Author Archives: Ana Rita Fernandes

Saiba por que o recomendado é o álcool 70%

Por Ana Rita Fernandes

Para a prevenção do contágio com o Coronavirus, as autoridades nacionais e internacionais de Saúde, como a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o Conselho Federal de Química (CFQ), o Ministério da Saúde do Brasil (MS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que, o álcool 70% é o recomendado para desinfetar as mãos, embora a lavagem com água e sabão, quando oportuno, é o mais indicado.

Isso tem comprovação científica por meio de estudos e pesquisas realizadas ao longo de décadas, desde o início do século XX.

O álcool é um microbicida com características anti-séptica e desinfetante. Porém, sua atividade antimicrobiana está condicionada à sua concentração em peso ou em volume, em relação à água.

Na concentração de 70%, o produto tem a quantidade exata de água para facilitar a entrada do álcool no interior do microorganismo, seja bactéria, fungo ou vírus, como o Coronavirus. Isso porque a água, além de impedir a desidratação da parede celular externa do microorganismo, retarda a evaporação do álcool permitindo maior tempo de contato para que haja a penetração do álcool no interior do microorganismo, resultando na sua destruição.

A fórmula em gel tem duas características que a qualificam como mais indicadas para a higienização das mãos. A primeira é pela segurança, no caso de um acidente, por não espalhar rápido como o líquido, evitando assim o risco de incêndio. A segunda é por ter um item hidratante na sua composição, ajudando a prevenir o ressecamento da pele.

Os alcoóis com concentração superior a 70%, sem a água ou com água em baixas proporções, desidratam o microrganismo sem matá-lo. É o caso, por exemplo, dos concentrados em 99,6% (absoluto) ou o 92,8%, utilizado como composição em fórmulas cosméticas ou solvente de outros produtos. São ineficazes no combate ao Coronavirus porque evaporam com extrema rapidez.

A mesma ineficácia se diz sobre o álcool de posto, o etanol combustível, que tem concentração acima de 90%. Além do que já foi descrito acima, esse álcool pode ter a presença de outras substâncias, como metanol e hidrocarbonetos, bastante tóxicos, podendo causar irritação na pele e olhos, e até outras consequências mais graves, como a cegueira.

Por sua vez, os alcoóis com concentração inferior a 70% também são ineficazes porque não têm poder de eliminar microorganismos, como o Coronavirus. Servem apenas para limpeza em geral, eliminando a sujidade como pó e poeira.

SES alerta: Álcool com 70% de concentração é eficaz contra vírus e bactérias!

Por Ana Rita Fernandes

Um vídeo com informações falsas sobre higiene das mãos para prevenção do Coronavírus está circulando pelas redes sociais, disseminando mentiras e teses infundadas.

Ao contrário do que traz a gravação acima mencionada, o vinagre NÃO é eficaz contra bactérias, nem contra o Coronavírus ou qualquer outro vírus e não deve substituir o álcool gel 70% – é o que afirma o Ministério da Saúde (MS) e também o Conselho Federal de Química (CFQ), que menciona uma orientação provisória da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicada em 27/02/2020, sobre o uso do álcool para desinfecção das mãos.

O vinagre tem, em sua composição, o ácido acético, que é o mesmo ácido utilizado para esterilização de instrumentos. Porém, a propriedade não funciona na pele, nem tem capacidade de afetar vírus e bactérias, tendo propriedades apenas desinfetantes.

Já o álcool, seja em gel ou líquido, tem ação germicida e capacidade para desestabilizar os vírus e as bactérias. Para essa finalidade, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.

Portanto, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, SES-MG, vem novamente a público alertar que, para esclarecer qualquer dúvida sobre o Coronavírus, é fundamental se informar somente por meio de sites e redes sociais oficiais.

Nosso compromisso é a Saúde!

Crédito: Deise Meireles

Crédito: Deise Meireles

Coronavírus: SES está preparada caso haja um aumento do número de notificações da doença em MG

Por Ana Rita Fernandes

Em coletiva à imprensa na quarta-feira, 27/02, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, anunciou que, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) se encontra, permanentemente, vigilante para o enfrentamento ao novo coronavírus, em alinhamento com as práticas adotadas pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O secretário anunciou que, até a presente data, o estado tem cinco casos suspeitos, porém, que a tendência é de aumentar muito os números, uma vez que a transmissão da doença não está restrita à China, pois já alcançou países europeus com os quais o Brasil tem grande fluxo de passageiros, principalmente, França, Itália e Alemanha. “Até meados de janeiro, tínhamos poucos voos vindos da China. Agora, a possibilidade de contágio já não é mais pontual”, disse.

O corpo técnico da SES tem tomado todas as medidas para atender aos pilares para o enfrentamento ao coronavírus – monitoramento, prevenção e assistência, e elaborou, em fevereiro, o Plano de Contingência para Emergência em Saúde Pública COVID-19, com estratégias similares às adotadas no episódio da gripe A H1N1, além de outras permanentes de Vigilância à Saúde, abrangendo todos os municípios do estado.

A SES alerta toda a população de Minas Gerais para que pratique as regras básicas de higiene pessoal e coletiva, como, entre outras, lavar constantemente as mãos e usar a ética de direcionar para o cotovelo dobrado a tosse ou espirro.

Também é muito importante que as pessoas saibam como proceder no caso de qualquer sintoma suspeito: se dirigir a uma UBS mais próxima para iniciar todos os procedimentos compatíveis com o quadro.

Outro fator fundamental para maior segurança e tranquilidade de todos é manter-se bem informado, obtendo esclarecimentos e atualizações utilizando fontes, como sites e redes sociais, somente os oficiais de Saúde, tanto do Ministério da Saúde como da Secretaria Estadual de Saúde de MG.

Uma nova ferramenta para combater as fake news sobre o coronavírus foi lançada pelo MS, chamada “Saúde sem Fake News”, por meio de contato por watsapp, pelo número: (061)99289-4640.

www.saude.mg.gov.br/coronavirus

http://blog.saude.mg.gov.br/

https://www.saude.gov.br/fakenews

http://blog.saude.mg.gov.br/2020/02/28/coronavirus-2019-ncov-informacoes-para-pesquisadores/

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Facebook da SES – SaúdeMG

Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação G1

Crédito: Divulgação G1

#Estaçãochuvosa: a febre tifoide é mais uma entre as doenças que têm o número de casos ampliados nesse período

Por Ana Rita Fernandes

Causada pela bactéria Salmonella enterica sorotipo Typhi, a Febre Tifoide é uma doença infectocontagiosa e está diretamente relacionada com condições precárias de higiene pessoal, saneamento básico e ambiental.

Uma das formas de transmissão da enfermidade é o contato direto com as mãos do doente ou portador da Febre Tifoide.

Outra maneira é pelo consumo de água e alimentos contaminados pela presença da bactéria eliminada nas fezes e urina humanas dos portadores da doença ativa ou dos portadores assintomáticos. O indivíduo infectado elimina a bactéria nas fezes e na urina, independentemente de apresentar os sintomas da doença.

Por isso, lama e água, provenientes de enxurradas, alagamentos e enchentes, podem estar contaminadas, uma vez que são condutoras de diversos tipos de agentes infecciosos, entre eles, a Salmonella Typhi.

A contaminação de alimentos geralmente acontece pela manipulação por portadores que, muitas vezes, por apresentarem sintomas discretos, não são afastados das atividades de preparo dos alimentos. Legumes irrigados com água contaminada, frutos do mar (crustáceos e moluscos) retirados de água poluída e consumidos mal cozidos ou crus, leite e derivados não pasteurizados, produtos congelados e enlatados também podem veicular salmonelas.

Sintomas

Os sintomas variam de discretos a graves e, geralmente, iniciam entre 6 a 30 dias após exposição à bactéria.

Os principais são:

  • febre alta;
  • dores de cabeça;
  • mal-estar geral;
  • falta de apetite;
  • retardamento do ritmo cardíaco;
  • aumento do volume do baço;
  • manchas rosadas no tronco;
  • prisão de ventre ou diarreia;
  • tosse seca.

É fundamental procurar assistência médica, assim que surgir qualquer indício da doença, para diagnóstico e início do tratamento. A Febre Tifoide pode matar.

Quando agravada, a principal complicação da Febre Tifoide é a hemorragia intestinal que pode levar, inclusive, à perfuração intestinal e todos os órgãos correm o risco de serem prejudicados, sujeitos à bacteremia.

Prevenção

A Salmonella pode ser prevenida com a adoção de medidas de controle em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção agrícola até o processamento, fabricação e preparação de alimentos, tanto em estabelecimentos comerciais quanto nas residências.

O contato entre bebês ou crianças pequenas com animais de estimação que podem estar transportando Salmonella (como gatos, cães e tartarugas) precisa de supervisão cuidadosa.

Algumas condutas simples podem evitar a contaminação, que incluem:

Lavar as mãos, antes, durante e depois de manipular ou consumir alimentos e, principalmente, após usar o banheiro;

Lavar bem os alimentos antes de consumir, especialmente frutas e verduras;

Não consumir alimentos crus, mal cozidos, ou conservados à temperatura ambiente nem os oferecidos por ambulantes em locais considerados de risco para a febre tifoide;

Evitar consumir alimentos em lanchonetes e restaurantes que apresentem condições precárias de higiene e conservação;

Beber somente água fervida ou engarrafada com gás e exigir que as garrafas sejam abertas na sua presença, quando suspeitar que as condições sanitárias e de higiene são precárias;

Informar-se sobre medidas de proteção que devem ser tomadas antes de viajar para lugares considerados de risco para a infecção pela Salmonella, inclusive sobre a necessidade de vacinar-se.

Mantenha-se atualizado sobre as doenças mais comuns da estação chuvosa lendo outros textos no blog da Saúde Estadual pelo endereço:

http://blog.saude.mg.gov.br/

Desinfecção por Infusão em solução com hipoclorito de sódio Crédito: Divulgação researchgate

Desinfecção por Infusão em solução com hipoclorito de sódio
Crédito: Divulgação researchgate

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#Estaçãochuvosa: casos de micose aumentam em condições de umidade

Por Ana Rita Fernandes

O alerta que a SES-MG tem feito no período das chuvas é para o cuidado e a prevenção de diversas doenças, devido às chances ampliadas de contágio com agentes infecciosos, em consequência do volume dilatado de lama e águas de enchentes e enxurradas, veículos condutores desses agentes contaminantes.

Uma dessas doenças que tem o número de casos aumentado nessa época é a micose, infecção da pele causada pelo crescimento excessivo de fungos que normalmente se proliferam em ambientes com muita umidade e calor.

Quando se usa um sapato com meia durante a chuva, por exemplo, e eles ficam molhados por um tempo prolongado, há uma grande possibilidade que o fungo consiga se desenvolver.

Os fungos existem na natureza e são encontrados em todos os ambientes. Não nos causam reação patológica porque, apesar de permanentemente estarem em contato com a nossa pele, vivem na camada formada por células mortas e nosso organismo entra em equilíbrio com eles.

Porém, fatores como o sistema imunológico enfraquecido, hábitos de higiene inadequados, consumo excessivo de açúcar ou alergias podem ser um gatilho para a instalação de uma micose, aliados à umidade que deixa a pele mais fina e mais frágil, facilitando a penetração do fungo e formando as condições ideais para seu desenvolvimento.

A infecção fúngica pode não ficar restrita aos dedos dos pés, unhas, virilhas e couro cabeludo, mas espalhar-se pelo corpo todo, por auto inoculação que é quando a pessoa coça o local onde está instalada a micose e leva o fungo para outras áreas do corpo.

Tipos:

Candidíase: transmitida pelo fungo Cândida albicans. A candidíase pode ocorrer na região oral, vaginal, peniana e intestinal.

Impinge: Pode se desenvolver em qualquer região do corpo, sendo identificada por causar feridas avermelhadas e com uma leve descamação na borda da lesão. Também conhecida como tinea corporis, tinha corporis e dermatofitose, a impinge é comumente confundida com alergias e outras patologias, como psoríase e seborreia.

Tinha: caracterizada por manchas vermelhas, de superfície escamosa, borda bem nítida e que coçam. As tinhas aparecem em qualquer lugar do corpo, sendo mais comum as dos pés, como “pé-de-atleta” ou “frieira”. Nas crianças, é comum que apareçam no couro cabeludo, formando uma placa com crostas, com coceira intensa, parecendo que o cabelo foi cortado naquela região. A tinha do couro cabeludo pode passar de uma criança para outra.

Pitiríase versicolor: também conhecida como pano branco, é caracterizada por manchas pequenas como confete. Podem estar agrupadas ou isoladas, e normalmente aparecem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Sua superfície tem uma descamação fina, com a tonalidade variando entre o branco, rosado ou castanho, e pode coçar. A pitiríase versicolor é mais comum em adolescentes e jovens, sendo que pessoas de pele oleosa estão mais suscetíveis a apresentar este tipo de micose.

Onicomicose: micose que se instala nas unhas, tanto dos pés quanto das mãos. Com a doença, a unha fica mais grossa e descolada da pele, além de poder apresentar mudanças na forma e coloração.

Como prevenir

Os hábitos adequados de higiene são fundamentais para a prevenção das micoses.

  • Usar somente o próprio material ao ir à manicure, incluindo alicate, palito e cortador de unha;
  • Evitar o contato prolongado com água e sabão, para que a pele não resseque e venha trincar, facilitando a penetração de fungos. Após o banho, secar muito bem as axilas, virilhas e entre os dedos dos pés;
  • Não andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas e lava-pés de piscinas;
  • Evitar ficar com roupas molhadas por muito tempo;
  • Não compartilhar toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés;
  • Evitar o uso de calçados fechados por longos períodos. Deixar expostos à luz solar para arejar. Dar preferência aos mais largos e ventilados.
  • Evitar roupas muito quentes e justas e aquelas feitas de tecidos sintéticos, pois não absorvem o suor, prejudicando a transpiração da pele.

Diagnóstico

Somente um médico poderá diagnosticar e prescrever o tratamento adequado para cada tipo de micose, geralmente determinado pela sua aparência e histórico clínico. Em casos específicos, são raspadas partes da unha ou pele para uma análise microscópica.

Para a cura completa da doença, é fundamental que o paciente siga as orientações médicas e realize completamente a terapia com medicamentos, observando o período indicado e não interrompendo a ingestão dos remédios para evitar a reinfecção com fungos mais resistentes.

 

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#Estaçãochuvosa: Hepatite A também pode ser transmitida por águas de enchentes

Por Ana Rita Fernandes

Conhecida também como “hepatite infecciosa”, a Hepatite A é uma doença contagiosa hepática, com transmissão por contato de uma pessoa infectada para outra saudável, bem como através de alimentos ou da água contaminada.

Causada pelo vírus denominado HAV, a enfermidade é facilmente disseminada, uma vez que o agente infeccioso pode sobreviver por até quatro horas na pele das mãos e dos dedos. No período chuvoso, aumenta ainda mais a possibilidade de propagação através das águas de enchentes e enxurradas que podem ser condutoras do vírus, extremamente resistente à degradação provocada por mudanças ambientais, e pode, inclusive, resistir durante anos a temperaturas de até 20ºC negativos.

Sintomas

Geralmente assintomática, quando a doença apresenta sintomas, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.  Por vezes tão leves que podem parecer uma virose qualquer, sem que o paciente perceba que teve hepatite A.

Os mais frequentes são:

  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Cansaço;
  • Dor muscular;
  • Náusea e vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Febre;
  • Tontura;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Urina escura;
  • Fezes claras.

Prevenção

A disseminação da moléstia está relacionada com a infraestrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene.

A melhor forma de evitar a doença é a adesão ao calendário vacinal do SUS que, desde 2014, passou a oferecer a vacina contra a Hepatite A para crianças na faixa etária de um até dois anos incompletos, além da melhoria das condições sanitárias e de higiene, como, por exemplo:

  • Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de local onde haja esgoto a céu aberto;
  • Lavar as mãos após ir ao banheiro ou trocar fraldas, e antes de comer ou preparar alimentos;
  • Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
  • Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que serão consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos – ostras e mariscos, especialmente os moluscos que filtram grande volume de água, retém os vírus, caso essa água esteja contaminada;
  • Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
  • Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimenta o poço. Observar, por medida de segurança, uma distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca, e de 45 metros para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros;
  • Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
  • No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.

Para tratar e tornar a água potável para o consumo, ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio por litro de água, deixando o recipiente tampado por, pelo menos, 30 minutos antes de consumir. Pode ser usada a água sanitária a 2,5% (sem alvejante), na mesma proporção.

Diagnóstico

O adoecimento é diagnosticado por observação dos sintomas e detecção de anticorpos contra o vírus HAV no sangue. A doença é totalmente curável quando o paciente segue corretamente o tratamento médico que inclui descanso e hidratação. É considerada uma enfermidade de curso benigno, mas potencialmente grave, pois, apesar de raras, em menos de 1% dos casos, podem surgir complicações como a hepatite fulminante nas primeiras seis a oito semanas da infecção. São poucos os casos de pacientes com mais de 50 anos que sobrevivem a essa forma da doença.

Crédito: Divulgação Saúde RJ

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#Estaçãochuvosa: Aumenta o risco de Leptospirose

Por Ana Rita Fernandes

Doença infecciosa humana, a Leptospirose é causada pela exposição do indivíduo, direta ou indireta, à urina de animais infectados pela bactéria de nome Leptospira, por meio do contato com água, solo ou alimentos contaminados. É considerada aguda e grave porque a Leptospira afeta todos os órgãos e sistemas do corpo humano e inflama todos os vasos sanguíneos do doente.

Na ocasião das chuvas, o risco de contaminação é mais elevado com a ocorrência de enchentes e enxurradas. Qualquer pessoa pode ser infectada; não só por meio de arranhões ou ferimentos, mas também através da pele íntegra, quando imersa por períodos mais longos em água ou lama contaminada. O contato com esgotos, lagoas, rios e terrenos baldios também pode ocasionar a infecção.

Sintomas

A doença pode ser assintomática.

Quando se instalam, os principais sintomas são:

  • Febre alta repentina;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça, cansaço, mal-estar e apatia;
  • Dor muscular pelo corpo, principalmente nas panturrilhas e tórax;
  • Vômitos, diarreia e tosse também podem ocorrer.

Geralmente, a leptospirose costuma regredir em três ou quatro dias com medicação e outros cuidados médicos.

Contudo, pode ser uma melhora momentânea, necessitando atenção redobrada pela possibilidade de agravar-se e evoluir para um quadro de desidratação, icterícia (pigmentação amarela ou verde da pele e da parte branca do olho) – considerada um sinal característico, aparecendo entre o 3º e o 7º dia da doença – hemorragias, complicações renais, coma, exantemas (manchas vermelhas no corpo), miocardite, pancreatite, meningite e até mesmo óbito.

Prevenção

Algumas medidas podem evitar o acometimento pela Leptospirose.

  • Lavar as mãos com regularidade e ensinar às crianças a fazerem o mesmo;
  • Impedir as crianças de nadar ou brincar em enxurradas ou lama de enchentes;
  • Lavar muito bem as frutas e verduras, principalmente, as que forem consumidas cruas;
  • Lavar com detergente as embalagens com alimentos, principalmente latas, vidros e garrafas pets, antes de usar ou armazenar em geladeira ou dispensa. Embalagens de alimentos requerem muito cuidado;
  • Pessoas que fazem limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha;
  • Em caso de ser surpreendido por chuvas e atingido por enxurradas ou enchentes, retirar as roupas e sapatos contaminados e se lavar o mais rápido possível.
  • Controle de roedores:
  • Armazenamento apropriado de alimentos;
  • Acondicionamento e destino adequado do lixo;
  • Desinfecção e vedação de caixas d´água;
  • Vedação de frestas e aberturas em portas e paredes;

A população residente em locais com déficit de infraestrutura e saneamento básico é considerada de maior risco à contaminação pela bactéria. Portanto, deve ficar atenta às orientações e buscar segui-las, utilizando métodos simples de desinfecção para prevenção da doença.

A água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) mata as Leptospiras. Para desinfetar reservatórios de água deve ser usada uma mistura na proporção de um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório.

Para limpeza e desinfecção de locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada, a orientação é diluir 2 xícaras de chá (400ml) de água sanitária para um balde de 20 litros de água, deixando agir por, no mínimo, 15 minutos.

Crédito: Freepik

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#SíndromedoViajante: é a trombose que pode ser evitada com pequenos cuidados

Por Ana Rita Fernandes

A trombose venosa é a formação de um coágulo sanguíneo, em uma ou mais veias localizadas na parte inferior do corpo, com maior ocorrência nas pernas.

É preciso salientar que a condição do viajante, mantendo-se sentado com as pernas paralisadas por muitas horas, em um avião, trem, carro ou ônibus, aumenta muito o risco de ser acometido pela doença, também conhecida como Síndrome do Viajante.

Apesar de muitas vezes ocorrer de forma assintomática, inchaço, dor, sensação de peso, calor, tonalidade azulada da pele ou vermelhidão, especialmente se forem em apenas uma das pernas, além da rigidez da musculatura na região em que se formou o coágulo, podem ser sinais de trombose venosa.

Pequenos cuidados tomados antes e durante a viagem podem evitar a Síndrome do Viajante que deve ser abordada com cautela, pois há risco de agravar o acometimento. Uma das complicações mais temidas é a embolia pulmonar e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), podendo levar à morte.

Entre eles:

Adotar uma alimentação balanceada e saudável

Praticar exercícios físicos regularmente

Evitar o aumento do peso corporal

Evitar o consumo de álcool e tabagismo

Usar meias elásticas, principalmente se tiver predisposição à trombose, observando a orientação médica

Manter a hidratação e atender de imediato a necessidade de urinar

Mexer os pés enquanto estiver sentado

Usar roupas mais largas e sapatos confortáveis durante a viagem para não causar compressão

Sempre que possível, parar a viagem e se movimentar

Thrombophlebitis in human leg. Painful inflamation of the leg veins. Medical issue

Crédito: Divulgação site Drauzio Varella

 

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#DicasparaoVerão: Insolação

Por Ana Rita Fernandes

No verão, especialmente nos períodos das comemorações de final de ano e férias escolares, quando muitas pessoas se dirigem aos clubes e praias, costuma aumentar muito os casos de insolação. É uma condição comum causada, principalmente, pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso, muitas vezes agregada à falta de hidratação. Também o uso excessivo de roupas e até mesmo a prática de exercícios extenuantes podem levar à insolação. Apesar de associada ao clima quente e seco, da mesma forma pode ocorrer em ambientes úmidos.

Acontece quando a temperatura do corpo ultrapassa os 39ºC e a pessoa perde muita água, sais e nutrientes importantes para manutenção do equilíbrio do organismo, porque o corpo não consegue se resfriar adequadamente.

Os principais sintomas iniciais de insolação são:

  1. Pele muito avermelhada, quente e seca
  2. Dor de cabeça
  3. Aumento dos batimentos cardíacos
  4. Confusão mental
  5. Distúrbios visuais

Dependendo do tempo de exposição ao sol, os sintomas podem ser mais graves e podem incluir, entre outras coisas:

  1. Temperatura corporal elevada, igual ou superior a 39ºC
  2. Respiração acelerada
  3. Sede, boca seca e olhos secos e sem brilho
  4. Náuseas, vômitos e diarreia
  5. Palidez
  6. Extremidades arroxeadas
  7. Fraqueza muscular
  8. Coma e até morte

Existem fatores, hábitos, situações e determinados públicos que podem aumentar os riscos de insolação e necessitam de um cuidado bem maior por serem mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas como câncer, diabetes e hipertensão. Também aquelas com gastroenterite, com imunidade baixa, como transplantados e portadores de HIV/Aids e ainda os que ingeriram muito álcool e as que fazem uso de medicamentos para pressão alta, diuréticos, antidepressivos ou antipsicóticos.

Aos primeiros sinais e sintomas, é importante tentar resfriar a pessoa com compressas geladas, hidratação, retirar o excesso de roupa e colocá-la na sombra. Porém, é imprescindível providenciar atendimento médico para evitar complicações, danos no cérebro, coração, rins, músculos e até o óbito.

Crédito: Divulgação MS

Crédito: Divulgação MS

Festas e Confraternizações: saudável é o consumo moderado

Por Ana Rita Fernandes

No final do ano, são muitas as festas e confraternizações entre as pessoas que acabam por ficar expostas à fartura de comida e bebida alcoólica e geralmente, a ingestão é em excesso.

O maior risco que se corre de adoecer é o consumo de calorias em dose cavalar, propiciado por alimentos com grande teor de gorduras e açúcares, que não é gasto e o corpo acaba acumulando, o que pode gerar um colapso no organismo.

Para se ter uma ideia, uma grama de proteína equivale a, aproximadamente, quatro calorias; uma grama de gordura, nove calorias; uma grama de carboidrato, quatro calorias e uma grama de álcool contém sete calorias.

Remetendo às tradições alimentares da ocasião natalina e do réveillon, pode-se esboçar a enorme quantidade de calorias consumidas per capita. O resultado disso é o comprometimento de um ou mais órgãos como fígado, vesícula e todo o trato digestivo, o coração, além de consequências ainda mais graves para pessoas obesas, idosas, diabéticas e hipertensas.

No caso das bebidas alcoólicas, tanto as fermentadas como as destiladas, quando ingeridas em grande quantidade, também podem sobrecarregar o organismo e o fígado, levar a quadros de intoxicação aguda com náuseas e vômito, desidratação, desorientação e agitação, comprometer o sono e o apetite.

Além dos danos metabólicos, o consumo abusivo dos alcoólicos pode induzir à violência, agressividade e ousadia podendo ocasionar danos fatais, principalmente no trânsito, quando o indivíduo pratica a direção irresponsavelmente alcoolizada.

Portanto, para não perder a alegria das festas, o ideal é consumir alimentos e alcoólicos com moderação.

Crédito: Divulgação Freepik

Crédito: Divulgação Freepik

#DicasparaoVerão: HIDRATAÇÃO

Por Ana Rita Fernandes

Na estação de verão, que acaba de iniciar no Brasil na madrugada desse domingo, 22/12, vários cuidados devem ser observados com o propósito de manter uma boa saúde e bem-estar diário.

Um deles é a hidratação. As altas temperaturas, o maior tempo de exposição ao sol e até a prática de exercícios físicos em dias mais quentes contribuem para que o organismo perca ainda mais água ao tentar controlar a temperatura do corpo. Por isso, é fundamental manter o consumo adequado de líquidos como beber água regularmente, e não apenas quando sentir sede, pois esse já é o primeiro sinal de desidratação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o ideal é consumir, no mínimo, cerca de 2 litros de água diariamente. Dessa forma, previne-se a desidratação e suas consequências.  Além disso, a ingestão adequada de água melhora a circulação sanguínea, a saúde da pele, a digestão e o funcionamento do intestino, evita problemas nos rins, age na lubrificação dos olhos, mucosas e articulações, entre outros benefícios.

Dentre os líquidos recomendados, incluem-se a água de coco, sucos naturais e chás gelados como opções saudáveis, que podem ser consumidas diariamente. Porém, a água é o componente fundamental de todas as células do organismo e quando consumida não tem outro componente interferindo no organismo como calorias ou açucares.

Já as industrializadas, como refrigerante e suco artificial, devem ser evitadas, pois a quantidade de açúcar presente nestes produtos faz com que o organismo perca ainda mais líquido.

Human hand holding a bottle of water