Author Archives: Ricarda Caiafa

#SaúdeNaCozinha: Conheça algumas curiosidades sobre o café

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Comemorado em 24 de maio, o Dia Nacional do Café homenageia uma das bebidas mais consumidas à mesa do brasileiro, o café. A data foi escolhida porque simboliza a época da colheita na maior parte das regiões produtoras.  Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), o Brasil é o segundo maior País consumidor de café no mundo, com a marca de mais de 21 milhões de sacas no ano de 2017, superado apenas pelos Estados Unidos.

 A bebida, que tem várias formas de “tirar”, indo do tradicional coado, ao requintado espresso, é controversa quando se trata da saúde.Os efeitos do café no organismo são controversos, associados com efeitos negativos, por um lado, e protetor, de outro. Passam pela associação com o aumento da pressão arterial, os níveis de colesterol e chegam a ter considerado um efeito protetor contra doenças cardiovasculares e estimulador do metabolismo.

A publicação Desmistificando Dúvidas Sobre a Alimentação, produzida pelo Ministério da Saúde junto com a Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que “os efeitos do café no organismo derivam de substâncias bioativas como a cafeína, estimulante do sistema nervoso e do músculo cardíaco; ácidos clorogênicos, que possuem atividade anticancerígena e propriedades antioxidantes; e diterpenos, relacionados com o metabolismo lipídico”.

Uma linha estudada trata da ação antioxidante do café, por ser uma das fontes dietéticas mais ricas de ácidos clorogênicos, um polinefol vegetal. Isso indica a inibição de inflamações e risco menor de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias. Mas o consumo em excesso, de mais de três xícaras por dia, em média, pode causar algum tipo de mal e estar a associado com pressão alta ou gerar ansiedade.

Existem diversas formas de preparar essa bebida, descubra algumas:

 Fonte: Portal Saúde Brasil

#Curiosidade: Como manter a pessoa idosa bem hidratada?

A água é vital para o organismo humano. Ela é responsável pelo equilíbrio térmico do corpo, além de participar do transporte de nutrientes para as células através do sangue e promover a limpeza e a desintoxicação do organismo. Por isso, é preciso ficar atento à hidratação, principalmente durante os períodos mais secos do ano.

Tomar cuidados especiais com a hidratação da pessoa idosa é importante, porque elas são mais vulneráveis e desidratam com maior facilidade. A desidratação está relacionada não apenas à pouca ingestão de líquidos, mas também a fatores como a utilização de medicamentos que podem induzir o usuário a urinar mais vezes, liberando um volume ainda maior de líquido todos os dias.

Nos idosos, a desidratação pode gerar um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças dentais, distúrbios broncopulmonares, pedras nos rins, câncer, constipação e perda da função cognitiva.

O Blog da Saúde MG preparou uma série com algumas dicas sobre esse tema, confira:

Fonte: Blog da Saúde

#EAD: Una-SUS lança curso sobre acolhimento de mulheres vítimas de violência

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Em pesquisa realizada pelo Datafolha, em 2017, uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência naquele ano. Só o número de agressões físicas já foi extremamente alarmante: 503 mulheres brasileiras vítimas a cada hora. Além disso, 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado, 10% sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. Para piorar: 3%, ou seja, 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.

Atentos aos inúmeros casos de violência por parceiros íntimos que são atendidos pelos profissionais de saúde em todo o Brasil, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – integrante da Rede UNA-SUS – lançou curso Violência por parceiro íntimo: definições e tipologias.

Desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Nacional de Saúde do Homem (CNSH/DAPES/SAS/MS), a nova oferta tem como objetivo instrumentalizar o profissional na detecção desse tipo de violência, mantendo um olhar atento a situações de vulnerabilidade, para tornar visível a gravidade de atos violentos, refletindo sobre alternativas para a resolução de conflitos.

Inscrições

O curso é livre, totalmente gratuito e tem início imediato. As inscrições podem ser realizadas até 31 de dezembro. Inscreva-se!

Segundo o coordenador Nacional de Saúde do Homem, Francisco Norberto, a motivação para a realização do curso veio da necessidade de prover o melhor acolhimento possível às pessoas em situação de violência por parceiros íntimos. A pesquisa do Datafolha mostrou também que, entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família. Em 61% dos casos, o agressor era um conhecido, em 19% eram companheiros atuais das vítimas e em 16% eram ex-companheiros.

O coordenador acredita que é fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados e qualificados para apresentar possíveis pactuações e encaminhamentos junto às pacientes, buscando as respostas mais adequadas para as demandas apresentadas.

“O principal objetivo é que as unidades básicas de saúde tenham subsídios para a compreensão dessa violência e, com isso, possam oferecer respostas satisfatórias, com a devida compreensão do que é uma violência e, assim, entender como essas pessoas precisam ser acolhidas”, explica Norberto.

Diferentes definições de violência

De acordo com a enfermeira e conteudista do curso, Carolina Bolsoni, o curso traz reflexão sobre as diferentes definições de violência, seja física, sexual, psicológica, observando como estas se apresentam, especialmente, entre parceiros íntimos.

Com carga horária de 30h, o curso é dividido em duas unidades. Na primeira, são trabalhadas as definições de violência, enquanto a segunda aprofunda em cada um dos tipos de violência. “A partir das tipologias da violência, dos marcos regulatórios vigentes sobre esta temática e das informações sobre notificação, o profissional será capaz de incluir em sua rotina diária um acolhimento adequado às demandas relacionadas a violência”, destaca a conteudista.

Bolsoni acredita que o curso irá impactar no sistema de saúde, pois poderá contribuir com a organização da assistência e cuidado em saúde às vítimas de violência. A capacitação ainda contribui para que o profissional tenha subsídios para diálogos no território onde atua sobre o tema, o que pode contribuir para a promoção da redução da violência.

“A violência precisa ficar visível nas elaborações de ações e capacitações de profissionais de saúde, pois a violência é uma violação aos direitos humanos, causando muito sofrimento, o que é um fator de risco para diversos problemas de saúde, tanto físicos quanto psicológicos”, finalizou Bolsoni.

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse nosso portal de ofertas educacionais em https://www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: UNA-SUS

#Alimentação Saudável: Por que é importante analisar os rótulos dos alimentos?

Você conhece o produto que está consumindo diariamente? Não? Então, o #BlogDaSaúdeMG traz dicas para que você aprenda a escolher melhor o que está consumindo e como está se alimentando. E o que é preciso para fazer escolhas mais saudáveis? Ler os rótulos dos alimentos! Sim, em um primeiro momento eles parecem indecifráveis, mas com algumas orientações é possível ler e reconhecer as informações nele expressas. Por isso, veja algumas dicas para te ajudar a entender os rótulos. Confira:

 

#DeuNaMídia: Banco de Leite da Maternidade Odete Valadares convida mães a se cadastrarem

Em comemoração ao Dia Mundial de Doação de Leite Humano, que aconteceu no último sábado (19/05), o Bom Dia Minas, da TV Globo Minas, entrevistou a Gerente do Banco de Leite Humano da Maternidade Odete Valadares, Maria Hercília de Castro, que ressaltou o quanto é importante novas mães se cadastrarem.

Atualmente, o Banco de Leite Humano conta com 170 mães cadastradas, mas é importante contar com mais mulheres. Ela aproveitou para explicar como funciona o processo de doação de leite humano. Confira:

  • Clique aqui e confira o passo a passo para doar Leite Humano (ou Leite Materno) no SUS?

#Disque100: Mobilização é essencial no enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

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O dia 18 de maio é marcado como o Dia de enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A data foi escolhida como dia de mobilização contra a violência sexual porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade.

O objetivo da data é propor a mobilização e sensibilização de toda a sociedade a participar do enfrentamento da violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes. A violência sexual acontece por meio do abuso sexual e exploração sexual, que se caracterizam como ato, de qualquer natureza, atentatório ao direito humano ao desenvolvimento sexual da criança e do adolescente, praticado por um adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder.

Denuncie! O Disque Direitos Humanos – Disque 100 funciona diariamente, 24 horas, por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel, bastando discar 100. As denúncias podem ser anônimas, e o sigilo das informações é garantido, quando solicitado pelo demandante.

Fonte: Ministério dos Direitos Humanos.

#DoaçãoDeLeiteHumano: Por que esse ato é tão importante?

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Comemorado em 19 de maio, O Dia Mundial de Doação de Leite Humano tem o objetivo de proteger e promover o aleitamento materno, e a sensibilização da sociedade para a importância da doação de leite humano. Em Belo Horizonte, esse serviço é oferecido por meio do Banco de Leite Humano da Maternidade Odete Valadares, que funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 17 horas, e é aberto ao público. O leite materno coletado e processado é destinado a alimentar bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em UTIs Neonatais durante seis meses. Esse assunto gera muitas dúvidas, por isso a equipe do Blog da Saúde MG traz alguns esclarecimentos sobre o assunto. Tire suas dúvidas e divulgue essa causa:

 

#LutaAntimanicomial: ESP-MG promove exposição sobre o tema

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Por Ascom ESP-MG

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com o Fórum Mineiro de Saúde Mental, realiza na próxima segunda-feira (21), a abertura da exposição fotográfica “18 de Maio: Caminhos possíveis para a liberdade”, com registros dos desfiles da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tam Tam.

As fotos que fazem um recorte de 19 anos (1998-2017) dos desfiles em Belo Horizonte, estarão expostas na Unidade Sede da ESP-MG. No mesmo dia, será realizada na instituição, aula aberta com o tema “Saúde Mental no SUS – Construindo resistências”, ministrada pela psiquiatra Míriam Abou-Yd.

A aula é gratuita, aberta ao público, sem inscrição prévia e terá declaração de participação.

A Escola

A Escola de Samba Liberdade Ainda que Tam Tam integra o Movimento Antimanicomial Mineiro e anualmente desfila e manifesta pelas ruas do Centro da capital mineira em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

18 de Maio

No Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial foi instaurado em 18 de maio de 1987 na cidade de Bauru/SP, durante o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental. Nesta data, foi proposta uma nova trajetória para a Reforma Psiquiátrica Brasileira, questionando as relações de estigma e exclusão social e cultural impostas às pessoas que vivem e convivem com os ditos “transtornos mentais”.

Serviço

Exposição “18 de Maio: Caminhos possíveis para a liberdade”

Data: 21/05/2018 (segunda-feira), às 13h

Local: Unidade Sede da ESP-MG (Av. Augusto de Lima, 2061 – Barro Preto – Entrada pela Rua Uberaba, s/n – BH/MG)

#Higienização das Mãos: Por que essa simples ação evita infecções hospitalares?

No dia 15 de maio do ano de 1847, na Hungria, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu e incorporou a prática da lavagem de mãos como atitude obrigatória para enfermeiros e médicos que entravam nas enfermarias. Uma simples, mas efetiva iniciativa que conseguiu reduzir a taxa de mortalidade das pacientes.

Foi por esse motivo que 15 de maio é o Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares. A data chama a atenção de autoridades sanitárias, diretores de instituições e trabalhadores de saúde sobre a importância do controle das infecções.

Infecção hospitalar

Infecção hospitalar é aquela adquirida dentro do serviço de saúde, principalmente em enfermarias e UTIs e pode ser transmitida de um paciente para outro, assim como para os acompanhantes, se não adotadas as devidas medidas de proteção.

Estima-se que, no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Destes, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós-operatório.

Lavar corretamente as mãos é a melhor prevenção para evitar essas infeções, também provocadas por falha nos procedimentos realizados pelos profissionais de saúde. “Higienização das mãos é a principal forma para evitar infecção. Quando a gente está em um ambiente hospitalar, nós temos várias bactérias em um mesmo ambiente. Por isso, toda vez que você (profissional de saúde) manipular qualquer coisa dentro desse ambiente que vai chegar para o paciente, é importante higienizar as mãos com sabonete líquido ou álcool em gel”, explica o Rafael de Mendonça, consultor técnico do Ministério da Saúde.

Prevenção

Para prevenir a infecção hospitalar, as principais recomendações envolvem hábitos e cuidados dos pacientes e dos profissionais de saúde, além dos protocolos internos dos serviços de saúde.
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) do Ministério da Saúde, criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional, é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde, com a finalidade de oferecer uma assistência segura.

A maior parte das infecções hospitalares é provocada por micro-organismos presentes no próprio paciente. Em geral, são micro-organismos que já vivem no nosso corpo ou no meio ambiente e se aproveitam quando o sistema de defesa do paciente está mais frágil.

As infecções adquiridas em serviços de saúde podem ser provocadas também por falha nos procedimentos realizados pelos profissionais de saúde e serem transmitidas pelas mãos do profissional, por materiais ou por contato com outros pacientes infectados.

Pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm ainda maior probabilidade de contrair infecções, pois o uso de equipamentos invasivos, como cateter e respirador (para ventilação mecânica), facilitam a entrada de bactérias e vírus. Lesões na pele do paciente também são portas de entrada para essas infecções. Por isso, a higiene das mãos antes e depois de uma visita ou contato com o paciente é uma das recomendações mais básicas na prevenção de infecções.

Pacientes e acompanhantes de pessoas internadas ou em ambulatórios também podem ajudar na prevenção das infecções com medidas adequadas e lembrando algumas informações para ajudar os profissionais de saúde durante o atendimento.

O objetivo do programa é prevenir as infecções e dar segurança aos pacientes, além de garantir que todos estejam bem informados sobre os cuidados a serem tomados.

Confira algumas medidas de prevenção de infecção hospitalar:

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Fonte: Blog da Saúde

#FicaADica: Como identificar uma informação “Fake News”?

As Fake News, termo em inglês que significa notícias falsas, tem ganhado cada vez mais força nas redes sociais – seja no Facebook, WhatsApp, Twitter e YouTube. Muitas pessoas compartilham essas informações com muita rapidez, em todos seus grupos de contatos, sem se dar conta de que são informações de fonte segura.

Veja também no site:
SES-MG explica os principais boatos que circulam sobre a gripe

Mas, que tal começar a prestar mais atenção e refletir sobre essas informações antes de sair compartilhando tudo por aí? Por isso, a equipe do #BlogDaSaúdeMG selecionou essas dicas que o Ministério Público Federal divulgou recentemente para lhe ajudar a identificar uma notícia falsa. Confira:

– Ouça abaixo o podcast “Pausa para Saúde”, do Ministério da Saúde, sobre Fake News:

 

 

Fonte: Ministério Público Federal / Min. da Saúde.

#FiquePorDentro: Quais riscos à saúde da aprovação do Projeto de Lei sobre agrotóxicos?

09.05.2018_agrotoxicos_saude

Você costuma acompanhar os Projetos de Lei (PLs) em tramitação no Senado Federal, Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa? Tal ação é muito importante, pois permite que conheçamos as pautas e que podem impactar o nosso dia-dia na sociedade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou em seu site essa semana, uma nota na qual explica ser contrária à proposta do substitutivo do Projeto de Lei (PL) 6299/02, que trata do registro, fiscalização e controle dos agrotóxicos no País e que retira da Agência, na prática, a competência de realizar reavaliação toxicológica e ambiental desses produtos.

Mas quais os riscos reais esse PL pode trazer para a saúde população? O texto do substitutivo prevê a centralização de competências de registro, normatização e reavaliação de agrotóxicos no Ministério da Agricultura, destituindo os órgãos federais da saúde e do meio ambiente destas funções, previstas na atual Lei de Agrotóxicos (Decreto nº 4.074/2002).

A Anvisa explica que o uso de agrotóxicos afeta não somente a agricultura, mas traz claros riscos para a saúde humana e para o meio ambiente, devendo a competência de avaliação dos riscos provocados nessas áreas ser exercida pelos órgãos correlatos.

Além disso, a Agência reforça que o substitutivo apresentado desvaloriza todo o trabalho de monitoramento realizado pela Agência e pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que coleta alimentos nas redes atacadistas e varejistas, locais cujo escopo de atuação da agricultura não alcança, para verificar os níveis de agrotóxicos presentes nos alimentos consumidos pela população.

O uso de agrotóxicos afeta não somente a agricultura, mas traz claros riscos para a saúde humana. Click To Tweet

Nesse sentido, uma das grandes contribuições do setor saúde é o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que avalia continuamente os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa do consumidor. Exemplo para os países da América Latina, o PARA é comparável aos programas existentes nos países desenvolvidos, tanto em termos de metodologia quanto em termos de divulgação. A exclusão dessa competência será um retrocesso no processo regulatório de agrotóxicos e afins e um risco para a garantia da segurança alimentar.

O PL terceiriza, ainda, as responsabilidades pelas doenças e agravos à saúde do trabalhador e do consumidor; pelo monitoramento dos resíduos de agrotóxicos e do uso adequado; pelo acompanhamento sistemático das populações expostas e das intoxicações; e pelos planos de emergência nos casos de acidentes de trabalho, transporte e ambientais que possam advir da cadeia produtiva e logística do agrotóxico.

Dessa forma, o PL não contribui com a melhoria e/ou disponibilidade de alimentos mais seguros ou novas tecnologias para o agricultor; nem mesmo com o fortalecimento do sistema regulatório de agrotóxicos, não atendendo, dessa forma, a quem deveria ser o foco da legislação: a população brasileira.

  • Leia a matéria na íntegra no site da Anvisa.