Author Archives: Redação Blog da Saúde MG

Novo PODCAST: “A Gestão Regional do SUS em Minas Gerais frente à Pandemia da Covid-19

Por Ascom/ESP-MG

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) divulga mais um PODCAST.

Neste episódio preparamos um bate papo entre o Superintendente de Educação e Pesquisa da ESP-MG, Rodrigo Machado, e o Subsecretário de Gestão Regional da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Darlan Venâncio. O debate perpassa pelas questões da gestão, do apoio regional, comissões, cooperação entre entes e os desafios enfrentados no Estado.

🔊📲 Ouça agora! Acesse a página de PodCasts da ESP-MG: https://bit.ly/2SkRrli

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Dia Mundial do Doador de Sangue: momento de gratidão

Por Camila Dias Motta de Oliveira | Coordenação de Jornalismo | Assessoria de Comunicação Social – Fundação Hemominas – SUS / MG

A celebração da data é um reconhecimento a todos os doadores voluntários que fazem da solidariedade um propósito de vida.

Neste domingo, Dia Mundial do Doador de Sangue, o mundo reverencia os doadores voluntários pela atitude altruísta, responsável e solidária. Doar sangue beneficia não somente os pacientes hematológicos atendidos pela Fundação Hemominas, mas todos aqueles que estão nos hospitais dependendo de transfusões para sobreviver.

Quem salienta a grandeza do gesto é a gerente de Captação e Cadastro de Doadores da Fundação Hemominas, Viviane Guerra: “Sempre é tempo de lembrar a todos sobre a importância da doação de sangue. O sangue é um remédio diferente dos outros: não conseguimos fabricar, nem comprar. Dependemos, exclusivamente, da solidariedade daqueles que comparecem para doar.”

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado desde 2005, por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A escolha da data marca o nascimento do médico austríaco Karl Landsteiner, que deu início à classificação da tipagem sanguínea pelo sistema ABO e descobriu o fator Rh.

Foto: Adair Gomez

Foto: Adair Gomez

Quem não pode doar sangue tem, também, um papel muito válido e necessário: conscientizar outras pessoas sobre a importância do ato. Assim, a Fundação Hemominas estende os agradecimentos e homenagens a todos aqueles que contribuem com a causa, seja doando, compartilhando informações e também aos que trabalham para que a instituição exerça esse papel essencial à sociedade.

Mesmo em tempos de pandemia, com todas as restrições e recomendações quanto ao isolamento social, a doação de sangue se torna ainda mais crucial, pois a demanda é permanente e há pacientes que precisam de transfusão de sangue para o tratamento de diversas doenças, sem esquecer as ocorrências de emergência e traumas.

A Hemominas atua para que as doações ocorram da forma mais segura possível. Para isso, orienta a população que agende suas doações online ou pelo MGapp, para evitar aglomerações e organizar o fluxo de atendimentos. Atenta às recomendações do Ministério da Saúde, a Fundação intensificou os procedimentos de higienização e prevenção, entre eles: a obrigatoriedade do uso do álcool gel / líquido70% nas mãos (qualquer doador ou pessoa que entrar nas unidades); só são aceitas caravanas de doadores de, no máximo, 10 pessoas; as salas de espera das unidades, como as de coleta do sangue, foram reorganizadas de forma a garantir um distanciamento mínimo de 1 metro entre os doadores.

Foto: Adair Gomez

Foto: Adair Gomez

A todos os doadores, a presidente da Hemominas, Júnia Cioffi, deixa uma mensagem: “Agradecemos ao doador pela grandeza que reveste o ato de doar, quando ele se predispõe a esse gesto tão significativo, fundamental à preservação da vida. Este gesto garante melhor qualidade de vida aos pacientes acometidos pela doença falciforme, atendidos pela Fundação, e outros pacientes que demandam atenção, cuidado e qualidade de vida”.

Qual a importância do Educador Sanitário?

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Por Amanda Nathale Soares – Trabalhadora da ESP-MG

Amanda Soares é graduada em Enfermagem pela UFMG, Especialista em Docência e Gestão do Ensino Superior pela PUC-MG. Mestrado, Doutorado e Pós Doutorado em Enfermagem pela UFMG – Linha de Pesquisa: Educação em Saúde e Enfermagem.

A figura do educador sanitário, ou melhor, da educadora sanitária (eram mulheres, em sua maioria) nasceu na década de 1920, em um contexto de crescimento de uma série de problemas, como fome, pobreza, más condições de moradia, epidemias, grandes taxas de mortalidade infantil. Com a necessidade de instituir novos modos de viver e outras formas de cuidar, houve um deslocamento na centralidade da política de saúde pública da época, que deixa de ser marcadamente policialesca e passa a enfatizar a formação da consciência sanitária da população[i]. É aí que nascem as educadoras sanitárias para orientar a população sobre a prevenção de doenças e os cuidados com a própria saúde.

Atualmente, podemos dizer que todos os trabalhadores do SUS são considerados educadores em saúde, incorporando em suas práticas muitas atribuições anteriormente vinculadas ao educador sanitário. Um exemplo mais claro é a atuação do Agente Comunitário de Saúde (ACS).  A potência educativa, antes sustentada na figura da educadora sanitária, hoje, de algum modo, pode ser observada na figura do ACS, também de maioria feminina. Os ACS compõem as equipes que trabalham nas unidades básicas de saúde e estão mais próximos dos usuários do SUS, por meio das visitas domiciliares que realizam cotidianamente. São trabalhadores que, em geral, moram no mesmo território em que atuam e, por isso, conhecem os modos de vida e de cuidado das pessoas, as dinâmicas locais, as crenças relacionadas à saúde e à doença. Essa relação estreita com o território permite ao ACS desenvolver melhor o seu papel de educador, distintamente dos demais trabalhadores da saúde.

Entretanto, como já dito, é necessário e urgente fazermos crescer a potência educativa entre os diferentes profissionais de saúde do SUS. Precisamos talvez dizer menos de um educador sanitário e mais de uma potência educativa que precisa ser ampliada, discutida e trabalhada nos diferentes espaços do SUS.

Em Minas Gerais, a Escola de Saúde Pública (ESP-MG) realiza a formação de trabalhadores do SUS, em suas diferentes categorias profissionais. Nos processos formativos, é abordada a dimensão educativa do trabalho em saúde, com a intenção de capilarizar a potência educativa tão necessária para o cuidado em saúde da população. Algumas ofertas da ESP-MG são desenvolvidas, especificamente, para o fortalecimento da educação em saúde no SUS, como, por exemplo, o curso “Educação em Saúde nas Práticas do ACS”, ofertado na modalidade EAD, que já formou 922 ACS atuantes em 238 municípios mineiros.

A educação em saúde é tão fundamental que, hoje em dia, no contexto da pandemia da Covid-19, tem sido a principal estratégia utilizada para o cuidado da população. A educação em saúde contribui para que as pessoas potencializem suas capacidades de compreender sobre a doença, as suas formas de contágio e as medidas de prevenção (uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social). Apostando nisso, a ESP-MG produziu o curso “ACS no enfrentamento da Covid-19”, que contribuirá para qualificar a atuação de 6 mil ACS do estado de Minas Gerais junto às comunidades.

#MobilizaçãoSocial: Una promove ação de conscientização sobre Covid-19 junto a povos tradicionais

As unidades da Una Cristiano Machado e Linha Verde, da Ânima Educação, coordenaram, junto à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), ação de conscientização sobre a pandemia de Covid-19, que envolveu doação de máscaras em comunidades indicadas pelo Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR).

A fim de auxiliar e contribuir na proteção de famílias que vivem em condições habitacionais mais vulneráveis à contaminação por Covid-19 – como trupes circenses, povos quilombolas e indígenas de Belo Horizonte e Região Metropolitana – os colaboradores voluntários que atuam nos cursos de Saúde da Una foram treinados para instruir sobre higienização das mãos, a relevância do isolamento social, e o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs).

Para o diretor das unidades de ensino da Una, Bruno Antunes Soares, teoria e ação social caminham juntas no processo de aprendizado. “Sempre fortalecemos as ações sociais nos diversos conteúdos trabalhados com os alunos, e no dia a dia com os colaboradores. O ensino não pode ser apenas teórico, precisa se materializar com a prática e com o nosso exemplo”, ressaltou Bruno.

#PartiuVacinação: Dia Nacional da Imunização destaca a importância da prevenção de doenças por meio da vacinação em todas as fases da vida

Por Josianne Dias Gusmão – Graduada em Ciências Biológicas, Bacharel em Enfermagem, Especialista em Gestão de Programas Saúde da Família; Prática e Gestão da Clínica na Atenção Primária à Saúde; Gestão da Clínica na Atenção Primária à Saúde e Mestrado em Ciências da Saúde. Atua no Nível Central da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais como Especialista em Políticas e Gestão da Saúde, Autoridade Sanitária Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador e atualmente como Coordenadora Estadual do Programa de Imunizações. 

O Dia Nacional da Imunização, 09 de junho, tem como objetivo destacar a importância da prevenção de doenças por meio da vacinação em todas as fases da vida tanto para o indivíduo como para a saúde coletiva. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficientes de evitar doenças.

No Brasil e no mundo, muitas doenças deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população.

O Brasil conta com um dos mais completos Programas de Imunizações, com grande abrangência de vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde – OMS e disponibilizadas de forma gratuita para a população. O Programa Nacional de Imunizações – PNI – foi criado em 1973, representando um instrumento destinado à proteção da população brasileira contra doenças que podem ser evitadas com o uso de imunobiológicos, incluindo as vacinas.

O Programa Nacional de Imunizações alcançou consideráveis avanços nas últimas décadas. Doenças imunopreveníveis como a rubéola e o tétano foram eliminadas. Outras doenças como a influenza, coqueluche, tétano acidental, hepatites, meningites, febre amarela, HPV, formas graves da tuberculose, varicela e caxumba tiveram significativa redução a partir da vacinação em massa.

Foto: Marcus Ferreira / SES-MG.

Foto: Marcus Ferreira / SES-MG.

O Calendário Nacional de Vacinação contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. Ao todo, são disponibilizadas 19 tipos de vacinas para mais de 20 doenças, cuja proteção se inicia, ainda, nos recém-nascidos e se estende por toda a vida.

As vacinas são seguras e passam por diversas fases de avaliação, desde os processos iniciais de desenvolvimento até a produção e a fase final, na aplicação, garantindo sua segurança. Além disso, as vacinas são avaliadas e aprovadas por institutos reguladores muito rígidos e independentes. No Brasil, essa função cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão vinculado ao Ministério da Saúde.

Para quem perdeu o cartão de vacina, a orientação é procurar a Unidade de Saúde onde recebeu as vacinas afim de resgatar o histórico de vacinação e fazer a segunda via. A ausência do cartão de vacina não impede a vacinação.

O cartão de vacina é o documento que comprova a situação vacinal do indivíduo, e deve ser guardado junto aos demais documentos pessoais.

No contexto da pandemia do COVID-19, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), de acordo com as recomendações realizadas pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), orienta que a vacinação deve ser considerada uma ação de saúde essencial e imprescindível que não deve ser interrompida.

Neste dia agradecemos aos profissionais de saúde, principalmente os vacinadores, em cujas mãos estão depositadas a certeza e a confiança nos resultados do Programa Nacional de Imunizações e à população mineira, que responde sempre de forma positiva aos chamamentos do setor de Saúde para a vacinação e o enfrentamento dos desafios de controlar ou eliminar doenças e agravos.

Vacinar é proteger você e sua família.

#partiuvacinação

#ObesidadeInfantil: prevenção e controle envolvem alimentação saudável, atividade física e brincadeiras sem dispositivos eletrônicos

por Nathália Ribeiro Mota Beltrão, nutricionista, referência técnica da Coordenadoria de Promoção da Alimentação Saudável e Adequada e Atividade Física da SES-MG

No dia 03 de junho é celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. No Brasil, 3 a cada 10 crianças entre 5 e 9 anos atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS), estão acima do peso, e 14% das crianças nessa faixa etária estão obesas (POF, 2008-2009). Em Minas Gerais, segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), dados referentes ao ano de 2019 indicam que 28,15% das crianças na mesma faixa etária estão com excesso de peso, sendo 13,15% o percentual das que estão com obesidade.

A obesidade é uma doença multifatorial, que dentre as suas causas encontram-se a má alimentação, a inatividade física e o desmame precoce.

A mudança dos hábitos alimentares da população brasileira, caracterizada pelo aumento do consumo de alimentos processados e ultraprocessados (congelados, macarrão instântaneo, salgadinhos tipo “chips”, biscoitos recheados, refrigerantes, guloseimas e outros), e a redução no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados como frutas, legumes, arroz, feijão, carnes, leite e ovos, determina, dentre outras consequências, o desequilíbrio na oferta de nutrientes e a ingestão excessiva de calorias e alimentos nutricionalmente pobres em sua composição.

Essa tendência favorece a incidência do sobrepeso e do desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como o diabetes, a hipertensão, as doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Anteriormente, manifestadas com maior frequência em pessoas idosas, atualmente, as DCNT, atingem, também adolescentes e crianças, sendo um importante problema de saúde pública mundial.

A inatividade física é outra mudança de hábito entre a população, principalmente entre as crianças, que estão dedicando grande parte do tempo em comportamentos sedentários como: assistindo à televisão, jogando videogame, utilizando tablets e celulares. Essa redução no gasto energético favorece o aumento da prevalência da obesidade.

Uma relação desconhecida por muitos é entre o aleitamento materno e a obesidade infantil. Muitos estudos têm demonstrado um efeito protetor do aleitamento contra a obesidade infantil (MS, 2012).

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde lançou em 2019 a Campanha de prevenção e controle da obesidade infantil: “1,2,3 e já!”, baseada em 3 pilares: Alimentação Saudável, Atividade física e Brincadeiras sem televisão, celular e videogame.

Foi disponibilizado um site para a divulgação e compartilhamento de informações sobre a Campanha, que contém materiais de apoio; vídeos e materiais para serem compartilhados pelas redes sociais; cartazes, jogo de tabuleiro e outros materiais.

Profissionais de Saúde

O profissional de saúde tem papel fundamental para auxiliar no controle dessa epidemia que se tornou a obesidade infantil. No cenário atual de pandemia devido ao novo Coronavírus, os profissionais devem adaptar as orientações e ações de promoção da saúde anteriormente ofertadas. Dessa forma, orientações sobre atividade física, promoção do aleitamento materno e de uma alimentação saudável podem ser ofertadas de forma remota, nos atendimentos individuais e nas visitas domiciliares. É importante oferecer estratégias para que as crianças se mantenham ativas em casa.  Além disso, os atendimentos presenciais que forem mantidos, como as consultas de puericultura, imunização, consultas de pré-natal, e avaliação de crescimento e desenvolvimento da criança, são uma oportunidade de coleta de dados antropométricos e de consumo alimentar, seguido de orientações individualizadas sobre a adoção/ manutenção de uma alimentação mais saudável.

Ressaltamos a importância de registrar no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional os dados antropométricos da população, principalmente das crianças. Com esse registro é possível, posteriormente, realizar o diagnóstico do estado nutricional da população atendida, identificando, por exemplo, a prevalência de obesidade entre crianças atendidas na unidade ou no município, subsidiando ações e políticas específicas.

Para estimular a adoção de hábitos saudáveis desde a infância, a SES-MG elaborou uma Cartilha com informações sobre alimentação complementar para crianças menores de 02 anos, disponível neste link. Também existem diversas publicações do Ministério da Saúde para auxiliar o profissional, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 02 anos, além de outras publicações disponíveis no site www.saude.mg.gov.br/vidasaudavel.

Coronavírus, sistemas de cura e SUS são alguns dos temas da programação de junho da VideoSaúde

Por Equipe VideoSaúde/ Fiocruz

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A VideoSaúde continua ao seu lado neste período de pandemia! Disponibilizamos para você e sua família uma programação relevante, rica em experiências e que desperta a vontade de aprender. Este mês faremos vários destaques. Começaremos com uma produção da Fiocruz. O documentário faz uma abordagem sobre o coronavírus, suas características e estratégias de enfrentamento.

Ainda com foco na saúde, vamos relembrar o trabalho do Projeto Xingu e sua influência nas práticas voltadas para a saúde indígena. Em “ataque silencioso dos fungos” o infectologista Arnaldo Colombo fala da identificação e combate das infecções fúngicas. Em outro documentário, não menos importante, o também infectologista Guido Carlos Levi fala sobre imunização – vacina e seus benefícios.

A ciência também marca presença no retrato de cotidiano da cientista Rafaela Bruno, bióloga e percussionista, que durante uma carona conversa sobre sua profissão e sobre o seu dia a dia.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também é destaque. Em “Bem-Te-Vi”, as ações compartilhadas com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia mostram um SUS que dá certo. O documentário “SUS em defesa da vida” destaca os princípios da universalidade e integralidade nesse olhar ampliado sobre a saúde, atuando na atenção básica, média e alta complexidade.

No programa especial exibiremos “Pedras, plantas e outros caminhos’’. O filme retrata uma exitosa experiência em saúde mental.

O Programa VideoSaúde vai ao ar às 22h30, segundas-feiras pelo Canal Saúde, com diferentes reprises ao longo do mês. É só se programar para assistir.

Acesse o link para ver os dias e horários dos vídeos selecionados para a programação de junho de 2020 pela VideoSaúde.

Saúde da Mulher e da Criança: conheça o Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Minas Gerais

por Regina Amélia Lopes Pessoa de Aguiar, presidente do Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Minas Gerais

A estratégia de análise dos óbitos maternos de forma qualificada foi iniciada no estado de Minas Gerais (MG) em 1995. A Resolução Nº 098 de 30 de junho de 1995 determinou a criação de comitês de prevenção da morte materna no âmbito estadual e nas regionais de saúde ligado diretamente à Secretaria de Estado de Saúde de MG (SES- MG), através da Diretoria de Promoção à Saúde da Superintendência de Epidemiologia.

Em 2004, a partir da Resolução SES Nº 0589 de 26 de outubro de 2004, o Comitê Estadual de Prevenção da Morte Materna (CEPMM) passou a ser vinculado diretamente à Coordenação de Atenção à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, da Superintendência de Atenção à Saúde, na Subsecretaria de Políticas e Ações da Saúde. Na mesma data foi publicada a Resolução SES Nº 0590, que criou os Comitês Estadual, Regionais, Municipais e Hospitalares de Prevenção da Mortalidade Infantil com a mesma vinculação do CEPMM. Esses comitês foram bastante atuantes até o final da primeira década dos anos 2000, mas a partir daí passaram a ter atuação menos ativa.

Em 2013, a SES-MG retomou a implantação dos comitês como estratégia consolidada para a redução da mortalidade materna e infantil, publicando a Resolução Nº 4.031 de 19 de novembro de 2013, que unificou os Comitês de Prevenção de Mortalidade Materna e os Comitês de Prevenção de Mortalidade Infantil, criando um Comitê único de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal para integrar as ações de promoção, prevenção e acompanhamento da assistência à saúde da gestante, parturiente, puérpera, recém-nascido e criança até um ano de vida.

Em novembro de 2015 alguns pontos foram ajustados a partir da Deliberação CIB-SUS/MG nº 2.226 de 18 de novembro de 2015 e Resolução Nº 5.016 de 18 de novembro de 2015, como a possibilidade dos municípios de uma mesma região se agrupar e constituírem um comitê compartilhado; o enfoque nas vulnerabilidades dos diferentes grupos sociais; a criação de uma secretaria executiva como órgão permanente com composição, finalidades e atribuições definidas em Regimento Interno; e racionalização da composição dos comitês, alterando “composição mínima” por composição preferencial. As alterações foram realizadas com o propósito de facilitar a implementação, atuação e os processos de trabalho dos comitês nos diversos níveis. A partir da publicação dessa última Resolução a atuação do Comitê Estadual foi retomada.

A secretaria executiva do CEPMMIF se reúne semanalmente enquanto que o CEPMMIF tem reuniões ordinárias mensais, salvo os meses de janeiro, julho e dezembro.

O CEPMMIF é composto pela representação de seguintes entidades

  • Coordenadoria de Atenção à saúde das Mulheres e Crianças
  • Diretoria de Políticas e Gestão Hospitalar
  • Diretoria de Políticas de Atenção Primária
  • Diretoria de Análise de Situação de Saúde
  • Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde
  • Diretoria de Regulação Assistencial
  • Conselho Regional de Medicina
  • Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais
  • Sociedade Mineira de Pediatria
  • Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – Seccional Minas Gerais
  • Escola/Faculdade de Medicina
  • Escola/Faculdade de Enfermagem
  • Hospitais Públicos de Minas Gerais
  • Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais
  • Hospitais Universitários ou de Ensino
  • Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte
  • Conselho Estadual de Saúde
  • Conselho Estadual da Mulher
  • Organizações Não Governamentais relacionadas à saúde da mulher
  • Organizações Não Governamentais relacionadas à saúde da criança
  • Ministério Público de Minas Gerais
  • Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Estado de Minas Gerais
  • Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais

A Secretaria Executiva do CEPMMIF, que é composta pelos membros das áreas técnicas da SES-MG (representações 1 a 6 dos composição do CEPMMIF) inclui em suas atividades a discussão sistemática de óbitos de interesse, incluindo óbitos de mulheres em idade fértil com causas presumíveis de óbito materno, 100% dos óbitos maternos declarados, óbitos de gestantes/puérperas por causas externas, óbitos fetais e infantis.

Para a análise de casos de óbitos fetais e infantis, o CEPMMIF trabalha com uma lista atualizada periodicamente de causas básicas, fazendo análise por amostragem, em função do grande quantitativo de óbitos fetais e infantis. Como forma de apoio às Unidades Regionais de Saúde, várias dessas reuniões são realizadas por videoconferência contando com a participação das referências regionais e dos municípios de residência e de ocorrência dos casos.

O CEPMMIF dispõe de uma página no site da SES/MG para apoiar os demais comitês. É um instrumento que pode ser acessado por qualquer pessoa de qualquer lugar e tem como finalidade apoiar a estruturação e atuação desses comitês. A página pode ser acessada neste link, e contém a documentação que regulamenta o comitê estadual, o seu histórico, os instrumentos legais e de apoio, documentos elaborados pelo CEPMMIF e material dos treinamentos e eventos. Vários eventos para capacitação em investigação e análise de óbitos foram realizados pelo CEPMMIF. Também ocorrem diversas participações dos membros do CEPMMIF em eventos realizados com os mesmos objetivos em diversas URS do estado.

O CEPMMIF tem, também, como atribuição estimular a implantação e monitorar os comitês regionais, a partir de ferramentas para organizá-los facilitando o processo de composição, estruturação e atuação.

Atualmente, todo o material de análise de óbitos produzido pelo CEPMMIF bem como as recomendações sugeridas para a redução da ocorrência desses óbitos têm sido utilizados pela Coordenação Materno Infantil, pela Diretoria de Ações Temáticas e Estratégicas, pela Superintendência de Redes de Atenção à Saúde e pela Subsecretaria de Políticas e Ações de Saúde da gestão estadual para subsidiar ações referentes à saúde da mulher e criança.

Saúde do sono e Covid-19: 7 orientações de cuidado

por Lírica Saulluz Mattos Pereira, enfermeira e mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialista em Gestão de Redes de Atenção à Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Fiocruz) e doutoranda em Saúde Coletiva pela Fiocruz MG. Atualmente é Especialista em Políticas e Gestão de Saúde da SES-MG, onde atua como Diretora de Saúde Mental, Álcool e outras drogas. Diretora de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. 

O sono é um estado fisiológico complexo, sendo um momento extremamente relaxante, além de um processo vital para nosso organismo e manutenção da imunidade. Sabemos que neste cenário de pandemia de Covid-19 as pessoas podem apresentar preocupações, angústias, medos, ansiedades, estresse, incertezas e inseguranças diversas que podem comprometer a saúde mental e o sono.

Assim, compreendemos que algumas ações são importantes nesse sentido; são elas:

  • Busque manter horários regulares para dormir e acordar, mesmo aos finais de semana;
  • Tente estabelecer uma rotina relaxante antes da hora de dormir, criando um ambiente agradável, confortável e calmo no momento do sono;
  • Mantenha uma dieta equilibrada, evite fumar e ingerir refrigerantes, café e álcool perto do horário de dormir;
  • Não utilize medicamentos para dormir sem prescrição médica;
  • Tente manter uma rotina ativa, com a prática de atividades físicas*;
  • Desligue a TV, celular e outros aparelhos similares pelo menos 2h antes do horário que costuma dormir;
  • Evite cochilos prolongados ao longo do dia. O indicado são apenas 30 minutos após o almoço.

* A SES-MG te convida a conhecer as PICS, Práticas Integrativas e Complementares, que têm alto potencial de proporcionar relaxamento, boas sensações e bem estar geral. Neste link você encontra vídeos e podcasts que trazem orientações simples para que todos possam fazer, no conforto dos seus lares, as mais variadas práticas que, acreditem, podem mudar a sua relação com a sua saúde, com o seu corpo e com o mundo! Experimentem e compartilhem conosco a experiência que tiveram com as PICS, registrando através de fotos ou vídeos a prática escolhida e postando nas redes sociais com a seguinte hashtag: #FiqueEmCasaComPICS.

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil

Por Coordenação de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis

A violência e suas consequências são uma violação aos direitos humanos fundamentais, além de serem consideradas um grave problema de saúde pública no mundo, segundo Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2002. Os casos de violência sofridos na infância e na adolescência, ocorrem em fases da vida de maior vulnerabilidade, por serem praticados, em sua maioria, no âmbito intrafamiliar, são encobertos pelo silêncio das vítimas, podendo se perpetuar por meses e anos. No Brasil, crianças e adolescentes são protegidos por várias normas jurídicas e institucionais que garantem, ao menos no que diz respeito à lei, seus direitos humanos fundamentais.

criança triste

Uma das normas é o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) que prevê no artigo 5º que “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais“.

A Constituição Federal no artigo 227 também estabelece: é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Todos os dias devemos atuar no combate do abuso da exploração sexual de nossas crianças e adolescentes. No entanto, o dia 18 de maio é uma data especial dedicada a este assunto. O 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil foi instituído a partir da aprovação de Lei Federal n° 9.970/00. Esta data foi escolhida em virtude do crime cometido contra Araceli, uma menina de apenas 8 anos de idade, abusada sexualmente e brutalmente assassinada em 18 de maio de 1973. A intenção destacar essa data é para mobilizar e convocar toda a sociedade a participar dessa luta e proteger nossas crianças e adolescentes. A data reafirma a importância de se denunciar e responsabilizar os autores de violência sexual contra a população infanto-juvenil.

Entretanto, apesar desse dia ser destacado, todo mês de maio é marcado por essa luta, com a campanha do Maio Laranja voltado para a sensibilização de toda a sociedade e de diversos setores, através de diversas ações.

Após a declaração da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19), uma das medidas de contenção é o isolamento social, medida grande importância para proteção contra o coronavírus. No entanto, esse período pode levar a ocorrência e aumento de casos de violência contra crianças e adolescentes, por muitas vezes estarem no mesmo ambiente com os possíveis agressores e também mais expostos ao conteúdo da internet, por terem tempo mais livre.

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Alguns cuidados e orientações são importantes para garantir a proteção de crianças e adolescentes, não somente durante o isolamento social, mas em todos os dias:

– Fique próximo das crianças e adolescentes, e redobre a atenção com os conteúdos acessados na internet;

– Caso perceba alguma alteração no comportamento da criança e ou adolescente, que possa indicar algum tipo de violência, converse com tranquilidade e se necessário procure os serviços disponíveis para atendimento;

– Procure não deixar crianças e adolescentes sozinhos; se você é o único adulto responsável pelas crianças da casa e precisou ir ao hospital, peça ajuda de pessoas da sua confiança, ou ligue para o Conselho Tutelar e busque apoio dos órgãos de proteção à criança na sua cidade. Se você conhece alguém nessa situação, ofereça ajuda e entre em contato com os órgãos de proteção responsáveis, quando necessário.

– Não desvalorize o relato de uma criança ou adolescente, caso cite uma possível violência;

– Se tiver conhecimento de maus tratos ou qualquer tipo de violência, o responsável ou a pessoa que observar a violência deve entrar em contato com os órgãos competentes para as medidas cabíveis;

– Cuidar e proteger, é a chave para prevenir a violência contra crianças e adolescentes;

– Durante o confinamento, lembre-se: xingar, humilhar e praticar castigos físicos, como bater, são formas de violência. Por isso, tenha em mãos os canais de denúncia para qualquer situação de violência contra crianças e adolescentes. As ligações são gratuitas e disponíveis para todo o Brasil e você não precisa se identificar.

 

Canais de proteção e denúncia:

Disque 100 – Vítimas ou testemunhas de violações de direitos de crianças e adolescentes, como violência física ou sexual, podem denunciar anonimamente pelo Disque 100.

Disque 180 – Em casos de violência contra mulheres e meninas, seja violência psicológica, física, sexual causada por pais, irmãos, filhos ou qualquer pessoa. O serviço é gratuito e anônimo.

Polícias – Quando estiver presenciando algum ato de violência, acione a Polícia Militar por meio do número 190. Também é possível acionar as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher e as de Proteção à Criança e ao Adolescente da sua cidade.

Safernet Brasil – A rede recebe denúncias de cyberbullying e crimes realizados em ambiente online. Para denunciar, acesse https://new.safernet.org.br/

– Caso algum canal não funcione, procure a rede de Assistência Social do seu município, eles poderão fazer a ponte com os serviços disponíveis.

 

 

Material da UNICEF- https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/eh-urgente-proteger-criancas-e-adolescentes-contra-violencia-durante-o-isolamento-social

Uso Racional de Medicamentos: riscos da automedicação

Por Luciana Cássia Oliveira Barbosa | Formada em Farmácia pela Universidade Federal de Ouro Preto, com habilitação em Análises Clínicas e Farmácia Industrial. Mestre em Farmacologia e Fisiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Possui especialização em Gestão de Saúde Pública e cursa especialização em Farmácia Clínica. Atualmente é Especialista em Políticas e Gestão de Saúde da SES-MG, onde atua na Superintendência de Assistência Farmacêutica com trabalhos na Comissão de Farmácia e Terapêutica e Cuidado Farmacêutico.

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Automedicação e principais riscos

A automedicação é uma prática caracterizada fundamentalmente pela iniciativa de um doente, ou de seu responsável, em utilizar um medicamento sem prescrição médica para tratamento de alguma doença ou alívio de sintomas. Muitas vezes, a correta orientação médica é substituída inadvertidamente por sugestões entre familiares, amigos ou até por conta própria. Além disso, utilizar medicamentos prescritos para tratamento pontual de forma contínua, também se caracteriza como forma de automedicação. Neste sentido, é importante salientar que nesta prática muitas vezes os riscos superam os benefícios.

Os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, ficando à frente de produtos de limpeza, agrotóxicos e alimentos danificados.

Além do impacto sobre a vida humana, as reações adversas a medicamentos também influenciam significativamente nos custos despendidos com saúde. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os hospitais gastam entre 15% a 20% de seus orçamentos para lidar com as complicações causadas pela automedicação, caracterizando um problema de saúde pública.

De forma generalizada, os principais riscos da automedicação são:

• Atraso no diagnóstico correto, devido ao mascaramento dos sintomas;
• Agravamento do distúrbio;
• Alguns medicamentos podem provocar dependência;
• Possibilidade da ocorrência de efeitos adversos que são indesejados e podem ser graves;
• Desconhecimento de interações medicamentosas, uma vez que um medicamento pode anular ou potencializar o efeito de outro.
• Reações alérgicas que podem variar de leves, moderadas a graves,
• Criar resistência a micro-organismos, como no caso dos antibióticos;
• Intoxicações, que podem inclusive serem letais.

Os principais medicamentos utilizados na automedicação são os anti-inflamatórios e analgésicos, para alívio dos sintomas de dor e febre. Como qualquer outro medicamento, no entanto, deve-se atentar aos riscos. Febre alta, dores musculares, dor nos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo, podem ser confundidas com uma gripe forte, mas também são sintomas de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya.

Arboviroses e doenças respiratórias

Medicamentos derivados de ácido acetilsalicílico ou sigla AAS são totalmente contraindicados nos casos das arboviroses causadas pelo mosquito Aedes aegypti, porque são anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários e assim, aumentam o risco de sangramentos e hemorragias, pois a coagulação do paciente já está prejudicada pela redução de plaquetas causada pelo ciclo da doença. Além disso, os anti-inflamatórios não hormonais (ou não esteroidais) como o diclofenaco, indometacina, piroxicam, naproxeno, cetoprofeno e o ibuprofeno, por exemplo, são também todos contraindicados, pois também elevam o risco de sangramentos. Por isso, é fundamental evitar a automedicação, procurar um serviço de saúde e seguir rigorosamente as orientações do médico, ficando atento a qualquer alteração no quadro de saúde ao longo do tratamento prescrito.

Nas doenças respiratórias também ocorrem altos índices de automedicação, especialmente com a chegada do inverno. A estação mais fria do ano caracteriza-se pela baixa umidade, resfriamento do ar, proliferação de vírus e consequentemente um perigoso aumento de automedicação. Antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios e descongestionantes nasais são alguns dos principais medicamentos utilizados sem prescrição médicas nesses casos. Porém, há uma série de riscos envolvidos, a saber:

• Analgésicos e anti-inflamatórios: o uso indiscriminado pode agravar problemas gástricos, ter ação anticoagulante, provocar hemorragias, prejudicar pacientes com problema cardíaco ou renal e agravar a hipertensão.
• Antitérmicos: pacientes com reação alérgica, ao usar o antitérmico, podem sofrer edemas (inchaço) da glote, impedindo a passagem de ar para os pulmões, e coceira.
• Descongestionantes nasais: quando usados constantemente podem causar taquicardia, elevação da pressão arterial, dependência e rinite medicamentosa.

Há riscos também nas doenças respiratórias crônicas, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a asma. O manejo inadequado destas doenças acarreta prejuízos à qualidade de vida dos pacientes e produz custos evitáveis para o sistema de saúde.

As hospitalizações por asma e DPOC seguem entre as principais causas de internação, com projeções de aumento da carga para os serviços de saúde pública. A piora de sintomas ou a frequência de exacerbações nem sempre indicam a progressão da doença, mas pode indicar tratamento inadequado, seja pelo uso de medicamentos sem prescrição médica com possíveis interações medicamentosas ou ainda pouca adesão ao tratamento. Entre os fármacos disponíveis, aqueles administrados via dispositivos inalatórios constituem o tratamento de primeira escolha e devem ser corretamente utilizados. Neste âmbito, persiste o desafio de identificar e desenvolver estratégias educativas para garantir êxito no controle e manejo das doenças respiratórias com uso dos medicamentos inalatórios.
Na tentativa de minimizar os problemas causados pela automedicação, os pacientes devem considerar exclusivamente as orientações de profissionais habilitados e após um diagnóstico seguro. No caso de eventuais dúvidas na utilização de qualquer medicamento, consulte sempre o seu médico ou farmacêutico. A automedicação pode trazer sérios riscos à saúde.

Referências:
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Sites:
http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=402812&_101_type=content&_101_groupId=33868&_101_urlTitle=informe-snvs-anvisa-ufarm-n-2-de-1-de-dezembro-de-2003&inheritRedirect=true Acesso em: 24/04/2020
https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/riscos-da-automedicacao-crescem-com-aumento-de-doencas-respiratorias-no-inverno-19564075.html Acesso em: 27/04/2020