Author Archives: Ricarda Caiafa

#Coronavírus: Cuidado com as fakenews

Por Blog da Saúde/Ministério da Saúde

Quando novas doenças surgem, começam também os boatos sobre elas. E com o novo coronavírus não está sendo diferente. Diante deste cenário, temos todos os dias, novas notícias e informações sobre o novo coronavírus, uma doença respiratória grave, que surgiu na China há algumas semanas. E no meio de tantas notícias, temos aquelas que são verdadeiras e as que são falsas, as famosas Fake News que possuem uma força de propagação enorme, por meio das redes sociais e de aplicativos de mensagens.

É aí que mora o perigo! Principalmente se as notícias envolvem a saúde porque elas são muito disseminadas por conta do medo que as pessoas sentem em relação a doenças, ainda mais quando não conhecida.

Somente nesta semana o Ministério da Saúde recebeu mais de 300 mensagens por dia sobre o novo coronavírus no nosso canal de WhatsApp Saúde Sem Fake News. O canal garante informações confiáveis sobre saúde e tem como objetivo esclarecer as dúvidas dos cidadão sobre qualquer notícia relacionada à saúde.

Caso você ainda não conheça o canal, saiba que ele funciona assim: as mensagens enviadas são recebidas, apuradas junto com as áreas técnicas e respondidas ao usuário

Por isso, se tiver dúvida se a mensagem sobre saúde que você recebeu, principalmente sobre o novo coronavíris é verdadeira ou não, envie para o SAÚDE SEM FAKE NEWS, pelo WhatsApp: (61) 99289-4640.
A lista de todas as Fake News já avaliadas pelo ministério encontra-se no site www.saude.gov.br/fakenews

Confira algumas notícias falsas que o Blog da Saúde separou sobre o novo coronavírus.

Esta informação é falsa! A UFRJ não tem condições técnicas para realizar tal pesquisa porque ainda não temos o novo coronavirus isolado no Brasil. Além disso, não há evidências científicas de que o novo coronavírus provoque esses danos cerebrais.

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A foto não é de uma cena real da China. Na verdade, ela é um registro fotográfico, feito em 2014 em Frankfurt, na Alemanha, de um projeto artístico para lembrar as 528 vítimas do campo de concentração nazista “Katzbach”.

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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS @who) não existe nenhuma comprovação científica de que “sopa de morcego” tenha sido a responsável pela disseminação do novo #Coronavírus na China. Além disso, segundo o boatos.org, as fotos e vídeos que estão sendo compartilhados com essa mensagem são de uma influenciadora digital, que fez o registro em 2016, ou seja, há 4 anos, antes de qualquer manifestação do novo coronavírus na China.

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Nenhum tipo de chá pode ser utilizado para substituir um tratamento adequado contra a gripe, muito menos contra o novo #Coronavírus. Também é falsa a afirmação de que o chá de erva doce tem a mesma substância do medicamento Tamiflu (fosfato de oseltamivir)! Não confie nem compartilhe mensagens desse tipo. Se #FakeNews já são perigosas por si só, quando são sobre SAÚDE, podem ter consequências graves.

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#VoltaÀsAulas: Saiba como preparar um lancheira saudável

Com a volta às aulas, mães e pais também tem um “Para Casa” muito importante: como preparar lanches nutritivos e atrativos para as crianças levarem para a escola? A equipe do Blog da Saúde MG sabe que o assunto merenda escolar pode causar muitas dúvidas. Por isso, preparamos dicas para ajudar no planejamento e preparo desses lanches que devem ser nutritivos e trazer energia para o dia a dia da criança.

Para uma merenda saudável, é necessário balancear frutas, saladas e cereais integrais. Uma dica é que os responsáveis preparem lanches com as frutas da estação,sucos naturais, sanduíches com pão, intercalando o pão de forma normal,integral e baguete, queijo branco e uma salada, por exemplo, de cenoura ralada e alface.

Veja algumas sugestões de cardápios:

#Curso: ESP-MG seleciona alunos para Especialização Técnica de Nível Médio em Enfermagem

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A Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) abriu inscrições, no dia 22/01/20, para seleção de alunos para a primeira turma do Curso de “Especialização Técnica de Nível Médio em Enfermagem em linha do cuidado: Doenças Crônicas”. A formação é voltada para técnicos em Enfermagem atuantes no Sistema Único de Saúde – SUS. Interessados poderão se inscrever até o dia 18 de fevereiro.

O curso tem como objetivo formar “Especialistas Técnicos de Nível Médio em Enfermagem em Linha do Cuidado: Doenças Crônicas”, para atuar na equipe multiprofissional de forma humanística e ética, na perspectiva da integralidade da saúde.

O pleito oferta 40 vagas. A formação terá carga horária total de 360 horas, sendo 180 horas de concentração, presenciais na ESP-MG e 180 horas de práticas supervisionadas no serviço – Dispersão. O início das aulas está previsto para março.

A formação de Técnicos de Enfermagem na modalidade de especialização está amparada na Portaria nº 396, de 4 março de 2011, do Ministério da Saúde, que instituiu o Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade de Rede de Saúde – QualiSUS-Rede e nas Diretrizes do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrição acesse aqui o edital de seleção.

Outras Informações sobre o processo de seleção e dúvidas acerca do curso serão atendidas pelos telefones (031) 3295-7990 e 3295 -5409.

#Estaçãochuvosa: Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes tendem a aumentar neste período

Crédito: iStock / Reprodução.

Crédito: iStock / Reprodução.

Pancadas de chuvas e altas temperaturas: esse é o período propício para aumento dos casos de Dengue, Zika e Chikungunya. Isso porque, com a chegada da época do calor e do período chuvoso, aumenta a quantidade de água parada, facilitando a proliferação do transmissor dessas doenças.

No caso da Dengue, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia depois da picada do mosquito. Entre os sintomas mais comuns da doença estão a febre alta, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas articulações e atrás dos olhos; além de manchas vermelhas pelo corpo (exantema) e coceira.

Já em relação à Chikungunya, os sintomas são clinicamente semelhantes aos da dengue, sendo eles: febre alta, dor muscular intensa, dor de cabeça, enjoo, fadiga e manchas avermelhadas pelo corpo. O que difere as duas doenças, porém, são as fortes dores nas articulações (poliartrite).

Além dessas, a Zika, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações), manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Caso perceba algum dos sintomas citados, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e não use medicamentos sem orientação de um profissional de saúde.

A melhor forma de prevenção é a mobilização social para eliminação dos focos do mosquito.

A responsabilidade de eliminar os focos do mosquito é de cada um. Depósitos de água, pratinhos de plantas, bandejas de geladeira, de umidificador, de ar condicionado e filtros d’água; além de garrafas retornáveis e lixo, são alguns dos mais frequentes focos do mosquito Aedes aegypti encontrados pelos agentes de endemias em residências

Por isso, veja algumas medidas de prevenção:

– Mantenha a casa limpa e sem água parada, como: pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água;
– Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, na rua ou em lotes vagos. Ao descartar latas, caixas de leite e similares, é recomendável retirar o fundo;
– Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água;
– Mantenha os bebedouros de animais domésticos limpos e escovados, e troque a água diariamente;
– Mantenha piscinas devidamente tratadas;
– Caixas de água devem estar bem tampadas e vedadas. Se optar em armazenar água das chuvas, tampe bem os recipientes;
– A água sanitária também pode ser utilizada para eliminar larvas do mosquito Aedes aegypti. No entanto, ela não pode ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais. O tratamento deve ser repetido semanalmente, de preferência em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva.

Saiba mais sobre o assunto: http://www.saude.mg.gov.br/aedes.

Olá! Você gostou do nosso texto? Que tal fazer parte da Força de Mobilização da SES/MG? 💪🏼👩🏾‍⚕

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Para fazer parte dessa lista, é importante: 📡

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#EducaçãoPermanente: Fiocruz promove web conferência para profissionais de atenção primária

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Nesta quarta-feira, 22/01, as pesquisadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marly Cruz e Santuzza Vitorino promovem uma atividade de educação permanente, por meio de web-conferência, com o tema Gestão e Organização das práticas de VAN para uma informação de qualidade.

A atividade conta com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e é voltada para coordenadores da APS e Profissionais de Saúde da ESF e NASF.

Essa atividade faz parte de uma série de 3 web-conferências (no formato interativo de videoaula) que irão abordar diferentes questões teórico-práticas sobre VAN na gestão e organização das práticas da APS.

Nossa segunda videoaula, intitulada “Gestão e Organização das práticas de VAN para uma informação de qualidade.” será oferecida na quarta-feira 22 de janeiro entre as 14 e as 16 h, sendo um momento de formação em serviço.

Para conseguir assistir, 15 minutos antes do começo da atividade, devem ingressar no seguinte link: http://conferenciaweb.rnp.br/webconf/ensp-fiocruz e seguir os passos para entrar na plataforma.

Importante: essa plataforma não funciona do celular, devem conectar-se através do computador e, preferivelmente, que ele esteja conectado à internet por cabo (não wi-fi).
Aqueles que participarem poderão solicitar o certificado de jornada de atualização (de 2 horas) logo após responder um breve questionário on-line sobre a aula e a avaliação da atividade.

Para mais informações ou dúvidas, entre em contato com Santuzza Vitorino e colaboradoras pelo e-mail: disseminavanpmafiocruz@gmail.com

Doenças Transmitidas por alimentos: conheça as formas de prevenção

Por Flávio Samuel

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As doenças transmitidas por alimentos (DTA’s) são causadas pela ingestão de líquidos e comidas contaminadas. Em sua maioria, são infecções causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e outros parasitas. Como forma  de prevenção, é importante estar atento aos padrões de qualidade da legislação vigente, higiene pessoal/alimentar e condições adequadas de saneamento.

As recomendações que seguem, são do Ministério da Saúde, e de aplicação geral, tanto para os alimentos comprados no comércio informal como nos serviços de alimentação inspecionados:

  • Lave as mãos regularmente:

– antes, durante e após a preparação dos alimentos;

– ao manusear objetos sujos;

– depois de tocar em animais;

– depois de ir ao banheiro ou após a troca de fraldas;

– antes da amamentação;

  • Selecione alimentos frescos com boa aparência e, antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados;
  • Para desinfecção de hortifruti (frutas, legumes e verduras) deve-se imergir os alimentos em uma solução preparada com 10 ml (1 colher de sopa) de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água tratada;
  • Os ovos devem ser lavados em água potável, um por vez, somente antes do uso (nunca antes de estocar);
  • Lave e desinfete todas as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos;
  • Assegure-se de que os alimentos cozidos estejam mantidos sob a temperatura adequada antes do consumo (refrigerados ou aquecidos);
  • Alimentos prontos para o consumo devem ser protegidos de novas contaminações e mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura:

– alimentos quentes devem ser mantidos a 60°C ou mais;

– alimentos frios devem ser mantidos abaixo de 5ºC.

  • Alimentos perecíveis só podem permanecer em temperatura ambiente pelo tempo mínimo necessário para sua preparação.
  • Reaqueça bem os alimentos que tenham sido congelados ou refrigerados antes de consumi-los;
  • Compre alimentos seguros, verificando prazo de validade, acondicionamento e suas condições físicas (aparência, consistência, odor).
  • Os pescados e mariscos de certas espécies, e em alguns países em particular, podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas, apesar de uma boa cocção. Solicite orientação aos moradores e produtores locais;
  • Consumir leite pasteurizado, esterilizado (UHT) ou fervido.
  • Sorvetes de procedência duvidosa são de risco. Evite-os.
  • Evite o consumo de alimentos crus, mal cozidos/assados (carnes e derivados);
  • Evite preparações culinárias que contêm ovos crus (Ex. gemada, ovo frito mole, maionese caseira);
  • O congelamento dos produtos cárneos (-18ºC) por 7 dias elimina a maioria de cistos teciduais causadores da toxoplasmose.
  • Evite o contato entre alimentos crus e alimentos prontos para o consumo para impedir contaminação cruzada;
  • Evite se banhar em rios, lagos, mares e piscinas cuja água seja/esteja contaminada;
  • Beba água ou gelo apenas de procedência conhecida;
  • Quando estiver em dúvida quanto à potabilidade da água de beber, recomenda-se fervê-la ou tratá-la com solução de hipoclorito de sódio a 2,5 %. Coloque 2 gotas em 1 litro de água e aguarde por 30 minutos antes de consumir.

#Mobilização: Equipes de saúde realizam torneio de futebol para conscientizar sobre “Novembro Azul”

Por Nayara Souza
Equipes das Secretarias de Saúde dos municípios de Cordisburgo e Araçaí e da Regional de Saúde de Sete Lagoas participaram, no último sábado (30/11), de um torneio de futebol society com o objetivo de conscientizar sobre o “Novembro Azul” e a saúde do homem.
O evento, organizado conjuntamente pelas secretarias de saúde, com o apoio do Departamento de Esporte e Lazer de Cordisburgo, é realizado tradicionalmente no mês de novembro, há quatro edições no município de Araçaí.  Neste ano, Cordisburgo assumiu o título de anfitrião e recebeu as equipes de saúde no Estádio da Várzea.

A primeira partida entre os times de Araçaí e Sete Lagoas terminou empatada em 3 a 3. Outro empate, dessa vez por 2 a 2, marcou a segunda partida entre os times de Cordisburgo e Sete Lagoas. A última partida finalizou com o placar de 9 a 3, favorável a equipe cordisburguense. De acordo com a classificação final, baseada em pontos, Cordisburgo ficou em primeiro lugar, seguido pelos times de Sete Lagoas e Araçaí, respectivamente.

Créditos: Nayara Souza

Créditos: Nayara Souza

Conforme explica a secretária de Saúde de Araçaí, Cibele Aparecida de Souza, o mês de novembro é dedicado à conscientização sobre os cuidados integrais com a saúde do homem, desde a saúde mental, infecções sexualmente transmissíveis, doenças crônicas (diabetes, hipertensão), até a prevenção ao câncer de próstata. “Este evento nos lembra da importância da prevenção em saúde dos homens”, disse.

O farmacêutico Marcony Raimundo Figueiredo de Carvalho, um dos idealizadores e organizadores do evento, também destacou o tema do Novembro Azul, sendo lembrado como uma forma estratégica de envolver os profissionais de saúde. “Tendo como exemplo o Novembro Azul, que busca a prevenção, surgiu a ideia de realizar os jogos de futebol como forma de aproximação dos municípios e suas equipes com o intuito coletivo de sensibilização e promoção da saúde, e ainda como forma de melhoria da qualidade de vida dos homens. Esperamos que este evento consiga crescer e alcançar outros municípios a cada ano”, destacou Carvalho.

O secretário municipal de Saúde de Cordisburgo, Gilmar Ângelo de Carvalho, enfatizou o crescimento do evento que tem atraído outras participações a cada ano “o IV Festival Novembro Azul Araçaí /Cordisburgo, foi mais que especial, pois contou com a participação da equipe da Regional de Saúde de Sete Lagoas, demonstrando assim a grande parceria com os nossos municípios”, observou o secretário.

O envolvimento das equipes de saúde da região também foi observada pelo Superintendente Regional de Saúde de Sete Lagoas, Fabrício Júnior Alves Teixiera. “Ficamos honrados com o convite da organização para participar desse grande evento em prol da saúde do homem. Mais importante do que a prática do esporte em si é a união dos servidores da saúde de diferentes esferas e a amizade que cultivamos. Espero que essa iniciativa alcance novos patamares e, com a apoio desta Regional, possamos envolver novas equipes dos municípios de nossa jurisdição e fortalecer ainda mais o esporte como um símbolo de cuidado com a saúde”, afirma.

#Top10: Informações sobre o Controle Social no SUS que você precisa saber

por André Barros (Estagiário de Jornalismo/CES-MG)

Você sabia que o Controle Social e a Participação Social no Sistema Único de Saúde (SUS) é uma diretriz expressa em nossa Constituição Federal? Desde sua publicação, é lei o funcionamento de diferentes colegiados de participação da sociedade civil na construção das políticas públicas de saúde com o objetivo de propor ações e melhorias no SUS para ampliar e melhorar o atendimento da população.

O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) selecionou dez informações imprescindíveis sobre o Controle Social no SUS. Se liga!

  • Para começar vamos pelo mais importante, as duas leis que regulamentam o SUS. A Lei 8080/1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. E a Lei 8142/1990, que regulamenta a participação da comunidade na gestão do SUS.
  • Mas como participar de um conselho? A usuária e o usuário deve procurar a sua Unidade Básica de Saúde (UBS), aquele posto de saúde perto de casa, para fazer parte do Conselho Distrital de Saúde, além desse, existem outros meios para propor soluções para melhorias da saúde pública, pelos Conselhos Municipal, Estadual e Federal.
  • O Controle Social é responsável pela fiscalização de todo investimento no SUS. Cabe aos Conselhos de Saúde fazerem esse acompanhamento dos gestores (secretárias e secretários municipais e estadual de saúde e do Ministério da Saúde).
  • As Ouvidorias do SUS são espaços em que a população pode propor melhorias, sugestões, reclamações e eventuais denúncias. Acesse o serviço pelo Disque-Saúde: 136.
  • Os Conselhos de Saúde são compostos de forma paritária: 50% de usuárias e usuários (representantes de entidades e movimentos sociais), 25% de trabalhadoras e trabalhadores do SUS e 25% de gestoras (es)/prestadoras (es) de serviços do SUS.

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  • O Controle Social é exercido por alguns mecanismo, como: audiência pública, ação popular e ação civil pública. As reuniões e plenárias nos conselhos de saúde são públicas, procure o conselho municipal de sua cidade e participe.
  • A cada quatro anos é realizada a Conferência Estadual de Saúde de Minas Gerais, em que se discutem as propostas para levar a plenário e garantir a melhoria do SUS. E a cada dois anos é realizada votação para a eleição da Mesa Diretora da entidade e das novas conselheiras e conselheiros estaduais de saúde.
  • As conselheiras e os conselheiros de saúde devem propor ações que melhorem a qualidade de vida das pessoas e de movimentos sociais. Como exemplo temos as pessoas com diabetes, hanseníase, esclerose múltipla, entre outras doenças que sempre precisam de medicamento e serviços complementares de saúde. E também movimentos pela moradia, defesa do meio ambiente, entre outros.
  • A participação social das pessoas LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais e outras identidades de gênero e sexualidade) no SUS compartilha informações e promove maior visibilidade desse público. Por isso é importante as associações de defesa participarem na construção de políticas públicas para saúde dessa população
  • Ficou interessado sobre o Controle Social no SUS? Acesse aqui a íntegra do material didático do Curso de Qualificação para Conselheiras e Conselheiros Municipais de Saúde do Estado de Minas Gerais.

Ciência em Movimento em São João del Rei

Créditos: Acervo ACS/Funed

Créditos: Acervo ACS/Funed

Os são-joanenses já podem visitar as exposições do Programa Ciência em Movimento, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), que acontecem nesta semana no CRAS Matosinhos. A cidade, localizada na região do Campo das Vertentes, receberá as ações do PCM até o dia 28 de novembro. Só em 2018, o Programa, que foi criado em 2012, visitou mais de 21 cidades mineiras, de todas as regiões do estado.

Com o objetivo de difundir o conhecimento científico e tecnológico por meio de linguagem lúdica e popular, o Programa conta a história da Funed e aborda temas relacionados a serpentes, aracnídeos e abelhas, além de utilizar jogos diversos inerentes aos temas expostos.

Localizado a 183km de Belo Horizonte, o município de São João del Rei é uma das maiores cidades setecentistas mineiras e também é conhecida como a Cidade dos Sinos, além de ser famosa por sua arquitetura e pela quantidade de repúblicas estudantis, devido à presença de inúmeras construções universitárias como a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ).

O Programa Ciência em Movimento é pioneiro em Minas Gerais e o único que promove a troca de informações fundamentais para o controle dos acidentes por animais peçonhentos, agravo identificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença negligenciada. Dessa forma, a Funed se aproxima do cidadão e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.

Serviço:
Programa Ciência em Movimento em São João del Rei

Programação:

25/11 – Palestras e treinamentos: 13h30 às 17h
26/11 e 28/11 – Exposição: 8h às 12h – 13h às 17h

Local: Quadra Esportiva – Sede do CRAS Matosinhos | Rua Elói Reis, nº 04 – Matosinhos / São João del Rei

Temas: Serpentes, Aranhas, Escorpiões, Abelhas, Dengue, Videoteca e brincadeiras.

Mês da Consciência Negra

Por Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde

O mês de novembro é também conhecido como o mês da Consciência Negra, sendo no dia 20 de novembro, celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, data escolhida por marcar a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores símbolos de resistência e luta contra a escravidão. O Dia da Consciência Negra representa um marco de reflexão sobre a contribuições e importância do povo e cultura africana no Brasil, mas também é uma oportunidade para se reconhecer as desigualdades vivenciadas por essa população em todas as instâncias sociais, políticas e culturais, bem como para propor medidas concretas que promovam sua inclusão e combatam todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância religiosa.

De acordo com o censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra constitui mais da metade da população brasileira (50,7%). Dados mais recentes de 2015, apontam que 53,9% se declaram de cor ou raça preta ou parda. Mesmo com este aumento expressivo, a população negra ainda continua sendo uma das mais desfavorecidas, apresentando níveis mais altos de desemprego, renda, analfabetismo, saneamento e menor acesso aos serviços de saúde.

Foto: iStock / Reprodução.

Foto: iStock / Reprodução.

De acordo com dado da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013, a população negra ainda tem menos acesso à saúde se comparada à população branca e vivencia diferentes expressões de racismo no seu caminho pelas redes de saúde, que se evidenciam em piores indicadores de saúde quando comparados a população branca, como se mostra a seguir:

– A proporção de pessoas que consultaram um médico nos últimos 12 meses é maior entre as pessoas brancas (74,8%) do que entre as pretas (69,5%) e pardas (67,8%). As mulheres negras são vitimas recorrentes de racismo e sexismo na sociedade.

– Em relação, as consultas pré-natal, a proporção de mulheres que realizaram o mínimo de seis consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde o foi de 71, 8% de pessoas pardas e 71,2% de pessoas negras, já na população branca esta porcentagem é de 85,8% .

– Algumas doenças são mais prevalentes na população negra em decorrência do condicionamento de fatores genéticos com fatores sociais e ambientais, como por exemplo, a anemia falciforme, a Diabetes Mellitus (tipo II) que atinge 9% a mais de homens negros quando comparados a homens brancos e quase 50% a mais de mulheres negras quando comparadas às mulheres brancas e a hipertensão arterial.

– A população negra também é mais afetada pelas violências. O Atlas da Violência de 2019 trouxe o dado de que 75% das vítimas de homicídios no ano de 2017 são negros. Entre os anos de 2007 e 2017, a taxa de homicídio de negros cresceu 33,1% e a de não negros cresceu 3,3%.

Tendo em vista a realidade descrita acima, é necessário superar as barreiras estruturais e cotidianas que incidem negativamente nos indicadores de saúde dessa população, principalmente na precocidade dos óbitos, nas altas taxas de mortalidade, maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas e altos índices de violências.

O Ministério da Saúde reconhecendo estas disparidades, com vista a promoção da equidade em saúde e orientados pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS, institui, em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio da Portaria GM/MS nº992, de 13 de maio de 2009. Esta Política reafirma as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS, do governo federal, estadual e municipal, na efetivação das ações e na articulação com outros setores e sociedade civil, para garantir o acesso da população negra e quilombola nas ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria as condições de saúde desta população e a redução do racismo institucional.

Em Minas Gerais, a Superintendência de Atenção Primária à Saúde, através da Coordenação de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde, trabalha, desde 2016, com a implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, desenvolvendo ações construídas de forma dialogada com a sociedade civil no âmbito do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, que visam a redução das barreiras institucionais ocasionadas pelo racismo no acesso à saúde da população negra, que fomentem o preenchimento do quesito raça/cor nos sistemas de informação e que garantam o acesso à saúde das comunidades e povos tradicionais, como as populações quilombolas e de religião de matrizes africanas, presente em grande proporção no nosso estado.

Exposição Vendendo Saúde, da Funed, termina dia 16/12

Por Ascom Funed

Quem ainda não visitou a Exposição “Vendendo saúde no início do século XX” na Universidade Fumec tem até o dia 16/12 para conferir imagens históricas da propaganda na área de saúde, que estará em exposição na Biblioteca da universidade.

O material exposto faz parte do acervo da Biblioteca História da Funed. O Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural selecionou periódicos da área médica do início do século XX com o objetivo de resgatar as propagandas veiculadas nas revistas da época e uma série de curiosidades sobre a promoção de produtos de saúde, como explica a historiadora da Biblioteca da Funed, Fabiana Melo Neves, e também curadora da exposição, “o exagero e a excentricidade eram estratégias de divulgação dos produtos voltados à saúde”.

De acordo com Vitor Essa, a propaganda é uma das principais ferramentas de marketing nas empresas de qualquer segmento. No mercado farmacêutico não é diferente – é a ferramenta de gestão responsável por comunicar a eficácia e a segurança do produto. “Como, então, é vista a propaganda no mercado farmacêutico de ontem e de hoje? Foi pensando nesta questão que a Biblioteca da Fundação Ezequiel Dias planejou a exposição Vendendo saúde no inicio do século XX”, diz Fabiana.

Créditos: Ascom Funed

Créditos: Ascom Funed

As publicações médicas traziam em seu conteúdo além dos artigos científicos a promoção e popularização das drogas medicinais. Muitas propagandas prometiam a cura instantânea, um mesmo produto podia curar dores, feridas na pele, hemorroidas, bronquite, enfim, curavam tudo. Outras propagandas utilizavam uma linguagem extremamente técnica com resultados e objetivos práticos, mas sem perder a criatividade na construção dos enredos.

Ainda segundo a historiadora, inicialmente os anúncios eram veiculados somente em textos que falavam das características quase sempre milagrosas dos produtos, indicando endereços onde se pudessem adquirir os produtos farmacêuticos. “Só depois, vieram os anúncios um pouco mais elaborados, com imagens às vezes pintadas à mão por artistas famosos à época – apresentando, então, ao consumidor a identidade visual daquele produto ou da empresa que o fabricava. Sendo assim, as propagandas representam o testemunho de uma época”, finaliza a historiadora.

Serviço:
“Vendendo saúde no inicio do século XX”
Data: entre os dias 16/10 e 16/12

Local: Biblioteca Central – Fumec ( Rua Cobre, 200 – Bairro Cruzeiro – Prédio da FCH – acesso pela entrada principal – siga pelo corredor do lado esquerdo)