Author Archives: Fernanda Rosa

#SUS: Programa “MaisMédicos” abrange 460 municípios mineiros

Crédito: Marcus Ferreira / SES-MG.

Crédito: Marcus Ferreira / SES-MG.

Na última segunda-feira (26/06), 54 médicos cubanos chegaram a Minas Gerais para recompor o quadro de profissionais de 42 municípios que solicitaram a manutenção do Programa Mais Médicos. Esses profissionais, com formação em medicina preventiva, atuarão no âmbito da Atenção Básica e aguardam a publicação do RMS (Registro do Ministério da Saúde) para que possam começar a trabalhar.

  • Clique aqui para ler a matéria completa sobre este assunto no site da SES-MG.

A recomposição dos médicos cooperados que encerraram o ciclo no programa assegura a continuidade da assistência a população, sendo possível, dessa forma, dar seguimento aos acompanhamentos de pré-natal, de pacientes com doenças crônicas, problemas relacionados à saúde mental, da saúde da mulher, da criança, do adulto e do idoso.

De acordo com a médica Dailen Perez, que atuará no município de Igarapé, o objetivo e desafio da missão é “contribuir para uma melhora na qualidade da saúde pública”. Confira o áudio da entrevista com a médica cubana Dailen Perez:

A previsão é que, no decorrer da semana, outros 22 profissionais desembarquem nos aeroportos mais próximos ao municípios onde atuarão. Clique aqui e confira a lista de municípios que receberão os 76 médicos cubanos, do Programa Mais Médicos. Mas, você sabe o que é o Mais Médicos e qual é a importância desse programa para o SUS? Confira:

#Curiosidades: Tire as suas dúvidas sobre Doação de Órgãos

 

setembro-verde-campanha

No dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância de ser doador de órgãos. Confira abaixo as principais perguntas e respostas sobre o assunto:

Quem pode ser doador de órgãos e tecidos?
Todos podemos ser doadores de órgãos desde que não sejamos portadores de doenças transmissíveis (aids, por exemplo), de infecções graves e de câncer generalizado.

E quem não pode ser doador?
Não podem ser doadores as pessoas com doenças infecciosas incuráveis e câncer generalizado, ou ainda as pessoas com doenças, que pela sua evolução tenham comprometido o estado dos órgãos. Também estão excluídos do direito de doar as pessoas sem identidade, ou menores de 21 anos sem a autorização dos responsáveis.

Quais as partes do corpo que podem ser doadas para transplante?
Os mais freqüentes são: rins, pulmões, coração, fígado, córneas, válvulas cardíacas. Menos freqüente: rim e pâncreas juntos. Fora do Brasil, também são feitos transplantes de estômago e intestino. É possível também transplantar pele e ossos, e até mesmo uma parte completa, como a mão.

Posso doar um dos órgãos duplos (rim, por exemplo) para quem eu quiser?
Pode, em termos. No caso da doação entre vivos, ela pode ser dirigida para um parente até quarto grau.

Existe limite de idade para ser doador ou receptor?
O que determina o uso de partes do corpo para transplante é o seu estado de saúde. Em geral, aceita-se os seguintes limites, em anos: rim (75), fígado (70), coração e pulmão (55), pâncreas (50), válvulas cardíacas (65), córneas (sem limite), pele e ossos (65).

Eu quero ser doador(a). O que devo fazer?
A atitude mais importante é comunicar à família e aos amigos este desejo, pois pela legislação atual todos nós podemos ser doadores, desde que a família autorize a retirada dos órgãos. Por isso, é muito que seus amigos e familiares saibam da sua opção de doar. Use um símbolo (um selo de doador, por exemplo) que indique claramente esta opção em seu documento de identidade.

Quando podemos doar?
A doação de rim, medula óssea ou parte do fígado pode ser feita em vida. Mas em geral nos tornamos doadores quando ocorre a MORTE ENCEFÁLICA. Tipicamente ocorre morte encefálica em pessoas que sofreram um acidente que provocou um dano na cabeça (acidente com carro, moto, quedas, etc.) e continuam com seus outros órgãos em perfeito estado de funcionamento.

A morte encefálica pode ser diagnosticada em qualquer hospital?
Em princípio sim, porque o diagnóstico básico é clínico e deve ser feito por um neurologista. Contudo, alguns hospitais não têm condições de complementar esse diagnóstico com um exame laboratorial, como a lei exige. Entretanto, desde que haja necessidade, uma equipe médica e equipamentos podem ser deslocados de um hospital para outro.

Há chance de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?
Não. Se for seguido o protocolo, que está muito bem documentado, a chance de erro não existe.

É possível o diagnóstico de morte encefálica apenas com um exame clínico?
Sim, o diagnóstico é clínico, mas pela legislação brasileira este diagnóstico deve ser confirmado com outro método de análise: eletroencefalograma, angiografia cerebral, entre outros. Em alguns países, essa exigência não existe.

Os órgãos retirados podem ser guardados para posterior transplante?
Em termos. Após a retirada os órgãos suportam muito pouco tempo sem circulação sangüínea. No máximo: pulmão e coração (4-6h), fígado (12-24h), pâncreas (12-24h), rim (24-48h), córneas (até 7 dias).

Quem retira os órgãos de um doador?
Desde que haja um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões com treinamento específico para este tipo de procedimento. Depois disso, o corpo é devidamente recomposto e liberado para os familiares.

Como funciona o sistema de captação de órgãos?
Se existe um doador em potencial (vítima de acidente com traumatismo craniano, derrame cerebral, etc., com autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos) a função vital dos órgãos deve ser mantida. É realizado o diagnóstico de morte encefálica. Seguem-se então as seguinte ações:
(1) O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com morte encefálica (potencial doador);
(2) A Central de Transplantes pede confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá o órgão, passa por critérios tais como tempo de espera e urgência do procedimento;
(3) A Central de Transplantes emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais (Equipes de Transplante) onde eles são atendidos;
(4) As Equipes de Transplante, junto com a Central de Transplante adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões, pessoal de apoio, etc.);
(5) Os órgãos são retirados e o transplante realizado.

Como fazer para um familiar falecido se tornar doador?
Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos ao médico que atendeu o familiar, ou à administração do hospital, ou ainda, entrar em contato com uma Central de Transplantes que tomará as providências necessárias. Se a sua família quer mesmo adotar esta atitude de doação, aconselha-se que insista com a equipe médica do hospital para que as providências sejam tomadas.

Se for tomada a decisão de doar os órgãos de um familiar, quanto isso vai custar?
A família de um potencial doador não paga pelos procedimentos de sua doação. Existem coberturas do SUS para este procedimento. A maioria dos planos privados de saúde não cobre este tipo de procedimento.

Tenho um familiar em lista de espera por um transplante. Sou compatível com ele. Se eu morrer posso ser o seu doador?
Não. Os seus familiares não podem escolher o receptor. O receptor será sempre indicado pela Central de Transplantes com base apenas em critérios de compatibilidade e de urgência do procedimento.

Como sei se um familiar ou amigo pode doar para mim?
Se você precisa de um rim, medula óssea ou parte do fígado, um familiar ou amigo pode ser doador. Antes da doação, no entanto, eles devem ser submetidos a uma bateria de exames de compatibilidade, sempre sob a orientação de médicos, para determinar esta possibilidade.
Uma pessoa é doadora e vem a falecer. Se quando chegar ao hospital não encontram seus documentos, nem os seus familiares, seus órgãos podem ser retirados para transplantes?
Não. Pessoas sem identidade, indigentes e menores de 21 anos sem autorização dos responsáveis, não são consideradas doadoras.

Quem faz transplante no Brasil?
Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, existem no Brasil cerca de 400 equipes médicas cadastradas para realizar transplantes de órgãos. Parte dessa lista está indicada aqui.

Fonte: Ministério da Saúde

Pesquisa revela que mais adolescentes buscam por serviços de saúde

blog-adolescentes-01

A nova edição da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense 2015), realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o IBGE e Ministério da Educação, mostra que aumentou o número de adolescentes que buscam  por serviços de saúde. Estudantes de 13 a 15 anos participaram do estudo e os resultados indicam aumento de 14,8% entre 2012 e 2015 na procura por unidades ou profissionais de saúde.

De acordo com pesquisa, divulgada na última sexta-feira (26/08), 55,3% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental recorreram a algum profissional ou unidade de saúde do país no ano passado. 45,1% do adolescentes afirmaram ter ido a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e 22,8% procuraram atendimento em consultórios médicos ou clínicas particulares. 73% dos estudantes afirmaram ter uma avaliação positiva da própria saúde.

A pesquisa foi realizada no período entre abril e setembro de 2015 e foram ouvidas mais de 102 mil estudantes que cursam o 9º ano (antiga 8ª série) do ensino fundamental, em 3.040 escolas públicas e privadas da zona rural e urbana de todo o Brasil. A maioria dos alunos tinha entre 13 e 15 anos e o resultado reflete o comportamento de mais de dois milhões e meio de adolescentes que cursam o 9º ano.

Caderneta da Saúde

Vale lembrar que, para dar maior visibilidade ao público adolescente, bem como subsidiar os serviços em saúde na atenção integral, o Ministério da Saúde lançou, no ano passado, a nova edição da caderneta de saúde do Adolescente.

Apresentada em duas versões (Uma para ela e outra para ele), a publicação dar suporte aos jovens com relação à saúde bucal, sexual e reprodutiva, vacinação, traz dicas de alimentação saudável e a garantia da avaliação dos seus principais aspectos como crescimento e desenvolvimento.

Fonte: Ministério da Saúde

#SaúdeEntrevista: Tire suas dúvidas sobre o aleitamento materno

Ana Paula Mendes Carvalho, coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher da SES-MG

Ana Paula Mendes Carvalho, coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher da SES-MG

Do dia 1° ao dia 07 de agosto é celebrada, em mais de 120 países, a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Neste ano, a Semana traz o tema “Amamentação: Uma chave para o desenvolvimento Sustentável”, com o objetivo de levar a uma reflexão mais ampla a respeito dos benefícios da lactação. Para falar sobre o assunto e tirar algumas dúvidas, o Blog da Saúde MG entrevistou a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Ana Paula Mendes Carvalho. Confira:

1) Quais os principais benefícios oferecidos pelo aleitamento materno?

O leite materno constitui um alimento completo para a criança de zero a seis meses de idade e um alimento complementar ideal até os dois anos de idade ou mais, pois é rico em nutrientes, gordura, proteína, fatores imunológicos e água. Assim, o aleitamento materno pode evitar mortes infantis por causas preveníveis e o acometimento da saúde da criança por diarreias e infecções respiratórias, por exemplo. Além disso, reduz o risco de alergias, hipertensão, diabetes e obesidade; melhora a nutrição infantil e contribui para o desenvolvimento da cavidade oral, dentição, fala e respiração. A amamentação também promove o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho, a redução da pobreza e contribui para a preservação do meio ambiente.

2) Existe uma posição correta para a mãe amamentar?

Para o sucesso da amamentação é necessário que a mulher esteja em ambiente seguro, tranquilo e confortável. Ela pode amamentar na posição em que se sentir melhor, prezando pela sua segurança e do bebê.

3) Quais são os principais desafios que a mãe pode enfrentar ao amamentar?

Alguns dos principais desafios que a lactante pode enfrentar são: rachaduras nos mamilos, ingurgitamento mamário (excesso de leite nas mamas), bebê com sucção fraca ou lenta, dificuldades na pega e posicionamento do bebê, falta de apoio dos familiares e demora na apojadura (descida do leite).

4) O que leva à fissura dos mamilos?

Geralmente, a fissura dos mamilos é ocasionada pela pega da região areolar incorreta e/ou posicionamento inadequado da criança. Porém, outras causas podem estar relacionadas como disfunções orais na criança, freio da língua excessivamente curto, sucção não nutritiva prolongada, uso impróprio de bombas de extração de leite, não interrupção adequada da sucção da criança quando for necessário, uso de cremes e óleos que causam reações alérgicas nos mamilos, uso de protetores de mamilo (intermediários) e exposição prolongada a forros úmidos. Não é recomendado o uso de bicos e chupetas, pois podem prejudicar a sucção e pega adequada do mamilo, podendo ocasionar o aparecimento de fissuras/traumas mamilares.

5) Quais as orientações no cuidado dos mamilos com rachaduras?

  • Amamentar em local tranquilo, seguro e confortável;
  • Manter a região areolomamilar seca expondo-a ao ar livre ou à luz solar, além de realizar trocas frequentes dos forros utilizados nos casos de produção excessiva de leite;
  • Não utilizar produtos que retirem a proteção natural do mamilo, como sabões, álcool ou qualquer produto secante;
  • Amamentação em livre demanda;
  • Extração manual do leite para alívio da região areolar antes da mamada se amama estiver ingurgitada;
  • Caso seja preciso interromper a mamada, introduzir o dedo indicador ou mínimo pelo canto da boca do bebê, de maneira que a sucção seja interrompida antes de a criança ser retirada do seio;
  • Não utilizar protetores/intermediários de mamilo.

6) É possível que algumas mães produzam leite mais fraco?

Apesar de a alimentação das mulheres serem diferentes, o leite materno apresenta composição semelhante. Apenas as mulheres com desnutrição grave podem ter o seu leite afetado na sua qualidade e quantidade. Muitas mulheres tendem a confundir o aspecto do leite com a qualidade. O leite do início da mamada tende a ser mais claro devido a sua grande quantidade de água. Apesar disso, esse leite é de suma importância, pois confere ao bebê uma hidratação adequada. Já o leite do final da mamada (posterior), é mais rico em energia (calorias) e sacia melhor a criança, daí a importância de a criança esvaziar bem a mama.

7) O leite materno pode ser congelado?

O leite materno pode permanecer no congelador ou freezer armazenado em frascos limpos de vidro, com tampas de plástico por até 15 dias. Um dos momentos em que o congelamento do leite materno pode ser útil para a manutenção do aleitamento materno é o retorno da mãe ao trabalho.

8) O estresse atrapalha a produção de leite materno?

Os fatores psicológicos da mãe, como ansiedade, medo, insegurança e estresse, interferem diretamente na amamentação. Estes fatores podem inibir a liberação da ocitocina e prolactina, hormônios responsáveis pela lactação.

9) Silicone pode atrapalhar a amamentação?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, se a técnica cirúrgica do implante de silicone não cortar a inervação nem mexer no mamilo, a amamentação poderá permanecer preservada.

10) É preciso revezar entre um seio e outro durante a amamentação?

O esvaziamento das mamas é importante para o ganho adequado de peso do bebê e para que haja manutenção adequada da produção de leite. Sendo assim, é importante que a mãe reveze o seio a cada mamada, permitindo o esvaziamento.

11) Como o parceiro (a) pode colaborar durante o período de amamentação?

A prática da amamentação é fortemente influenciada pelo meio onde a mãe está inserida. Sendo assim, a mãe necessita de constante incentivo e suporte da sua família e da comunidade. Outra forma de colaboração do companheiro (a) e de toda a família é não levar para casa produtos que prejudicam a amamentação, como latas de leite, mamadeiras e chupetas.

12) Existem pré-requisitos para doação de leite materno?

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano. Basta ser saudável e não tomar medicamento que interfira na amamentação e na doação. Maiores orientações e informações podem ser fornecidas nos Postos de Coleta de Leite Humano e Bancos de Leite Humano.

Leia mais: Semana Mundial do Aleitamento Materno reforça a importância da amamentação

 

#SaúdeNaCozinha: Acordo já retirou 14 mil toneladas de sódio dos alimentos processados

sodio-02

Ilustração: Maycon Portugal / SES-MG.

O sódio em excesso é prejudicial à saúde por ser um fator de risco para a hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e renal, além de ser apontado por favorecer a retenção de líquidos, dando a sensação de inchaço.

Para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos processados, o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da alimentação (Abia) firmaram em 2011 parceria que já possibilitou a retirada de 14.893 toneladas de sódio dos produtos alimentícios.

A redução equivale a 3.723 caminhões de 10 toneladas carregados de sal. É importante lembrar que o sódio não está presente apenas em alimentos salgados. Alimentos doces, como biscoitos recheados, leite condensado, chocolate em pó, iogurte e refrigerantes também apresentam esse item em sua composição.

Na terceira fase do acordo, em que foram incluídas margarinas, cerais matinais, caldos (gel e cubos) e temperos prontos, 94,5% das 22 de empresas analisadas atingiram a meta. A maior redução foi observada nos temperos, com queda de 16,35% seguida pela margarina com 7,12%. Outras categoriais também registram queda: cereais matinais (5,2%), caldos e cubos em pó (4,9%), temperos em pasta (1,77%), tempero para arroz (6,03%). Caldos líquidos e em gel é a única categoria que teve aumento na concentração de sódio (8,84%).

A meta é que, até 2020, as indústrias do setor promovam, de forma voluntária, a retirada de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.

Os dados foram apresentados nessa terça-feira (28/06), pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros e também pelo presidente da Abia, Edmund Kloz. Os dois órgão darão início, a partir de agora, a um novo debate com o objetivo de reduzir o açúcar nos alimentos processados.

 

Fonte: Portal da Saúde/Ministério da Saúde

#10MinContraADengue: FioCruz Minas desenvolve banco de dados para pesquisas sobre zika

 

foto: Fiocruz Minas

Foto: Fiocruz Minas

O Laboratório de Informática de Biossistemas e Genômica da Fiocruz Minas desenvolveu um banco de dados colaborativo com objetivo de reunir informações relacionadas aos genes associados ao vírus zika. A plataforma, chamada ZIKV-CDB, está disponível para acesso online e será uma ferramenta importante para as pesquisas.

Sabe-se que determinados vírus podem interferir na expressão de genes, alterando a atividade e funcionamento celular, por meio de RNA não codificantes, como os micro RNA´s (miRNA’s). São informações sobre tais elementos que estão disponíveis no banco. Com isso, o usuário poderá verificar o que dizem outros estudos em relação à atividade de genes de interesse e, principalmente, incluir novas informações, contribuindo para pesquisas posteriores.

Qualquer pessoa pode acessar o banco. Ao entrar na página, o usuário indica o código do gene a ser pesquisado e, assim, as informações que já estiverem disponíveis aparecerão na tela. A princípio, será possível encontrar a descrição do gene, bem como as referências bibliográficas que demonstram a relação dele com o zika e, nos casos em que já exista validação experimental, as informações referentes a ela.

Sempre que acessar a ferramenta, o usuário poderá avaliar a qualidade das informações disponíveis, por meio do botão “joia”, conhecido como like. Esse botão servirá como indicador de que as informações procedem ou foram úteis para o pesquisador. A quantidade de ‘likes’ recebida faz com que o gene entre para o “Best Rated”, um ranking que mostrará os mais bem avaliados e poderá nortear futuros estudos.

Fonte: Fiocruz Minas

#Curiosidade: OMS alerta sobre os riscos de ingerir bebidas quentes

banner_cafe-quente-2016

A proximidade do inverno é um verdadeiro convite às bebidas mais quentinhas, como café ou mate, por exemplo. No entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é preciso estar atento à temperatura das bebidas para evitar problemas de saúde.

Pesquisas realizadas por um grupo internacional, composto por 23 cientistas convocados pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à OMS, revelou que ingerir bebidas muito quentes (acima de 65º C), provavelmente, causa câncer no esôfago em humanos. O resumo das avaliações finais foi publicado pela revista The Lancet Oncology.

Os estudos foram realizados na China, Irã e Turquia. Já especificamente no caso do mate, as pesquisas aconteceram na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, regiões onde as infusões são ingeridas a pelo menos 70 graus. Os resultados apontaram que o risco de câncer no esôfago aumenta com a temperatura da bebida.

Vale destacar que a organização não encontrou qualquer evidência conclusiva de que, em temperaturas normais, o café ou o mate possam causar algum risco à saúde. O tabaco e o álcool continuam sendo os mais causadores de câncer no esôfago.

Fonte: OMS

Denúncia contribui para diminuir casos de violência contra a pessoa idosa

Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa-01

No dia 15 de junho é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. O objetivo da data é conscientizar a população quanto à existência da violência contra a pessoa idosa e garantir o envelhecimento de forma saudável, tranquila e com dignidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência pode ser conceituada como “o uso da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”. É importante lembrar que a violência não está relacionada apenas à agressão física. O abandono e negligência também estão entre as formas de violência contra a pessoa idosa.

Em meio a esse esforço conjunto de prevenção e enfrentamento às diferentes formas de violência contra idosos, os profissionais de saúde são de grande importância, pois podem identificar casos de agressão e também acolher a vítima. Dessa forma, é preciso que esses profissionais fiquem atentos a qualquer indício de violência contra o idoso. Caso percebam, é preciso que façam a notificação, acionem a rede de atenção à saúde e de proteção para acompanhamento da vítima, além de realizar a comunicação do caso ao Conselho de Direitos da Pessoa Idosa, ao Ministério Público ou à Delegacia do Idoso.

Qualquer cidadão ou cidadã que tenha conhecimento de algum caso de violência contra pessoa idosa pode e deve denunciar pelo Disque 100.

#SaúdeEntrevista: Saiba como prevenir infecção hospitalar

infeccao hospitalar_2016

Foto: Wikimedia / Reprodução.

A infecção hospitalar constituí um risco significativo à saúde dos usuários das unidades de saúde. Por isso, é muito importante que os profissionais de saúde, pacientes e usuários compartilhem noções básicas de prevenção como, por exemplo, a importância de se lavar as mãos corretamente, entre outras ações. Clique aqui e confira uma matéria completa no site da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Atualmente, o termo infecção hospitalar tem sido substituído por Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), por abranger não só a infecção adquirida no hospital, mas também aquela relacionada a procedimentos feitos em ambulatório, durante cuidados domiciliares e à infecção ocupacional adquirida por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros). Para saber mais sobre o assunto, o Blog da Saúde MG conversa com a Coordenadora de Investigação e Prevenção das Infecções e Eventos Adversos, Nádia Aparecida Campos Dutra. Confira:

1) Como podemos definir “infecção hospitalar”?

Podemos defini-la como infecção adquirida durante a hospitalização e que não estava presente no período de incubação por ocasião da admissão do paciente. São diagnosticadas, em geral, a partir de 48 horas após a internação.

2) Quais são as ações corretas que os usuários devem adotar para se evitar esse tipo de infecção?

Os familiares ou visitantes devem sempre higienizar as mãos antes e após visitar o paciente, observar se há placas com orientações de precauções fixadas nas portas dos quartos, devendo procurar o profissional de enfermagem para auxiliá-lo nos cuidados antes de entrar no quarto, não sentar no leito do paciente e nem em leito vazio, evitar levar flores para o paciente porque podem trazer fungos com risco de inalação pelo paciente.

3) Quais são os fatores de risco para se adquirir uma infecção hospitalar?

Podemos citar idade, permanência hospitalar, doenças de base (como, por exemplo, diabetes , doenças vasculares, pacientes imunodeprimidos), uso de procedimentos invasivos (uso de cateter venoso, sonda vesical de demora, ventilação mecânica, cirurgias) e uso indiscriminado de antimicrobianos.

4) A SES-MG adota alguma ação em especial ou política para o controle das infecções hospitalares?

A SES-MG realiza capacitações para a equipe de Vigilância Sanitária das Unidades Regionais de Saúde para que, durante as inspeções, sejam avaliadas as medidas adotadas e o seu cumprimento pelos serviços de saúde, bem como o monitoramento mensal das infecções em Unidades de Terapia Intensiva e clínica cirúrgica onde os pacientes estão mais expostos ao risco de infecção, haja vista sua condição clínica e variedade de procedimentos invasivos realizados de rotina. As infecções são notificadas através do formulário FormSus.

#SaúdeNaMesa: Campanha promove adoção de hábitos alimentares saudáveis

banner_brasil saudavel_2016

Promover alimentação saudável e alertar quanto aos riscos oferecidos à saúde pela má alimentação. Esses são alguns dos objetivos da campanha Brasil Saudável e Sustentável, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e parceiros, lançada nessa terça-feira (15/03), no Rio de Janeiro. A campanha irá promover ações para estimular as pessoas a optarem por hábitos alimentares mais saudáveis e destacar as vantagens de consumir produtos locais frescos, cultivados em agricultura familiar, de produção orgânica ou agroecológica.

De acordo com o Ministério da Saúde (Pesquisa Nacional de Saúde), 57% da população brasileira adulta está com excesso de peso e 21,3%, obesa. Quanto às crianças, mais de um terço com idade de 5 a 9 anos, estão com excesso de peso e 14,3% estão obesas, segundo pesquisa realizada pelo IBGE com apoio do Ministério da Saúde.

Vilões da alimentação

Em meio a esse contexto de alerta no que se refere à alimentação da população brasileira, a campanha Brasil Saudável e Sustentável vai direcionar o alerta para os seguintes alimentos, considerados vilões neste cenário:

  • Alimentos ultraprocessados (vendidos prontos para consumir), como por exemplo, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, presunto, mortadela entre outros;
  • Alimentos prontos para aquecer, como lasanhas, pizzas ou macarrão instantâneo;
  • bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos de caixa

Esses alimentos, além de apresentarem conservantes, corantes e outras substâncias químicas em sua composição, também apresentam grande quantidade de açúcar, gordura e sódio, que podem trazer prejuízos à saúde da população. Vale destacar que o calendário das ações da campanha Brasil Saudável e Sustentável teve início no dia 15 de março, passará pela Olimpíada Rio 2016 e irá até maio de 2017.