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Dia da Visibilidade Trans: direitos da população trans e travesti no SUS

O dia 29 de janeiro marca o Dia da Visibilidade Trans, data importante para evidenciar a existência das pessoas travestis e transexuais na sociedade, reconhecendo suas lutas, conquistas e avanços, bem como destacar as políticas públicas vigentes em atenção aos seus direitos.

No Sistema Único de Saúde, a população travesti e transexual faz parte do escopo das políticas de promoção da equidade, uma vez que que esse público está exposto a agravos, estigmas e processos discriminatórios que levam ao comprometimento do acesso à saúde.  

A discriminação social por identidade de gênero é, muitas vezes, causa de isolamento social, taxas mais altas de depressão, ansiedade, tabagismo, abuso de álcool e de outras substâncias, e alto índice de suicídios. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), no primeiro semestre de 2021, 89 pessoas trans foram mortas no Brasil, sendo 80 delas por assassinatos, 9 por suicídios, 33 tentativas de assassinatos e além de 27 violações de direitos humanos.

Nesse sentido, a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, instituída em 2011, é um avanço na garantia do acesso e implementação de políticas públicas para essa população. A Política tem como principal objetivo “promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo”. 

A Carta de Direitos dos Usuários e Usuárias do SUS também reconhece a diversidade de identidades de gênero e garante o respeito ao nome social – nome pelo qual travestis e pessoas transexuais desejam ser chamadas no cotidiano, independente do registro civil. Dessa forma, o nome social de pessoas trans e travestis deve ser respeitado no preenchimento dos prontuários nas salas de espera, nas relações interpessoais nos serviços de saúde e também na impressão do Cartão Nacional do SUS. Essa é uma forma de garantir o acesso aos serviços de saúde sem preconceito e discriminação, auxiliando na promoção da saúde desta população. 

Além do nome social, os campos de identidade de gênero e orientação sexual também estão inseridos no Sistema E-SUS AB, na ficha de cadastro do usuário. Seu preenchimento, respeitando a autodeclaração, é fundamental para dar visibilidade a esta população, gerar dados de saúde, bem como orientar a implantação de ações e políticas de saúde para este público. 

Pensando no fortalecimento e promoção de ações de saúde para a população LGBT no âmbito do SUS em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio do Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT, conduzido pela Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde, e em parceria com a sociedade civil, instituiu a Política Estadual de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Essa política tem a finalidade de promover a saúde integral da população LGBT, combatendo a discriminação e o preconceito institucional, contribuindo para a redução das iniquidades e para a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equânime em Minas Gerais. 

O estado também possui dois Serviços Especializados no Cuidado ao Processo Transexualizador (ou seja, realização de procedimentos que visem a adequação do corpo biológico à identidade de gênero), na modalidade ambulatorial: o Centro de Referência e Assistência integral para a Saúde Transespecifica – CRAIST do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, e o Ambulatório Anyky Lima, do Hospital Eduardo de Menezes – Rede Fhemig, em Belo Horizonte. 

Ambos os serviços objetivam garantir o acesso à saúde especializada, contemplando as especificidades da população travesti e transexual, oferecendo um serviço integral de cuidado, com atendimento seguro e humanizado, acompanhamento clínico multidisciplinar pré e pós-operatório, além de oferecerem acompanhamento para a hormonioterapia. 

Os serviços podem ser contatados através dos seguintes telefones e fluxos: 

  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia: o acolhimento é realizado toda sexta-feira, pela manhã. Não é necessário agendamento. O atendimento é feito por ordem de chegada. Solicitamos que a/o usuária/o chegue entre 7h e 9h30. Contato: (34) 3218-2157.
  • Hospital Eduardo de Menezes – Rede Fhemig: atualmente, o acesso ao serviço é feito através dos atendimentos médicos nos centros de saúde para os/as moradores de Belo Horizonte e pode ser acessado também através do SISREG/BH pelos municípios do interior.

Por fim, a SES-MG destaca, em especial aos trabalhadores da saúde em todos os níveis da atenção que o SUS, enquanto sistema sustentado pelos eixos de integralidade, universalidade e equidade, ser fundamental articular ações com o objetivo de expandir o acesso da população travesti e transsexual, sem nenhuma forma de preconceito e discriminação, combatendo a transfobia e outras formas de violência que podem acometer essa população também no acesso aos serviços de saúde.

Entrevista com Junta Reguladora da Pessoa com Deficiência

Conheça serviços do SUS para a pessoa com deficiência

Por: Leandro Heringer

Os Centros Especializados em Reabilitação (CER) fazem parte da linha de cuidado das pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS), atuando em atividades de avaliação, diagnóstico, fornecimento de órtese, prótese, promovendo meios de locomoção e reabilitação.  Equipes multiprofissionais compostas por médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, entre outros, compõem os serviços.

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Crédito: Leandro Heringer

Seguindo legislação específica para determinação do atendimento à população, há a Junta Reguladora da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Ela foi idealizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e caracteriza-se por ser uma comissão designada pelo gestor municipal da saúde, educação e assistência social, com a finalidade de garantir acesso da pessoa com deficiência aos serviços especializados de reabilitação em nível secundário de assistência.  A Junta é composta por profissionais da reabilitação como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social e enfermeiro.

Nesse contexto, o Centro Especializado em Reabilitação física, intelectual, auditiva e visual Antônio de Oliveira (CER IV Contagem/Apae-BH) de Contagem foi um dos serviços destacados pelo Ministério da Saúde (MS) no Prêmio Viver Sem Limite, em dezembro de 2021.Localizado na Av. José dos Santos Diniz, 880, no bairro Europa, Contagem/MG, o Centro foi habilitado pelo MS, de acordo as normativas da Portaria 793, em abril de 2019 e atende a microrregião de Saúde Contagem, composta por três municípios: Contagem, Ibirité e Sarzedo.

A manutenção do serviço decorre do envio de insumos para ostomizados (pacientes com algum tipo de acesso como sondas de alimentação, bolsa de colostomia e traqueostomia, por exemplo) pela SES-MG e do financiamento por parte do Tesouro Nacional, Programação Pactuada Integrada (PPI) e Prefeitura Municipal de Contagem.

Como parte da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Belo Horizonte, a microrregião de Saúde possui população aproximada de 800 mil habitantes. A entrevista com profissionais da Junta aborda o trabalho do setor, fluxo para atendimento, profissionais do CER IV Contagem/Apae-BH, entre outros temas.

Há recebimento de doações? Se houver, como doar?

Não há recebimento de doações, o serviço é gratuito. 100% SUS, mantido pela Prefeitura Municipal de Contagem, com recurso municipal e federal.

Como é o relacionamento do CER IV Contagem/Apae-BH com a SES-MG, por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Belo Horizonte?

Temos um ótimo relacionamento com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas tanto no nível central quanto junto com a Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte. As equipes do Estado acompanharam efetivamente o planejamento, organização e processo de habilitação do CER IV Contagem/Apae-BH. A SRS-BH propõe, com periodicidade, encontros para discutir novas legislações, verbas de custeio e fortalece a composição da Junta Reguladora da Rede de Cuidados de Contagem, idealizada e habilitada de acordo com as Deliberações 1272, de 24 de outubro de 2012 e 2003, de 09 de dezembro de 2014, da SES-MG.

Como é estruturada a rede de serviços especializados em Reabilitação da microrregião de Contagem?

Atualmente, o município conta com uma rede de serviços especializados em Reabilitação: CER IV Contagem/Apae-BH, CER I Modalidade Física e SERDI, do Plano Viver sem Limites.

O acesso do usuário ocorre de acordo com os protocolos estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde. A demanda é identificada na Atenção Básica, com acolhimento do usuário pela Equipe de Saúde da Família e NASF, que realiza a Guia de Referência e envia para a Junta Reguladora, instalada no Centro de Autorização em Procedimentos em Saúde  (Ceaps).

Na regulação, a Junta Reguladora visualiza toda a demanda da microrregião de Saúde – formada por Contagem, Ibirité e Sarzedo – e estratifica o risco por priorização de atendimentos segundo critérios clínicos e de funcionalidade.

Quais os principais desafios?

Sempre há desafios porque, nesse momento, é necessário manter a equidade, garantindo acesso a quem mais precisa no momento. Para isso fazemos uma análise do que o profissional escreveu na Guia de Referência e entramos em contato para discussão do caso, se preciso. O nosso grande diferencial é que somos uma equipe formada por profissionais da reabilitação, com conhecimento técnico para dialogar com a rede sobre a demanda solicitada.

Como ocorre a regulação das vagas?

A Junta Reguladora monitora as vagas mensais nos serviços especializados em reabilitação e autoriza as agendas de acordo com a priorização e território. Também é considerado o deslocamento do usuário para os atendimentos.

Ao final de cada mês, é feito o controle do atendimento prestado, oferta e demanda dos serviços, a fim de garantir o uso da capacidade operacional.

Colaboramos na atualização do fluxo de acesso com os critérios de inclusão e exclusão para a reabilitação física, intelectual, auditiva e visual junto às referências técnicas do município. Acompanhamos a Programação Pactuada Integrada (PPI) para Órteses Próteses e Meios de Locomoção (OPMs) auditiva e física e a conferência de Autorização de Procedimentos de Alto Custo (Apac). Além disso, fazemos relatórios mensais de assistência e reuniões técnicas com estado e município quando solicitado.

Há uma visão do princípio da integralidade na regulação?

Sim. A Junta Reguladora preza pelale reabilitação de pessoas com deficiência, favorecendo a participação do indivíduo na vida educacional, bem como no mercado de trabalho e na vida civil.

Enfatizamos a necessidade de trabalhar a melhoria da funcionalidade individual e a intervenção do ambiente, identificando os problemas e necessidades da pessoa, com definição de metas, planejamento, implantação de medidas e avaliação de seus efeitos.

Como ser atendido no CER IV Contagem/Apae-BH?

O acesso ocorre de acordo com os protocolos estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Contagem. Os municípios de Ibirité e Sarzedo fazem encaminhamento de suas demandas de reabilitação para a pessoa com deficiência à Junta Reguladora da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, responsável pelo controle de acesso do usuário ao serviço de acordo com a oferta de vagas e pactuação entre municípios.

A demanda é identificada na Atenção Básica, com acolhimento do usuário pela Equipe de Saúde da Família e NASF, que realiza a Guia de Referência e envia para a Junta Reguladora, instalada no Centro de Autorização em Procedimentos em Saúde – CEAPS.

A Junta Reguladora monitora as vagas mensais ofertadas no serviço e autoriza as agendas de acordo a priorização e território.

No final de cada mês é realizado o controle de atendimento prestado, oferta e demanda do serviço, a fim de garantir o uso da capacidade operacional.

O CER IV Contagem/Apae-BH atende em média 1.422  usuários por mês e realiza 4.621 atendimentos multidisciplinares de avaliação, diagnóstico e/ou terapia.

Há outros trabalhos e ações voltados para a pessoa com deficiência em Contagem?

Atualmente o município conta com uma rede de serviços especializados em reabilitação para a pessoa com deficiência: CER IV Contagem/Apae-BH – que atende a pessoa com deficiência física, intelectual, auditiva e visual, CER I – dedicado â pessoa com deficiência física, e SERDI que atende a pessoa com deficiência intelectual, do Plano Viver sem Limites.

Qual o perfil do profissional desse Centro?

A equipe é formada por diversos profissionais como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais.

E o perfil do usuário?

Os usuários assistidos no CER IV Contagem/Apae-BH são pessoas com deficiência física, intelectual, auditiva e visual, munícipes de Contagem, Ibirité e Sarzedo.

Hipoclorito de sódio 2,5%: para que serve e como utilizar

Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Distribuição de hipoclorito é uma das ações do SUS para tratamento doméstico da água

A ingestão de água contaminada pode provocar uma série de doenças. Leptospirose, Hepatite A, Diarreia Aguda e Febre Tifóide são algumas delas, que têm maior incidência durante a temporada de chuvas. Isso porque a ocorrência de enchentes e enxurradas, comuns do período chuvoso, pode comprometer as fontes de água, especialmente para quem a utiliza de reservatórios e poços artesianos. 

Dessa forma, a desinfecção caseira da água para consumo humano é uma estratégia a ser utilizada pelas famílias que não dispõem de tratamento adequado. Em Minas Gerais, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promove a distribuição do hipoclorito de sódio 2,5% a todos os municípios mineiros. Clique aqui e saiba mais.

O hipoclorito de sódio a 2,5% destina-se a famílias que não são abastecidas com água tratada; em casos de paralisação do sistema de abastecimento de água; e em caso de surto com suspeita de veiculação hídrica.  Nesses casos, os municípios devem realizar  a distribuição rotineira do hipoclorito à todas às famílias e também escolas de zona rural sem água tratada.

Crédito: Ministério da Saúde

Crédito: Ministério da Saúde

Orientação para utilização do hipoclorito

O Ministério da Saúde recomenda primeiramente realizar a filtração da água (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e depois realizar a adição de 2 (duas) gotas de hipoclorito para cada 1 (um) litro de água. Na sequência, misturar bem e deixar a água repousar por 30 minutos antes do consumo. A água tratada com hipoclorito de sódio a 2,5% deve ser consumida no mesmo dia, e só deve ser utilizada para desinfetar a água para consumo humano.

Fluxo de distribuição aos municípios

A SES-MG orienta que a solicitação do hipoclorito de sódio a 2,5% seja realizada com antecedência de 30 dias, conforme a demanda de cada município, para evitar o desabastecimento até a entrega. Recomenda-se o seguinte fluxo de comunicação da solicitação: Secretaria Municipal de Saúde > Unidade Regional de Saúde (URS) > Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA). Clique aqui e saiba mais.

Após a solicitação pelas URS, a CVSA autorizará a liberação junto à Diretoria de Medicamentos Estratégicos (DME), e a entrega será realizada através da equipe responsável pelo almoxarifado central da SES-MG na unidade regional solicitante. A previsão da entrega do insumo é de até 30 dias após a data da autorização da DME.

Anteriormente ao período chuvoso e período seco, a SES-MG verifica junto às Regionais a necessidade de envio adicional do insumo.

Fique ligado(a)!

Famílias não abastecidas com água tratada, ou que estejam temporariamente sem acesso à água tratada – seja em virtude de paralisação do serviço de abastecimento, ou por motivo de desastres de origem natural ou de atividades humanas – poderão solicitar o insumo diretamente na Secretaria de Saúde do seu município.

Atenção, gestor e profissional da saúde!

A SES-MG não determina modelo de fluxo de distribuição no âmbito do municipal, em virtude da descentralização das ações de Programa VIGIÁGUA, além do fato de que cada município tem seus processos de trabalho próprios. No entanto, recomenda a entrega de 2 (dois) frascos de hipoclorito para cada família por mês; ou em caso de instituições, 1 frasco para cada 4 pessoas. Caso seja uma localidade de difícil acesso, pode se realizar a entrega de 2 em 2 meses, considerando a validade do insumo.

A entrega do hipoclorito deve ser precedida pela orientação sobre o modo e os benefícios da utilização, além dos riscos relacionados ao consumo de água fora dos padrões de potabilidade. Para melhor alcance de resultados, sugerimos a realização de uma palestra (sem aglomerações) à população, por localidades trabalhadas. Sugere-se ainda a parceria com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na entrega do hipoclorito mensalmente, já que eles possuem rotina de visitas mensais às residências familiares.

Doenças do períodos de chuva: saiba os cuidados para evitá-las

por Gustavo Souza

Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Períodos de chuva intensa, em que ocorrem enchentes, enxurradas, alagamentos e outros eventos adversos, exigem atenção com doenças transmitidas pela água e alimentos contaminados. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta a população para os cuidados necessários à proteção da saúde e vida das pessoas em períodos de chuva.

ÁGUA E ALIMENTOS CONTAMINADOS

Os cuidados gerais com a água e os alimentos consumidos, bem como a higiene pessoal e do ambiente devem ser redobrados; além do destino das fezes e do lixo, sobretudo em casos de enchentes e alagamentos. O alerta vale especialmente para quem utiliza água de reservatórios e poços artesianos.

As orientações são:

  • Consuma somente água filtrada e fervida. Essa atitude simples evita doenças infecciosas gastrointestinais (diarreias), que podem causar desidratação grave, especialmente em crianças;
  • Mantenha os alimentos devidamente acondicionados em latas ou recipientes fechados, fora do alcance de roedores, insetos e outros animais;
  • Legumes, verduras, frutas, carnes, ovos, grãos, cereais, etc que tiveram contato com a água de enchentes devem ser inutilizados, pois se contaminam facilmente.
  • Lave frequentemente as mãos com água tratada antes de manipular alimentos e de se alimentar.

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Doenças relacionadas à ingestão de água e/ou alimentos contaminados:

Hepatite A

Transmitida por meio de alimentos mal lavados, a hepatite A também pode surgir com a ingestão acidental de água das chuvas contaminada. Durante o período chuvoso, a incidência da doença pode ser maior, uma vez que as enchentes podem levar água de esgoto aos rios, lagos, mares e piscinas, ampliando as chances de contaminação.

Os sintomas envolvem dores abdominais, febre, pele e olhos amarelados, além de urina escura. Para se prevenir, evite tomar água sem procedência conhecida; lave as mãos periodicamente, principalmente antes e após usar o banheiro e ao manipular alimentos; utilize cloro ou água sanitária para limpeza de objetos, bancadas, lavagem de alimentos, utensílios de cozinha e objetos pessoais. Além disso, evite compartilhar copos, talheres, e outros materiais de uso individual.

Diarreia aguda

A doença diarreica aguda é caracterizada por três ou mais evacuações, amolecidas ou aquosas, no período de 24 horas, com duração de até 14 dias. São causadas por bactérias, vírus, parasitas e toxinas, que podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, ou através da ingestão de água e alimentos contaminados.

Para evitar as doenças diarreicas é preciso alguns cuidados, como a filtragem e desinfecção da água, lavagem adequada dos alimentos, e cuidado no preparo e na conservação para evitar a contaminação. É recomendado ainda fazer uma boa higiene das mãos, lavando-as com frequência com água e sabão.

Esteja atento aos sintomas de diarreia, especialmente nas crianças, e procure orientação médica para evitar complicações. Se não tratadas adequadamente, as doenças diarreicas podem evoluir para desidratação grave.

Febre Tifoide

Transmitida pela bactéria Salmonella enterica, provoca febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarreia e tosse seca. É transmitida pela ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes humanas ou com urina contendo a bactéria.

O saneamento básico, o preparo adequado dos alimentos e a higiene pessoal são as principais medidas de prevenção. A orientação é consumir apenas água tratada e selecionar alimentos frescos com boa aparência. Antes do consumo os alimentos devem ser lavados e desinfetados. Não utilize alimentos depois da data de vencimento e lave as mãos regularmente, sobretudo antes e durante a preparação dos alimentos; ao manusear objetos sujos; depois de tocar em animais e depois de ir ao banheiro ou após a troca de fraldas.

CONTATOS COM ÁGUA DE ENCHES E LAMA

Crédito: Freepik

Crédito: Freepik

Se a enchente inundar as residências, será necessário lavar e desinfetar o chão, paredes, objetos e roupas atingidas, após as águas baixarem. Para isso, use sacos plásticos duplos nas mãos e pés, ou luvas e botas, evitando o contato da pele com a água e lama das enchentes. Com a ocorrência de algum sintoma de enfermidade, procure uma unidade de saúde e relate ao profissional o contato com águas de enchente ou lama.

Doenças relacionadas ao contato com águas de enchente ou lama:

Leptospirose

Durante as enchentes, a urina de roedores, presente nos esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama pode se infectar. Os sintomas clássicos da doença são febre, calafrios, dor muscular generalizada, dor de cabeça e dor ao redor dos olhos, podendo ser acompanhados de outras complicações.

Para se prevenir, evite sempre que possível exposição às águas e lama de enchentes, ou faça uso de luvas e botas; conserve adequadamente água e alimentos e faça o armazenamento e destinação adequados do lixo.

Micoses

As micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas, o couro cabeludo, e que, em casos raros, podem acometer órgãos internos. São transmitidas pelo contato com o solo contaminado pelos fungos, por animais e pessoas com a doença. No período chuvoso, em decorrência do clima úmido, as pessoas tendem a ficar com os pés e as roupas molhadas. Assim, são frequentes as micoses em áreas de dobras de pele, como as axilas e virilhas, e nos pés, as chamadas “frieiras”, devido ao calor e maior umidade nestes locais.

As micoses podem ser assintomáticas, mas algumas vezes apresentam coceira leve ou intensa. As lesões na pele podem se apresentar como manchas com descamação, podendo ocorrer ainda queda do cabelo e alterações de coloração e espessamento das unhas.

Para se prevenir, evite ficar com roupas molhadas, quentes ou justas por muito tempo. Dê preferência para roupas de algodão e não use peças e/ou objetos de outras pessoas. Outras recomendações são: não ande descalço, use luvas e botas em contato com a água de chuva ou lama, e deixe os calçados expostos à luz solar e “arejando” por um a dois dias após o uso.

Período de chuvas intensas em MG: saiba como se proteger!

Marco Evangelista | Imprensa MG

Marco Evangelista | Imprensa MG

As chuvas intensas que têm atingido diversas regiões de Minas Gerais preocupam quanto às consequências para a saúde pública no estado. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) faz um alerta à população para os cuidados necessários à proteção da saúde e da vida na ocorrência de chuvas prolongadas, enchentes e enxurradas, deslizamento, descarga atmosférica, dentre outros eventos adversos.

Em caso de chuva forte, fique atento(a):

. Evite ruas e avenidas sujeitas a alagamentos, mudando seu trajeto para locais mais seguros;
. Se estiver dirigindo, não tente atravessar vias com água acima da metade da roda (observe outros carros);
. Procure abrigo em local seguro, alto e seco, ou no ponto de refúgio de seu bairro;

. Não fique em campo aberto, nem próximo a árvores ou postes;
. Em casa, desligue os aparelhos elétricos das tomadas e evite o uso do chuveiro elétrico
· Não tente desligar ou religar energia da rede elétrica por conta própria.

Evite acidentes com água e energia elétrica:

Demetrio Aguiar | Cemig

Demetrio Aguiar | Cemig

Durante o período chuvoso, também é necessário que os cuidados com a rede elétrica sejam redobrados para evitar acidentes, choques ou perdas de equipamentos:
. Evite o uso do chuveiro elétrico;
· Não encoste em postes ou estruturas elétricas para se proteger das inundações;
· Nunca toque em aparelhos elétricos com as mãos ou os pés úmidos;
· Não tente desligar ou religar energia da rede elétrica da Cemig por conta própria;
. Evite a permanência em lajes altas ou locais descampados, de maior incidência para descargas atmosféricas;
. Jamais se abrigue embaixo de árvores;
· Caso haja necessidade de utilizar o telefone durante tempestades, a melhor opção é o aparelho sem fio ou o celular, desde que não esteja conectado à tomada;
. Evite locais sujeitos a alagamento.

Saiba o que fazer caso esteja dirigindo:

Vias alagadas são comuns em todo o país em épocas de chuvas. Atenção redobrada e prudência são atitudes chave para garantir a segurança nessas condições. As principais orientações para o motorista nessas situações são:

. Evite ruas e avenidas sujeitas a alagamentos, mudando seu trajeto para locais mais seguros;
. Caso já se encontre em áreas alagadas, reduza a velocidade e mantenha uma rotação maior e constante do motor;
. Observe outros carros, não tente atravessar com água acima da metade da roda.

Compartilhe com a sua rede!

Ajude-nos no compartilhamento de informações oficiais e confiáveis junto à sua comunidade, família, amigos e colegas de trabalho sobre os cuidados de prevenção aos riscos provocados pelas chuvas intensas:

Saiba mais

A população também pode encontrar orientações para problemas comuns em regiões atingidas no hotsite saude.mg.gov.br/alertachuva, em que há recomendações para fazer limpeza de caixas d’água e de residências inundadas, assim como a identificação de sintomas de doenças provocadas pelo comprometimento das redes pluviais e contato com água contaminada, além dos cuidados para evitar a presença de animais peçonhentos, que buscam refúgio em locais secos, muitas vezes dentro das casas.

Ações da SES-MG

A SES-MG tem promovido uma série de ações de resposta para o período chuvoso. Seja pelo crescimento de casos de doenças transmitidas pela presença de agentes infecciosos na água, seja pela perda de medicamentos ou inundação de estruturas, os 853 municípios mineiros podem notificar a SES-MG por meio de formulário on-line, para que o governo possa atuar via Unidades Regionais de Saúde (URS) e identificar possíveis riscos à saúde humana, como a necessidade de transferência de pacientes acamados, unidades de saúde comprometidas, casos ou surtos de determinada doenças, a perda de medicamentos, dentre outros.

Crédito: Isabela Carrari

Crédito: Isabela Carrari

A SES-MG também vai aumentar a testagem de COVID-19 nos municípios afetados pelas fortes chuvas a fim de evitar surto da doença e também de Influenza entre os desabrigados. Desde o dia 12 de janeiro, a SES-MG iniciou a distribuição de um total de 1.081.690 testes rápidos para detecção de antígeno COVID-19, sendo 966.245 destinados aos municípios de Minas Gerais e 115.445 para a população quilombola do Estado.