim, a alergia pode ser melhor compreendida como uma resposta exagerada que chamamos de “hipersensibilidade”. Essa resposta imunológica aumentada, após o contato com alérgenos (substâncias que podem causar essa reação de hipersensibilidade), a depender da localização em que ocorrer, pode gerar respostas na pele (dermatite), nos olhos (conjuntivite), na região nasal (rinite), nos pulmões (asma) ou em qualquer parte do corpo!

Você sabia? 

Uma pessoa com algum tipo de alergia tem mais chance de desenvolver outras diferentes!

Além da diversidade quanto a localização da alergia, também pode-se observar diferenças quanto a intensidade dessa resposta imunológica. Algumas pessoas, quando expostas a certas substâncias, além de manifestar reações locais, também podem ter essa reação aumentada e então espalhar-se por todo o organismo, levando a um quadro grave de reação alérgica denominado anafilaxia. Em geral, reações mais graves tendem a ocorrer cerca de quinze minutos após a exposição à substância, a depender do local e da quantidade. Quando manifestadas mais tardiamente, cerca de quatro a oito horas após a exposição, tendem a ser menos graves e limitam-se a sintomas mais locais.

Sinais e sintomas mais comuns da anafilaxia:

Vermelhidão, coceira, irritação, inchaço, náuseas, cólicas abdominais, diarreia, desconforto respiratório, palpitações, tonturas, alterações na pressão arterial, desmaios, entre outros.


SERÁ QUE EU TENHO ALGUMA ALERGIA?

Muito embora existam testes laboratoriais e outros métodos mais sofisticados para detectar a alergia, é importante destacar que ela não é e não deve ser indicada rotineiramente como um diagnóstico para esclarecer apenas uma curiosidade. Muito provavelmente você deve conhecer alguém ou até mesmo ter alergia a algum alimento, produto ou medicação e certamente percebeu isso apenas pela reação incomum em seu organismo após essa exposição, não é mesmo? Pois bem, o diagnóstico das alergias é feito, na maioria dos casos, por meio de relatos e observações pelo próprio paciente.

A utilização de testes de sensibilidade, avaliação da função pulmonar, exames de sangue, entre outros, geralmente são reservados aos casos em que há um comprometimento funcional maior na vida do paciente ou até mesmo quando há risco de vida relacionado às alergias.

Você sabia? 

Algumas pessoas podem ter alergia a temperaturas extremas (muito frias ou muito quentes)! 


TRATAMENTO

Em geral, a prevenção é sempre a melhor medida a ser tomada quando o assunto é alergia. Após ter o conhecimento sobre a substância causadora dessa hipersensibilidade, o primeiro passo (e muitas vezes o único necessário) é evitar, sempre que possível, sua exposição. Um bom exemplo desta prática são as pessoas que possuem alergias alimentares (exemplo comum: frutos do mar) para evitar riscos maiores como a já citada anafilaxia! Assim, evitar esse tipo de alimento é sempre a melhor das práticas para essas pessoas.

Contudo, podemos nos perguntar: o que fazer quando a exposição é inevitável? Nesses cenários, existem algumas medicações, que ao serem prescritas pelo profissional da saúde, podem ajudar muitos desses pacientes. Essas medicações, em geral, atuam como um “modulador inflamatório”, ou seja, atuam reduzindo a intensidade da resposta inflamatória e, consequentemente, seus efeitos incômodos ou potencialmente fatais ao paciente.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada da Rede de Atenção à Saúde, sendo responsável por solucionar cerca de 80% das demandas de saúde da população. A APS é o conjunto de ações de saúde que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico e tratamento, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e realizada com equipe multiprofissional. 

Os profissionais da APS estão qualificados para realizar o manejo dos sinais e sintomas de alergia. Nestes casos, os usuários devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e, se necessário, os mesmos serão encaminhados para serviços especializados. 

Tendo isso em mente, não se recomenda a procura por um especialista (alergologista, imunologista) sem antes buscar auxílio na atenção primária à saúde. Assim, você contribui para que o seu problema seja resolvido mais rapidamente e que os demais pontos da rede de atendimento não fiquem congestionados desnecessariamente.

Referências:

1 de Julho: Dia da Vacina BCG

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Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Desenvolvida em 1921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin, a vacina BCG (Bacilo Calmette Guérin) é uma antiga e poderosa ferramenta na prevenção contra as principais formas graves da tuberculose. Embora a tuberculose ainda não seja uma doença erradicada no país, pode-se observar historicamente uma queda importante nos casos graves da doença, principalmente em crianças e recém-nascidos de países que aplicam essa vacina. Além disso, ela não previne somente a tuberculose pulmonar, mas também ajuda a prevenir as outras manifestações da tuberculose, como a dos ossos, rins, meninges (revestimento que protege o cérebro), entre outros, além de contribuir na prevenção da hanseníase!

Quer saber mais sobre a vacina BCG? Acompanhe o post abaixo!


A VACINA BCG

O primeiro uso da vacina ocorreu em 1921, em uma criança recém-nascida cuja mãe era portadora de tuberculose. No Brasil, a vacina BCG começou a ser aplicada em 1927. O Ministério da Saúde tornou obrigatória a aplicação da vacina BCG em 1976. Essa ação de grande mobilização social tem como objetivo combater a tuberculose, doença ainda muito presente mas que ainda pode ser erradicada no país e no mundo.

Você sabia? Ao receber a vacina BCG, há também uma proteção contra a hanseníase!

QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES DA VACINA BCG?

Recomendação: dose única ao nascer, ainda na maternidade.

A aplicação é feita via intradérmica, preferencialmente no braço direito.

 

  • Todas as crianças até 4 (quatro) anos de vida, de preferência nas primeiras 12 horas de vida;
  • Recém-nascidos em contato com indivíduos com tuberculose pulmonar ativa deverão ser vacinados somente após o tratamento da infecção latente da tuberculose ou após quimioprofilaxia (tratamento medicamentoso para reduz risco de desenvolver as formas graves);
  • Contatos intradomiciliares de hanseníase (indicações específicas);
  • Crianças expostas ao HIV (indicações específicas).

QUAIS SÃO AS CONTRAINDICAÇÕES DA VACINA BCG?

  • Pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas;
  • Pessoas com câncer maligno;
  • Pacientes em tratamento com corticoides em doses elevadas;
  • Pacientes com outras terapias imunossupressoras;
  • Gestantes.

QUANDO DEVO ADIAR A VACINAÇÃO COM A BCG?

  • Até 3 meses após o tratamento com imunossupressores e corticoides em doses elevadas;
  • Recém-nascidos com menos de 2.000g (vacinar apenas após atingirem esse peso).

QUAIS SÃO OS EVENTOS ADVERSOS DA VACINA BCG?

  • Esperado: Cicatriz característica, com cerca de 1 centímetro, no local da aplicação
  • Outras: dor, vermelhidão, alterações de sensibilidade, problemas de cicatrização (úlceras, queloide) e abscessos (coleção de pus).

Clique aqui para baixar o Calendário Nacional de Vacinação e mantenha a prevenção em dia!


TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por bactérias do complexo Mycobacterium tuberculosis (ao todo, sete espécies), que pode acometer vários órgãos, sendo a forma pulmonar a mais frequente e relevante.

A transmissão ocorre pela via aérea, a partir de uma pessoa infectada pela tuberculose pulmonar ou laríngea, por meio de aerossóis exalados durante a tosse, fala ou espirro. Porém, quando essas bactérias se depositam em superfícies, dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, reduzem o seu potencial de transmissão. Outras formas de transmissão, como a pele ou via placenta, são raras.

O risco de adoecimento (progressão para a tuberculose ativa) depende, principalmente, da condição do sistema imune de cada indivíduo. Estima-se que apenas 10% das pessoas infectadas acabem adoecendo (5% nos dois primeiros anos que se sucedem a infecção e 5% ao longo da vida). Contudo, a doença pode permanecer silenciosamente no organismo por muitos anos até a ocorrência de sua reativação, por isso a importância de se rastrear a tuberculose em sua fase latente.

Para mais detalhes sobre a tuberculose, clique aqui e confira nosso post no Blog da Saúde.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

A tuberculose é uma doença que merece atenção especial. Mesmo com aplicação gratuita da vacina BCG pelo SUS, vale lembrar que ela não é capaz de fornecer proteção a todos os tipos de tuberculose e deve, portanto, ser uma medida adicional às demais, como: avaliação e tratamento de todos os indivíduos com a doença e também daqueles que tiveram contato com a pessoa infectada. O destaque no controle da doença é a adesão ao tratamento e ao acompanhamento do doente, visto que seu tratamento farmacológico é de longa duração, mas oferece cura.

Vale lembrar que todo o tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é essencial que o paciente esteja comprometido em completar o ciclo de tratamento adequadamente. Os sintomas são conhecidos, o diagnóstico é clássico e o tratamento é muito bem organizado, mas somente com a adesão do paciente é que podemos controlar a doença a ponto de erradicá-la do Brasil e do mundo.

Referências