Author Archives: Marcus Ferreira

21 de Março: Dia Internacional da Síndrome de Down

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Criado em 2006 pela organização mundial Down Syndrome International, o dia 21 de março foi reservado com a finalidade de conscientização da população mundial sobre a síndrome de Down, buscando alcançar tanto a visibilidade do tema quanto a inclusão dessas pessoas na sociedade.

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De acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, cerca de 300 mil pessoas têm Síndrome de Down, que corresponde a uma boa parcela dos mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência mental ou física. E, por falar nisso, você sabe sabe o que é a Síndrome de Down e quais são os cuidados gerais com as pessoas com essa condição? Acompanhe aqui e saiba mais!


O QUE É UMA SÍNDROME

O termo “síndrome” faz referência a um conjunto de sinais e sintomas atribuídos a uma ou mais doenças. É utilizado, portanto, como um agrupamento de características que comumente estão juntas quando na presença de determinada doença ou até mesmo quando não se sabe a causa exata do conjunto dos sinais e sintomas manifestados pelo paciente. Uma mesma síndrome pode, portanto, compartilhar ou não das mesmas origens e causas.

Um exemplo tão falado é a “Síndrome Gripal”, que consiste no quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos (cheiro) ou distúrbios gustativos.

Em crianças, além dos itens anteriores considera-se também: obstrução nasal

Em idosos, também deve ser considerado: síncope (desmaio), confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência (perda ou redução do apetite).
Na suspeita de COVID-19, a febre pode estar ausente e sintomas gastrointestinais podem estar presentes.

Existem diversos tipos de síndromes e cada uma delas pode estar relacionada a mais de uma doença. A síndrome de Down faz parte do grupo das síndromes genéticas, mas existem outros grupos possíveis, como as síndromes respiratórias, traumáticas, cardíacas, infecciosas, renais, intestinais, entre outras.


SÍNDROME DE DOWN

Como dito anteriormente, a síndrome de Down é uma síndrome genética, como resultado de uma alteração na divisão celular desde o início da formação do embrião. É  a alteração cromossômica (estrutura que contém o material genético) mais comum nos seres humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população.

A característica que se destaca na síndrome de Down é o seu atraso global quanto ao desenvolvimento. Observam-se os atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, além do déficit intelectual e retardo no crescimento (peso e altura).

O desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é o processo em que, a partir de estímulos, a criança adquire e desenvolve determinadas habilidades.

Fazem parte desse desenvolvimento as habilidades motoras (sentar, engatinhar, andar, correr, pular, manusear objetos), psicossocial (conjunto de interações entre pessoas e com o meio ambiente) e de linguagem (chorar, sorrir, falar, expressões faciais).

Além do desenvolvimento global citado anteriormente, algumas características físicas também são bem características desta síndrome, que muitas vezes é responsável pela suspeita diagnóstica após o nascimento. Dentre as características, as da face acabam sendo as mais valorizadas:

  • Olhos: epicanto (dobra do canto do olho), fenda palpebral (inclinação) oblíqua;
  • Nariz: pequeno com o ponte nasal (porção superior) plana;
  • Boca: palato alto e língua projetada levemente para fora da boca;
  • Cabeça: em formato achatado;
  • Orelha: pequena e com implantação baixa, lobo delicado;

Mitos e verdades sobre a Síndrome de Down:

  • Mito: todas as pessoas com síndrome de Down têm a mesma aparência.
  • Verdade: de fato, existem características que são comuns à síndrome de Down, mas um indivíduo com essa síndrome tende a se parecer muito mais com a sua família do que com outra pessoa com a mesma síndrome.
  • Mito: somente as mães mais velhas têm filhos com síndrome de Down;
  • Verdade: mães mais velhas apresentam maior chance de ter filhos com a síndrome de Down, mas as mães mais jovens também podem ter filhos com essa síndrome.
  • Mito: pessoas com síndrome de Down tem uma vida mais curta;
  • Verdade: ao receber os cuidados médicos adequados, podem ter uma vida longa.
  • Mito: pessoas com síndrome de Down não conseguem atingir seus objetivos de vida normais.
  • Verdade: recebendo o suporte adequado e com a devida inclusão social, a maioria das pessoas com síndrome de Down podem viver uma vida adulta plena e semi-independente.
  • Mito: pessoas com síndrome de Down são sempre felizes e afetuosas.
  • Verdade: pessoas com síndrome de Down não são diferentes de ninguém em seus traços de caráter e humor.

O diagnóstico da síndrome de Down, apesar de ser feito principalmente pela observação das características físicas somadas ao comprometimento neuromotor, além de outros sinais e sintomas, também pode ser feito pela análise do material genético (cariótipo).


CUIDADOS GERAIS

Por se tratar de uma síndrome genética e, portanto, sem cura, o acompanhamento multidisciplinar é essencial na melhora da qualidade de vida do indivíduo e deve sempre contar com a participação da família tanto em relação à inclusão social como no suporte médico e psicológico.

É de extrema importância que uma pessoa com síndrome de Down receba atenção o quanto antes por profissionais da saúde, visto que exige atenção especial para se reduzir ao máximo o comprometimento global referente às habilidades neuropsicomotoras, do desenvolvimento do intelecto e do acompanhamento da curva de crescimento. Ademais, o acompanhamento deve ser feito durante toda a vida, sendo as consultas espaçadas de acordo com a necessidade de cada indivíduo quanto às suas particularidades.

O desenvolvimento da autonomia é algo que se aprende, não somente por pessoas com a síndrome de Down, mas por todos. O que ocorre é que esse processo é lentificado nos portadores da síndrome, mas não devem deixar de ser objetivados durante todo o processo, sempre que possível.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, instituiu pela da Deliberação CIB-SUS/MG nº 1.272, de 24 de outubro de 2012 a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, por meio da criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com deficiência temporária ou permanente, nas formas progressiva, regressiva ou estável, sendo intermitente ou contínua, no âmbito do Sistema Único de Saúde de Minas Gerais – SUS/MG.

Os serviços de reabilitação são executados em unidades especializadas de abrangência regional, qualificadas para atender às pessoas com deficiência. As equipes são formadas por profissionais como médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e enfermeiros. Estas equipes fazem o trabalho de avaliação de cada caso e também o planejamento do processo de reabilitação.

Os serviços componentes da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência serão articulados entre si, de forma a garantir a integralidade do cuidado e o acesso regulado, a cada ponto de atenção e/ou aos serviços de apoio. A regulação aos serviços de reabilitação será executada pelas Juntas Reguladoras da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, conforme atribuições instituídas pela Deliberação CIB-SUS/MG nº 2.003, de 09 de dezembro de 2014.

Referências:

  1. Down Syndrome Internacional
  2. Ministério da Saúde. Definição de Caso e Notificação de COVID-19.

20 de Março: Dia Mundial da Saúde Bucal

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Muito mais que apenas o fator estético relacionado ao sorriso, a saúde bucal é composta por diversos fatores, como a capacidade de falar, mastigar, engolir, sorrir, cheirar, saborear, tocar e transmitir uma série de emoções por meio de expressões faciais. Dar a devida importância à saúde bucal é uma tarefa diária e que previne uma série de doenças, que vão muito além da cavidade oral.

HIGIENE BUCAL

Uma boa higiene bucal, além de prevenir as doenças da própria cavidade oral, também evita outras condições como a endocardite bacteriana (bactérias presentes no bolo alimentar podem cair na circulação e atingir o coração), parto prematuro e agravamento da diabetes.

Antes de iniciar a escovação, utilize o fio dental.

Portanto, uma escovação eficaz consiste nos passos abaixo:

  1. Colocar o creme dental fluoretado (com flúor) sobre as cerdas da escova;
  2. Escovar os dentes com movimentos circulares suaves e curtos, com cuidado especial para não aplicar muita força na região próxima à gengiva;
  3. Escovar as superfícies externas superiores e, depois, os inferiores;
  4. Escovar as superfícies internas superiores e, depois, os inferiores;
  5. Higienizar a língua, com um raspador próprio ao uso, retirando a camada esbranquiçada;

Quando devo trocar a escova dental?

De maneira geral, recomenda-se trocar a escova de dentes a cada três meses ou

então quando você perceber que ela está desgastada. A utilização de escovas desgastadas, além de comprometer a limpeza dos dentes também pode danificar a região periodontal,

levando a lesões bucais, aftas, entre outras.

 

Confira aqui alguns dos principais problemas bucais:

  • Cárie: destruição dos dentes causado por ácidos produzidos por bactérias presentes na boca;
  • Gengivite: inflamação da gengiva, que pode resultar em vermelhidão, inchaço e sangramento;
  • Lesões bucais e aftas: inchaços, manchas ou feridas na cavidade oral, que podem ser provocadas por herpes labial, candidíase (“sapinho”) e próteses mal ajustadas;
  • Mau hálito: odor fétido exalado, decorrente de má higiene bucal e/ou outras causas;
  • Placa bacteriana: conjunto de bactérias que colonizam a cavidade bucal;
  • Tártaro: endurecimento da placa bacteriana na superfície dos dentes.

O mau hálito, ou halitose, pode ter várias causas, como: higienização bucal inadequada, gengivite, ingestão de alimentos específicos (alho, cebola), tabagismo, alcoolismo, boca seca, saburra lingual (placa bacteriana esbranquiçada na língua), entre outros.


DENTIÇÃO E HIGIENE BUCAL

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Apesar da higiene bucal fazer parte dos nossos hábitos diários e de sua ampla divulgação como medida favorável à saúde, ainda restam algumas dúvidas que valem a pena serem abordadas. Como exemplo, provavelmente você já deve ter se perguntado quando essa atividade se inicia e como ela deve ser feita no decorrer dos anos, não é mesmo?

Os primeiros dentes começam a aparecer por volta dos seis meses de vida e por volta dos três anos de vida a criança já possui cerca de 20 dentes de leite. Os dentes de leite começam a ser substituídos assim que os definitivos estão prontos para nascer, processo que ocorre por volta dos 5 anos de vida e só termina na fase da adolescência.

O que muitos não sabem é que mesmo antes do surgimento dos dentes de leite a higienização bucal já deve ser feita rotineiramente. Enquanto os dentes ainda não estão presentes, deve-se passar um pano úmido após a ingestão de leite materno, eliminando excessos e possíveis secreções. Assim, tal procedimento deve ser feito sempre após a amamentação.

Com o surgimento dos dentes, deve-se fazer a higienização com escova pequena, adequada à idade e tamanho da cavidade oral, sempre com cerdas macias e pelo menos duas vezes ao dia (ao acordar e antes de dormir) e sempre após as refeições. Com o passar do tempo, geralmente a partir dos 2 anos, os pais ou responsáveis pela criança devem estimular a escovação, diariamente e sempre devem supervisionar o processo. Ensinar a criança a não engolir a pasta de dente com flúor, ensinar os movimentos circulares e curtos e ensinar a importância da escovação são essenciais no processo.


CÂNCER DE BOCA

O câncer de boca é tecnicamente definido como um tumor maligno que pode acometer principalmente as regiões dos lábios, gengivas, língua, céu da boca e até mesmo a região da garganta.

Existem vários tipos de câncer de boca, sendo divididos por tipos celulares acometidos pelo tumor. O tipo mais comum é o carcinoma de células escamosas; tumor que compromete as células escamosas da nossa pele, sendo responsável por até 90% dos casos de câncer de boca. Outros exemplos são os teratomas (tumor de células embrionárias), adenocarcinomas (tumor de tecidos glandulares), melanoma (tumor de células produtoras de melanina) e sarcomas (tumor de partes moles, como músculos, gordura, cartilagens tendões e nervos).

O câncer de boca é frequentemente antecedido pelas lesões denominadas pré-malignas, sendo as leucoplasias (manchas ou lesões espessas brancas) e as eritroplasias (manchas ou lesões espessas avermelhadas) as mais comuns. Tanto a leucoplasia quanto a eritroplasia são lesões consideradas benignas (crescimento anormal, sem chance de invadir outros tipos de tecidos e órgãos). Estudos indicam uma chance de 5% das leucoplasias evoluírem para a condição maligna. Por outro lado, a eritroplasia apresenta uma chance de 51% de apresentar alterações malignas.

A maioria dos pacientes são homens com idade superior a 50 anos e com história de tabagismo e etilismo (consumo de álcool), que relatam uma ferida oral (caroço, inchaço, áreas de dormência, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, úlceras) com surgimento há algumas semanas, mas que não se cicatrizam, ocasionalmente podem sangrar e frequentemente possuem mau hálito. Podem também apresentar dificuldade para falar ou engolir, caso a lesão seja na garganta.

Leia aqui: Câncer de boca: saiba o que é e como se prevenir!


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

Muito provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre a disponibilidade dos cuidados com a saúde bucal no Sistema Único de Saúde, mas você sabe quais são eles? Entre os serviços que você pode receber gratuitamente pelo SUS estão: limpezas, extrações, implantes dentários, restaurações, aplicações de flúor, retirada dos sisos, tratamento de cáries, aparelho dental, biópsias, cirurgias e exames bucais para detecção de câncer bucal, infecções e outras doenças.comorbidades que podem se confundir com a pneumonia e cabe ao médico decidir a melhor conduta individualizada ao paciente. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento devem ser muito bem direcionados e a automedicação é contraindicada.

Regional de BH capacita profissionais sobre Hanseníase

A Coordenação de Atenção à Saúde da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (CAS/SRS-BH) realizou, ontem (3/2), pela plataforma online Google Meet, uma ação de mobilização regional referente à Campanha Educativa de conscientização sobre a hanseníase.

Foram abordados temas como sinais, sintomas, tratamento e cura da hanseníase como importante estratégia da Atenção Primária à Saúde (APS), além de serem apresentados o cenário regional da Hanseníase e a proposta de trabalho da CAS em parceria com a Vigilância Epidemiológica.

Dermatologista associada a Sociedade Brasileira de Dermatologia, Laura Salles Dias Pinto, foi uma das palestrantes no evento em que participaram médicos e enfermeiros dos 39 municípios da região central que serão multiplicadores no âmbito municipal para os profissionais da APS.

Por: Leandro Heringer

4 de Fevereiro: Dia Mundial do Câncer

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Criado em 2000, o Dia Mundial do Câncer foi criado pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de conscientização e a educação mundial sobre um grupo de mais de 100 tipos de doenças. Com isso, buscando pela mobilização populacional e governamental acerca de um problema sério de saúde responsável por milhões de mortes anualmente.

Portanto, a necessidade em abordar o tema é uma medida fundamental para desmistificar o estigma social sobre o câncer. A desinformação ainda continua sendo um dos principais inimigos do enfrentamento ao câncer. O rastreio e a prevenção, quando bem conduzida, reduz significativamente sua incidência na população. Sendo assim, leia o texto abaixo e fique atualizado sobre o que você pode fazer para se prevenir contra o câncer.

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ENTENDENDO O CÂNCER

Câncer é o nome dado a um grupo com mais de 100 diferentes tipos de doenças que apresentam em comum a desorganização no crescimento e na multiplicação das células do organismo. Suas variantes, portanto, variam de acordo com o local em que ocorrem e do comportamento de cada uma dessas desordens. A complexidade nos seus diversos fatores aos quais estão relacionados (predisposição genética, exposição ambiental, controle e tratamento) é que faz com que o câncer seja um dos principais desafios da ciência até a atualidade.

Mesmo frente à impossibilidade em controlar e prevenir as chamadas desordens celulares responsáveis pelo desenvolvimento do câncer, ainda assim é possível intervir nos chamados fatores ambientais da oncogênese (formação do câncer). De maneira geral, processos que interfiram no “estresse” celular ou que alterem o ambiente em que o crescimento celular ocorre são fatores que contribuem para o câncer.

A oncogênese é o resultado de fatores genéticos e ambientais, mas variam significativamente de pessoa a pessoa.

Contudo, o diagnóstico precoce e o rastreamento são essenciais a todos.

DIAGNÓSTICO PRECOCE E RASTREAMENTO

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Apesar da possibilidade na detecção precoce do câncer, apenas alguns deles são alvos de rastreamento.

São eles: câncer de mama, colo do útero, cólon e reto.

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Os intervalos acima correspondem ao tempo mínimo entre cada exame de rastreio, mas podem ser menores dependendo da necessidade do acompanhamento: conduta individualizada.

Os exames para rastreamento não fornecem o diagnóstico, mas indicam a realização de exames mais precisos como a biópsia (retirada de uma amostra da lesão para avaliação laboratorial).


PREVENÇÃO

Ainda que cada câncer possa apresentar características específicas quanto à prevenção ou fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença, algumas medidas preventivas podem ser comuns a mais de um tipo delas e, por isso, vale a pena adotar tais medidas. Abaixo, algumas das prevenções mais importantes não somente para a prevenção do câncer, mas de muitas outras comorbidades (Instituto Nacional do Câncer – INCA):

NÃO FUMAR

As mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes são responsáveis pelo câncer de pulmão, boca, laringe, faringe e esôfago.

TER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal (frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas) e pobre em alimentos ultraprocessados (presunto, salsicha, bacon, salame, mortadela, entre outros) e conservantes (nitritos e nitratos), além de conferirem proteção às doenças cardiovasculares, também ajudam na prevenção de câncer de cólon, reto e de estômago.

PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS

A prática de exercícios físicos promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer de cólon, reto, endométrio e mama.

VACINAR CONTRA O HPV

A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo uterino.

VACINAR CONTRA A HEPATITE B

O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer.

EVITAR BEBIDAS ALCOÓLICAS

O consumo de álcool, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer.

Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença.

EVITAR EXPOSIÇÃO SOLAR EXCESSIVA E SEM PROTEÇÃO ADEQUADA

A exposição solar excessiva e sem proteção adequada, principalmente entre 10 horas e 16 horas, aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de pele (melanoma e não melanoma).


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80%  das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

Quando o assunto é a prevenção do câncer, a atenção primária mostra-se como protagonista deste processo. O rastreamento, diagnóstico ou detecção precoce de doenças é tema fundamental na atuação da Atenção Primária à Saúde (APS), pois aborda o cuidado integral à saúde da população brasileira. A APS, em seus vários níveis de atuação na prevenção do câncer, ocorre basicamente da seguinte forma:

  • Prevenção primária: remoção das causas e fatores de risco na saúde individual ou proporcional antes do desenvolvimento de uma condição clínica. Fazem parte dela: promoção da saúde e proteção específica (ex.: imunização, orientação de atividade física);
  • Prevenção secundária: suspeita ou diagnóstico de um problema de saúde em sua fase inicial, facilitando assim o tratamento ou redução de danos decorrentes da evolução da doença. Exemplos: rastreamento, diagnóstico precoce;
  • Prevenção terciária: ações voltadas à redução dos prejuízos funcionais consequentes de um problema agudo ou crônico, incluindo reabilitação. Exemplo: prevenir complicações do diabetes, reabilitar paciente pós-infarto.

Sendo assim, a adoção de um estilo de vida saudável e seguir as recomendações acima (tópico “prevenção”) são fundamentais na prevenção não somente do câncer, mas também de diversas comorbidades. E, caso seja necessária uma investigação de um possível acometimento oncológico, não deixe de procurar ajuda em um serviço de Atenção Primária, seja para uma investigação inicial ou apenas para a aquisição de informações úteis para prevenções.

Referências:

  • Ministério da Saúde. Rastreamento. Cadernos de Atenção Primária n.29.
  • Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA).

Entrevista pingue-pongue com Mayara Marques de Almeida, coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis / Aids e Hepatites Virais do estado de Minas Gerais

Instituído em 1988 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS promove a necessidade de entendimento sobre a doença. Trinta e dois anos depois do marco inicial, muita coisa mudou neste cenário e não é exagero dizer que o Brasil é pioneiro nos bons resultados no que diz respeito à prevenção e tratamento da doença graças à distribuição universal e gratuita de medicamentos antirretrovirais por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para celebrar a data, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou a campanha Fazer o teste é a melhor escolha, para sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de submeter-se à testagem caso exposto ao risco de contrair o HIV, uma vez que existe tratamento para o agravo. A coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis / Aids e Hepatites Virais do estado de Minas Gerais, Mayara Marques de Almeida bateu um papo com os jornalistas sobre avanços na prevenção, o papel do SUS, testagem e vida saudável com HIV. “Não podemos esquecer que observamos, nos últimos anos, grande queda no número de mortalidade por AIDS e a uma melhoria da qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença. Acredito que foi uma consequência da ampliação do diagnóstico, da terapia antirretroviral e da eficiência das políticas de prevenção e tratamento em relação ao vírus”, avalia Mayara.  Confira.

Por que existe o Dia Mundial de Luta contra a AIDS?

O Dia Mundial da Luta Contra a Aids foi instituído como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre o agravo e incentivar ações referente à Aids.

Qual o papel do SUS na luta contra a Aids?

O Brasil teve um grande destaque na luta contra a AIDS no cenário internacional por causa da distribuição universal e gratuita de medicamentos antirretrovirais por meio do Sistema Único de Saúde. Todas as pessoas que vivem com HIV/ AIDS recebem a medicação antirretroviral gratuitamente. Além disso, todas as ações de prevenção, tratamento e diagnóstico estão disponíveis na rede pública.

Quais as conquistas mais importantes a sociedade teve em relação ao tratamento de quem vive com HIV? 

A distribuição de antirretrovirais de forma universal pelo SUS, a ampliação do diagnóstico e da oferta de tratamento eficaz para o HIV. Também merecem destaques a disponibilidade de estratégias e tecnologias avançadas para prevenir a infecção pelo vírus por meio de PEP, PrEP, teste rápido, preservativo e gel lubrificante.

O que são a PEP e PrEP?

PEP significa Profilaxia Pós Exposição e é uma medida de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis. Consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções e deve ser utilizada após qualquer situação de risco de contágio como violência sexual, relação sexual sem o uso de camisinha ou com rompimento da mesma.  Já a Profilaxia Pré Exposição (PrEP) consiste no uso diário de um comprimido que impede que o vírus causador da Aids infecte o organismo antes de contato com o mesmo.

Quais são os maiores desafios para a luta contra a AIDS?

Apesar de todas as conquistas e evolução no tratamento e prevenção ao HIV/AIDS, ainda há um estigma sobre a doença. Mesmo com toda a disponibilidade de informação, falta a conscientização da população sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento.

Qual a diferença entre ter AIDS e HIV?

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana, causador da AIDS. Já a AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, doença causada pelo HIV, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo de doenças. É importante ressaltar que, ter HIV não significa que a pessoa desenvolverá AIDS; porém, uma vez infectada, a pessoa viverá com o HIV durante toda vida.

Quem deve fazer o teste de HIV?

O teste de HIV deve ser feito por todo indivíduo que tiver passado por situação de risco, como ter feito sexo sem camisinha. O diagnóstico precoce e tratamento oportuno são importantes para a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV.

O SUS oferece teste? Quais? Como ter acesso?

O SUS oferece o teste rápido, que é prático e de fácil execução, e também a sorologia convencional (exame de sangue). Os testes rápidos podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluído oral, e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos. É possível realizar os exames nas unidades de saúde da rede pública ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os testes devem ser realizados com regularidade e sempre que o indivíduo tiver passado por uma situação de risco, como ter feito sexo sem camisinha. É muito importante que o diagnóstico seja feito em tempo oportuno.  No caso das gestantes e parcerias sexuais é importante que o teste seja realizado durante o pré-natal.

Qual tipo de tratamento o SUS fornece para a pessoa HIV positiva?

Atendimento clínico, laboratorial, psicossocial (psicólogo e assistente social) além do fornecimento de medicamentos antirretrovirais.

A AIDS, em Minas Gerais, é uma preocupação?

Apesar da diminuição do número de casos de AIDS observados nos últimos anos, resultado do diagnóstico precoce e do tratamento antirretroviral instituído de forma universal a todas as pessoas vivendo com HIV, ainda temos um número considerável de casos de AIDS.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais busca ampliar o diagnóstico, conscientizar a população sobre as formas de prevenção ao agravo. O objetivo da SES-MG é evitar novos casos e, consequentemente, diminuir a mortalidade pelo agravo.

Quais são as principais formas de prevenir a doença?

Atualmente, temos a prevenção combinada como estratégia que faz uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção para responder às necessidades de cada indivíduo. As formas de prevenção disponíveis estão representadas na Mandala de Prevenção Combinada.

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Quais são as formas de contágio?

  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

Quantas pessoas vivem, hoje, com a doença em Minas? E qual a faixa etária mais atingida pelo agravo?

Atualmente temos 76.799 pessoas notificadas como HIV/Aids no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A faixa etária mais acometida é a de 20 a 34 anos, uma vez que os jovens são a população sexualmente ativa.

É possível ter HIV positivo e ter uma vida saudável?

Sim. O tratamento com medicamentos antirretrovirais reduz significativamente a mortalidade e o número de internações e infecções por doenças oportunistas, que aproveitam a fraqueza do sistema imunológico para atacar o organismo.

A expectativa de vida hoje de uma pessoa que tem um diagnóstico precoce e inicia o tratamento imediatamente, mantendo a carga viral indetectável, é semelhante à de uma pessoa com a mesma faixa etária e que não tenha HIV.

Autor: Juliana Gutierrez