Author Archives: Pollyana Teixeira

Semana de comemoração ao 18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial

O dia 18 de maio marca, no Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Esta data, instaurada em 1987 na cidade de Bauru, durante o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, deu visibilidade ao Movimento da Luta Antimanicomial, adotando o lema “Por uma sociedade sem manicômios” e inaugurando uma nova trajetória da proposta de Reforma Psiquiátrica Brasileira.

Centro de Reabilitação de Saúde Mental de Itaguara (CERSAM) | Créditos: Prefeitura Municipal de Itaguara

Centro de Reabilitação de Saúde Mental de Itaguara (CERSAM) | Créditos: Prefeitura Municipal de Itaguara

RESGATE HISTÓRICO

Revendo a história da humanidade, vê-se que a compreensão da loucura passou por diferentes momentos. A partir do final do século XVIII, principalmente no ocidente, predominava a ideia de que as pessoas com transtornos mentais não podiam circular no espaço social como os demais cidadãos, disseminando-se um discurso excludente e de possível “periculosidade” das pessoas ditas loucas. Essa percepção seguia a lógica de encarceramento das pessoas em hospitais psiquiátricos (manicômios), sendo que o“tratamento” ofertado nestas instituições era, desumano e degradante, acarretando em graves sequelas e elevado número de mortes.

O isolamento e a institucionalização em hospitais psiquiátricos se mantiveram durante longo período, tendo muitas delas, inclusive, passado toda a sua vida nessas instituições. A situação agravou-se ao final da II Guerra Mundial, quando surgem, então, os primeiros movimentos de Reforma Psiquiátrica.

No Brasil, um marco importante foi a chegada no ano de 1978 de Franco Basaglia, psiquiatra italiano que fundou o Movimento da Psiquiatria Democrática e liderou importantes experiências de superação do modelo asilar-manicomial, com a criação de uma nova rede de serviços e estratégias para lidar com as pessoas em sofrimento mental.

POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS

No período em que esteve no Brasil, foi marcante a visita de Basaglia ao Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Considerado um dos mais cruéis manicômios brasileiros, Basaglia comparou tal Hospital aos campos de concentração nazista, chamando-o de “Holocausto Brasileiro”, o que reforçou as críticas e denúncias de maus-tratos e violência cometidos pelas diversas instituições psiquiátricas de todo o país.

Dado contexto sociopolítico de redemocratização dos anos de 19070 e 1980, diferentes atores e segmentos sociais compostos por familiares e trabalhadores da saúde, passaram a se organizar em prol de uma Reforma Psiquiátrica, concomitante à luta pela criação e implementação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Reforma Psiquiátrica torna-se mais incisiva com o apoio do Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo, quando foi instituído o 18 de maio como dia nacional da luta antimanicomial, criando-se aí as famosas palavras de ordem “Por uma sociedade sem manicômios”.

O CUIDADO EM LIBERDADE: A REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL – RAPS

A Reforma Psiquiátrica e o movimento da luta antimanicomial foram de suma importância para a mudança da atenção em saúde ofertada às pessoas com sofrimento mental, tendo como premissa o cuidado no território e o respeito à singularidade e autonomia dos sujeitos, bem como na manutenção dos vínculos familiares e sociais.

Foram criadas legislações extremamente relevantes, com concomitante implantação de uma rede de cuidados diversificada, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde, propondo um modelo de atenção respeitando a liberdade, a cidadania, a garantia de direitos, e baseado na convivência dentro da sociedade.

Atualmente, temos os diversos serviços do SUS que atuam no cuidado às pessoas com transtorno mental e/ou uso necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas, sendo eles:  Atenção Primária à Saúde presente  em todos os municípios e mais Centro de Convivência,  Equipes de consultórios de/na rua, Serviços de Urgência e Emergência (SAMU e UPA),  Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Centro de Referência em Saúde Mental (CERSAM) em suas diversas modalidades,  Atenção Hospitalar (Leitos de Saúde Mental em Hospital Geral),  Unidade de Acolhimento Adulto ,  Unidade de Acolhimento Infantojuvenil  Serviço Residencial Terapêutico (estratégia de desinstitucionalização).

Saúde da População Indígena em Minas Gerais

por Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da SES-MG

A Constituição Federal de 1988 foi o grande marco para a criação de políticas públicas voltadas aos povos indígenas, quando da iniciativa de retirar de seu texto a perspectiva de tutela destes povos e reconhecê-los como cidadãos e cidadãs de fato e de direito. Entre os direitos concedidos está a garantia de atenção diferenciada à saúde (Mendes et al, 2018). Assim, a Lei Federal nº 9.836, de 23 de setembro de 1999, que acrescentou dispositivos à Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, instituiu o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. O Subsistema tem como base organizacional os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). No ano de 2002, a Portaria MS nº 254, de 06 de fevereiro do mesmo ano, aprovou a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. O objetivo desta política é garantir aos povos indígenas o acesso à atenção integral à saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, contemplando a diversidade social, cultural, geográfica, histórica e política de modo a favorecer a superação dos fatores que tornam essa população mais vulnerável aos agravos à saúde de maior magnitude e transcendência entre os brasileiros, reconhecendo a eficácia de sua medicina e o direito desses povos à sua cultura (Brasil, 2002).

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o subsistema de atenção à saúde indígena (SASI) e a Política de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) foram criados como estratégia para garantir o acesso à saúde aos povos indígenas. A PNASPI prevê atenção diferenciada às populações indígenas com base na diversidade sociocultural e nas particularidades epidemiológicas e logísticas desses povos e focando no desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (APS) com garantia de integralidade da assistência (Mendes et al, 2018). O princípio da integralidade no SUS pressupõe, dentre outros elementos, a necessidade de conformação de Redes de Atenção à Saúde regionalizadas, compostas por serviços de diferentes densidades tecnológicas, tendo a APS como um dos seus pilares, capaz de operar com resolutividade e capacidade de coordenação do cuidado (ABRASCO, 2019).

Deste modo, o SUS servirá de retaguarda e referência ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, devendo, para isso, ocorrer adaptações na estrutura e organização do SUS nas regiões onde residem os povos indígenas para propiciar essa integração e o atendimento necessário em todos os níveis de atenção, sem discriminações, garantindo a construção de fluxos e das instituições de referências para o atendimento em tempo oportuno no SUS, dever-se-á obrigatoriamente levar em consideração a realidade local e as especificidades da cultura dos povos indígenas e o modelo a ser adotado para a atenção à saúde indígena, que se deve pautar por uma abordagem diferenciada e global, contemplando os aspectos de assistência à saúde, saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras, educação sanitária e integração institucional (Brasil, 1990).

Outro marco importante na estrutura institucional do subsistema de saúde indígena é a participação social no controle da política de saúde por meio dos conselhos de saúde, uma oportunidade potente de participação da sociedade. No entanto, para que os conselhos de saúde indígena exerçam influência na formulação, controle e avaliação da política de saúde é imprescindível que o Estado ofereça garantia de condições de funcionamento e participe dessa instância de forma mais democrática. Em relação ao modelo de atenção à saúde indígena pode-se afirmar que o conjunto de políticas, diretrizes, programas e projetos que foram introduzidos ao longo dos anos de implementação do subsistema certamente contribuíram para a ampliação do acesso da população indígena aos serviços de cuidado, de promoção e prevenção à saúde, antes inacessíveis. Entretanto, ainda restam desafios a serem superados na resolução dos principais problemas de saúde da população indígena. A mortalidade infantil ainda é o dobro da média nacional e a maior parte desses óbitos têm ocorrido no período pós-neonatal e por causas, possivelmente, evitáveis. Outros desafios também permanecem, como a qualificação de todos os profissionais de saúde para atuação em contexto intercultural (Martins, 2013), a organização dos fluxos assistenciais para média e alta complexidade da assistência, que compreendam as especificidades étnicas e culturais.

É importante ressaltar que SUS e SASI não são sistemas de saúde distintos. O SASI compõe o SUS, com um papel específico e diferenciado. O DSEI, componentes do SASI, tem como função organizar a rede de atenção primária dentro das áreas indígenas de forma integrada e hierarquizada com complexidade crescente e articulada com o SUS. É necessário que o SASI se articule com os estados e municípios para que os mesmos se responsabilizem pela continuidade do cuidado à saúde na rede SUS local e regional.

Em Minas Gerais, encontram-se 11 etnias indígenas (Pataxó, Pataxó Hã Hã Hãe, Pankararú, Xukuru Kariri, Kiriri, Maxakali, Mokuriñ, Kaxixó, Krenak, Tuxá e Xakriabá) localizadas em 20 municípios mineiros (Açucena, Araçuaí, Bertópolis, Buritizeiro, Caldas, Campanário, Carmésia, Coronel Murta, Guanhães, Itacarambi, Itapecerica, Ladainha, Martinho Campos, Resplendor, Santa Helena de Minas, São João das Missões, Teófilo Otoni, São Joaquim de Bicas, Presidente Olegário e Esmeraldas)

As articulações intersetoriais e intrasetoriais para a garantia do cuidado integral e em saúde para esta população é uma das responsabilidades da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O objetivo do trabalho é assegurar o acompanhamento e a atenção à saúde da população indígena aldeada no Estado para garantir o acesso ao serviço de saúde com qualidade e, ao mesmo tempo, valorizar suas tradições e costumes.

Para isso, a Coordenação Estadual conta com o Grupo Condutor Estadual, formado por lideranças indígenas, representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena, do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), secretarias municipais de saúde, regionais de saúde e conselho estadual, que atuam em prol dos direitos dessa população.

A Coordenação Estadual também fomenta a criação de grupos condutores municipais nos municípios que possuem aldeias, conforme previsto na Resolução SES/MG nº 7.719, de 22 de setembro de 2021 e na Nota Técnica nº 27/SES/SUBPAS-SAPS-DPS/2021, além de apoiar os municípios com recurso financeiro destinado a complementação das ações de atenção primária à saúde. Atualmente, a resolução vigente que versa sobre este repasse é a RESOLUÇÃO SES/MG Nº 8.022, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2022, que altera a Resolução SES/MG nº 7.719, de 22 de setembro de 2021, que atualiza as normas gerais de adesão, execução, acompanhamento, controle e avaliação da concessão de incentivo financeiro para as ações de saúde especificamente para a população indígena que vive em aldeias no Estado de Minas Gerais, e dá outras providências.

Sobre a população indígena que vive em contexto urbano, é importante que os municípios reconheçam também suas especificidades, garantindo o atendimento integral, equânime e livre de qualquer forma de discriminação na atenção primária à saúde e demais níveis da atenção à saúde, garantindo o cadastro correto nos sistemas de informação e registrando a etnia nos campos disponíveis. Neste sentido, a Política Estadual de Promoção à Saúde (POEPS) traz, em seu indicador número 06, algumas ações que podem ser desenvolvidas para este público.

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais acredita que a proposta de gestão compartilhada e dialogada é fundamental para avançarmos na garantia à saúde dos povos indígenas, superando os desafios e garantindo a saúde como um direito universal.

Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 254, de 31 de janeiro de 2002. Aprova a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. Diário Oficial União. 2002.
Brasil, Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas – 2ª edição – Brasília: Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2002. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_saude_indigena.pdf. Acesso em: 10/03/2022.
Mendes AM, Leite MS, Langdon EJ, Grisotti M. O desafio da atenção primária na saúde indígena no Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2018; 42: e 184. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/rpsp/2018.v42/e184/. Acesso em: 10/03/2022.
Contribuição da Rede APS ao debate sobre as recentes mudanças na política de Atenção Primária, ABRASCO, 2019. Acesso em: 10/03/2022.  Disponível em: https://www.abrasco.org.br/site/eventos/congresso-brasileiro-de-ciencias-sociais-e-humanas-em-saude/contribuicao-dos-pesquisadores-da-rede-aps-ao-debate-sobre-as-recentes-mudancas-na-politica-de-atencao-primaria/43125/
Martins, André Luiz. Política de saúde indígena no Brasil: reflexões sobre o processo de implementação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: https://bvssp.icict.fiocruz.br/lildbi/docsonline/get.php?id=3822 . Acesso em: 10/03/2022.
Brasil, LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm. Acesso em: 11/03/22.
Site do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Secretaria da Saúde. Disponível em: https://atencaobasica.saude.rs.gov.br/saude-da-populacao-indigena. Acesso em: 14/03/22

Dia Mundial do Sono: 6 dicas simples para você dormir melhor!

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Já ouviu falar em higiene do sono? É a mudança ou a organização de hábitos e atividades que busca melhorar a indução e a qualidade do sono. Além de relaxante, o sono é um processo vital para o nosso organismo e manutenção da imunidade. Em muitos casos, algumas ações simples já podem fazer diferença na melhora da qualidade do seu descanso.

Em alusão ao Dia Mundial do Sono, comemorado neste dia 18 de março, nós damos algumas dicas simples, mas fundamentais para você dormir melhor ainda hoje, que tal? Confira:

  1. Tente estabelecer, dentro do possível, uma rotina relaxante antes da hora de dormir, criando um ambiente agradável, confortável e calmo no momento do sono.

  2. Evite cochilos prolongados ao longo do dia. Se for possível tê-los, o indicado é apenas 30 minutos após o almoço.

  3. Busque manter uma rotina ativa. A prática de atividades físicas é uma grande aliada para a melhora do sono.

  4. Mantenha horários regulares para dormir e acordar, mesmo aos finais de semana.

  5. Evite fumar e/ou ingerir refrigerantes, café e álcool perto do horário de dormir. Manter uma alimentação equilibrada também favorece a higiene do sono.

  6. Próximo ao horário de dormir, evite televisão, celular e outras “telas”. Se o uso for inevitável, procure utilizar filtros com luzes amareladas, que irão interferir menos na indução do sono.

Direitos das Mulheres no SUS

Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Neste mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher (08/3), lembramos o histórico de lutas e conquistas das mulheres, especialmente em relação à igualdade de gênero, ampliação de direitos, melhores condições de vida e de trabalho.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também estabelece uma série de garantias relacionadas à saúde feminina, fundamentais para a ampliação da qualidade de vida e empoderamento das mulheres.

É importante destacar dizer que independente de gênero, idade, sexo, raça/cor todo cidadão tem o direito à acesso à saúde dentro dos princípios da Constituição. Algumas ações são voltadas para necessidades específicas da mulher em função das diferenças fisiológicas observadas entre o sexo feminino e o masculino.

Assim, conheça algumas dos direitos das mulheres no SUS:

Acesso à saúde integral, humanizada e de qualidade, livre de qualquer forma de preconceito ou discriminação
Falar em direito à saúde implica em uma perspectiva de cuidado integral, em que os profissionais considerem as singularidades das mulheres, seu contexto, cultura, condições de trabalho e moradia, em especial considerando as condições diferenciadas das mulheres em situação de rua, negras, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, de comunidades tradicionais, indígenas, ciganas, privadas de liberdade, entre outras cuja a trajetória marcada por processos de exclusão e discriminação atravessam a maneira como acessam os serviços de saúde, bem como geram vulnerabilidades diferentes.

Divulgação Fhemig

Divulgação Fhemig

Mamografia e exame citopatológico do colo do útero
A mamografia e o exame citopatológico do colo do útero, mais conhecido como Papanicolau, são exames recomendados para a prevenção do câncer de mama e de colo do útero. A mamografia deve ser realizada a cada dois anos por mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos (casos específicos deverão ter indicação médica). O exame citopatológico do colo do útero deve ser realizado uma vez ao ano e, após dois exames normais, a cada três anos, principalmente na faixa etária de risco (de 25 a 64 anos). Procure uma Unidade Básica de Saúde para obter mais informações.

Planejamento Familiar
O planejamento familiar é um conjunto de ações de regulação da fecundidade a fim de garantir direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. O planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade (concepção e contracepção).

Nome Social
Nome Social é aquele pelo qual mulheres trans e travestis preferem ser chamadas cotidianamente, por refletirem sua identidade de gênero, em contraposição ao nome do registro civil. É um direito garantido pela Carta de Direitos dos Usuários do SUS e pelas políticas Nacional e Estadual de Saúde Integral da População LGBT, e deve ser respeitado.

Assim, além do atendimento livre de qualquer discriminação, restrição ou negação, é direito de mulheres trans e travestis o uso do nome de preferência, não podendo ser identificado por número, nome ou código da doença ou outras formas desrespeitosas ou preconceituosas.

Assistência Obstétrica e Neonatal
Período que compreende do pré-natal aos primeiros dias de puerpério. As gestantes têm direito ao acesso e à assistência obstétrica e neonatal adequada e segura, incluindo orientações de pré-natal, parto, puérpério, aleitamento materno e métodos contraceptivos, se assim o desejar.

O objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas. Nos casos de pré-natal de alto risco, a gestante deverá ser encaminhada para um serviço de referência em gestação de alto risco, mantendo o atendimento compartilhado com a Atenção Primária à Saúde.

Durante o pré-natal também devem ser assegurados o acesso aos equipamentos do sistema de saúde (exames de imagem e laboratoriais, consultas e procedimentos especializados, internação hospitalar, medicamentos, vacinas etc.).

André Borges | Agência_Brasília

André Borges | Agência_Brasília

Acolhimento e atendimento em casos de violência sexual
A violência contra as mulheres é um fenômeno multidimensional que afeta cidadãs de todas as classes sociais, raças, etnias e orientações sexuais, que se constitui como uma das principais formas de violação dos direitos humanos, atingindo as mulheres no seu direito à vida, à saúde e à integridade física.

No SUS, as instituições envolvidas na atenção às pessoas em situação de violência sexual devem assegurar o atendimento, incluindo medidas de prevenção, emergência, acompanhamento, reabilitação, tratamento de eventuais agravos e impactos resultantes da violência sobre a saúde física e psicológica, além do abortamento legal se for solicitado pela mulher ou adolescente, de acordo com a legislação vigente. A Lei nº 12.845/2013 dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual.

Animais peçonhentos: como se proteger e o que fazer em caso de acidentes

Crédito: Rafael Mendes | SES-MG

Crédito: Rafael Mendes | SES-MG

Embora possam acontecer durante todo o ano, é com a chegada do período de calor e chuvas que aumenta a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. Assim como o homem, escorpiões, cobras e aranhas procuram lugares secos para se abrigarem, podendo ser encontrados nas proximidades das casas, jardins e parques, tanto em áreas urbanas quanto rurais, aumentando os riscos de acidentes.

Em Minas Gerais, os números mostram a necessidade de cuidado e atenção da população. Entre 2020 e 2021 foram 98.946 acidentes com animais como escorpiões, serpentes, aranhas e abelhas. Desses, a maior incidência é para acidentes com escorpiões, que somam mais da metade dos atendimentos, com 71.351 casos, seguidos pelas ocorrências com aranhas (8.651), serpentes (7.351) e abelhas, com 4.978 casos.

Prevenção

Ao voltar para casa, entre com cuidado, inspecionando todos os lugares e verificando a presença de animais peçonhentos. Pessoas que moram nas proximidades de áreas verdes e com matagais, devem ter atenção redobrada.

  • Sacuda roupas, sapatos, toalhas, lençóis e bata os colchões antes do uso;
  • Não coloque as mãos em buracos ou frestas. Utilize ferramentas (como enxadas, cabos de vassoura e pedaços de madeira compridos) para mexer em móveis;
  • Não ande descalço! Limpe o interior e os arredores da casa tomando sempre o cuidado de utilizar botas ou calçados rígidos, com perneira, tendo a certeza de proteção pelo menos até o joelho;
  • Durante a limpeza, tome cuidado ao tocar ou pegar qualquer objeto. Fique atento(a) à presença de serpentes, escorpiões, aranhas e outros animais peçonhentos nas superfícies ou nos cantos;
  • Não toque em animais peçonhentos, mesmo que pareçam estarem mortos;
  • Caso detecte a presença de algum animal peçonhento dentro de sua residência, afaste-se lentamente (sem assustá-lo) e entre em contato com a autoridade competente.

Lembre-se: serpentes, aranhas e escorpiões podem estar

em qualquer parte da casa, principalmente em lugares escuros.

O que fazer em caso de acidentes?

Todo acidente com animal peçonhento deve ser encaminhado a um serviço de saúde para avaliação médica da gravidade do caso e da necessidade do soro antipeçonhento. A maior parte dos acidentes causados por aranhas, escorpiões e lagartas tem classificação leve e não demanda administração de soro, podendo ser remediada apenas com tratamento sintomático e observação. Porém, os acidentes com cobras devem ser avaliados para o tratamento com o número adequado de ampolas de soro. Além disso, todas as ocorrências devem ser notificadas para que o perfil epidemiológico do município e região seja conhecido e possibilite a definição de medidas de controle destes acidentes.

Atenção aos primeiros cuidados:

  • Mantenha o acidentado em repouso, deitado e com o membro acometido elevado em relação ao resto do corpo, enquanto aguarda por socorro. A vítima deve evitar correr ou se locomover por meios próprios;
  • Não tente sugar o local com a boca para extrair o veneno ou amarrar o membro acidentado. Não aplique nenhum tipo de substância (como álcool, pó de café, ervas, terra, querosene ou urina) no local da ferida. Tais procedimentos não têm efeito sobre o veneno e só aumentam o risco de infecções;
  • Em caso de acidente, procure atentar para a cor e o tamanho do animal causador, pois suas características podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento do agravo. Se for possível, fotografe-o. Não é necessário levá-lo à unidade de saúde, pois em muitas ocasiões outros acidentes acontecem devido às condições em que os animais são capturados ou levados para o reconhecimento. A descrição também é uma boa forma, porém esta deve ser bem detalhada para que não haja confusão na identificação do animal pelos médicos e como consequência o tratamento errado.

SES-MG Esclarece: Vacinação Infantil

Crédito: Cristiano Machado

Crédito: Cristiano Machado

Há pouco mais de uma semana, a SES-MG convidou seus seguidores em todas as redes sociais a postarem suas dúvidas sobre a vacinação contra covid-19 para crianças. Agora, com o auxílio da Coordenadora do Programa de Imunizações da SES-MG, Josianne Gusmão, nós esclarecemos as principais e mais recorrentes:

Por que vacinar crianças, já que elas não agravam para covid-19?

Ainda que haja uma proporção de agravamento e óbito inferior a de adultos, crianças também adoecem por covid-19, são veículos de transmissão do vírus e podem evoluir para formas graves e até óbito. Em Minas Gerais, até o momento*, foram notificados 152 óbitos de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos em decorrência da covid-19; mais da metade dessas, 83, com menos de 9 anos.
* Informe Epidemiológico Coronavírus SES-MG 01/02/2022. Clique aqui e confira os dados mais atualizados.

Criança que teve febre pode tomar?

Em geral, como acontece com todas as vacinas, diante de doenças febris recomenda-se o adiamento da vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

Qual a vacina mais recomendada, Pfizer ou Coronavac?

A vacina Pfizer Pediátrica está recomendada para crianças de 5 a 11 anos de idade. Já a Coronavac, para crianças de 6 a 11 anos de idade, exceto aquelas imunocomprometidas. Vale destacar que todas as vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que garante sua segurança.

Há alguma contraindicação para crianças se vacinarem contra covid-19?

As vacinas covid-19 atualmente disponíveis são contra indicadas somente para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a algum dos excipientes da vacina, ou para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação alérgica grave (por exemplo, anafilática) a uma dose anterior de uma vacina covid-19.

Quais as garantias de que a vacina é segura para crianças?

Todas as vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que garante a sua segurança. Além do Brasil, pesquisadores de todo o mundo, agências reguladoras de diversos países, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) atestam a segurança e eficiência das vacinas contra a covid-19 na redução de casos graves e óbitos por covid-19.

A vacina infantil contra covid-19 pode ter efeitos colaterais? Quais seriam?

As principais reações esperadas são locais, por exemplo, dor, inchaço ou vermelhidão no local da injeção.

A criança teve sintomas gripais e/ou testou positivo para covid-19. Quanto tempo esperar antes de se vacinar?

A vacinação deve ser adiada para qualquer pessoa com quadro sugestivo de infecção, a fim de evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Por isso, é recomendado que sejam aguardadas 4 semanas após o início dos sintomas, ou 4 semanas a partir da primeira amostra de PCR positivo no caso de pessoas assintomáticas.

Dia da Visibilidade Trans: direitos da população trans e travesti no SUS

O dia 29 de janeiro marca o Dia da Visibilidade Trans, data importante para evidenciar a existência das pessoas travestis e transexuais na sociedade, reconhecendo suas lutas, conquistas e avanços, bem como destacar as políticas públicas vigentes em atenção aos seus direitos.

No Sistema Único de Saúde, a população travesti e transexual faz parte do escopo das políticas de promoção da equidade, uma vez que que esse público está exposto a agravos, estigmas e processos discriminatórios que levam ao comprometimento do acesso à saúde.  

A discriminação social por identidade de gênero é, muitas vezes, causa de isolamento social, taxas mais altas de depressão, ansiedade, tabagismo, abuso de álcool e de outras substâncias, e alto índice de suicídios. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), no primeiro semestre de 2021, 89 pessoas trans foram mortas no Brasil, sendo 80 delas por assassinatos, 9 por suicídios, 33 tentativas de assassinatos e além de 27 violações de direitos humanos.

Nesse sentido, a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, instituída em 2011, é um avanço na garantia do acesso e implementação de políticas públicas para essa população. A Política tem como principal objetivo “promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo”. 

A Carta de Direitos dos Usuários e Usuárias do SUS também reconhece a diversidade de identidades de gênero e garante o respeito ao nome social – nome pelo qual travestis e pessoas transexuais desejam ser chamadas no cotidiano, independente do registro civil. Dessa forma, o nome social de pessoas trans e travestis deve ser respeitado no preenchimento dos prontuários nas salas de espera, nas relações interpessoais nos serviços de saúde e também na impressão do Cartão Nacional do SUS. Essa é uma forma de garantir o acesso aos serviços de saúde sem preconceito e discriminação, auxiliando na promoção da saúde desta população. 

Além do nome social, os campos de identidade de gênero e orientação sexual também estão inseridos no Sistema E-SUS AB, na ficha de cadastro do usuário. Seu preenchimento, respeitando a autodeclaração, é fundamental para dar visibilidade a esta população, gerar dados de saúde, bem como orientar a implantação de ações e políticas de saúde para este público. 

Pensando no fortalecimento e promoção de ações de saúde para a população LGBT no âmbito do SUS em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio do Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT, conduzido pela Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde, e em parceria com a sociedade civil, instituiu a Política Estadual de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Essa política tem a finalidade de promover a saúde integral da população LGBT, combatendo a discriminação e o preconceito institucional, contribuindo para a redução das iniquidades e para a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equânime em Minas Gerais. 

O estado também possui dois Serviços Especializados no Cuidado ao Processo Transexualizador (ou seja, realização de procedimentos que visem a adequação do corpo biológico à identidade de gênero), na modalidade ambulatorial: o Centro de Referência e Assistência integral para a Saúde Transespecifica – CRAIST do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, e o Ambulatório Anyky Lima, do Hospital Eduardo de Menezes – Rede Fhemig, em Belo Horizonte. 

Ambos os serviços objetivam garantir o acesso à saúde especializada, contemplando as especificidades da população travesti e transexual, oferecendo um serviço integral de cuidado, com atendimento seguro e humanizado, acompanhamento clínico multidisciplinar pré e pós-operatório, além de oferecerem acompanhamento para a hormonioterapia. 

Os serviços podem ser contatados através dos seguintes telefones e fluxos: 

  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia: o acolhimento é realizado toda sexta-feira, pela manhã. Não é necessário agendamento. O atendimento é feito por ordem de chegada. Solicitamos que a/o usuária/o chegue entre 7h e 9h30. Contato: (34) 3218-2157.
  • Hospital Eduardo de Menezes – Rede Fhemig: atualmente, o acesso ao serviço é feito através dos atendimentos médicos nos centros de saúde para os/as moradores de Belo Horizonte e pode ser acessado também através do SISREG/BH pelos municípios do interior.

Por fim, a SES-MG destaca, em especial aos trabalhadores da saúde em todos os níveis da atenção que o SUS, enquanto sistema sustentado pelos eixos de integralidade, universalidade e equidade, ser fundamental articular ações com o objetivo de expandir o acesso da população travesti e transsexual, sem nenhuma forma de preconceito e discriminação, combatendo a transfobia e outras formas de violência que podem acometer essa população também no acesso aos serviços de saúde.

Hipoclorito de sódio 2,5%: para que serve e como utilizar

Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Distribuição de hipoclorito é uma das ações do SUS para tratamento doméstico da água

A ingestão de água contaminada pode provocar uma série de doenças. Leptospirose, Hepatite A, Diarreia Aguda e Febre Tifóide são algumas delas, que têm maior incidência durante a temporada de chuvas. Isso porque a ocorrência de enchentes e enxurradas, comuns do período chuvoso, pode comprometer as fontes de água, especialmente para quem a utiliza de reservatórios e poços artesianos. 

Dessa forma, a desinfecção caseira da água para consumo humano é uma estratégia a ser utilizada pelas famílias que não dispõem de tratamento adequado. Em Minas Gerais, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promove a distribuição do hipoclorito de sódio 2,5% a todos os municípios mineiros. Clique aqui e saiba mais.

O hipoclorito de sódio a 2,5% destina-se a famílias que não são abastecidas com água tratada; em casos de paralisação do sistema de abastecimento de água; e em caso de surto com suspeita de veiculação hídrica.  Nesses casos, os municípios devem realizar  a distribuição rotineira do hipoclorito à todas às famílias e também escolas de zona rural sem água tratada.

Crédito: Ministério da Saúde

Crédito: Ministério da Saúde

Orientação para utilização do hipoclorito

O Ministério da Saúde recomenda primeiramente realizar a filtração da água (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e depois realizar a adição de 2 (duas) gotas de hipoclorito para cada 1 (um) litro de água. Na sequência, misturar bem e deixar a água repousar por 30 minutos antes do consumo. A água tratada com hipoclorito de sódio a 2,5% deve ser consumida no mesmo dia, e só deve ser utilizada para desinfetar a água para consumo humano.

Fluxo de distribuição aos municípios

A SES-MG orienta que a solicitação do hipoclorito de sódio a 2,5% seja realizada com antecedência de 30 dias, conforme a demanda de cada município, para evitar o desabastecimento até a entrega. Recomenda-se o seguinte fluxo de comunicação da solicitação: Secretaria Municipal de Saúde > Unidade Regional de Saúde (URS) > Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA). Clique aqui e saiba mais.

Após a solicitação pelas URS, a CVSA autorizará a liberação junto à Diretoria de Medicamentos Estratégicos (DME), e a entrega será realizada através da equipe responsável pelo almoxarifado central da SES-MG na unidade regional solicitante. A previsão da entrega do insumo é de até 30 dias após a data da autorização da DME.

Anteriormente ao período chuvoso e período seco, a SES-MG verifica junto às Regionais a necessidade de envio adicional do insumo.

Fique ligado(a)!

Famílias não abastecidas com água tratada, ou que estejam temporariamente sem acesso à água tratada – seja em virtude de paralisação do serviço de abastecimento, ou por motivo de desastres de origem natural ou de atividades humanas – poderão solicitar o insumo diretamente na Secretaria de Saúde do seu município.

Atenção, gestor e profissional da saúde!

A SES-MG não determina modelo de fluxo de distribuição no âmbito do municipal, em virtude da descentralização das ações de Programa VIGIÁGUA, além do fato de que cada município tem seus processos de trabalho próprios. No entanto, recomenda a entrega de 2 (dois) frascos de hipoclorito para cada família por mês; ou em caso de instituições, 1 frasco para cada 4 pessoas. Caso seja uma localidade de difícil acesso, pode se realizar a entrega de 2 em 2 meses, considerando a validade do insumo.

A entrega do hipoclorito deve ser precedida pela orientação sobre o modo e os benefícios da utilização, além dos riscos relacionados ao consumo de água fora dos padrões de potabilidade. Para melhor alcance de resultados, sugerimos a realização de uma palestra (sem aglomerações) à população, por localidades trabalhadas. Sugere-se ainda a parceria com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na entrega do hipoclorito mensalmente, já que eles possuem rotina de visitas mensais às residências familiares.

Período de chuvas intensas em MG: saiba como se proteger!

Marco Evangelista | Imprensa MG

Marco Evangelista | Imprensa MG

As chuvas intensas que têm atingido diversas regiões de Minas Gerais preocupam quanto às consequências para a saúde pública no estado. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) faz um alerta à população para os cuidados necessários à proteção da saúde e da vida na ocorrência de chuvas prolongadas, enchentes e enxurradas, deslizamento, descarga atmosférica, dentre outros eventos adversos.

Em caso de chuva forte, fique atento(a):

. Evite ruas e avenidas sujeitas a alagamentos, mudando seu trajeto para locais mais seguros;
. Se estiver dirigindo, não tente atravessar vias com água acima da metade da roda (observe outros carros);
. Procure abrigo em local seguro, alto e seco, ou no ponto de refúgio de seu bairro;

. Não fique em campo aberto, nem próximo a árvores ou postes;
. Em casa, desligue os aparelhos elétricos das tomadas e evite o uso do chuveiro elétrico
· Não tente desligar ou religar energia da rede elétrica por conta própria.

Evite acidentes com água e energia elétrica:

Demetrio Aguiar | Cemig

Demetrio Aguiar | Cemig

Durante o período chuvoso, também é necessário que os cuidados com a rede elétrica sejam redobrados para evitar acidentes, choques ou perdas de equipamentos:
. Evite o uso do chuveiro elétrico;
· Não encoste em postes ou estruturas elétricas para se proteger das inundações;
· Nunca toque em aparelhos elétricos com as mãos ou os pés úmidos;
· Não tente desligar ou religar energia da rede elétrica da Cemig por conta própria;
. Evite a permanência em lajes altas ou locais descampados, de maior incidência para descargas atmosféricas;
. Jamais se abrigue embaixo de árvores;
· Caso haja necessidade de utilizar o telefone durante tempestades, a melhor opção é o aparelho sem fio ou o celular, desde que não esteja conectado à tomada;
. Evite locais sujeitos a alagamento.

Saiba o que fazer caso esteja dirigindo:

Vias alagadas são comuns em todo o país em épocas de chuvas. Atenção redobrada e prudência são atitudes chave para garantir a segurança nessas condições. As principais orientações para o motorista nessas situações são:

. Evite ruas e avenidas sujeitas a alagamentos, mudando seu trajeto para locais mais seguros;
. Caso já se encontre em áreas alagadas, reduza a velocidade e mantenha uma rotação maior e constante do motor;
. Observe outros carros, não tente atravessar com água acima da metade da roda.

Compartilhe com a sua rede!

Ajude-nos no compartilhamento de informações oficiais e confiáveis junto à sua comunidade, família, amigos e colegas de trabalho sobre os cuidados de prevenção aos riscos provocados pelas chuvas intensas:

Saiba mais

A população também pode encontrar orientações para problemas comuns em regiões atingidas no hotsite saude.mg.gov.br/alertachuva, em que há recomendações para fazer limpeza de caixas d’água e de residências inundadas, assim como a identificação de sintomas de doenças provocadas pelo comprometimento das redes pluviais e contato com água contaminada, além dos cuidados para evitar a presença de animais peçonhentos, que buscam refúgio em locais secos, muitas vezes dentro das casas.

Ações da SES-MG

A SES-MG tem promovido uma série de ações de resposta para o período chuvoso. Seja pelo crescimento de casos de doenças transmitidas pela presença de agentes infecciosos na água, seja pela perda de medicamentos ou inundação de estruturas, os 853 municípios mineiros podem notificar a SES-MG por meio de formulário on-line, para que o governo possa atuar via Unidades Regionais de Saúde (URS) e identificar possíveis riscos à saúde humana, como a necessidade de transferência de pacientes acamados, unidades de saúde comprometidas, casos ou surtos de determinada doenças, a perda de medicamentos, dentre outros.

Crédito: Isabela Carrari

Crédito: Isabela Carrari

A SES-MG também vai aumentar a testagem de COVID-19 nos municípios afetados pelas fortes chuvas a fim de evitar surto da doença e também de Influenza entre os desabrigados. Desde o dia 12 de janeiro, a SES-MG iniciou a distribuição de um total de 1.081.690 testes rápidos para detecção de antígeno COVID-19, sendo 966.245 destinados aos municípios de Minas Gerais e 115.445 para a população quilombola do Estado.

Setembro Amarelo: Mês de Prevenção ao Suicídio

por Pedro Otávio Oliveira Santos

Hands holding yellow ribbon, symbol of cancer awareness, medical

Autor*: Pedro Otávio Oliveira Santos

Desde o ano de 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina reservam o mês de setembro, especialmente o dia 10, para que todos possam lembrar e dar o devido valor ao tema tão importante e, infelizmente, muito presente na nossa sociedade, que é o suicídio. Mas, muito além disso, o Setembro Amarelo serve para nos alertar que juntos podemos virar este jogo.

Ao redor de todo o mundo, cerca de um milhão de vidas são perdidas para esta triste causa de morte, e o Brasil entra nesta estatística com cerca de 13 mil mortes a cada ano. Ainda é verdade que a maioria destes óbitos ocorrem na população jovem, mas é alarmante como os número tem crescido ano a ano entre a população idosa. 

Quer saber um pouco mais sobre como prevenir o suicídio e ajudar as pessoas que estão passando por momentos difíceis? Acompanhe o nosso post a seguir!

Como falar de suicídio?

Ao refletirmos brevemente sobre o nosso dia a dia, fica claro que nós, como sociedade, não damos a real importância para as mortes ocasionadas pelos suicídios. São mais de 13 mil vidas perdidas no país todos os anos, e mesmo assim existem tabus que de algum modo nos impedem de falar abertamente sobre esse tema tão prevalente. Seria isso medo de aumentar o número de mortes ao falarmos abertamente sobre o assunto? Ou apenas uma dificuldade inerente de discutir formas concretas para reduzir o número destas mortes?

Diversos estudos observacionais realizados nos indicam que dois sensos comuns que permeiam as sociedades não são verdadeiros. O primeiro é o que diz que se “uma pessoa fala que vai se matar, ela está apenas querendo chamar a atenção”. Diversos dados nos mostram que o paciente que revela pensamentos, mesmo que remotos, de suicídio, tem um risco muito superior de vir a cometer este ato.

O segundo pensamento popular que está equivocado, é o que nos faz acreditar que não podemos abertamente perguntar a uma pessoa se ela está pensando em fazer algo contra sua própria vida. Muitas pessoas imaginam que ao abordar um amigo, um familiar, um(a) namorado(a), o risco de suicídio aumentaria porque estaríamos dando uma ideia à eles. Mas, novamente, isso não é real. Pelo contrário, permitir que alguém se abra conosco, pode tirar um peso enorme das costas desta pessoa e ser o primeiro passo no caminho de buscar algum auxílio!

Você sabia? Como vimos até aqui, falar sobre suicídio pode ajudar muito aquelas pessoas que estão passando por momentos difíceis. Contudo, devemos nos atentar à forma de conversar. Ser acolhedor e evitar julgamento é fundamental. Precisamos ser um apoio e não um acusador!

Quais são os riscos para o suicídio?

Ao falarmos sobre os fatores de risco que aumentam a chance de um indivíduo cometer suicídio, devemos nos atentar que cada ser humano é um universo independente e diferente do seu próximo. Cada pessoa tem uma capacidade diferente de lidar com frustrações, perdas e acontecimentos ao longo da vida, e portanto, os fatores que aumentam o risco de suicídios podem ser muito diferentes para cada um. 

Porém, existem sim algumas características que são, inequivocamente, consideradas potencializadoras dos pensamentos suicidas e do ato consumado em si. Dentre estes fatores, temos como principais aqueles pacientes que possuem algum transtorno psiquiátrico de base, tais como depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias (álcool e outras drogas ilícitas, por exemplo). 

Você sabia? Ser do sexo masculino por si só é considerado um fator de risco para o suicídio, visto que a taxa de óbitos nesta população é bem maior do que na população feminina. Embora as mulheres tenham maiores números de tentativas de suicídio, os homens tendem a ser mais agressivos em suas tentativas e consumarem mais este ato.

Outros fatores que aumentam o risco de um paciente cometer suicídio são:

  • Doenças crônicas que limitam o dia a dia (câncer, por exemplo);
  • Perdas recentes;
  • Populações específicas como imigrantes e indígenas;
  • Ter parentes que já tentaram ou que cometeram suicídio;
  • Maus tratos, abuso físico ou sexual na infância;
  • Conflitos por identidade sexual.

Sendo assim, conseguimos notar que diversas situações e características podem aumentar a probabilidade de alguém cometer esta ação tão dolorosa contra sua própria vida. O suicídio nunca ocorre do nada, nunca ocorre por fraqueza da pessoa, e nunca deve ser entendido como algo para chamar a atenção das pessoas ao redor. Estas pessoas estão sofrendo, e mais do que nunca precisam da nossa ajuda!

A quem eu devo pedir ajuda?

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Se você está passando por algum momento difícil, tem tido pensamentos recorrentes sobre como gostaria de não estar mais vivo ou que nada mais faz sentido, saiba que mesmo sentindo que está sozinho e que ninguém vai te entender, você não está! Além de várias pessoas estarem na mesma situação, diversas outras estão dispostas a te acolher, nem que seja apenas para ouvir o que você tem a dizer e conseguir de alguma forma te ajudar. 

Um primeiro passo que pode ser muito efetivo, é ligar para profissionais que sabem lidar com este momento tão delicado e te ajudar neste momento. O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um serviço de tele atendimento gratuito que funciona 24h por dia, basta ligar no número 188.

Outra forma que as coisas podem começar a se ajustar neste momento é conversar com aquela pessoa que você considera mais próxima. Compartilhar seus medos e pensamentos, dar mais uma chance para que alguém veja seu momento difícil e te auxilie a sair aos poucos destes pensamentos que parecem não ter fim. As Unidades Básicas de Saúde (centros de saúde) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão sempre à disposição para receber todos aqueles que estão pensando em cometer algo contra si mesmos, procure o mais próximo da sua casa!

Você sabia? O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma rede de atenção à saúde integrada por profissionais especializados em saúde mental para o atendimento adequado e o tratamento a longo prazo para que estes pensamentos recorrentes de morte possam parar de incomodar o paciente.

A Pandemia de Covid-19 e o Suicídio

Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a pandemia de covid-19 aumentou expressivamente o número de suicídios ocorridos no ano de 2020. Principalmente no início da pandemia, com a necessidade mais presente do distanciamento social e dos planos de lockdown, diversos pacientes que já possuíam fatores de risco e predisposição para o suicídio, acabaram realizando este ato. Não só os pacientes, mas também os profissionais da saúde, tiveram uma incidência crescente destes ocorridos, justificados pelo aumento da angústia, medo e pensamentos recorrentes de solidão.

Outros fatores relacionados pela OPAS como sendo gatilhos para o aumento observado no número de mortes, têm sido relacionados com a expressiva elevação do consumo de substâncias dentro de casa, como o uso de álcool e outras drogas. Assim como o aumento alarmante da violência doméstica relata neste período de pandemia, que certamente contribuiu para desfechos desfavoráveis em pacientes predispostos. 

A pandemia não tem uma previsão exata para acabar, e neste contexto não podemos continuar perdendo vidas para esta causa tão cruel e solitária que é o suicídio. Devemos sim respeitar as regras de distanciamento e evitar aglomerações, mas podemos aproveitar as maravilhas das tecnologias atuais e manter contato com aqueles que sabemos estarem sozinhos e possivelmente passando por momentos desesperadores. Que possamos ser o diferencial na vida de alguém!

Referências:

  • MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS – DSM V
  • https://www.setembroamarelo.com/
  • https://www.setembroamarelo.com/post/suicidio-fatores-de-risco
  • https://www.setembroamarelo.org.br/o-movimento/
  • https://www.paho.org/pt/noticias/10-9-2020-pandemia-covid-19-aumenta-fatores-risco-para-suicidio
  • SUICÍDIO: INFORMANDO PARA PREVENIR – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA

Coronavírus: saiba como se prevenir ao sair de casa e voltar

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A chegada em casa agora envolve algumas etapas de cuidados necessários para a prevenção da covid-19. Se ligue nessas orientações e previna-se:

1) Tome banho ou, pelo menos, lave bem as áreas do corpo mais expostas, como mãos, punhos e rosto, especialmente, que podem entrar em contato com boca, nariz e olhos.

2) Evite tocar nos móveis de casa e objetos antes de higienizar as mãos;

3) Se possível, tire os sapatos ao entrar; é uma medida que ajuda a evitar que você leve sujeira à sua casa;

4) É aconselhável lavar a roupa após o uso, com sabão, como de costume;

5) Evite deixar sobre a mesa ou sofá objetos como bolsa, carteira, chaves e outros vindos da rua;

6) Limpe seu celular e os óculos com sabão e água ou álcool 70%. Empresas de telefonia recomendam aplicar álcool isopropílico 70% e desligar antes o smartphone para evitar danos.