Author Archives: Vitor Yukio Ninomiya

Agosto Dourado

benefits of breastfeeding for newborns. happy motherhood. family values.

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Autor*: Pedro Otávio Oliveira Santos

O mês de agosto é muito especial e importante para a saúde pública, sendo conhecido como Agosto Dourado, o mês de proteção e incentivo ao aleitamento materno! Mais precisamente, na primeira semana deste mês, os órgãos de saúde de todo o mundo se juntam para relembrar toda a população sobre a importância da prática do aleitamento materno para o desenvolvimento infantil e para a saúde materna, sendo comemorada a Semana Mundial de Aleitamento Materno. 

Este ano o tema proposto para a semana é “Proteger o aleitamento materno: uma responsabilidade compartilhada”. As mulheres grávidas e lactantes precisam de proteção diferenciada para evitar danos à sua saúde ou de seus bebês. Também precisam de proteção para garantir que seus postos de trabalho não sejam ameaçados pela gravidez ou licença maternidade. A proteção à maternidade é fundamental para permitir a amamentação e capacitar os pais para a implementação bem-sucedida das práticas de aleitamento materno recomendadas.

Desde o ano passado, esta campanha tem tido uma importância ainda maior devido ao contexto em que todos nós estamos inseridos, a pandemia da covid-19. Algumas questões ainda surgem nas cabeças das mães e familiares, como, por exemplo, posso amamentar meu filho se eu estiver diagnosticada ou com suspeita para a COVID-19? Por meio deste post iremos entender muito mais sobre o aleitamento materno. Acompanhe abaixo!


O ALEITAMENTO MATERNO

O ato de uma mãe amamentar uma criança vai muito além do sentido nutricional deste processo. Na verdade, o aleitamento materno deve ser entendido como o momento de maior união e vínculo entre a mãe e o bebê, que compartilham naquele momento um sentimento mútuo de segurança e afeto! Sabemos que é desde esse momento, nas primeiras horas da vida da criança, que ela começa a desenvolver sua confiança na relação mãe-filho. 

O leite humano é um alimento que contém equilíbrio de nutrientes, carboidratos e proteínas na medida exata para prover o crescimento e a imunidade dos bebês, além de combater as infecções infantis, desenvolver o cérebro e aumentar a resistência a doenças crônicas,tais como asma, alergias e diabetes.

O leite materno, que começa a ser produzido ainda durante o período gestacional, é feito sob medida para a criança. O organismo materno produz anticorpos a partir do contato com microrganismos do ambiente, que irão proteger o bebê de agentes infecciosos do próprio ambiente! Sendo assim, não existe essa história de que o leite de uma mãe é fraco, muito pelo contrário, ele é a maior energia e defesa para o recém-nascido!

Você sabia? A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde orientam que o aleitamento materno exclusivo seja realizado até que a criança tenha 6 meses de vida. E que o aleitamento seja continuado até os 2 anos de vida ou mais. 

 

ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO NOS PRIMEIROS SEIS MESES

Aleitamento materno exclusivo acontece quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo   vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.

Nos primeiros seis meses de vida, como vimos até aqui, deve ser oferecido apenas leite materno. Nesse período não há necessidade de chás, sucos, outros leites ou água, mesmo quando o tempo estiver muito quente e seco. Após essa idade, deverá ser oferecida alimentação complementar saudável. Mais detalhes podem ser encontrados no Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos (https://aps.saude.gov.br/biblioteca/visualizar/MTQ0Ng==).

E QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO LEITE MATERNO? 

O leite materno é o alimento completo, de fácil digestão e promove um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças! É natural e seguro, está sempre pronto, na temperatura adequada, não precisa de preparo, e é produzido de acordo com a necessidade do bebê. Crianças amamentadas têm um risco muito menor de ter diarreia, infecções respiratórias e de necessitar de internações!

Alguns outros benefícios são:

  • Permite um melhor desenvolvimento intelectual da criança;
  • O ato de sugar a mama, favorece o desenvolvimento e fortalecimento  facial, facilitando o desenvolvimento da fala e prevenindo problemas de dentição;
  • Não tem custos;
  •  Cria um vínculo entre a mãe e o bebê;
  • Para as mulheres: diminui as chances de desenvolverem diabetes e infarto cardíaco.
  • Diminui o risco de câncer de mama e de ovário;
  •  Ajuda a reduzir a hemorragia após o parto.

Você sabia? Muitas mulheres pensam que seu leite é fraco, mas isso não existe! Cada mãe produz um leite específico para o seu filho, contendo a quantidade correta de proteínas, gorduras e carboidratos, além de células de defesa para proteger o recém-nascido de várias infecções. 


DICAS PARA O ALEITAMENTO MATERNO

É fundamental que sempre que necessário a mulher deve procurar um profissional de saúde capacitado para melhor orientá-la e apoiá-la. Procure a Unidade Básica de Saúde, Banco de Leite Humano (BLH) e Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH) mais próximo. É por meio deste contato com o profissional da saúde que alguns ajustes necessários poderão ser feitos na forma em que a amamentação está ocorrendo.

Mas, existe uma forma adequada para amamentar? Sim! E é muito útil para a mãe seguir algumas orientações, pois isso permite que o bebê seja melhor acomodado e que a mãe possa se sentir mais confortável. Algumas das dicas para uma boa amamentação serão descritas aqui, mas lembre-se, é fundamental que sempre que necessário a mulher deve procurar um profissional de saúde para melhor orientá-la e apoiá-la! Também é muito importante o apoio de familiares e amigos.

  • A mãe deve estar em uma posição confortável para si mesma;
  • O bebê deve estar virado para a mãe, bem junto de seu corpo;
  • A cabeça e o corpo da criança devem estar alinhados;
  • A barriga do bebê deve estar encostada na barriga da mãe;
  • Quando o bebê pega o peito, o queixo deve encostar na mama, os lábios ficam virados para fora  
  • A criança deve abocanhar, além do mamilo, o máximo possível da parte escura da mama (aréola) da mãe.

Você sabia? O(a) companheiro(a) da mãe possui um papel fundamental no processo de aleitamento materno. O suporte e o apoio afetivo-emocional à mãe, e a sua presença no momento da amamentação fortalecem os laços familiares e sua relação com o filho!

Cique aqui e saiba a localização dos BLH e PCLH de MG


ALEITAMENTO MATERNO E A COVID-19

Em meio à pandemia que estamos vivendo, diversas mães tiveram dúvidas se poderiam continuar o aleitamento materno caso fossem infectadas pela covid-19. Até o momento, estudos não demonstraram que o vírus seja transmitido por meio da amamentação.     

A mãe suspeita ou com diagnóstico de COVID- 19 pode amamentar, se sentir confortável e assim desejar, tomando alguns cuidados higiênicos e seguindo algumas recomendações:

  • Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;
  • A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada;
  • Lavar com frequência as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora). Se não for possível, higienize as mãos com álcool  70%; 

Para as mães que não estão confortáveis e seguras no momento da amamentação, o leite pode ser ordenhado/extraído e oferecido em copinho, xícara ou colher à criança por outro membro da família, como o pai, os avós ou outros!

Para saber quais são as orientações completas para a retirada do leite de forma segura e eficaz, clique AQUI

Observação: Se não for retirar o leite manualmente, siga rigorosamente as recomendações para limpeza das bombas de extração de leite, bem como dos recipientes de armazenamento de leite, e dos utensílios de alimentação após cada uso.

POR QUANTO TEMPO POSSO ARMAZENAR LEITE ORDENHADO?

O processo de ordenhar o leite para guardá-lo e oferecê-lo à criança posteriormente deve ser feito de maneira apropriada, tomando os devidos cuidados para manter a qualidade. Portanto, para aquelas mães que precisam realizar a retirada do leite, é importante procurar uma Unidade de Saúde, Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta para orientações. Mas, de forma geral, o leite materno ordenhado pode ser mantido na geladeira por até 12 horas e no freezer por até 15 dias. Portanto, é muito importante que o leite seja armazenado com a data do dia da retirada no frasco (que deve ser de vidro com a tampa de plástico). O leite mantido no freezer deve ser descongelado em banho maria, sem contato direto com o fogo e deve ser agitado lentamente para misturar todos os seus componentes! OBS: O leite não deve ser fervido e nem aquecido em micro-ondas, pois este tipo de aquecimento pode destruir componentes de proteção.

Mais orientações podem ser encontradas neste LINK
Referências:

1 de Agosto: Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo

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Autor*: Vitor Yukio Ninomiya

O vitiligo é uma condição autoimune caracterizada pela perda da coloração da pele em certas áreas do corpo. Presente em cerca de 1 a 2% da população mundial e 0,5% dos brasileiros (dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD), as pessoas com vitiligo ainda enfrentam, atualmente, um grande desafio devido ao preconceito por trás da doença. Por isso, leia o texto abaixo e mantenha-se informado sobre o que realmente significam essas manchas na pele.

Você sabia? 

A data foi escolhida em função do aniversário de morte de Michael Jackson, que tinha vitiligo.


O QUE É VITILIGO?

Antes de entender essa doença, é preciso entender como e onde ela ocorre. Para isso, alguns conceitos são fundamentais para sua compreensão adequada:

O vitiligo é uma doença genética, crônica e de origem autoimune.

Por ser uma doença genética, somente aquelas pessoas que 

possuem uma predisposição genética é que podem desenvolver essa doença.

Uma doença autoimune consiste no mau funcionamento do sistema imunológico, no qual ocorre um ataque às próprias células do organismo. No caso do vitiligo, as células do sistema imune atacam os melanócitos (células responsáveis por produzir a melanina, pigmento que dá cor à pele).

Classicamente, ela é uma doença crônica e, por isso, tende a manifestar-se após alguma espécie de “agressão” local, responsável por desencadear essa resposta imune.


QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DO VITILIGO?

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele, que ocorre principalmente em regiões mais expostas a traumas, como joelhos, cotovelos, mãos, face e região genital. Essa tendência quanto a localidade decorre da correlação com a sua maior interação com o ambiente, o que muitas vezes desencadeia uma resposta imune local que pode resultar nas manchas características da doença.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO VITILIGO?

Na grande maioria dos casos, não há qualquer sintoma relacionado ao surgimento ou progressão das manchas na pele, ou seja, tende a ser completamente assintomático. Contudo, alguns poucos casos tendem a ser acompanhados de coceira ou outros sintomas dermatológicos locais, mas estes tendem a se relacionar muito mais ao fator desencadeante do que ao vitiligo propriamente dito.

QUAIS SÃO OS FATORES DESENCANTES?

Além dos traumas mecânicos nos locais citados, existem outros fatores que podem estar relacionados ao desencadeamento do vitiligo, sendo eles:

    • Traumas psicológicos;
    • Hidroquinona: composição de produtos dermatológicos para clareamento e outros;
  • Exposição solar;
  • Queimaduras.

 


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O VITILIGO É CONTAGIOSO?

Apesar de, popularmente, muitos associarem manchas na pele como algo sempre contagioso, é preciso destacar que o vitiligo não é contagioso e não há qualquer comprovação científica de um possível agente infeccioso capaz de conferir essa característica a estas manchas. Como dito anteriormente, o vitiligo se manifesta apenas nas pessoas que possuem uma predisposição genética para sua ocorrência.

Pessoas com vitiligo não oferecem nenhum risco de contágio às pessoas ao seu redor, podendo frequentar piscinas e praias, até mesmo se houver contato direto com as manchas. Sendo assim, é de extrema importância que os indivíduos com essa condição dermatológica sejam inseridos normalmente às atividades cotidianas, evitando assim futuros prejuízos à sua saúde mental.


CUIDADOS GERAIS

PREVENÇÃO

Muito embora ainda não se saiba o mecanismo exato do surgimento das lesões características do vitiligo, pode-se dizer que sua origem autoimune e genética sinaliza para algumas medidas a serem adotadas como forma de prevenção e/ou como forma de evitar a progressão das lesões, sendo elas:

  • Evitar traumas mecânicos;
  • Controlar o estresse (evitar traumas psicológicos);
  • Utilizar produtos dermatológicos e outros medicamentos somente com recomendação médica;
  • Utilizar filtro solar e evitar exposição excessiva ao sol.

TRATAMENTO

Quando o assunto é vitiligo não podemos falar em cura da doença, mas apenas no controle da doença. Sendo assim, o tratamento visa cessar o aumento das lesões, buscando então a estabilização do quadro. Atualmente, são indicadas as terapias de repigmentação das regiões afetadas, com fototerapias, vitamina D e medicamentos como tacrolimus e corticosteróides. 

Vale lembrar que existem classificações específicas às manifestações do vitiligo e que, portanto, devem ser conduzidas individualmente. Por isso, sua condução deve, necessariamente, ser feita por um especialista (dermatologista).

 

Referências:

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica

27 de Julho: Dia de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço

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Autor: Pedro Otávio Oliveira Santos

O câncer de cabeça e pescoço é na verdade um conjunto de tumores que podem acometer estruturas contidas nesta região, englobando, por exemplo, os cânceres de tireóide (o mais comum nas mulheres), o câncer de boca (o mais comum nos homens), o câncer de laringe e o de faringe, entre outros!

A campanha do Julho Verde, especialmente o dia 27 de Julho, foi estabelecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço com o intuito de conscientizar a população sobre a importância de se prevenir contra esse câncer tão prevalente, que gera cerca de 10 mil mortes por ano no Brasil.

Quer saber um pouco mais sobre quais são os sinais e os sintomas, e as formas de prevenção destes cânceres? Acompanhe o nosso post abaixo!


ENTENDENDO O CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

O câncer de cabeça e pescoço é uma denominação de um grupo grande de cânceres que acometem a região descrita. Esses tumores são mais comuns no sexo masculino, sendo mais prevalentes em idades superiores à 55 anos. Alguns dos exemplos que compõem este grupo são: câncer de língua, de amígdalas, de laringe (região que contêm as nossas pregas vocais), palato duro e mole (conhecido popularmente como o céu da boca), de tireóide e o de glândulas salivares.  

Em alguns pontos do nosso grande país, já existem dados que mostram que o câncer de boca e de laringe já é o segundo mais prevalente entre os homens, perdendo apenas para o câncer de próstata. E nas mulheres, que têm o câncer de tireóide sendo o representante mais comum, ele ocupa a quinta posição, atrás de tumores como o de mama e o de colo uterino!

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FATORES DE RISCOS PARA O CÂNCER

Atualmente, os principais causadores deste tipo de câncer em nossa sociedade são o hábito de fumar e o de beber. Mais de 80% dos cânceres de cabeça e pescoço diagnosticados têm como origem os efeitos tóxicos e agressivos do tabaco e do álcool em nosso organismo! Contudo, não são apenas esses fatores que podem causar esses tumores; atualmente, sabemos da importância crescente da infecção pelo vírus HPV no surgimento desses cânceres!

Você sabia? O uso isolado do cigarro ou do álcool já consegue por si só aumentar o risco para o câncer de cabeça e pescoço. Mas juntos, eles multiplicam os seus efeitos, aumentando em até 30 vezes o risco deste câncer surgir!

O HPV, conhecido como papiloma vírus humano, é um vírus sexualmente transmissível, que tem grande importância no sexo feminino ao gerar o câncer de colo de útero. Mas, por meio de práticas como sexo oral, esse vírus tem cada vez mais se adaptado aos tecidos da nossa região oral, e promovido uma proliferação acelerada de células e de inflamação no local, criando um foco formador de câncer!

Você sabia? Diferentemente dos cânceres gerados pelo consumo de álcool e de cigarro, que tendem a aparecer em pessoas com mais de 55 anos de idade, os cânceres gerados pelo HPV aparecem mais precocemente na vida adulta!

SINAIS E SINTOMAS

Um dos maiores desafios neste tema dos cânceres de cabeça e pescoço, é que infelizmente o seu diagnóstico tende a ser muito tardio, em uma fase em que o tumor já se desenvolveu e tem uma chance de cura um tanto quanto menor. Esse cenário se deve em sua maioria aos sintomas inespecíficos e não alarmantes destes cânceres, fazendo com que o paciente demore a procurar um auxílio médico. Os principais sintomas são:

  1. Aftas e ulcerações que demoram mais que duas semanas para cicatrizar;
  2. Dores na região da boca e da garganta que são persistentes;
  3. Rouquidão que perdura por mais do que duas semanas;
  4. Nódulos (caroços e ínguas) no pescoço;
  5. Perda de peso inexplicada e perda do apetite;
  6. Dificuldade de engolir alimentos sólidos ou líquidos.

Na presença de qualquer um destes sinais e sintomas, não hesite em procurar um auxílio médico mais próximo de você. O diagnóstico precoce e o seu devido tratamento permite ao paciente uma melhor qualidade de vida e uma maior chance do procedimento ser curativo!


COMO DIAGNOSTICAR ESTES CÂNCERES?

A partir da suspeita clínica, ou seja, por meio dos sinais e dos sintomas que o paciente possa ter, o médico irá solicitar uma investigação mais aprofundada para encontrar o local em que o câncer está. A simples e bem feita avaliação da cavidade oral do paciente em um consultório, já é capaz de evidenciar muitos cânceres de cabeça e pescoço, como, por exemplo, os cânceres de língua e de palato. 

Ao encontrar o local em que o câncer está, uma biópsia será feita para de fato avaliar o tipo de tumor que o paciente pode ter. A biópsia nada mais é do que retirar um pequeno fragmento da lesão tumoral para que ela seja analisada em um laboratório e, se for o caso, confirmar o diagnóstico de um câncer. Se ele de fato for confirmado, o profissional da saúde irá solicitar tomografias do corpo do paciente, para ver se o tumor descoberto não gerou nenhuma metástase (tumor que se espalhou) à distância!

Você sabia? Ao ser diagnosticado, o tumor pode ser classificado como localizado (contido apenas no órgão afetado), localmente avançado (ainda não deu metástases, mas invade estruturas vizinhas) ou avançado (que é de fato o tumor que deu metástases).. 

TRATAMENTO

O tratamento de um tumor de cabeça e pescoço vai variar de acordo com seu estágio ao ser diagnosticado, ou seja, se ele é localizado, localmente avançado ou metastático. De forma geral, o tratamento de escolha para estes pacientes é a cirurgia, que é muito mais efetiva se o câncer for diagnosticado precocemente, visto que o paciente pode ter a lesão retirada e ficar curado!

Contudo, naqueles pacientes que já se apresentam ao diagnóstico com lesões localmente avançadas, por exemplo, uma lesão na língua que invade a laringe (a área das nossas pregas vocais), esse paciente vai precisar além do tratamento cirúrgico, de uma combinação de radioterapia e quimioterapia, à depender do tipo de câncer. 


COMO PREVENIR O SURGIMENTO DESTES TUMORES?

Esta, sem dúvidas, é a parte mais importante de todo este assunto, visto que muitas mortes podem ser evitadas pela simples ação de controlar os fatores de risco causadores do câncer de cabeça e pescoço. Como já sabemos até aqui, o tabagismo e o etilismo têm um papel central na formação desses tumores, então o primeiro passo é evitar esse hábito em nossas vidas, eliminando o risco do surgimento deste e de vários outros cânceres, como o de pulmão, por exemplo!

Outro ponto de grande importância na prevenção é atuar sobre o outro fator de risco que percebemos que tem se tornado cada vez mais importante, o HPV! Neste caso, é essencial evitar a infecção por esse vírus, mas como faremos isso? De uma forma bem simples:

  • O Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI), inclui no calendário vacinal obrigatório a vacinação contra o HPV, sendo as vacinas aplicadas em meninas de 9 a 14 anos e em meninos de 11 a 14 anos. 

E para reforçar outro aspecto essencial na conscientização desta doença, se você ou alguma pessoa próxima do seu convívio tiver algum dos sinais e sintomas que discutimos acima no texto, não deixe de procurar uma ajuda médica. É fundamental encontrar o quanto antes este câncer, para que o paciente tenha mais chances de ser curado!

Referência:

A Importância da Vacina contra Influenza

Vacina Influenza

Autor: Pedro Otávio Oliveira Santos

Em plena segunda guerra mundial, um jovem estudante de medicina conhecido como Jonas Salk e sua equipe de pesquisadores, conseguiram criar o que hoje é algo tão comum em nosso dia a dia, a vacina da gripe! No Brasil, foi no ano de 1999 que, por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI), a população começou a ser vacinada em larga escala contra esse vírus!

Como atualmente vivemos um contexto delicado por estarmos promovendo duas campanhas simultâneas de vacinação, a da gripe e a da covid-19, é de extrema importância que relembremos  sobre a importância de nos proteger contra o vírus da Influenza, o causador da gripe. É sim possível receber as duas vacinas, e mais do que isso, é essencial!

Quer entender mais sobre a importância da vacinação contra a gripe e seu impacto na pandemia da covid-19? Acompanhe o post abaixo!


ANTES DE TUDO, O QUE É A GRIPE?

A gripe é uma infecção viral causada pelo vírus Influenza. Muito diferente do que alguns pensam, a gripe não é o mesmo que um resfriado. Ambos podem trazer sintomas até certo ponto semelhantes, mas, além do vírus causador do resfriado ser outro, o quadro gerado por ele é bem mais leve, não deixando a pessoa incapacitada, como ocorre na gripe causada pelo Influenza!

Você sabia? O vírus da Influenza não é um só! Existem vários, sendo que dois são de maior importância, o Influenza A e o B!

Os vírus Influenza A e B são os responsáveis pela maioria das epidemias de gripe que vemos todos os anos surgirem e irem embora. Algumas breves diferenças entre eles é que o tipo A consegue infectar outros mamíferos além dos seres humanos, como os porcos, por exemplo. Já o tipo B é exclusivo dos humanos! Uma outra peculiaridade importante, é que o Influenza A é muito mais esperto para se disseminar, conseguindo causar pandemias (contaminação de vários países).

Você sabia? Esses vírus podem ser chamados por outros nomes como, por exemplo, H1N1. Essa nomenclatura se refere a pequenas partículas presentes no vírus, as hemaglutininas (H) e as neuraminidades (N).

COMO SABER SE ESTOU COM GRIPE OU RESFRIADO?

Tanto o paciente com um leve resfriado, quanto aquele que possui um quadro de gripe, podem ter sintomas parecidos, como coriza (nariz congesto e secretivo), espirros, dor de garganta, tosse e dor de cabeça. Mas o paciente infectado pelo vírus Influenza, possui um quadro muito mais intenso, com os seguintes sintomas: 

  1. Febre alta (acima de 38ºC);
  2. Dor muscular;
  3. Cansaço e fraqueza;
  4. Perda do apetite; 
  5. Vômitos e sintomas intestinais (principalmente as crianças pequenas).

Então, por mais que exista uma grande confusão no reconhecimento pela população entre resfriado e gripe, esta última é uma infecção viral muito mais séria e intensa, que pode levar a complicações muito graves para o paciente, tais como desidratação, dificuldade respiratória abrupta, pneumonia e em casos avançados e de diagnóstico tardio, até o óbito. 

Você sabia? Tomar a vacina contra a gripe não protege apenas você, mas também aqueles ao seu redor, já que não tendo infecção você não irá transmiti-la!


QUEM PODE SER VACINADO CONTRA A GRIPE?

Todos que possuem mais do que 6 meses de idade podem e devem tomar a vacina da gripe! O que acontece todos os anos durante as campanhas, é que para tornar o acesso mais organizado e manter uma equidade no processo vacinal, o Ministério da Saúde por meio das Unidades Básicas de Saúde, estabelece uma ordem prioritária dos grupos a serem vacinados em cada fase, sendo eles:

  1. Crianças de 6 meses até 6 anos de idade;
  2. Gestantes;
  3. Puérperas (pacientes após o parto);
  4. População indígena;
  5. Trabalhadores da área da saúde;
  6. Idosos com mais de 60 anos;
  7. Professores;
  8. Pessoas com deficiências permanentes.

Existem outros vários grupos prioritários que são contemplados nas fases iniciais das campanhas de vacinação, estes são apenas alguns grupos para que possamos entender melhor! Após estas etapas prioritárias, as vacinas excedentes são distribuídas para as populações de menor risco, entrando aqui a regra de que todos aqueles pacientes com mais de seis meses de idade podem ser vacinados!

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

Ao se vacinar, o paciente diminui muito a chance de ser contaminado pelo vírus Influenza, porque a vacina ensina ao nosso organismo como reconhecer o vírus e a montar uma resposta de defesa forte contra ele! Além disso, aquelas pessoas que se vacinaram e ainda assim se contaminaram com o vírus, têm uma chance muito menor de sofrer complicações da infecção, de serem internadas por isso, e de evoluírem para óbito! 

Como se não bastasse todas essas vantagens, ainda temos que lembrar que ao se vacinar contra a Influenza, nós ajudamos muito nossos familiares, protegendo indiretamente eles, e também o sistema de saúde! O fato de não ficarmos gripados, evita que exista uma lotação ainda maior dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), liberando esses serviços para atuarem contra a atual pandemia da covid-19. 

Você sabia? A vacina contra a gripe não é feita de vírus vivo enfraquecido, mas sim de suas pequenas partículas H e N. Isso impede que tenhamos sintomas gripais expressivos após a vacinação! 

Mas a grande pergunta do momento é: eu posso me vacinar contra a gripe e contra a covid-19? E a resposta para isso é sim! Todos que estão sendo contemplados pela vacinação da covid-19 podem e devem tomar a vacina contra a influenza, bastando apenas esperar um intervalo de 14 dias entre as vacinas. Respeitando essas recomendações, uma vacina não irá interferir na outra, e assim estaremos protegidos de duas infecções virais de grande importância na humanidade!


AMPLIAÇÃO DA CAMPANHA VACINAL

Desde o dia 03 de Julho, o Ministério da Saúde ampliou a campanha vacinal para todos os pacientes com idade acima de 6 meses. A cobertura realizada nos grupos de risco prioritário alcançou níveis satisfatórios, mas aqueles que ainda não tomaram durante a sua fase, são encorajados a tomar o quanto antes! 

Para se vacinar, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência e se apresentar lá com o cartão de vacina e com um documento de identificação com foto, para que os profissionais na UBS possam de encontrar ou te cadastrar no sistema. Caso não tenha um cartão de vacina, isso não te impede de ser vacinado, lá você ganhará um para registrar suas doses! 

IMPORTANTE:  Lembrando que cada cidade tem tido independência para escolher a forma que vai seguir esta fase ampliada de vacinação, sendo assim, se informe com seu centro de saúde para saber como está em sua área! Ah e não se esqueça, seguir as normas de segurança contra a covid-19 é muito importante, vá de máscara e higienize bem as mãos sempre que puder!

Referências:

10 de Julho: Dia da Saúde Ocular

Family generation green eyes genetics concept

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

De acordo com o último Relatório Mundial sobre a Visão, publicado em 2021 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), “pelo menos 2,2 bilhões de pessoas têm uma deficiência visual e, dessas, pelo menos 1 bilhão de pessoas têm uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não recebeu qualquer assistência”. Com quase 7,9 bilhões de pessoas no mundo hoje, é como afirmar que pouco mais de uma em cada quatro pessoas no mundo tem algum tipo de deficiência visual! Fica evidente, portanto, que o cuidado com a visão é um tema de extrema importância e que merece nossa atenção. Sabendo disso, para celebrar o Dia da Saúde Ocular, separamos um breve texto com as informações fundamentais para que você possa cuidar da sua visão adequadamente.


DOENÇAS OCULARES 

DOENÇAS OCULARES COMUNS QUE NORMALMENTE NÃO CAUSAM DEFICIÊNCIAS VISUAIS

  • Blefarite: inflamação das pálpebras perto da base dos cílios;
  • Calázio e Hordéolo (“Terçol”): glândula lacrimal bloqueada ou infecção localizada;
  • Conjuntivite: inflamação da conjuntiva (camada que reveste a parte branca dos olhos);
  • Olho seco: produção inadequada de lágrimas, podendo gerar irritação e visão turva;
  • Pterígio: crescimento anormal da conjuntiva, muito relacionado à exposição solar;
  • Hemorragia subconjuntival: vasos sanguíneos danificados abaixo da conjuntiva.

DOENÇAS OCULARES COMUNS QUE PODEM CAUSAR DEFICIÊNCIAS VISUAIS, INCLUINDO CEGUEIRA

 

  • Degeneração macular relacionada à idade: manchas, sombras ou distorção da visão;
  • Catarata: nebulosidade na lente do olho, levando a visão cada vez mais desfocada;
  • Retinopatia diabética: danos aos vasos sanguíneos da retina, levando à cegueira;
  • Glaucoma: dano progressivo do nervo óptico, geralmente das bordas ao centro da visão;
  • Erros refrativos: miopia (dificuldade de ver de longe), presbiopia (dificuldade de perto);
  • Tracoma: após muitos anos de infecções oculares, os cílios podem se curvar para dentro.

 

 

FATORES DE RISCO

Atenção: os fatores de risco indicam apenas que você tem uma maior probabilidade de ter a doença em relação àqueles que não apresentam os fatores de risco. Ter fator de risco não significa, necessariamente, que você possui a doença.

Existem diversos fatores de risco relacionados às doenças oculares, incluindo o envelhecimento, genética, exposição a alguma substância, comportamentos relacionados ao estilo de vida, infecções e diversas condições de saúde. Dentre eles, o envelhecimento é o principal fator de risco para muitas doenças oculares (ex.: presbiopia, catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade). Abaixo, alguns dos fatores de risco:

  • Envelhecimento (principal fator de risco);
  • Fatores genéticos (maior probabilidade, se algum membro da família tiver a doença);
  • Etnia (algumas doenças são mais comuns em determinadas etnias);
  • Tabagismo (principal fator de risco evitável);
  • Nutricional (ex.: deficiência de vitamina A, C, E, B6, B9, B12);
  • Ocupacional (risco de lesão ocular e exposição à substâncias);
  • Infecções (exemplo: conjuntivite, toxoplasmose, sarampo, etc);
  • Condições de saúde (diabetes, hipertensão, artrite reumatoide, esclerose múltipla, etc);
  • Medicamentos (exemplo: uso prolongado de esteroides aumenta o risco de catarata e glaucoma);

O envelhecimento é o principal fator de risco para muitas doenças oculares


DICAS PARA UMA MELHOR SAÚDE OCULAR

Ainda que as doenças oculares responsáveis por causar cegueira sejam o foco das estratégias de prevenção e intervenção, sobretudo quanto às estratégias de saúde pública do Sistema Único de Saúde (SUS), as doenças que normalmente não causam deficiência visual não devem ser subestimadas. Assim como a maioria das doenças, a prevenção também é o principal esforço no combate às doenças oculares. Frequentemente, boa parte da população desconhece os sinais e sintomas de um acometimento ocular e tendem a resumir as queixas em “olho seco”, “olho vermelho”, “líquidos saindo dos olhos” e “problemas para enxergar” (problemas de acuidade visual), mas o cuidado com a visão vai muito além de apenas detectar esses sintomas.

MUDANÇA NOS COSTUMES

  • Evite coçar a região dos olhos;
  • Cuidados com a exposição solar: utilize óculos de sol para proteção contra raios ultravioletas;
  • Óculos e lentes de contato somente com prescrição médica;
  • Higienização adequada das lentes de contato;
  • Em situações de risco, utilize proteção ocular;
  • “Regra dos 20”: a cada 20 minutos em telas (computador, celular, etc), descanse 20 segundos olhando para outro local;
  • Evite o uso de telas com brilho muito intenso, bem como a exposição excessiva diária (se possível, ajuste a tela de seu dispositivo com um filtro de luz azul);
  • Cuidados com a maquiagem: muitos produtos podem causar alergia ou irritação no olhos;
  • Cuidados nutricionais: evite o excesso de gorduras e carboidratos e insira elementos como ômega 3 e vitamina A na sua dieta.
  • Evite fumar;
  • Faça exercícios físicos regularmente;
  • Faça um “check-up” anual para prevenção, inclusive das doenças oculares;
  • Procure um oftalmologista (recomendações abaixo).

Em caso de acidentes, enxaguar a região dos olhos com soro fisiológico ou água em grande quantidade e repetidamente. Nunca utilize colírio ou outro produto para esta finalidade.

COM QUE FREQUÊNCIA EU DEVO IR AO OFTALMOLOGISTA?

Em geral, não há dúvidas quanto à procura pelo médico oftalmologista quando há algo de errado nos olhos, mas vale destacar que muitas das doenças são assintomáticas quando ainda estão em sua fase inicial. Por isso, não espere, necessariamente, o surgimento de sinais e sintomas oculares para agendar uma consulta oftalmológica. Siga as recomendações abaixo:

 

  • Pré-natal: antes mesmo do nascimento, é possível diagnosticar doenças maternas que oferecem risco à saúde ocular, como a rubéola, toxoplasmose e sífilis;
  • Bebês e crianças: no mínimo, a cada 3 anos;
  • A partir dos 40 anos: anualmente;
  • Necessidades específicas: de acordo com a queixa e ou recomendação médica.

 

 


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

O atendimento clínico-oftalmológico na Atenção Básica à Saúde tem como objetivo a resolução de queixas oculares de baixa complexidade, porém frequentemente o encaminhamento a níveis secundários e terciários da atenção oftalmológica são solicitados devido a sua alta especificidade. Com mais de 50 milhões de consultas anuais no Brasil, a oftalmologia é uma especialidade que encontra ampla atuação em nível público e atende desde queixas simples como “olhos secos” e “vermelhidão”, mas também realiza procedimentos mais complexos como a cirurgia de catarata (procedimento com maior demanda no SUS).

 

Referências

8 de Julho: Dia Mundial da Alergia

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Autores: Pedro Otávio Oliveira Santos e Vitor Yukio Ninomiya

Com o intuito de trazer a público um melhor entendimento sobre uma das mais prevalentes doenças da humanidade, reservou-se o dia 8 de julho para melhor explicar o que seria as tão conhecidas e pouco compreendidas alergias. No Brasil, por exemplo, estima-se que cerca de 30% da população tenha algum tipo de manifestação de alergia. 

Em resumo e para melhor compreensão, a alergia pode ser entendida como uma resposta imunológica (do sistema imune) exagerada após à exposição a alguma substância (em geral, qualquer substância “estranha” que entre em contato com o organismo pode ser potencialmente desencadeador dessa reação). Vale destacar que praticamente toda substância pode ser a causa de uma alergia, pois cada organismo pode apresentar reações imunológicas particulares. Por isso, estar atento ao fatores ambientais* é fundamental para uma melhor investigação de cada caso.

Principais fatores ambientais relacionados à alergia: poeira, pólens, ácaros, alimentos, cosméticos e medicamentos.

Quer entender mais sobre como funcionam as alergias? Acompanhe o post abaixo!


OS TIPOS DE ALERGIA

ENTENDENDO A RESPOSTA ALÉRGICA

Como visto anteriormente, os sinais e sintomas podem variar muito de acordo com a localidade, quantidade e tipo de substância a que o organismo for exposto. Por isso, acompanhe um breve resumo do que acontece no nosso organismo na alergia:

  1. Uma substância alérgena entra em contato com o nosso organismo;
  2. Essa substância gera uma resposta inflamatória exagerada (hipersensibilidade);
  3. A resposta inflamatória gera uma série de reações locais e/ou sistêmicas;
  4. A depender da intensidade dessa resposta inflamatória, observam-se os sinais e sintomas;

RESPOSTA ALÉRGICA GRAVE: ANAFILAXIA

Muitas vezes, acabamos por interpretar como sendo resultado de uma alergia a tudo aquilo que leve à irritação do nosso nariz e frequentemente levando aquele incômodo de nariz “entupido”. Ainda que essa ideia não seja errada, ela é apenas uma pequena parte das possíveis reações que a alergia pode ser percebida. Sendo assim, a alergia pode ser melhor compreendida como uma resposta exagerada que chamamos de “hipersensibilidade”. Essa resposta imunológica aumentada, após o contato com alérgenos (substâncias que podem causar essa reação de hipersensibilidade), a depender da localização em que ocorrer, pode gerar respostas na pele (dermatite), nos olhos (conjuntivite), na região nasal (rinite), nos pulmões (asma) ou em qualquer parte do corpo!

Você sabia? 

Uma pessoa com algum tipo de alergia tem mais chance de desenvolver outras diferentes!

Além da diversidade quanto a localização da alergia, também pode-se observar diferenças quanto a intensidade dessa resposta imunológica. Algumas pessoas, quando expostas a certas substâncias, além de manifestar reações locais, também podem ter essa reação aumentada e então espalhar-se por todo o organismo, levando a um quadro grave de reação alérgica denominado anafilaxia. Em geral, reações mais graves tendem a ocorrer cerca de quinze minutos após a exposição à substância, a depender do local e da quantidade. Quando manifestadas mais tardiamente, cerca de quatro a oito horas após a exposição, tendem a ser menos graves e limitam-se a sintomas mais locais.

Sinais e sintomas mais comuns da anafilaxia:

Vermelhidão, coceira, irritação, inchaço, náuseas, cólicas abdominais, diarreia, desconforto respiratório, palpitações, tonturas, alterações na pressão arterial, desmaios, entre outros.


SERÁ QUE EU TENHO ALGUMA ALERGIA?

Muito embora existam testes laboratoriais e outros métodos mais sofisticados para detectar a alergia, é importante destacar que ela não é e não deve ser indicada rotineiramente como um diagnóstico para esclarecer apenas uma curiosidade. Muito provavelmente você deve conhecer alguém ou até mesmo ter alergia a algum alimento, produto ou medicação e certamente percebeu isso apenas pela reação incomum em seu organismo após essa exposição, não é mesmo? Pois bem, o diagnóstico das alergias é feito, na maioria dos casos, por meio de relatos e observações pelo próprio paciente.

A utilização de testes de sensibilidade, avaliação da função pulmonar, exames de sangue, entre outros, geralmente são reservados aos casos em que há um comprometimento funcional maior na vida do paciente ou até mesmo quando há risco de vida relacionado às alergias.

Você sabia? 

Algumas pessoas podem ter alergia a temperaturas extremas (muito frias ou muito quentes)! 


TRATAMENTO

Em geral, a prevenção é sempre a melhor medida a ser tomada quando o assunto é alergia. Após ter o conhecimento sobre a substância causadora dessa hipersensibilidade, o primeiro passo (e muitas vezes o único necessário) é evitar, sempre que possível, sua exposição. Um bom exemplo desta prática são as pessoas que possuem alergias alimentares (exemplo comum: frutos do mar) para evitar riscos maiores como a já citada anafilaxia! Assim, evitar esse tipo de alimento é sempre a melhor das práticas para essas pessoas.

Contudo, podemos nos perguntar: o que fazer quando a exposição é inevitável? Nesses cenários, existem algumas medicações, que ao serem prescritas pelo profissional da saúde, podem ajudar muitos desses pacientes. Essas medicações, em geral, atuam como um “modulador inflamatório”, ou seja, atuam reduzindo a intensidade da resposta inflamatória e, consequentemente, seus efeitos incômodos ou potencialmente fatais ao paciente.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada da Rede de Atenção à Saúde, sendo responsável por solucionar cerca de 80% das demandas de saúde da população. A APS é o conjunto de ações de saúde que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico e tratamento, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e realizada com equipe multiprofissional. 

Os profissionais da APS estão qualificados para realizar o manejo dos sinais e sintomas de alergia. Nestes casos, os usuários devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e, se necessário, os mesmos serão encaminhados para serviços especializados. 

Tendo isso em mente, não se recomenda a procura por um especialista (alergologista, imunologista) sem antes buscar auxílio na atenção primária à saúde. Assim, você contribui para que o seu problema seja resolvido mais rapidamente e que os demais pontos da rede de atendimento não fiquem congestionados desnecessariamente.

Referências:

1 de Julho: Dia da Vacina BCG

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Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Desenvolvida em 1921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin, a vacina BCG (Bacilo Calmette Guérin) é uma antiga e poderosa ferramenta na prevenção contra as principais formas graves da tuberculose. Embora a tuberculose ainda não seja uma doença erradicada no país, pode-se observar historicamente uma queda importante nos casos graves da doença, principalmente em crianças e recém-nascidos de países que aplicam essa vacina. Além disso, ela não previne somente a tuberculose pulmonar, mas também ajuda a prevenir as outras manifestações da tuberculose, como a dos ossos, rins, meninges (revestimento que protege o cérebro), entre outros, além de contribuir na prevenção da hanseníase!

Quer saber mais sobre a vacina BCG? Acompanhe o post abaixo!


A VACINA BCG

O primeiro uso da vacina ocorreu em 1921, em uma criança recém-nascida cuja mãe era portadora de tuberculose. No Brasil, a vacina BCG começou a ser aplicada em 1927. O Ministério da Saúde tornou obrigatória a aplicação da vacina BCG em 1976. Essa ação de grande mobilização social tem como objetivo combater a tuberculose, doença ainda muito presente mas que ainda pode ser erradicada no país e no mundo.

Você sabia? Ao receber a vacina BCG, há também uma proteção contra a hanseníase!

QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES DA VACINA BCG?

Recomendação: dose única ao nascer, ainda na maternidade.

A aplicação é feita via intradérmica, preferencialmente no braço direito.

 

  • Todas as crianças até 4 (quatro) anos de vida, de preferência nas primeiras 12 horas de vida;
  • Recém-nascidos em contato com indivíduos com tuberculose pulmonar ativa deverão ser vacinados somente após o tratamento da infecção latente da tuberculose ou após quimioprofilaxia (tratamento medicamentoso para reduz risco de desenvolver as formas graves);
  • Contatos intradomiciliares de hanseníase (indicações específicas);
  • Crianças expostas ao HIV (indicações específicas).

QUAIS SÃO AS CONTRAINDICAÇÕES DA VACINA BCG?

  • Pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas;
  • Pessoas com câncer maligno;
  • Pacientes em tratamento com corticoides em doses elevadas;
  • Pacientes com outras terapias imunossupressoras;
  • Gestantes.

QUANDO DEVO ADIAR A VACINAÇÃO COM A BCG?

  • Até 3 meses após o tratamento com imunossupressores e corticoides em doses elevadas;
  • Recém-nascidos com menos de 2.000g (vacinar apenas após atingirem esse peso).

QUAIS SÃO OS EVENTOS ADVERSOS DA VACINA BCG?

  • Esperado: Cicatriz característica, com cerca de 1 centímetro, no local da aplicação
  • Outras: dor, vermelhidão, alterações de sensibilidade, problemas de cicatrização (úlceras, queloide) e abscessos (coleção de pus).

Clique aqui para baixar o Calendário Nacional de Vacinação e mantenha a prevenção em dia!


TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por bactérias do complexo Mycobacterium tuberculosis (ao todo, sete espécies), que pode acometer vários órgãos, sendo a forma pulmonar a mais frequente e relevante.

A transmissão ocorre pela via aérea, a partir de uma pessoa infectada pela tuberculose pulmonar ou laríngea, por meio de aerossóis exalados durante a tosse, fala ou espirro. Porém, quando essas bactérias se depositam em superfícies, dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, reduzem o seu potencial de transmissão. Outras formas de transmissão, como a pele ou via placenta, são raras.

O risco de adoecimento (progressão para a tuberculose ativa) depende, principalmente, da condição do sistema imune de cada indivíduo. Estima-se que apenas 10% das pessoas infectadas acabem adoecendo (5% nos dois primeiros anos que se sucedem a infecção e 5% ao longo da vida). Contudo, a doença pode permanecer silenciosamente no organismo por muitos anos até a ocorrência de sua reativação, por isso a importância de se rastrear a tuberculose em sua fase latente.

Para mais detalhes sobre a tuberculose, clique aqui e confira nosso post no Blog da Saúde.


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

A tuberculose é uma doença que merece atenção especial. Mesmo com aplicação gratuita da vacina BCG pelo SUS, vale lembrar que ela não é capaz de fornecer proteção a todos os tipos de tuberculose e deve, portanto, ser uma medida adicional às demais, como: avaliação e tratamento de todos os indivíduos com a doença e também daqueles que tiveram contato com a pessoa infectada. O destaque no controle da doença é a adesão ao tratamento e ao acompanhamento do doente, visto que seu tratamento farmacológico é de longa duração, mas oferece cura.

Vale lembrar que todo o tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é essencial que o paciente esteja comprometido em completar o ciclo de tratamento adequadamente. Os sintomas são conhecidos, o diagnóstico é clássico e o tratamento é muito bem organizado, mas somente com a adesão do paciente é que podemos controlar a doença a ponto de erradicá-la do Brasil e do mundo.

Referências

21 de Junho: Dia Nacional de Controle da Asma

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Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Das mais de 339 milhões de pessoas com asma no mundo, cerca de 20 milhões estão no Brasil, ou seja, é uma doença comum no país. A proposta da campanha do Dia Nacional de Controle da Asma, além de informar sobre a doença, tem como um dos seus pilares a conscientização quando a adesão ao tratamento que, apesar de não oferecer cura a doença, permite melhora significativa na qualidade de vida do paciente.


Um dado que confirma essa proposta da campanha mundial é o de que apenas 12,3% dos asmáticos estão com a doença bem controlada. Por isso, tão importante quanto saber sobre o diagnóstico de asma é saber como tratar adequadamente seus sintomas. Por isso, mantenha-se informado sobre a asma e saiba o que pode ser feito.

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ENTENDENDO A RESPIRAÇÃO E A ASMA

O sistema respiratório é o nome dado ao conjunto de órgãos e tecidos que permitem a ocorrência da respiração. Esse processo pode ser dividido em duas partes: ventilação e respiração celular (células do corpo). A ventilação é formada pela via aérea superior (fossas nasais, faringe e laringe) e a via aérea inferior (traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos), partes responsáveis pela condução do oxigênio presente no ar para dentro dos pulmões e dos gases produzidos nos pulmões para o meio externo. Já a respiração celular é o processo em que as células do nosso organismo utilizam o oxigênio captado para produzir energia, e então devolvendo um outro gás (dióxido de carbono – um dos produtos do metabolismo celular) eliminado ao ambiente.

Você sabia? Além da respiração (inspiração e respiração), propriamente dita, o sistema respiratório também possui papel fundamental na fonação (produção da voz), no olfato, na proteção do organismo contra as substâncias nocivas e irritantes presentes no ar, além de muitos outros papéis diretos e indiretos no metabolismo em geral.

Na ventilação, as vias aéreas inferiores formam uma espécie de tubo (figura acima), no qual o oxigênio percorre até chegar aos pulmões. Esse tubo, formado por uma camada muscular fina que pode contrair ou relaxar, diminuindo ou aumentando, respectivamente, o seu calibre de acordo com diversos fatores ambientais ou do próprio organismo. E é exatamente nesse ponto que que devemos focar para o entendimento da doença: pessoas com asma apresentam hiperresponsividade e inflamação nesse tubo (brônquios). Por meio de uma predisposição ambiental, genética e/ou imunológica, pode ocorrer uma resposta desproporcional nesse tubo responsável pelo fluxo respiratório, levando a uma dificuldade na capacidade ventilatória da respiração.

Agora que você já sabe o que acontece com as vias respiratórios inferiores do paciente com asma, principalmente quando em momentos de crise (“crise asmática”), ficou mais fácil de entender o porquê de essas pessoas estarem no grupo de risco para a covid-19, não é mesmo?

Como a insuficiência respiratória é uma das principais complicações da covid-19, o paciente com asma pode evoluir mais rapidamente para um caso grave da doença!


COMO SABER SE TENHO ASMA?

Primeiramente, é importante destacar que a asma não é uma doença restrita às crianças, ela pode também acometer, em menor proporção, indivíduos mais velhos. No entanto, até mesmo em pacientes mais jovens a asma continua sendo uma doença caracteristicamente heterogênea, variando tanto em intensidade como a forma de apresentação e tratamento adequados para controle das manifestações. 

Apesar de ser uma doença amplamente conhecida, estima-se que apenas 12,5% das pessoas que têm asma são diagnosticadas. Os 87,5% restantes apresentam etc etc

A asma é caracterizada principalmente por sintomas variáveis de sibilo (som agudo produzido durante a respiração), falta de ar, aperto no peito, tosse e por limitação do fluxo de ar. Contudo, tais sintomas podem variar muito, tanto em intensidade quanto em relação ao tempo. Uma vez que estão fortemente relacionados a alguns eventos desencadeantes, como exercícios, exposição a alérgenos (poeira, ácaro, mofo, pólen, fezes de barata, pelos de animais) ou irritantes (tabagismo, fumaças), mudanças de tempo (exposição ao frio) ou infecções respiratórias (viroses, como gripes e resfriados, sinusites), a observação e descrição detalhada dos fatores ambientes tornam-se fundamentais para que o diagnóstico seja dado com maior precisão.

Além da observação aos eventos desencadeantes, dê uma atenção especial ao componente genético da doença, ou seja, investigue se na sua família existem pessoas com asma.


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O QUE FAZER SE TIVER ASMA?

Quando o assunto é o tratamento da asma, fica quase impossível não lembrar daquela famosa  “bombinha” (imagem acima) para o controle da doença, não é mesmo? Pois bem, esse tipo de uso da medicação é realmente muito eficaz, mas cuidado: ela não está indicada em todos os casos e a maioria dos pacientes com mau controle do tratamento da doença relatam o uso excessivo e, muitas vezes, desnecessário delas.

Além da ampla combinação da terapia farmacológica (comprimidos, inaladores, corticoides, entre outros) direcionada, de acordo com o estágio da doença de cada pacientes, outro fator fundamental no controle é a observação e o afastamento dos chamados “fatores-gatilho”, como por exemplo os domésticos (poeira, ácaro, mofo, pelos de animais, baratas, etc), irritativos (fumaça de cigarro, poluição, forno a lenha, perfumes, produtos de limpeza, pintura recente), sazonais (pólen), exposição ocupacional, medicamentos, entre outros.

Para se ter uma boa resposta ao tratamento, deve-se ter em mente que o acompanhamento médico deve ser feito com frequência muito bem estabelecida e respeitada, pois existem diversas combinações terapêuticas possíveis. Além disso, lembre-se de que a terapia farmacológica sem o controle dos “fatores-gatilho” não é suficiente para o manejo da doença.

Para ajudar a entender o tratamento, crie uma situação em sua mente em cada paciente encontra-se sobre o degrau de uma escada: 

  1. Cada degrau representa uma combinação terapêutica diferente;
  2. Para subir ou descer cada degrau, o auxílio médico é essencial (terapia adequada);
  3. Cada degrau para cima representa uma piora da asma (médico indica uma terapia mais intensa);
  4. Cada degrau para baixo representa uma melhora da asma (médico indica uma terapia mais branda);

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que cerca de 80% das demandas de saúde da população sejam resolvidos no atendimento primário, sem que haja necessidade de encaminhamento a outros serviços, como especialistas, emergências e hospitais. Na atenção primária são oferecidos ao público os seguintes serviços de saúde: fazer curativos, fazer inalações, tomar vacinas, coletar exames laboratoriais, tratamento odontológico, receber medicação básica e encaminhamentos aos atendimentos especializados.

Tanto a investigação da doença quanto o acompanhamento do paciente com asma podem ser feitos integralmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Procure por orientações mais detalhadas e mais específicas ao seu caso em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Toda a abordagem terapêutica (medicamentosa  não medicamentosa) e preventiva (para evitar as crises asmáticas), bem como o fornecimento dos medicamentos podem ser feitos pelo SUS. Por isso, à qualquer suspeita, não deixe de procurar orientações médicas e, caso seja diagnosticado com asma, não deixe de manter o acompanhamento em dia, pois mesmo na ausência de uma cura para a doença ela pode ser muito bem controlada, trazendo qualidade de vida ao paciente.

 

Referências

Ministério da Saúde (MS)

Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

O aumento da casos de infecções respiratórias no inverno

Sick young Caucasian woman covered with grey blanket sitting on bed with closed eyes, blowing nose with napkin. Illness, pain concept

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

Muito embora as infecções respiratórias possam ser detectadas durante o ano todo, é muito comum ver um aumento significativo dessas doenças durante as épocas frias, tal como durante o inverno. Assim como no ano passado, esse ano também devemos dar uma atenção especial aos cuidados quanto à prevenção dessas doenças, pois além do tão conhecido vírus da gripe (influenza) temos também mais um vírus de preocupação mundial: o coronavírus (SARS-CoV-2).


POR QUE OCORRE ESSE AUMENTO NO NÚMERO DE CASOS NO INVERNO?

O COMPORTAMENTO NO FRIO

Com a chegada do frio, além da preocupação em se manter agasalhado, a proteção contra a sensação de frio também ocorre principalmente pela busca por abrigos longe do incômodo do vento gelado, o que leva a uma maior chance de ocorrer pequenas aglomerações em locais fechados. Assim, facilitando a transmissão de doenças como a COVID-19, gripes, resfriados e tantas outras doenças respiratórias, transmissíveis por gotículas ou aerossóis.

TEMPO MAIS SECO

Além do frio, um outro fator que contribui para o aumento importante das doenças respiratórias é o ar seco, que além de dificultar a respiração também leva ao incômodo da sensação do ressecamento das mucosas nasal e ocular. Esse incômodo e ressecamento, além de gerar microlesões, também favorecem o ato de levar a mão a esses locais devido à sensação de incômodo (“coceiras”).

As microlesões funcionam como uma porta de entrada a diversos vírus e bactérias no organismo.

O ato de “coçar” o olho e nariz deve ser evitado, ou então deve ser feito somente após a higienização das mãos com álcool ou água e sabão.


SÍNDROME GRIPAL (SG) E SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

O termo “síndrome” faz referência a um conjunto de sinais e sintomas atribuídos a uma ou mais doenças. É utilizado, portanto, como um agrupamento de características que comumente estão juntas quando na presença de determinada doença ou até mesmo quando não se sabe a causa exata do conjunto dos sinais e sintomas manifestados pelo paciente. Uma mesma síndrome pode, portanto, compartilhar ou não das mesmas origens e causas.

SÍNDROME GRIPAL (SG)

A síndrome gripal pode apresentar manifestação variada de pessoa a pessoa, tanto em relação a presença quanto a intensidade dos seguintes sintomas: febre, calafrios, dores no corpo, mal-estar, fadiga, dor de cabeça, tosse, nariz entupido, nariz escorrendo, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de garganta, palpitações, lacrimejamento e olhos vermelhos.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

No caso da síndrome respiratória aguda grave, apesar da variabilidade dos sintomas, esta  tende a ser mais restrita por se tratar de uma piora do estado geral decorrente do comprometimento das vias aéreas. Ou seja, independentemente da causa, alguns sinais são comuns a eles, como: falta de ar, desconforto respiratório, sensação de pressão no peito, coloração azulada dos lábios ou rosto, além de outros sinais específicos das complicações de cada uma das doenças respiratórias possíveis.

Blog Coronavírus: você sabe o que causa a síndrome respiratória aguda grave?

Algumas das complicações mais comuns da gripe são: pneumonias (virais e bacterianas), sinusite, otite, desidratação e a descompensação das doenças crônicas do paciente.


CUIDADOS GERAIS

De maneira geral, os cuidados com as doenças respiratórias são muito parecidos e podem ser, de certa forma, reunidos aos mesmos cuidados referentes à prevenção contra o coronavírus (SARS-COV-2).

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Blog Coronavírus: Saiba como se prevenir do Coronavírus! Clique aqui

VACINAÇÃO

A vacinação anual contra a gripe continua sendo uma eficiente medida de prevenção contra o vírus influenza. Ela ajuda a reduzir a chance de evoluir para um quadro grave de pneumonia ou outras complicações, além de ajudar a manter o controle sobre outras comorbidades que poderiam descompensar durante um quadro gripal.

Assim como a vacina da gripe, a vacina contra a covid-19 também atua reduzindo os riscos de evoluir para um quadro grave que necessita de internação hospitalar.

TRATAMENTO

Boa parte das doenças respiratórias possuem um quadro leve, ou até mesmo assintomático, e comumente são autolimitadas. Ou seja, na maioria dos casos o repouso, ingestão de líquidos e uso de medicamentos sintomáticos (analgésicos e antitérmicos) são suficientes.

Em casos selecionados, o uso de antivirais ou antibióticos estão indicados no tratamento, mas cada caso possui indicação específica, de acordo com gravidade e agente causador da doença.


INVERNO E COVID-19: O QUE EU DEVO SABER?

Muito embora o coronavírus não seja uma doença classicamente sazonal como a gripe, no caso do vírus influenza, devemos ter em mente de que a covid-19 apresenta sintomas muito parecidos àqueles da gripe. Caso uma pessoa venha a apresentar sinais ou sintomas dessas síndromes respiratórias, certamente a primeira medida a ser tomada é procurar atendimento médico para melhor esclarecimento do caso. Na atual pandemia, pode-se dizer que qualquer síndrome respiratória deve levantar suspeita de covid-19 até que se prove o contrário, mesmo em indivíduos já vacinados contra a covid-19. 

Dessa maneira, seguir o calendário vacinal (contra influenza e coronavírus) é fundamental, mas não é suficiente para estar protegido. Manter as medidas de prevenção continua sendo indispensável tanto para a própria saúde quanto para a segurança de todos.

 

12 de Junho: Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita

Coração PED

Autor*: Vitor Yukio Ninomiya

A cada cem recém-nascidos no Brasil, pelo menos uma delas apresentará cardiopatia congênita. Dentre todas as doenças presentes logo ao nascimento, estamos falando da mais comum e a que mais leva a óbito. Trata-se de uma doença de incidência relativamente alta no país, mas que não apresenta a mesma proporcionalidade no conhecimento da população. Por isso, o dia 12 de junho foi reservado como o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, com a finalidade de conscientizar a sociedade sobre suas manifestações e necessidade de diagnóstico precoce e tratamento.

Já ouviu falar sobre o tema? Mantenha-se atualizado(a) após a leitura do texto abaixo.


O QUE É UMA CARDIOPATIA CONGÊNITA?

A palavra “congênita” é dada à característica que se originou antes (dentro do útero materno) ou no momento de seu nascimento. Dessa maneira, uma cardiopatia congênita deve ser entendida como uma anormalidade na estrutura ou na função do coração já existente no recém-nascido, no momento de seu nascimento.

CIRCULAÇÃO NEONATAL EM TRANSIÇÃO

Durante a gestação, a circulação fetal e materna (via placenta) ocorre de maneira única e integrada para que haja a troca de nutrientes, oxigênio e outros componentes necessários ao desenvolvimento fetal. Para que isso ocorra, algumas adaptações estruturais e funcionais são fundamentais, sendo algumas delas relacionadas ao sistema cardiovascular. No entanto, tendo em vista o seu processo dinâmico e de adaptação específica de estruturas vitais, há uma probabilidade natural de haver algum tipo de malformação que resulte em consequências tanto maternas quanto fetais.

Um detalhe importante é que as malformações congênitas nem sempre resultarão em comprometimento significativo à saúde. A repercussão dessas alterações é altamente variável de acordo com cada paciente, podendo variar desde uma situação totalmente benigna e assintomática ao paciente até casos graves que podem levar a óbito intraútero.


RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO 

COMO É FEITO O RASTREAMENTO*

O rastreio das cardiopatias congênitas pode ser dividido em dois momentos: durante a gestação e após o nascimento.

*Rastreamento: aplicação de exames ou testes em pessoas saudáveis, assintomáticas.

A indicação é feita exclusivamente por dados estatísticos e epidemiológicos, estando indicada somente quando os benefícios superam os riscos e que não forneça morbidade significativa ao paciente.

Ultrassom

Durante os exames periódicos realizados durante a gestação, além do exame físico e da checagem dos batimentos cardíacos fetais em todas as consultas, também estão indicados os exames ultrassonográficos morfológicos realizados rotineiramente no primeiro e no segundo trimestres gestacionais, que já podem indicar uma suspeita de algum tipo de malformação cardíaca fetal. Sendo assim, na suspeita de alguma alteração, naturalmente há indicação de investigação mais detalhada, com um ecocardiograma. No entanto, nenhum desses exames é “infalível” e, em certos casos, o diagnóstico acaba ocorrendo somente após o nascimento.

O segundo momento do rastreio ocorre pelo chamado “teste do coraçãozinho”, nas próprias maternidades em que são realizados os partos. Havendo alguma alteração, há seguimento da investigação com um novo ecocardiograma do recém-nascido para maior detalhamento.

O teste do coraçãozinho faz parte dos exames de triagem neonatal, na qual também fazem parte o “teste do pezinho” (triagem biológica), “teste do olhinho” (triagem ocular), e o “teste da orelhinha” (triagem auditiva).

TESTE DO CORAÇÃOZINHO SEM ALTERAÇÕES, E AGORA?

Apesar do importante papel na triagem de recém-nascidos, é importante destacar que ele não é capaz de detectar todas as cardiopatias congênitas, mas possui boa sensibilidade para os casos mais graves. Da mesma forma, não é sempre que um teste positivo indica necessariamente intervenção imediata, como uma cirurgia ou medicamento. Algumas cardiopatias congênitas possuem resolução espontânea e demandam apenas uma conduta expectante por parte do médico responsável.


FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO

Boa parte das cardiopatias congênitas possuem o fator genético como o principal fator de risco. Sendo assim, a presença dessa condição na família aumenta a chance de o recém-nascido apresentar a mesma doença. Algumas síndromes possuem um risco maior, como a síndrome de Down, síndrome de DiGeorge, síndrome de Marfan, síndrome de Noonan e a síndrome de Turner.

Atenção: os fatores de risco indicam apenas uma maior probabilidade de ter a doença em relação àqueles que não apresentam os fatores de risco. Portanto, ter fator de risco não significa, necessariamente, que há a doença.

CUIDADOS DURANTE A GESTAÇÃO

O acompanhamento pré-natal é fundamental para que haja uma redução significativa dos riscos tanto à saúde materna quanto à fetal. Além dos exames físicos, laboratoriais e ultrassonográficos, também é importante buscar aconselhamento sobre a prevenção. À respeito das cardiopatias congênitas, algumas das recomendações são:

  • Evitar o uso de medicações, como a isotretinoína (tratamento da acne), lítio (tratamento de transtorno bipolar);
  • Evitar o consumo de álcool e drogas;
  • Cessar o tabagismo;
  • Antes de engravidar, iniciar a ingestão diária de ácido fólico em doses recomendadas;

O diabetes, antes da gestação, também é considerado fator de risco para o desenvolvimento de cardiopatias congênitas e de outras comorbidades fetais.


COMO É FEITO O TRATAMENTO?

INTRAÚTERO

Em alguns casos específicos e muito selecionados, pode-se fazer uma cirurgia no feto ainda dentro do útero. No entanto, mesmo com a indicação deste procedimento, é altamente específico e exige profissional especializado, sendo pouco disponível até mesmo em grandes centros.

APÓS O NASCIMENTO

A conduta aqui é ampla e pode variar desde a simples observação clínica do paciente por toda a vida, até mesmo a indicação de uma cirurgia cardíaca. A condução de cada caso é relativa à condição de cada paciente, devendo portanto ser avaliado individualmente.

 

Junho Laranja: mês da conscientização sobre anemia e leucemia

Autor: Vitor Yukio Ninomiya

junho_laranja

A campanha do mês de junho dirige-se à informação e prevenção sobre a saúde do sangue. Além de reservar um dia especialmente à importância da transfusão de sangue, o mês também traz em destaque duas das condições mais frequentes relacionadas ao sistema sanguíneo: a anemia e a leucemia. A anemia, apesar de muito frequente, ainda continua sendo um tema que traz muitas dúvidas à população. Já no caso da leucemia, ainda que menos frequente, também merece destaque por se tratar do principal câncer maligno da infância. 

Clique aqui e saiba como fazer sua doação de sangue. Ajude a salvar vidas!

Veja abaixo um breve texto sobre as informações básicas acerca de cada uma das condições citadas acima.

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