Author Archives: Fernanda Rosa

#SaúdeEntrevista: SUS oferece atendimento a mulheres com depressão

Foto: iStock / Reprodução.

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Uma tristeza que se estende por semanas a fio, um sentimento de apatia e desânimo que não passa, dificuldades para dormir, falta de apetite e fadiga. Uma mistura de sentimentos e sensações que não se sabe como administrar num mundo que somente se apresenta na cor cinza. Esse é o dia-a-dia de uma pessoa com depressão, distúrbio sério de alteração do humor que, em muitos casos, chega a caracterizar-se como incapacitante. Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG sobre este assunto. Para tirar algumas dúvidas sobre o assunto, o Blog da Saúde MG entrevistou o Coordenador Estadual de Saúde Mental da SES-MG, Humberto Cota Verona. Confira: 

1) Como identificar que uma pessoa está com depressão?

A depressão é um distúrbio de alteração do humor sério e por vezes incapacitante. Causa sentimentos de tristeza, desespero, desamparo e inutilidade. Ela pode ser de leve a moderada, com sintomas de apatia, falta de apetite, dificuldade para dormir, baixa auto-estima e fadiga, ou pode ser uma depressão maior com sintomas de humor depressivo na maioria dos dias, falta de interesse nas atividades rotineiras que antes eram realizadas com satisfação, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersonia, fadiga, sentimentos de culpa na maioria dos dias e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

2) A depressão é mais comum em mulheres que em homens? Se sim, há alguma explicação para isso?

Antes da adolescência, a prevalência de depressão é a mesma em meninas e meninos. Entretanto, com a chegada desta fase da vida, o risco das garotas desenvolverem depressão aumenta duas vezes mais que o dos garotos. Alguns especialistas acreditam que mudanças hormonais estão relacionadas a este risco aumentado. Estas mudanças são evidentes durante a puberdade, gravidez e menopausa assim como no pós-parto, histerectomia (cirurgia de retirada do útero) ou aborto. Além disso, as flutuações hormonais que ocorrem a cada ciclo menstrual provavelmente contribuem para a síndrome pré-menstrual ou TPM. Há também a doença disfórica pré-menstrual ou DDPM, um tipo severo de TPM especialmente reconhecido por depressão, ansiedade, mudanças de humor cíclicas e letargia.

3) É possível relacionar fatores de risco à depressão?

Os fatores que aumentam o risco de uma mulher ter depressão incluem fatores genéticos, biológicos, reprodutivos, interpessoais e características psicológicas e de personalidade. Além disso, as mulheres que intercalam o trabalho com o cuidado com seus filhos ou as mães solteiras sofrem mais de estresse que pode desencadear a depressão. Outros fatores incluem história familiar de alterações do humor; estresse psicológico ou social, como perda de emprego, relacionamento estressante, separação ou divórcio; abuso sexual ou físico durante a infância, entre outros. Isso sem contar que mulheres podem apresentar depressão logo após terem um bebê, a chamada depressão pós-parto

4) Se uma mulher apresentar sintomas de depressão, onde ela deve buscar ajuda na rede pública?

A porta de entrada principal do SUS é a Unidade Básica de Saúde, também conhecida como Centro ou Posto de Saúde. As equipes da atenção básica estão preparadas para acolher e direcionar o cuidado de pessoas com sintomas depressivos. Quando o caso requerer atendimento especializado, as equipes buscam o apoio de profissionais da saúde mental – psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros, Terapeutas Ocupacionais, dentre outros. Os Centros de Atenção Psicossocial funcionam como retaguarda para tratamentos intensivos sempre que houver necessidade de cuidado próximo com permanência dia ou noite do paciente no serviço.

5) Há algum programa no SUS voltado para o prevenção e tratamento da depressão?

Programas voltados para melhoria da qualidade de vida têm um efeito importante sobre sintomas depressivos porque aumentam a resiliência e a capacidade de respostas das pessoas às situações adversas e ao estresse. Esses programas são encontrados nas ações de saúde da Atenção Básica como grupos de convivência, práticas integrativas e complementares, com Lian Gong (prática corporal oriental), acupuntura, massoterapia, práticas de caminhada e alongamento, dentre outros.

#SaúdeEntrevista: Saiba mais sobre o Dia Mundial das Doenças Raras

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Dia 29 de fevereiro, por ser considerado um dia raro que só acontece de quatro em quatro anos, é a data escolhida para simbolizar o Dia Mundial das Doenças Raras. Para conferir a matéria completa sobre este assunto no site da SES-MG, clique aqui. Em ano bissexto, a data é antecipada para o dia 28 do mesmo mês. O Blog da Saúde MG entrevistou Wagner Fulgêncio, referência técnica em doenças raras da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto. Confira: 

1) O que são doenças raras?

As doenças raras são doenças crônicas, progressivas e em geral de grande impacto familiar e social. Muitas delas não têm cura. Segundo a OMS, 95% dessas doenças raras não possuem tratamento específico e dependem de uma rede de cuidados paliativos. De acordo com o Ministério da Saúde, considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. São doenças crônicas progressivas e, muitas delas não têm cura. Em geral, são de grande impacto familiar e social.

2) Qual a proposta do Dia Mundial das Doenças Raras?

A proposta do Dia Mundial das Doenças Raras é a mobilização e conscientização social a respeito desses problemas de saúde de baixa prevalência, mas de grande impacto na vida das pessoas e seus familiares e na sociedade como um todo.

2) Em 2014, o Ministério da Saúde lançou a portaria N° 199, de 30 de janeiro de 2014, que institui a Política Nacional de Atenção Integral às pessoas com Doenças Raras. Qual a importância dessa portaria para a saúde pública?

A Portaria federal tem o mérito de estabelecer a política nacional e de dar base para o estabelecimento e fortalecimento das políticas estaduais. Ela serve como direcionador das atribuições da união, estados e municípios, além de prever recursos financeiros para serviços de referência em doenças raras.

3) Em 2015, a SES-MG implantou o Núcleo Estadual de Doenças Raras. Qual o objetivo do Núcleo?

O Núcleo tem o objetivo de propor ações de promoção e proteção da saúde e a organização da assistência às pessoas com Doenças Raras. O Núcleo busca, ainda, trabalhar em conjunto com as Associações de Doenças Raras e com os prestadores de serviços com o objetivo de construção da rede estadual de doenças raras. A discussão a respeito das doenças raras e do fluxo de atendimento e resposta às necessidades da população é a tarefa principal do Núcleo.

4) Qual o papel desempenhado pelo Núcleo Estadual de Doenças Raras na saúde pública do Estado?

O seu papel é fazer acontecer, em parceria com os municípios e prestadores de serviço e com a sociedade, a rede de atenção às doenças raras.

5) No que se refere à revisão dos protocolos clínicos para as doenças raras mais prevalentes, você poderia explicar melhor como será essa revisão?

Vamos iniciar com a revisão do Protocolo de Fibrose Cística, que foi publicado em anos anteriores pela SES-MG. A revisão consiste na leitura e atualização do protocolo por um conjunto de especialistas, com o objetivo de atualizar as informações e adequar as recomendações do Protocolo às melhores e mais atuais evidências cientificas, em conformidade com a capacidade assistencial do estado. Isso vai permitir a pactuação e a programação da oferta de serviços de saúde, medicamentos e insumos de forma mais efetiva e organizada, resultando em melhor assistência aos usuários e seus familiares.

Mobilização pelo Dia Mundial das Doenças Raras

No dia 28 de fevereiro, com o objetivo de mobilizar a população e esclarecer dúvidas a respeito das doenças raras, acontecerá em Belo Horizonte, na Praça da Administração do Parque Municipal, evento que contará com uma caminhada curta dentro do parque, aula de zumba, pintura facial para crianças e aferição da pressão arterial. O evento terá início a partir das 8h30, com término previsto para as 14h.

#SaúdeNaCozinha: Saiba mais sobre a importância do feijão na alimentação das crianças

feijão e crianças

Na alimentação das crianças, o feijão também cumpre um papel importante. Os aminoácidos presentes nesse alimento atuam no sistema imunológico e auxiliam no crescimento. Já as fibras, que também fazem parte da composição do feijão, são fundamentais para um melhor funcionamento do intestino.

Dentre as variedades disponíveis de feijão, a diferença de nutrientes entre os tipos é muito pequena. “Todos são ricos em vitaminas do complexo B, fibras, sais minerais, como ferro, potássio, fósforo, cálcio, cobre e zinco”, explica Nathália Beltrão, nutricionista da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Outros nutrientes presentes no feijão, como vitaminas do complexo B, cálcio e minerais (como o ferro), são importantes para a manutenção das células, fortalecimento dos ossos, cabelos e unhas, reparação muscular e prevenção de doenças, como anemia e diabetes.

Com tantos benefícios para a saúde, é importante garantir que o feijão faça parte do cardápio, seja de crianças ou adultos. Porém, se a criança recusar o famoso “feijão no prato”, Nathália orienta a oferecer novamente o alimento em outras refeições e com outras técnicas de preparo. A nutricionista lembra, ainda, que são necessárias em média, oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança.

#SaúdeNaCozinha: Arroz e feijão consumidos juntos trazem mais benefícios à saúde

 

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Arroz e feijão é um prato bastante popular na mesa dos brasileiros. E essa dupla não se resume apenas a uma combinação saborosa. O arroz, fonte de carboidratos, vitaminas (principalmente do complexo B), sais minerais e fibras é, ainda, uma excelente fonte de aminoácidos sulfurados, como metionina e cistina. Já o feijão é fonte de proteínas, vitaminas do complexo B, fibras e sais minerais, como potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre e zinco. O grão é relativamente rico na maioria dos aminoácidos essenciais, especialmente em lisina.

No entanto, Nathália Beltrão, nutricionista da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), explica que o consumo desses alimentos juntos traz mais benefícios à saúde que quando ingeridos separadamente. “Apesar de ser uma fonte rica em proteína, o feijão guarda certa desvantagem isoladamente, pois o organismo não consegue digerir todas as proteínas que ele oferece. Porém, quando o alimento é consumido com um cereal, como o arroz, o organismo consegue fazer a digestão de todas as vitaminas e proteínas”, ressalta.

Os dois alimentos combinados fornecem uma importante complementação proteica. Isso porque a proteína do arroz é pobre em lisina, mas é uma excelente fonte de aminoácidos sulfurados, como metionina e cistina. Já a proteína do feijão é relativamente rica na maioria dos aminoácidos essenciais, especialmente em lisina, mas deficiente em metionina e cistina.

Além disso, a mistura arroz e feijão é fonte de carboidratos complexos, possuem proteínas de origem vegetal de boa qualidade, fibras solúveis e insolúveis, vitaminas, minerais, baixo teor de sódio e gorduras, além de ser rica em compostos bio-ativos.

O consumo diário de arroz e feijão reduz o risco de distúrbios cardiovasculares, diabetes, câncer, e também contribui para um melhor funcionamento do intestino.

» Saiba mais sobre a importância do feijão na alimentação das crianças

#Pré-natal: Rede Cegonha garante cuidados à mamãe e ao bebê também após o parto

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Mesmo após o parto, a mulher e o bebê deverão ser acompanhados por profissionais de saúde, preferencialmente nos serviços em que realizaram o acompanhamento pré-natal. Nessa fase, o acompanhamento por profissionais de saúde possibilita a detecção de problemas relacionados ao vínculo com a criança e amamentação e também situações de depressão pós-parto que necessitem de acompanhamento clínico.

A Rede Cegonha traz como proposta garantir a todos os recém-nascidos boas práticas de atenção baseadas em evidências científicas, e também nos princípios de humanização, como por exemplo, triagens neonatais, como o teste do pezinho, do olhinho e da orelhinha, acompanhamento do desenvolvimento do bebê e acesso a consultas especializadas, quando necessário.

Esse período de pós-parto apresenta-se, ainda, como um momento ideal para que o serviço de saúde passa ofertar à mulher informações e métodos contraceptivos que possibilitem um planejamento quanto ao futuro reprodutivo.

Destaca-se, ainda, a importância da visita domiciliar do Agente Comunitário de Saúde. Esse profissional é responsável por passar orientações relacionadas aos cuidados com a mãe e o bebê, bem como ofertar as ações programadas para a “primeira semana integral de saúde”, na Unidade Básica de Saúde. Dentre as ações, podemos destacar consultas para ambos, apoio ao aleitamento materno, imunizações, coleta de sangue para o teste do pezinho, dentre outros cuidados especiais. Até a criança completar 2 anos é preciso fortalecer o serviço de acompanhamento de seu desenvolvimento pela equipe de saúde, a partir de um olhar biopsicossocial, levando em conta, entre outras coisas,  as condições de saúde e de vida da mãe e da família.

#Pré-Natal: Conhecendo melhor a Rede Cegonha

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Agora que você já conhece a importância da realização do pré natal, apresentamos a Rede Cegonha, programa lançado em 2011 pelo Ministério da Saúde. A Rede Cegonha tem por objetivo estruturar e organizar a atenção à saúde materna e infantil em todo o Brasil, do pré natal ao pós parto. A fim de melhorar a qualidade da assistência à saúde de mulheres e crianças, a Rede Cegonha incentiva a atenção humanizada ao parto e nascimento, entendendo o parto como uma experiência pessoal, cultural, sexual e familiar, fundamentada no protagonismo e autonomia da mulher, que participa ativamente com a equipe das decisões referentes ao seu parto.

Além disso, a Rede Cegonha tem buscado a qualificação da rede de assistência à saúde, com o incentivo à abertura de leitos para gestantes de alto risco, leitos de Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal, além de estimular a qualificação da atenção ao risco habitual, com incentivo a abertura de Centros de Parto Normal (CPN) e valorizando a inserção da enfermeira obstétrica nos cenários de parto.

Mesmo após o parto, a mulher e o bebê são acompanhados por profissionais de saúde nos serviços em que realizaram o acompanhamento pré-natal. Uma das práticas que deve ser estimulada e apoiada nesse período é o aleitamento materno, o qual deve ser mantido exclusivamente até os seis meses de vida da criança e, após, complementado com outros alimentos, por dois anos ou mais.

Clique aqui e saiba como funciona o cuidado pós parto dentro da Rede Cegonha.

#Pré-natal: acompanhamento é fundamental para a saúde da mulher e do bebê

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A gestação é um evento marcado por intensas transformações físicas e psicológicas na vida da mulher, sentidas de uma maneira muito pessoal por cada uma delas. Essas transformações demandam um acompanhamento contínuo por parte da família e dos profissionais de saúde, uma vez que, como em todo processo dinâmico, podem surgir situações de alerta ou complicações que exigem maior cuidado.

O pré-natal é garantido a toda mulher, e tem como principal objetivo acompanhar a evolução da gestação e dos fatores relacionados à saúde da mulher e do bebê. Assim, uma vez identificada a gestação, é fundamental que seja iniciado o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Além do acompanhamento por meio de consultas, durante o pré-natal são realizados exames laboratoriais e de imagem para identificar, acompanhar e possibilitar o tratamento de diversas situações que podem acometer a saúde tanto da gestante como do feto, tais como anemia, infecção de urina, hipertensão arterial, diabetes, toxoplasmose, sífilis, HIV, rubéola, hepatite, malformações congênitas, dentre outras. Além disso, é também no pré-natal que se realiza a avaliação de risco da gestante, que possibilita classificar sua condição de saúde propriamente dita e determinar o plano de cuidado a ser executado pela equipe de saúde e sua vinculação à maternidade de referência.

O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes realizem pelo menos sete consultas durante a gestação, o que enfatiza a importância do início precoce deste acompanhamento. Em Minas Gerais, o número de consultas pré-natal tem aumentado, o que demonstra a melhora do acesso da população ao exame. Em 2008, 63,33% das gestantes realizaram 7 ou mais consultas de pré-natal, enquanto em 2013, esse número subiu para 71,52%.

A coordenadora da Saúde da Mulher e Rede Cegonha da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Ana Cardoso, destaca a importância da apropriação da mulher de sua condição de saúde e da perspectiva do parto, para que ela possa opinar sobre o seu cuidado e se sentir fortalecida neste momento tão especial para ela. Na gestação, o cuidado de saúde envolve o empoderamento da mulher sobre seu corpo, a vigilância compartilhada e abordagem em tempo oportuno de situações de risco e agravos à saúde da gestante ou do seu feto e a inclusão da família em todo esse processo”, ressalta Ana.

Clique aqui e conheça a Rede Cegonha, programa do Sistema Único de Saúde (SUS) que organiza a atenção à saúde materna e infantil em todo o Brasil, do pré natal ao pós parto.

#ZikaVírus: Saiba mais sobre sintomas e formas de prevenção

 

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O Zika Vírus é uma doença viral crônica, transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da Dengue. Os sintomas caracterizam-se por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações, manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dores de cabeça e nas costas.

O período de incubação da doença é de, aproximadamente, quatro dias até que os sintomas comecem a se manifestar. Esses sintomas podem durar até sete dias. Para os casos sintomáticos, o tratamento é baseado no uso de paracetamol (acetaminofeno) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. Para o tratamento adequado e gratuito, é importante se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pela primeira vez na literatura médica mundial, foi relacionado o Zika Vírus aos casos de microcefalia. Desde o dia dia 11 de novembro, o Ministério da Saúde, por meio de portaria, estabeleceu que a microcefalia deveria ser tratada como evento de emergência de saúde pública, tornando obrigatória a notificação dos casos no país. A primeira etapa desse protocolo é um questionário de investigação da gestante. De acordo com as informações coletadas, é atribuído se essa gestante encontrava-se em situação de risco.

Para o monitoramento da entrada do Zika vírus em Minas Gerais e em consequência aos casos de microcefalia ocorridos nos estados do Nordeste, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está cumprindo os protocolos do Ministério da Saúde e reativando a vigilância sentinela, que são equipes das unidades de saúde tecnicamente treinadas para identificar os sintomas agora ligados ao Zika vírus e encaminhar para a análise. Ainda não há vacinas contra o Zika vírus, então a melhor forma de evitar a doença é reforçar as ações de controle e enfrentamento ao Aedes Aegypti, identificando e eliminando os focos do mosquito.

» Clique e saiba mais sobre a nova campanha “10 Minutos Contra a Dengue”.

» Clique e saiba como evitar a reprodução do Aedes Aegypti.

#DoaçãoDeSangue: Saiba o passo a passo durante a doação

A doação de sangue ajuda a salvar diversas vidas. São beneficiadas com esse ato pessoas que passam por cirurgias, que fazem tratamento de quimioterapia entre outros procedimentos. Normas técnicas determinam os critérios que condicionam ou não uma determinada pessoa a ser um doador de sangue. O objetivo desses critérios é garantir a proteção do doador e também a segurança de quem vai receber o sangue. Importante destacar que mulheres podem doar sangue a cada intervalo de 90 dias, podendo fazer até 3 doações por ano. Já os homens podem fazer até 4 doações por ano, aguardando 60 dias de intervalo.

Para quem estiver apto, é importante atentar para alguns cuidados antes da doação de sangue, como por exemplo, evitar alimentos gordurosos no dia da doação, dando preferência ao consumo de alimentos leves, além de hidrata-se. Não é possível doar em jejum.

Saiba o passo a passo durante a doação de sangue:

Ao chegar ao hemocentro para a doação de sangue é feito um cadastro com dados gerais e pessoais. Dessa forma, é importante levar documento oficial de identidade com foto. Logo após o cadastro, é realizada a triagem clínica. Uma entrevista analisa as condições de saúde do possível doador, bem como os riscos para a pessoa que vai receber.

Posteriormente a entrevista, acontece a coleta do sangue, que dura em torno de 15 minutos. É utilizado material esterilizado, descartável e o procedimento não oferece qualquer risco a quem está doando. Dentre as recomendações para que o doador continue se sentindo bem ao longo dia, podemos destacar:

  • Alimentar-se bem (após a doação é servido um pequeno lanche ao doador);
  • evitar esforços físicos exagerados, pelo menos durante as doze horas seguintes à doação;
  • não fumar, por aproximadamente 2 horas;
  • evitar a ingestão de bebidas alcoólicas por 12 horas;
  • Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho.

E lembre-se: O sangue é um elemento que ainda não pode ser produzido artificialmente. Por isso, os voluntários à doação são tão importantes para ajudar a manter os estoques de sangue cheios. Faça a sua parte!

#SaúdeEntrevista: Especialista fala sobre a importância da doação de sangue

Crédito: Divulgação/ Hemorio

Crédito: Divulgação/ Hemorio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que se houvesse entre 1% a 3% da população como doadora de sangue, haveria hemocomponentes disponíveis para atender todas as necessidades nacionais. Em 2008 o Brasil alcançou a histórica marca de 2,2% de doações na população, sendo 1,8% realizadas na rede pública. No entanto, frente às disparidades regionais como variações demográficas, disponibilidade de leitos de saúde e amplitude logística regional; este percentual de doações também se mostra desigual em certas regiões, ora para cima ora para baixo.

Por essa razão, as autoridades executivas de saúde empenham esforços no sentido de ampliar a captação e doadores com oficinas, capacitações e campanhas na área; além de planos de contingência e a estruturação de redes estaduais de hemocentros e uma Hemorrede Nacional capaz de prover cooperação técnica e logística necessária ao atendimento da população que precisa de sangue. Para falar mais sobre o assunto e esclarecer dúvidas, leia abaixo a entrevista com a médica e presidente da Fundação Hemominas, Dra Júnia Guimarães Mourão Cioffi. Acompanhe:

1) Porque doar sangue pode ser considerado um ato de cidadania?

O hábito de doar sangue requer responsabilidade, compromisso e, principalmente, solidariedade – qualidades que já nascem com a pessoa ou que podem ser cultivadas desde a infância e mesmo despertadas pelo exemplo alheio, ou quando a necessidade bate à porta. O ato traz benefícios para todos: hospitais, pacientes, Hemominas e sociedade, além de dar mais segurança ao cidadão que, a qualquer momento, pode necessitar do procedimento transfusional. E quem não pode doar, também pode dar sua contribuição, conscientizando outras pessoas sobre a importância e necessidade desse grande gesto.

2) Uma única doação de sangue pode salvar quantas vidas?

Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas. O sangue é fracionado em  4 hemocomponentes principais e, em seguida, enviado aos hospitais e pacientes que estejam necessitando

3) Como é o processo de captação de doadores e a triagem?

A captação de doadores tem por princípio e norma realizar a conscientização e sensibilização de pessoas para a doação voluntária, com esclarecimento e a valorização do gesto altruísta, solidário e responsável. A mobilização de doadores voluntários é feita através de campanhas da Fundação Hemominas e de ações feitas em parceria com entidades, imprensa e sociedade em geral. Após chegar ao posto de coleta, o doador em potencial passa por uma triagem clínica e hematológica para avaliar se ele está em condições de doar sangue. Estando aptos à doação, os candidatos poderão efetuá-la. É importante lembrar que o candidato deve levar um documento com retrato, dentro do prazo de validade para que o seu cadastro possa ser feito.

4) Após a coleta, como o sangue é dividido?

Logo após o término da doação, o sangue passa por um processo de centrifugação em equipamento especial; daí ocorre a separação dos hemocomponentes que serão utilizados em transfusão, conforme a necessidade dos pacientes. São eles:

Concentrado de hemácias (CHM) – é a parte vermelha do sangue que contém as hemácias, células sanguíneas responsáveis pelo transporte do oxigênio para todo o corpo humano. É utilizado em anemias agudas como as causadas por hemorragias que ocorrem, por exemplo, em acidentes ou cirurgias com grande perda de sangue.

Concentrado de plaquetas (CP) – é um componente de cor amarelo claro, que contém as plaquetas, responsáveis por um dos mecanismos de coagulação que impedem a continuidade do sangramento, formando um tampão nos vasos sanguíneos. É utilizado em caso de alteração da função ou diminuição do número de plaquetas, como ocorre em leucemias e em tratamentos com quimioterapia.

Plasma fresco congelado(PFC) – é a parte líquida do sangue, clara e que contém fatores de coagulação responsáveis pelos outros mecanismos de coagulação, além da plaqueta. É utilizado em sangramento e deficiência de vários fatores de coagulação como as que ocorrem em grandes queimados e distúrbios de coagulação adquiridos.

Crioprecipitado (CRIO) – é um precipitado originado do descongelamento do PFC em temperatura de 4° C, rico em fator VIII, fator XIII e fibrinogênio. É utilizado em pacientes com deficiência de fatores de coagulação (fibrinogênio e fator XIII).

O sangue é rotulado de forma a permitir sua rastreabilidade (possibilidade de identificar a origem do sangue doado, em caso de reações adversas no receptor), porém, preservando o sigilo do doador, conforme determina a legislação brasileira. São realizados exames para tipificação do sangue e identificação de doenças transmissíveis. Somente após a liberação dos testes laboratoriais, os hemocomponentes, devidamente estocados, são distribuídos aos hospitais e clínicas conveniados.

Conheça o processo de fracionamento do sangue e seus principais usos

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5) O sangue doado possui “prazo de validade?”

Cada hemocomponente possui uma validade. As plaquetas, por exemplo, só podem ser utilizadas por cinco dias após a coleta do sangue. É por isso que os doadores devem comparecer regularmente aos Hemocentros e postos de coleta. Uma redução no comparecimento afeta rapidamente o estoque de plaquetas necessárias a pacientes com distúrbios de coagulação.

  • Concentrado de hemácias (CHM) – 35 a 42 dias (dependendo da solução de conservação).
  • Concentrado de plaquetas (CP) – cinco dias.
  • Plasma fresco congelado (PFC) – um ano.
  • Crioprecipitado (CRIO) – um ano

A partir do fracionamento do plasma sanguíneo por processos físico-químicos, é possível também preparar hemoderivados, geralmente produzidos em escala industrial. Através desse processo são obtidos concentrados de fatores de coagulação, albumina, globulinas.

6) Porque a doação de sangue não pode ser remunerada e nem usada como forma de pena?

A doação de sangue é caracterizada por um ato de solidariedade e sujeitar essa atitude a um consequente benefício, econômico ou não, desnatura o seu caráter gratuito e pode comprometer a segurança do serviço e a qualidade dos produtos obtidos da doação, sendo esta for movida pelo interesse desvirtuado. A doação voluntária de sangue também é regulamente por lei. O artigo 14, II da Lei Federal nº 10.205, de 21/03/01, que “Regulamenta o § 4º do art. 199 da Constituição Federal, relativo à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados, estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada dessas atividades, e dá outras providências” prevê, entre os princípios básicos e diretrizes da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados a utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público estimulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social”. Isso ressalta a proibição de remuneração ao doador pela doação de sangue, direta ou indiretamente, bem como de qualquer prática de ato ou procedimento que induza o homem e a mulher a doar sangue mediante compensações pecuniárias ou outro tipo de retribuição material direta ou indireta, ou ainda a submissão da doação a qualquer condição (neste caso, livrar-se da pena), pois a imposição aumenta o risco de comprometimento da segurança e qualidade dos hemocomponentes a serem transfundidos.

Por Junia Brasil

 

#TOP5: É possível ter uma vida saudável com o diabetes?

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O diabetes é desenvolvido quando o corpo não produz ou não utiliza de forma adequada a insulina, hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue. Essa deficiência da produção ou da ação da insulina compromete o aproveitamento da glicose, o que provoca sua elevação no sangue, excedendo as taxas normais, que variam entre 70 a 110 mg/dl.

Vale lembrar que os pacientes diagnosticados com diabetes têm direito a receber tratamento e medicação adequada, além de acompanhamento médico nas unidades básicas de saúde do SUS. Porém, adotar hábitos mais saudáveis é fundamental para prevenir o desenvolvimento dessa doença crônica. Confira as dicas de prevenção!